Fichas a dez centavos, joysticks ensebados e muito mais. Os melhores games de rodoviária e cartuchos japoneses vagabundos que ninguém alugava na locadora.
Então quer dizer que o Fliperama do Zé Doido não fechou?? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!
Quer dizer que continuam os posts malucos, bem-humorados, ensandecidos, dementes, doidos de pedra e ofensivos à moral, aos bons costumes e à família brasileira? SIM! VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?
O proprietário desse humilde estabelecimento foi vencido pelas forças ocultas e castas da Tradição, Família e Propriedade e se rendeu à Nova Ordem Mundial? CAI FORA, MACAUBAL!
Pois é, impacientes leitores e indignadas leitoras com a demora na atualização desse humilde blog, o FZD está mais vivo do que nunca, e sem precisar de Viagra. Só estamos dando um tempo para uma reforma no fliperama (uma troca de arcades e uma demão de pinta nas paredes sempre vai bem!). Porque o senhor Zé Doido também tem uma vida fora da Internet, com trabalho, estudo e outros compromissos más.
É isso aí, pessoal! Podem guardar os Phoenix Down porque não será hoje que o FZD receberá um game over!
FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO! CORROMPENDO A JUVENTUDE, DESTRUINDO FAMÍLIAS, PROFANANDO O MUNDO E DESORDENANDO A SOCIEDADE DESDE 2011!
Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, depois dum cruel inverno nuclear e duma greve bolchevique causada por graves alterações peripatéicas no plexo solar altamente desenvolvido do complexo de Golgi da tromba dos tamanduás de rabo preso do noroeste do Piauí, nós voltamos com mais um post esportivo geração saúde, que bebe água limpa, come barrinhas de cereais, pratica atividade física regularmente e que tem o desodorante vencido mais fedorento do que sovaco de bárbaro do Golden Axe. Preparem as toalhas, as garrafinhas de água e o Tênis Pé Baruel, porque hoje vamos falar do esporte mais querido dos domingos desse Brasil varonil: AS CORRIDAS!
Então quer dizer que é um jogo de F-1 igual esses que tem de monte, Tio Zé? NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO! É aquele jogo da Fórmula Indy ruim pra desgraça que tinha pro PC no tempo do DOS? NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO! Então é algum game 3D genérico do Virtua Racing? NÃO, CARAIO! Como a linha editorial (hahahaha!) do FZD não admite apologias a atividade física e práticas saudáveis, vamos seguir o nosso MANUEL de redação e falar do game de corrida menos corrida de todos os tempos. Quem lembrou do nosso considerado, amado com camisinha e muita vaselina, respeitado, consagrado e DESPEITADO Super Mario Kart, estrelando a turminha do Super Mario Pereirão, acertou bem no fiofó do Toad!
Bizarro, surreal e incrivelmente sacana (afinal, pra quê ultrapassar se você pode explodir o carro do amiguinho com um casco vermelho?), o crássico com K maiúsculo do Super Nintendo foi uma experiência inovadora da Cumádi Nintendo, misturando os personagens e cenários consagrados dos Irmãos Mario e Mario Verde com uma corrida de kart bem divertida e viciante. Assim é que se faz um bom game: esbanjando criatividade e sandice da cabeça dos programadores japas e sem medo de inovar e virar de cabeça pra baixo os paradigmas gamers. Com Super Mario Kart dá até vontade de encher os pulmões e gritar bem alta Ó O FUMO, MEGA DRIVE! ABRE O OLHO, SEGA CEGUETA!
E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A CORRERIA!
Fé em Deus e pé na tauba, mano!
Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, voltamos ao vivo e em definitivo. Vivíamos o ano próspero de 1992. O Super Famicom acabava de ser lançado nos States, agora apelidado de Super NES, mas ainda tava naquele de não saber se cagava ou saía da moita chove não molha, enquanto que uma certa softhouse de necessidades especiais vendia videogames que nem água na caatinga. O Nintendinho ainda ia bem, obrigado, mas já estava na fase do Viagra, vivendo seus dias de condor (com dor aqui, com dor ali, etc.). Porém, a Dona Nintendo tinha uma boa plataforma de 16 bits e também um sensacional recurso, o Mode 7, uma interface gráfica perfeita para matar criancinhas de epilepsia que criava efeitos acachapantes de rotação e zoom. O mais natural seria explorar ao máximo tal tecnologia, certo?
Também vivíamos uma época de penúria braba de bons games de corrida! Afinal, que que a gente tinha nesse tempo? Outrun? Tirando a loirinha do carro vermelho, não sobrava nada! Hang-On? VALEI-ME, MEU SÃO SNAKE DO QUIXERAMOBIM, VADE RETRO? Enduro? Tá, mas corridas de aranhas caranguejeiras nunca foram muito divertidas…rolimã na ladeira da rua de baixo? Bom, aí até que é legal, tirando os joelhos esfolados e cotovelos esmigalhados…
Pois bem, por que então não faz um game estrelando nosso herói trabaiadô, pegando no batente duma outra maneira, pra não repetir a fórmula de Mario World? Talvez um jogo de esporte, alguma coisa diferente…quem sabe um game de beisebol? De futebol? De licença-béti? De truco? De cuspe a distância? Não, não…eis que nesse belo ano de 92 os programadores samurais da Nintendo enfiaram Mario & Cia. limitada num game de corridas de kart, com tudo o que a parafernália dezesseisbitsanas do SNES poderia oferecer. E a galera muito louca que apronta as maiores confusões no mundo dos cogumelos entrou pelo cano…no bom sentido com bastante carinho, é claro!
Super Mario Kart foi então o primeiro duma série de jogos de racha a estrelar a patota do Mario Pereirão! Pegue então seu melhor kart com motor de Belina peidorreira, acelere fundo até chegar aos quarenta por hora, bote uns postes de borracha e cuidado com as cascas de banana, estrelando nossos oito navalheiros de domingo, todos com a CNH vencida e suspensa no Detran, com a sua incrível técnica de piloto de testes da finada Minardi:
Mario: Uai, o herói da bagaça, ele tem que estar lá, né? Porém, como piloto de carangas, nosso estimado Mario Mario tem aquele braço duro de Mika Hakkinen que só falta dar seta pra entrar nas curvas. É uma boa opção tanto pros noobs quanto pros viciados overpower.
Mario Verde, digo, o tal do Luigi: o eterno coadjuvante faz em Mario Kart o que ele sempre fez de melhor: servir de escada pro herói principal. Luigi é rápido e tem um carro até que estável nas curvas e bom pra dar umas trombadas, o que faz dele um Xumáker que sempre chega em segundo lugar.
Toad: o represente dos fungos e das minorias emboloradas, piloto democrático, rápido, leve, um corisco nas pistas, mas com um carro que quebra mais que a banheira do Rubinho Barrichello. Infelizmente, um sofredor duma terrível micose crônica, que nem pomada Minâncora consegue sarar. PENICILINA NELE!
Princess Toadstool: a porção feminina, perfumada e donzela do jogo, eterna ficante do Mario Mario e herdeira do trono do Reino dos Cogumelos, um país muito peculiar pelos seus discos de rock progressivo. Porém, a mocinha dirige com o carisma do Nigel Mansell passando cotonete: nem rápida nem devagar, nem fraca nem forte, nem apelona nem vacilona…enfim, uma piloto que NEM sabe o que está fazendo nessa correria!
Yoshi: o dinossáurico piloto que mete a língua onde não é chamado! Tem mais resistência que o Toad e corre que nem a Princesa quando vê o tamanho da chave inglesa do Mario e bate de frente com os vilões, mas é que nem o Felipe Massa: é o piloto que está sempre a um passo, da vitória, da derrota, do último lugar, do pódio…e do player select dos jogadores!
E, claro, contrariando a moral, os bons costumes e a família brasileira, nesse game você também pode jogar com os vilões! OBA! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!!!
Koopa Trooper: sabe aquelas tartarugas que ficam andando que nem lemingue dum lado pro outro nas fases dos outros jogos do Mario? Que você pisa na cabeça e depois usa a carapaça como arma? Pois é, pegaram um desses figurantes que tava de bobeira e botaram ele pra pilotar um kart. Que beleza, hein? Aliás, o soldado Koopa e o Pedro Chaves (piloto de F-1 que chegou a ser expulso duma corrida por andar a 80km/h!) deveria fazer uma dupla e pleitear uma vaga no elenco do desenho da Corrida Maluca! Pelo menos, eles poderiam ter a chance de ser atropelados pelos Irmãos Rocha e pela Quadrilha de Morte!
Donkey Kong Jr.: não confundir com o pobre macaco que cedeu ao vício das bananas são-tomé e ainda não aceitou Sephiroth no coração. Esse é o macacão dos games do Nintendinho e do fliperama, aquele que nunca mais foi o mesmo depois de enfiar a cara numa caixa de marimbondos. O carro dele é uma jamanta, bom pra arrancar os outros do caminho, mas é rápido que nem uma tartaruga com febre amarela! A reportagem do FZD apurou e descobriu que ele era o personagem favorito do nosso lendário Ukyo Katagrama, digo, Katayama pra jogar no Super Famicom equipado com Satella View.
Bowser: CRENDEUSPADRE! O vilão mais insistente desde o Dr. Willy e Eymael, o Democrata Cristão, é ruim de acelerar, mas quando engrena e engata a terceira vira um verdadeiro asno volante, digo, ás no volante, que nem blitz da PULIÇA consegue pegar. Feio, sujo, malvado, fedido, malcriado e respondão, Bowser é um dos apelões do game, um verdadeiro Alain Prost de carapaça. E comemore: tirando esse título, dificilmente você poderá jogar com o Rei dos Koopas novamente!
Você poderá utilizar esses oito incríveis domingueiros pilotos em quatro modos de jogo, que ficaram para sempre gravados nas cabeças dementes dos vários gamers viciados: Mario Kart GP (a temporada de corridas, digamos, o modo Story), Time Trial (você contra o relógio, tradicional entre os noobs que têm medo do computador e ficam lá só disputando o melhor tempo), Match Race (rachas entre dois jogadores sem radar na pista) e o incrível Battle Mode com os três balões te protegendo dos cascos e das bananas. E AÍ, VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN? Tem também a opção de botar em 50 ou 100 cilindradas (e o modo secreto, que são 150), que vai fazer você se sentir nas verdadeiras 500 milhas de Indianapolis (hahahahaha!)
O Galvão Bueno deve ter platinado!
MARIO, MARIO, MARIO MARIO DO BRASIIIIIIIIIIIIIIIILLL IL, IL!
No Mario Kart GP, são três as taças que você vai disputar cantando muito pneu e socando o carro na brita: Mushroom Cup (equivalente ao modo easy, a preferida dos fãs do Ventania e do Pink Floyd), Flower Cup (o normal, praqueles pilotos mais fenfíveis) e Star Cup (o hard, ou seja, o circuito à prova de noobs!). Cada um dos campeonatos é dividido em cinco pistas e você tem que chegar pelo menos entre os três primeiros pra conseguir um lugar no pódio e estourar aquele champanhe quente que sobrou da cesta básica de Natal.
As pistas seguem o estilo das fases do Super Mario World; temos os Mario Circuit (aquelas florestas manjadas com canos verdes e nuvens sorridentes, ou canos sorridentes e nuvens verdes, tudo depende da zoeira da fita pirata), os Donut Plains (as planícies das rosquinhas…vixi, isso não vai terminar bem!), a mansão assombrada das Ghost Houses de Mario World (chamem os Caga-Fantasmas, digo, Caça-Fantasmas!), o castelo bem-arejado e fresco de Bowser e suas piscinas de lava, a praia tropical das tartarugas Koopa (uai???), onde você praticamente vai disputar uma corrida de submarinos, e os terríveis desertos da Chocolate Island, importados diretamente de SMW, nos quais você vai se arrepender de ter enfiado o cartucho no seu Super Nintendo e vai se questionar sobre o porquê de não ter alugado o Top Gear.
Daí, conseguindo um bom troféu (mas não de platina!) nas três copas, você terá direito ao torneio do Special Cup e aí, meu amigo debaixo do umbigo, sua noobice, sua falta de reflexos e sua coordenação motora torta serão testados a extremos nunca dantes navegados. O Special Cup tem a terrível Rainbow Road, a pista favorita dos clubbers adocicados, que não tem canaletas laterais, é ladeado por um abismo e, ainda por cima, os latões que te atrapalham no circuito do Bowser estão todos eletrificados e prontos para detonar seu kart! Além do mais, a maioria das curvas são fechadas e difíceis de fazer sem um drift esperto! CAI FORA, MACAUBAL! Não guenta bebe leite e vai jogar Lotus no DOS! Confere aí o drama da rave de Mario & Cia. Turbinada:
Mas, além das piscinas de lava, dos latões, das manchas de óleo, dos fossos de água, das plantas carnívoras (mas vegetarianas, só comem carne mijada de soja!) e das marmotas que te atrapalham, Super Mario Kart seria apenas mais um game de corrida cartunesco se não fossem as incríveis TRAPAÇAS que você pega nos blocos de itens no asfalto! Sim, agora chegou a parte preferida de todos os automobilistas de rolimã dessa nação gamer! Prepare-se para muita sacanagem e barbeiragem!
Tem os indefectíveis cascos verdes (que ricocheteiam nos guard rails e atrapalham e vida de meio mundo), os cascos vermelhos (teleguiados, eles seguem o corredor da frente até arrancarem todas as moedas de seu carro), as cascas de banana (escorregam que é uma beleza!), o cogumelo vermelho (de propriedades alucinógenas…digo, ele dá um nitro no seu motor), a pena (que te faz pular que nem uma perereca epilética), o fantasminha Boo (rouba os itens dos outros jogadores), as moedas (que só servem como proteção e pra comprar uma pamonha de Piracicaba dos camelôs do autódromo), a estrela (INVENCIBILIDADE!!!) e o item mais foda de todos, foda com PH maiúsculo: o raio, que explode a tela toda e deixa todos os concorrentes nanicos! UAU, TIRANDO O BARULHO DO MOTOR, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! É por essas e outras que Super Mario Kart é considerado até hoje um jogo subversivo e ofensivo, destruidor de lares, famílias, relacionamentos, amizades e Super Nintendos desbloqueados no Paraguai!
Resumindo antes de começar a Turma do Didi!
Tem muito jogador escolado aí que comprou o Super NES ou seu primo japonês e estudangte de Engenharia da Poli, o Super Famicom, apenas por causa de Super Mario Kart. Isso sem contar que, em se considerando a idade centenária dos 16 bits nintedistas, até hoje tem viciados disputando uns rachas no game de corrida do Mario. Só isso já dá pra perceber por quê Super Mario Kart merece uma bandeirada no meio dos chifres.
Hoje um carro-chefe da Nintendo, praticamente todo videogame da Poderosa teve um game de kart com os Irmãos Mario e seus amigos da terra dos Louco Loucomelos de Zebu! Teve Mario Kart pro sexagenário Nintendo 64, pro quadrado Game Cube, pro pequenino porém genial DS, pro Game Boy Advance, pro Wii, até pros fliperamas da terra do Sharivan. É mole, caro freguês do FZD? Achou que só simulador de Formula 1 e Virtua Racing iriam bombar no mundo gamísticos? POBRE MORTAL…
Infelizmente, Super Mario Kart gerou um PELOTE de imitações descaradas e grosseiras. Sente só o drama no Super Nintendo: tivemos o cult Rock n’ Roll Racing, o legalzudo Biker Mice From Mars, o bisonho Street Racer…já em outros sistemas, como o PS1 e o PS2, tivemos plágios como Woody Woodpecker Racing (um Mario Kart com os personagens do Pica-Pau!) e Crash Team Racing (agora com a galera do Crash Bandicoot e seus marsupiais invocados!), além da cara-de-pau da série Sonic R. Mas não se contente com as cópias, EXIJA O PIRATA DE RESPONSA!
Não se preocupe: não há último lugar que não se resolva com um belo dum casco vermelho! Aprende, Ferrari! Ó o fumo, McLaren!
Curiosidades Curiosas:
- Praticamente todos os videogames da Nintendo (com exceção do NES e do Virtual Boy…mas Virtual Boy não é videogame, é uma arma de destruição em massa, certo?) receberam uma versão do Mario Kart, cada uma com várias inovações, como novos pilotos (algumas versões trazem Wario, Waluigi, o Donkey Kong moderno, as versões bebês dos personagens, etc.) e até a opção de correr com outras máquinas que não karts, como motos, Fuscas, conversíveis, tanques de guerra e até GUINDASTES! Isso sim é que é Corrida Maluca! Um dos mais legais é o Mario Kart DS, que presta tributo às pistas antigas do SNES, do 64 e do Cube! E saindo forno já tem o Mario Kart 7 pro 3DS! Tem resenha pra todos eles, Tio Zé? Tá pensando o quê, rapaz, que eu tenho cara de Wikipedia?
- Super Mario Kart gerou uma onda de imitadores que são tão bons quanto novela do SBT com elenco de terceiro escalão da Globo! Um dos mais lembrados (e um dos mais bizarrinhos) é o Street Racer, com pilotos tão incrivelmente carismáticos que dá até vontade de derreter o cartucho no micro-ondas. Confere aí embaixo:
- Mario Kart influenciou até o esquisito Motor Kombat, um Mario Kart com os lutadores do Kombate Mortal, um minigame extra no Mortal Kombat Armageddon. Aí sim forçaram a amizade! Jogar Motor Kombat é como um fatality com cinco barras de especial diretamente nos testículos. Veja e chore:
- Nas terras do Pikachu e apenas praqueles lados temos o arcade Mario Kart Arcade GP 1 e 2, coprodução da Nintendo com o cumádi Namco. Esse é o único Mario em que há crossover com personagens de outras produtoras! Dá pra jogar com o Pac-Man, o lendário Come-Come, aquele herói de libido e apetite incontroláveis. Mas apenas na terra dos Cavaleiros do Zodíaco e com a bênção de Satan Goss!
- Mario kart inaugurou também o macete do drift: apertando os botões de ombro (L e R) e esterçando o volante, você pode derrapar e ganhar um turbo que sempre te dá uma bela vantagem em relação aos adversários e ainda um bom tempo nas pistas. Sim, o volante será ESTERÇADO enquanto que o jogador estará ESTRESSADO! Fala sério, Nintendo, isso aí é de dar nó nos dedos, hein? Ah, eu vou pedir Tekken e ainda jogo com o Kazuya!
Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, encerramos aqui a nossa transmissão do vírus da dengue. FZD E VOCÊ, ABSOLUTAMENTE NADA A VER!
É com um orgulho gigantesco de moléstia que o senhor Zé Doido, este que vos fala e vos escreve, o gerente desta espelunca, comemora o primeiro ano de existência de seu humilde fliperama! Uma singela casa de jogos que vem sendo, desde há 365 dias atrás, o oásis dos vagabundos, desocupados, sem-vergonhas, preguiçosos, pilantras, charlatões, canalhas, pirateiros e contraventores desse Brasil varonil, país tropical e abençoado por Deus, em meio aos secos desertos da Internet! Podem trazer os chapeuzinhos de papelão, aquele litrão de guaraná Picolino sem gelo, o bolo cheio de formigas da padaria da esquina, aquela coxinha e aquele croquete que você requentou no micro-ondas, as balas de coco que grudam no céu de boca e ficam lá uma semana e as nefastas sacolinhas-surpresa com quinquilharias Made in Paraguay, que hoje é um dia de bacanal festa!
E a melhor coisa pra estragar um aniversário é um belo dum presente de grego! Tipo quando você ganha uma meia xadrez ou uma cueca samba-canção daquela tia que você não havia há MILÊNIOS! Por isso, comemorando o nosso primeiro ano de sacanagem no ar e relembrando nosso primeiro post, nada melhor do que trazer de volta aquela sensacional família portadora de febre amarela que habita nos subúrbios de Springfield! Em sua bisonha estreia no mundo dos videogames, quando Bart luta contra aqueles mutantes espaciais!
Lançado em 1991, em meio à febre tifoide com mijo na urina que foi o estouro dos Simpsons a partir de 1988/89, e chegando junto com a estreia do seriado aqui no Brasil pela Rede Poderosa, The Simpsons: Bart vs The Space Mutants tem aquele cheiro rançoso de produto oportunista e feito nas coxas, apenas pra estampar mais um badulaque com a cara espetada do moleque arteiro! E o duro é que é!!! Mas, naquele tempo em que todo mundo só queria saber de comer a Marge curtir as aventuras dessa família muito louca que se mete nas maiores confusões, o pessoal saía no braço pra poder alugar o cartucho nas locadoras!E, uma vez dentro do console, se arrependia totalmente ao ver o Bart te mandando jantar as bermudas sujas dele!
Antes da chuva de ovo podre e da farinha, o FZD vai correr contra o tempo e salvar Springfield da invasão duma horda de aliens melequentos, seja pintando todos os objetos roxos e seja recolhendo todos os chapéus antes que o tempo acabe!
E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A SIMPSOMANIA!
A invasão dos mutantes do espaço!
Era uma bela tarde em Springfield. Homer bebia sua cerveja e se empanturrava de rosquinhas, Marge cuidava de seus pimpolhos, Maggie sujava as fraldas, Lisa forever alone tocava seu sax e Bart, como sempre, estava profundamente entretido em fazer troca-troca jogar bolinha de gude com o Milhouse! Mas o pior estava para acontecer, e não era Fox querendo fazer um comercial interminável de 10 minutos não!
Brincando uma um óculos de raios-x (com lentes de espiral MUTCHO LOCAS!), eis que o moleque do cabelo espetado descobre que há um bando de alienígenas invadindo a terra, infiltrando-se nos corpos das pessoas pelos seus orifícios mais remotos. Desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é a lavagem! De amarelos, os Simpsons ficam brancos de medo! Pior ainda, os ETs (que não são de Varginha) estão construindo uma poderosíssima arma de destruição em massa pra deflorar as virgens aniquilar toda a raça humana!UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Ó, e agora, quem poderá nos defender? O George W. Bush? O Chuck Norris? O Capitão Nascimento? O Chapolin Colorado? O Jaspion?
Mas, como a falta de super-heróis anda braba (sacumé, tempos de crise, de cortes de gastos), sobrou pro peralta da família Simpson salvar a pele cor de cheetos dos seus cupinchas. Armado com seu skate, seu estilingue, uma arma de dardos e seus “incríveis” sprays de tinta de pichador, o moleque tem que coletar uma maçaroca de itens inúteis (como chapéus, balões, placas de saída, isótopos radioativos e objetos roxos), antes que os aliens se utilizem deles pra construir a sua estrovenga matadora! E mais uma pá de tranqueiras que o ajudarão pelo caminho, como bombas, foguetes, chaves inglesas, apitos e outras cositas más! E tudo com duas vidas e nenhum Continue, no maior sadismo oitobitsiano!
Fora isso, tem ainda a vozinha zoada do Bart que te xinga sempre que você perde uma vida, naquela frase que ficará pra sempre marcada na lembrança de todos os noobs: EAT MY SHORT, MAN!
COMA MINHA BERMUDA, CARA!
De resto, é um jogo de plataforma tradicional, em side-scrolling da esquerda para a direita. Cada um dos cinco estágios (as ruas da cidade, o shopping, o parque de diversões, o museu e a usina atômica) tem um objetivo diferente, geralmente focado na coleta ou numa outra tarefa envolvendo um determinado tipo de item. Por exemplo, na primeira fase você terá que pegar as tintas vermelhas em spray pra pintar todos os objetos roxos (ou dar um fim neles, como no caso do passarinho, que você precisa espantar com um rojão); já na segunda precisará recolher todos os chapéus, cartolas, bonés e similares; na terceira, ou você pega os balões ou estoura as bexigas; na quarta, percorra o museu de Springfield numa visita incrivelmente didática (hahahahaha!) roubando todas as plaquinhas de EXIT espalhadas pelo local; já na quinta e última, na usina nuclear do José Serra, ops, digo, do Senhor Burns, a fase mais foda e apelona do game, você terá de achar todos os cilindros radioativos (tipo aquele que o Homer gruda na camisa na abertura do desenho) e jogá-los no reator da fábrica.
“Opa, que legal, parece um jogo da hora, né, Tio Zé?” ERRADO, pequeno gafanhoto! A pouca quantidade de vidas, a fragilidade de Bart (um esbarrão e já vai um coração de life!), a falta de Continues ou de check points, os comandos esquisitos (tipo segurar o botão de pulo pra correr, culpa da falta de teclas do controle do Famicom!), a falta de ajuda e explicações em texto, tudo isso vai te fazer comer as calças do Bart um monte de vezes!!! CAI FORA, MACAUBAL! Sem contar que, pra pintar ou destruir os objetos roxos da primeira fase, você vai ter que fazer umas gambiarras de dar inveja no Magáiver! Duvida? Quando você passar em frente ao boteco do Moe, pra pintar o avental do simpático taverneiro, você vai precisar passar um trote no boteco pra ele ir na rua brigar, e só assim você poderá tascar um spray nele! Ou, pra pintar o toldo de tinta fresca, você terá que abrir o hidrante com uma chave inglesa de dar inveja no Pereirão! Ou, pior ainda, pra fechar as janelas roxas do asilo onde mora o Vovô Simpsons, terá que ser na base do rojão! Até lá, você já terá comido uns três shorts do Bart à milanesa!
Além do quê, o que diabos os aliens fariam com uma JANELA roxa? Ou com um passarinho ROXO? Vai entender! E como um chapéu pode ser material pruma bomba mortífera? Bem, pergunte aos coelhinhos branquinhos do shopping de Springfield, mais sanguinários que um pokémon entrando no cio! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!!! Pensou que esses fofinhos bichinhos de orelhas longas eram bonzinhos? POBRE MORTAL…e você ainda tinha medo dos ornitorrincos de duas cabeças!
Pra piorar (só um pouco mais), ainda temos os chefões mais apagados da história, com aquela apatia típica dos 8 bits, desfilando em toda o requinte e beleza de seus pixels marrons serrilhados! Na verdade, todo final de fase, após você completar a sua tarefa de recolher sucatas, tem sempre um inimigo mais forte que vai roubar todas as suas vidas e te levar a um Game Over humilhante que vai render um ÓTEMO desafio! É o Nelson numa rua tranquila de Springfield, ou um doidão que atira malas e valises, os instrumentos mais letais de todo o jogo (de se escutar a agulha caindo do outro lado da sala!), ou uma planta carnívora no Museu de Ciências Naturais. E aí, VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?? No meu caso, eu jogo com o Hwoarang!
Com certeza, The Simpsons: Bart vs The Space Mutants vai te render um ótimo ataque de nervos, uma crise de taquicardia, um aneurisma rompido, um derrame cerebral e um surto de erisipela. Com uns gráficos INCELENTES feitos em computador a lenha e um som cristalino de enceradeira paraguaia com defeito na parafuseta, Bart vs The Space Mutants pode ser considerado o primeiro simulador de gambiarras da histórias dos games! Traga, o ketchup, a mostarda, a pimenta, o Ajinomoto e o rabanete de cavalo, porque até o final do game você vai comer muitos shorts do Bart!
Rede Poderosa apresentou, OS SIMPSONS!
Tava na cara que um cartucho desses era mais uma safadeza da Acclaim pra aproveitar a modinha dos Simpsons e fazer você, incauto gamer frequentador de locadoras, ser seduzido pela bela capa e cair numa arapuca desonesta! Eita, nóis! Pelo visto, os produtores andaram tendo umas aulas de pilantragem com a D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio!
Infelizmente, os Simpsons sempre sofreram no mundo dos games, com exceção, é claro, do bom fliperama beat’em up e do engraçadíssimo The Simpsons Game pro Neguinho e pro Negão da Sony! Já na luta contra os Mutantes do Espaço ficou aquela sensação de que os programadores queriam fazer um game de plataforma “diferente” (do verbo não copiar os Marios e Megamen da vida conjugado no pretérito do futuro do subjuntivo simples!), mas os caras atiraram pra tudo que é lado e acabaram acertando bem no cu do Apu! Se você tem horror a games que incentivam o colecionismo barato de itens bestas (ou aqueles no PS3 e no Xbox 360 que tem troféu ou achievement de colecionáveis!), como este blogueiro, Bart vs The Space Mutants é a fita perfeita pra você exercitar seu masoquismo! Conselho de amigo: fique com as reprises insistentes na Fox e seja feliz!
Cuidado para que as bermudas e cuecas do Bart não te deem uma indigestão monstruosa! A única coisa boa desse game é que dá pra matar o Bart de tudo que é jeito, nem um game da série Elder Scrolls consegue ser mais criativo no trucidamento de personagem!
O Sideshow Bob (vulgo Espetáculo-Secundário Bob!) deve ter platinado!
Curiosidades Curiosas:
- Existe um minigame de Bart vs the Space Mutants e, melhor ainda, feito inteiramente no Brasil, pela nossa estimada comadre Tec Toy! Nele, numa fase de esgoto, você tem só que desviar das aranhas extraterrestres e recolher os cilindros nucleares, passando por várias salas (de fundo idêntico) e ajudando os outros Simpsons! Fala sério: era o minigame que deveria ser resenhado no FZD e não esse cartucho bomba, né?
- The Simpsons: Bart vs The Space Mutants foi uma praga que se alastrou mais rápido que a gripe suína e o mijo na urina crônico, sendo lançado prum mundaréu de plataformas: além da versão do NES, tivemos adaptações pro Mega Drive, IBM PC, ZX Spectrum, Master System (a menos conhecida e mais rara), Game Gear (idem), Amiga, Commodore 64 e, ufa, Amstrad! Realmente, a Acclaim nessa época pré-Kombate Mortal estava querendo nos foder! Que levasse pra jantar e tomar um bom vinho, ora bolas!
- A expressão “Eat my short, man!” sempre intrigou jogadores mundo afora. Teve até um leitor que mandou uma carta pra Ação Games (JÁ VAI TARDE!) perguntando o que queria dizer esse lindo poema. A revista, claro, não entregou a tradução, dizendo que se tratava duma gíria “em que Bart xinga os inimigos e os chama pra briga. O pentelho é fogo!”. Ah, pobres crianças, não sabem da missa nem a metade, espera só quando o padre levantar a batina…
O FZD adverte nessa sua festa de aniversário: evite objetos roxos, pinte-os de vermelho o mais rápido possível, pois eles são contra-indicados em caso de suspeita de dengue! Se for comer shortes não dirija, aprecie com moderação!
Houve um tempo em que nossa desditosa Dona Capcom Fazemos Qualquer Negócio era menos mercenária salafrária perdulária e ainda não tinha se prostituído se vendido ao sistema capitalista opressor. Nesse saudoso tempo que a japaiada insiste em esquecer tivemos beat’em ups no mínimo memoráveis, envolvendo pancadaria urbana (Final Fight), Belinas & Lagartixas (Cadillacs & Dinosaurs), clones barrigudos do He-Man (Magic Sword), fantasia medieval rpgística (King of Dragons e Dungeons & Dragons) e até uma ficção científica estreando bichões melequentos do cinema (Alien vs Predator). Nesse ritmo e nessa enxurrada de games bão dimais da conta, tava na cara que ia chegar uma hora que a inspiração da D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio iria pro ralo do ofurô.
E chegou! Mas a produtora dos Lutadores de Rua não ia deixar seus programadores à toa. Depois de muita chibatada no lombo, tortura chinesa, agulhas debaixo das unhas, choques nas partes, empalamentos anais e poesias concretas declamadas com pompa, eis que os programadores encontraram ideias prum novo jogo de briga generalizada. Agora, o tema seria o futuro, com toques de tecnologia e ficção científica, o que abriria brecha pra mais viagens na maionese liberdade artística. Resgatando um velho personagem que aparecia nas capas dos jogos antigos do Nintendinho (o tal do Capitão Commando, um militar marrento que dava desafios aos jogadores, vai daí o nome da nossa amaldiçoada considerada CapCom), os desenvolvedores lhe deram uma nova roupagem (hahaha!) e lançaram enfim o game daquele personagem sem graça que aparecia nas caixas das fitas do Megaman.
E pronto, tava armado o circo! Eis que em 1991 fomos brindados no mundo todo pelos nossos queridos piratas contrabandistas e ladrões de carga com aquele arcade bizarro e colorido, com fases mais esdrúxulas ainda. Estrelando um herói de óculos escuros, um ninja doidão, uma múmia molenga e um nenezinho que pilotava um robô. CRUZ-CREDO, CUMPÁDI! Isso é o que dá abusar dos cogumelos.
E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A MACUMBARIA A BAIXARIA!
COMMANDO!!!
Estamos de novo na pacata cidade de Metro City, que já foi governada pelo prefeito cassado Haggar e seu mundaréu de maracutaias. Mas agora estamos no futuro, mais precisamente no ano de 2026. Mas, se você imaginava que Metro City teria futuro, esqueça. Nessa data, o crime mostrou que verdadeiramente compensa e a cidade estava uma maravilha de se ver, com roubos, assaltos, sequestros, massacres, chacinas, atentados a bomba, comércio saqueado, azeitona e pipoco pra tudo que é lado, presuntos estropiados em cada esquina e tudo mais. Já as virgens defloradas, bem…nada é perfeito, né?
O principal grupo criminoso da época, formado por uma gangue interminável de irmãos gêmeos que nunca morrem (e uns samurais de terracota, fazendo o papel dos Andore da parada) é chefiado pelo cientista e mafioso Scumocide (que os comedores de sushi e tempurá chama pelo singelo nome de Genocide). Desnecessário dizer que o fulano é pirado, doido, maluco, sanguinário, megalomaníaco e que matou a mãe por causa de mistura em pleno dia de Natal, né? Pior que isso, Scumocide adora fazer experiência genéticas de vez em sempre e criar mutantes melequentos e monstrengos ferozes, variando às vezes para mutantes ferozes e monstrengos melequentos. O cara tem tanto parafuso solto que sua base voadora, que tem a sua cara, paira sobre os céus poluídos de Metro City. Viu o que dá votar no Haggar? Na próxima vez, vote no Tiririca…
Aliás, de onde foi que os produtores capcomianos tiraram esse nomezinho escroto de Scumocide, hein? Com tanto nome bonito por aí, como José, João, Antônio, Sebastião, Augusto, Raimundo Nonato, Cléverson, Wanderklaydisson, Uéverson, Sephiroth, etc, os caras batizam o vilão de seu novo beat’em up com um cacareco desses? Se eu fosse tabelião nem deixava registrar…
Mas os incríveis heróis do Team Commando (os quatro que você irá selecionar) não vão deixar barato essa palhaçada toda. Batendo o pau na mesa e gritando de dor em seguida, nossos quatro destemidos paladinos da lei, da justiça, da paz, da moral e dos bons costumes estão lá prontos para defender a tradição, a família e a propriedade. Enfie a ficha (ui!) com jeito e bastante carinho e escolha um dos Commandos:
Capitão Commando: o herói que dá título ao jogo e que todo mundo vai se estapear no fliperama pra jogar com ele! De nariz empinado, cabelo loiro topetudo de gel e óculos de camelô, o cabocro é o xerife da galera e também o personagem mais equilibrado (leia-se: não cheira e nem fede) da turma. No seu ataque especial, ele sua suas luvas do poder pra soltar uma descarga elétrica no chão que faz os inimigos se mijarem de choque. Também solta fogo pelos punhos.
Ginzu the Ninja: não poderia faltar um ninja, né? Pegando um papel recusado pelo nosso estimado Ryu Hayabusa, Ginzu é o braço direito do Capitão e não deixa barato: mais forte que uma capivara, mais rápido que um tatu e mais inteligente que uma maritaca, ele é de longe o melhor personagem do jogo. E ainda decepa os inimigos em pedacinhos em grande estilo mortalkombatiano, pra chocar a família brasileira! No seu ataque especial ele usa as suas incríveis bombas de fumaça para contaminar os pulmões alheios.
Mack the Knife: a porção feminina do game, um doce perfume de bacalhau no meio dos cuecas! Lógico que ninguém no flíper vai querer jogar com ela, a custo de ser zoado pro resto da vida! Mack é uma múmia alienígena (HEIN??? SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!) que luta com facas e, apesar de meio fracote, é rápida e boa pra quem curte esmagar botões e elaborar estratégias frenéticas contra os chefões. Tanto que seu ataque especial é uma giratória sem graça com os punhais. NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: Mack roubou o título duma canção de Louis Armstrong e não pagou um mísero centavo de direitos autorais.
Baby Head: enfim, a massa pensante no meio desses brutamontes porradeiros. Baby é um bebê (dããã) birrento, chorão e fedido que tem uma inteligência incrível! E que ainda por cima pilota um mecha forte pra caramba! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Que raio de personagem você foi inventar, hein, D. Capcom? Assim como os Haggares da vida, é o personagem pesadão que arranca metade da barra de sanguinho com uma bofetada só. O preferido dos noobs que perdem duas fichas já na primeira fase! No seu especial ele solta uns mísseis e detona umas granadas.
E será esse elenco “exótico”que enfrentará os mutantes, gordões atropeladores, piriguetes elétricas, maloqueiros de canivete, gordinhos cuspidores de fogo e neanderthais (!!) da gangue do Titio Scumocide José da Silva. Achou bizarro o naipe dos inimigos, estupefatos leitores? Então espere por samurais vivos de barro, ninjas fantasmagóricos, robôs que lutam kung-fu e travestis frankensteins em meio à horda. Captain Commando é um dos games mais aleatórios, viajados e de enredo sem noção que existem. E acredite: VAI FICAR PIOR…
O Patropi deve ter platinado!
Mó doideira, meu! Sei lá, entende?
No mais, Captain Commando é um beat’em up tradicional, com todos os clichês dos gênero revistos e ampliados: um botão de soco e outro de pulo, voadoras, ataque especial que tira sua energia ao apertar os dois, caixas e tambores com itens, comidas como carne assada e frutas pra aumentar seu sanguinho. Aliás, é o único jogo que tem uma quantidade absurdas de frutas que recuperam energia, provando que os videogames são ótimos aliados para uma vida sedentária saudável.
Temos também as armas que caem pelo caminho e que nesse game estão simplesmente CABULOSAS: além de revólveres invocados e metrancas, tem lança-mísseis (UIA!), lança-chamas (UÊBA!), estrelas ninja (JISUISAMADO!) e…rufem os tambores: ROBOZÕES GIGANTES! No estilo dos caramujos e lagartões do Golden Axe, QUE NÃO É GAME DO HE-MAN UMA PINOIA!!! Ó O FUMO, JASPION! Pensa que é pouca porcaria?
Só que alegria de pobre dura pouco e essas armas invocadas, apesar de tirarem muita energia, duram muito menos que nos outros games, uns dois ou três disparos e já era! CAI FORA, MACAUBAL! Pelo menos, não tem aquela sacanagem de perder a arma sempre que se passa duma zona da luz vermelha pra outra (do verbo faltou memória RAM). Aí também é forçar a amizade.
Defeitos à parte, vamos à aventura! Como sempre, teremos de atravessar amplas áreas de Matro City de 2026 até chegar ao covil do cumpádi Scumocide! Começaremos pela cidade detonada onde os soldados do vilão invadiram o banco; passaremos pelo museu dos dinossauros (??) que tem uma subterrâneo cheio de homens das cavernas (VIXI MARIA!); depois tem a vila oriental dos ninjas (não, não é a Hayabusa Village, pena!). Sentiu o drama? Pois bem, prepare-se para um pacato espetáculo no circo (??CUMA?), quando o game realmente se transforma numa palhaçada (e esse circo é apenas a fachada prum laboratório cheio de monstros). Cansado? Vá surfar um bocadinho no cais do porto e matar uns inimigos na fase de bônus , depois faça uma visita ao aquário da cidade (que também é um laboratório de fazer mutantes) e então aí a coisa fica NEGONA! Sem chances de escapatória, só lhe resta sair no braço com a vilãozada na base subterrânea da gangue e pegar uma carona no ônibus espacial até Callisto (uma das luas de Júpiter, Fliperama do Zé Doido também é cultura inútil!), onde, num restaurante de luxo (!!!UAI?), você enfim enfrentará o foderengo Scumocide, com capa de super-herói, corpanzil de deus grego, chifres de capeta e um disco de vinil servindo de auréola! É ou não é digno de se ouvir um agulha caindo do outro lado da sala?
A dificuldade começa muito de boa (até prum beat’em up de arcade engolidor de moedas!), mas fica pentelhuda cabeluda lá depois do estágio do circo! Os chefões, embora não tenham lá muito energia (como todos os inimigos), são um primor de apelação: tem o Shtrom da segunda fase que é um punk de cabelo espetado e roupa de mergulho que pula feito uma perereca reumática e atira dardos sem parar (e boa notícia: na fase do aquário você enfrentará DOIS deles! Vai afinar? VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?), o Monster (NOME ORIGINALÍSSIMO!) da fase do circo que é um macacão verde de três olhos (mais bonito que o Chupacabra!), tem o Doppel que usa um controle remoto pra copiar o seu personagem (e também se divide em dois), o Blood que é um Rambo numa falta de vitamina danada…enfim, os chefões são bem mais criativos que em outros games mas são apelões demais! Até pegar a estratégia deles já vai umas duas fichas, que o diga o sensei Yamato do terceiro estágio e sua cabeleira rosa de carnaval!
Mas a pergunta que não quer calar é: que diabos é aquele pianinho no fundo do cenário do Scumocide, hein? Que que ele vai tocar lá? Punheta? Bach? Mozart? Beethoven? Chopin? Zeca Pagodinho?
Resumindo pra resumir!
O jogo do Capitão Commando é um feijão com arroz bem temperado, PF de boteco sem muito luxo e sem muita frescura, apenas com um bifão acebolado, um ovo frito e uma farofa pra dar um gosto. O game não traz praticamente nenhuma inovação pro gênero dos beat’em ups, mas compensa a FARTURA de originalidade pelos cenários absurdos e inesperados. Apesar de curtas, as fases surpreendem! E os inimigos, apesar das levas serem enormes, com uma crueldade oitobitsana (e sempre do mesmo inimigo! Ó o problema do processador lento!), são incrivelmente bizarros carismáticos! Impossível não simpatizar com as piriguetes elétricas e os ninjas malucos!
Como quase sempre acontece com a D. Capcom Vende Até a Mãe Pra Levantar Grana, Captain Commando ficou sem sequência. Foi só o fliperama de 1991, algumas adaptações pra outras plataformas, aparição em alguma coletânea e acabou-se o que era doce! Fora as participações especiais nos Marvel vs Capcom, claro! Uma pena, pois, por mais esquisito e doidão que fosse, a Capcom conseguiu dar vida e personalidade a um personagem chatonildo que só servia pra encher o saco! É mais um daqueles games que a safardana insiste em esquecer!
Mas não tem tempo ruim! Pegue seu emulador de arcade ou seu cartucho de Super NES e mande ver nos cupinchas do Compadre Scumocide. Captain Commando é a prova viva de que um game não precisa ser épico, inovador e cheio de traquitanas pra ser legal!
Curiosidades Curiosas:
- Captain Commando foi adaptado em 1995 pro Super Nintendo, num game simpático que é basicamente o que vimos no arcade, mas bem mais fácil e com regulagem de dificuldade mais amiga! BENZADEUS, no arcade ele é apelão até no nível mais baixo dos dip switches! Também foi adaptado pro PS1 com gráficos melhorados e figurou na coletânea Capcom Classics no PS2! Sequência que é bom nada, né, sacripantas? O único porém nas versões domésticas é que não dá pra jogar de quatro…nem dando uma cuspidinha na pontinha!
- Por motivos de localização (leia-se: justificativa furada), os personagens da versão do SNES têm os nomes do jogo japonês: Mack se chama Jennet e Ginzu virou Sho!
- Aliás, os nomes da múmia e do ninja são verdadeiros trocadalhos do carilho: “Mack the Knife” é na verdade uma música do grande Luisinho Braçoforte, digo, Louis Armstrong; e Ginzu faz referência àquela famosa faca, temida entre os maridos puladores de cerca, que você pode pedir pelo fone (011) 1406! Se não ficar satisfeito nós garantimos a devolução do seu dinheiro! LIGUE JÁ!
- Nosso considerado Capitão é personagem jogável do Marvel vs Capcom 1 e 2! E seus cafumangos são personagens assistentes, daqueles que entram, dão uma porrada e saltam fora! O mais legal é o especial de Commando: ele agarra o facínora e vem Mack rodando as facas, depois Ginzu tacando bombas de fumaça e Baby metendo fogo. Pra terminar com um choque de milhões de volts, com direito a pose heroica no meio da tela! Cuidado pra não melar as cuecas ou calcinhas!
- Há um curioso item raro em Captain Commando, que é um busto dourado do prefeito Haggar! Se pego, ele te dá um milhão de pontos de lambuja! Mas te garanto que é mais fácil comprá-lo naquele Mercado que é Livre do que esbarrar com ele na Metro City do futuro!
- Há uma continuação espiritual psicografada pelo Chico Xavier pros arcades, que foi lançada apenas no Japão, mas que tem aquele pique do Team Commando: BATTLE CIRCUIT! Um fliperama frenético e doidivanas quanto o do Capitão, mas infelizmente sem estupros com tentáculos! Fazer o quê, não se pode ganhar todas! Confere aí o breguétis:
E estamos esperando até hoje pelo Captain Commando 2, ouviu, D. Capcom? Tira a bunda da cadeira e vai lá programar o game, com mil carambolas!
2011 foi um ano marcante especialmente por um fato especial. Qual é, hein Tio Zé, perguntam meus incautos leitores e leitoras? A Primavera Árabe? A queda de Hosni Mubarak e Muanmar Kadafi? A primeira PRESIDENTA do Brasil a tomar posse? As mortes de Amy Winehouse e de Sua Santidade o Papa Steve Jobs I da Igreja Transcendental da Maçã Prateada? A fantástica vitória do Arranca-Toco contra o Quebra-Dedo no campeonato de várzea do bairro? O lançamento de Dark Souls, pra arrebentar a boca do balão e fazer muitos gamers experimentados irem dormir com a bunda ardendo?
NÃO, NÃO E NÃÃÃÃÃÃÃOOO, SACRIPANTAS! 2011 foi foda porque foi o ano em que nasceu este humilde estabelecimento, o FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO, o blog mais mal-diagramado, mal-escrito e mal-pesquisado da Internet, único detentor em todo o mundo do certificado ISO -900000000 de Vagabundagem Comprovada! Mais precisamente, no dia 20 de janeiro de 2011, com o célebre post do jogo daquela família portadora de febre amarela que apronta as maiores confusões! Provando que o Sangue de Shao Kahn tem poder, que desgraça pouca é bobagem e que a comida do porco é lavagem!
Ao lado de nossos queridos fregueses, que formam a clientela mais querida dos fliperamas de botequim e de rodoviária dos rincões desse Brasil, os banheiros de nosso flíper foram empesteados pelas cagadas do Projeto Novo Japão, da softhouse de necessidades especiais, da Poderosa e até da D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio! Experimentamos arcades incríveis como os das Tartarugas Chapadas Ninjas, das Brasílias & Calangos e do nosso querido Splatterhouse! Tivemos dossiês memoráveis do jogo de luta mais menstruado de todos os tempos e de dez jogos de luta que são um verdadeiro pé no centro do saco. Fomos visitados na Páscoa por coelhos verdes chapados de LSD e ainda passamos um Dia dos Namorados Forever Alone que deu calos em muitas mãos e esfolou muitos dedos, e ainda causou muita polêmica com poucos mamilos!
O que esperar de 2012 além do fim do mundo? 5 Cagadas Clássicas da Square Enix, a softhouse mais QUADRADA de todos os tempos? Um dossiê do arcade do Knight’s of the Round escrito em linguagem arcaica, que nem fizemos o post caipira com Sunset Riders? Os 10 melhores games para se jogar durante um velório? Resenhas de mais filmes baseados em games, como do filme do Double Dragon, do filme do Dead or Alive, ou até das tranqueiras baseadas em Dungeons & Dragons (que, apesar de serem RPGs narrativos de mesa, têm também alguns títulos pro PC)? Tudo isso e muito mais, pois, como reza a tradição dos fliperamas molambentos, um belo dia aleatório aparece uma máquina nova ali, fruto de contrabando e do trabalho escravo de muitas criancinhas chinesas mortas de fome, escondida ali debaixo da samambaia, perto da máquina do Golden Axe, QUE, PUTA QUE PARIU, NÃO É JOGO DE HE-MAN, NÃO É, NÃO É, NÃO ADIANTA FALAR, COM MIL RAIOS E TROVÕES, SERÁ QUE NO ANO QUE VEM VAI CONTINUAR ESSA BRINCADEIRA SEM GRAÇA???!
Então que venha 2012 com muitas profecias maias e que, se for pro mundo acabar, QUE ACABE EM BARRANCO! Pra nóis morrer encostado jogando muito Wii, PS3, Xisboca, 3DS, PSP, Vita, GameBoy, Super Nintendo, Mega Drive, Neo Geo, 3DO, Saturno, DremCast, Dynavision 3 Radical, Phantom System Série Ouro, Telejogo, Turbo Game com quinhentos jogos na memória, Bandai Playdia, Super Ultra Polystation Turbo 360…menos Virtual Boy, CAI FORA MACAUBAL, claro, que esse merece ir pro colinho do capeta antes de todo mundo!
UAU!!! E O QUE MAIS TE IMPRESSIONOU EM 2011???
Aos amigos da clientela, um Feliz Ano-Novo cheio de games, troféus, achievements e tudo mais! Aos inimigos, UM TIGER ROBOCOP DE FOGO COM COMBO DE BADUKEN RADIOATIVO COM CINCO BARRAS DE SPECIAL!!!
FIM DE ANO COM O FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO! INVENTE, TENTE, FAÇA UM 2012 DIFERENTE!
A gerência do Fliperama do Zé Doido deseja a todos os fregueses um Feliz Natal com muitos games, achievements, platinas e jogatinas desenfreadas madrugada adentro. Por motivos de força maior (do verbo “bebedeira” e “comilança”), ficaremos com o fliperama fechado nesses dois dias. O suficiente para que você possa acordar para um novo dia, uma nova vida, curando ressaca na base de muito sal de fruta, almoçando os restos calcinados da ceia e escutando muitas agulhas caírem do outro lado da sala!
Fique conosco e curta abaixo um gameplay dum jogo natalino em homenagem ao primeiro Natal do FZD:
NATAL DO FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO, SÓ ENFRENTA QUEM AGUENTA! O SLOGAN PODE DEIXAR QUE DEPOIS A GENTE INVENTA!
Fim de ano é época de quê? Capitalismo selvagem do Papai Noel, panetone mofado no supermercado, comilança, bebelança, especial da Xuxa e…FILMES INCRÍVEIS, como a velha história dos fantasmas dos Natais passados que visitam o velho avarento e do cabocro amargurado que ia se suicidar e é salvo por um anjo, além da clássica história do moleque que é deixado sozinho em casa e tem que enfrentar os ladrões com as mais bizarras armadilhas! Bom, se você estava procurando por esses ótimos filmes pra entrar no clima natalino, VOCÊ ENTROU NO BLOG ERRADO, porque Street Fighter: The Movie (1994) é capaz de transformar um Carnaval em Sexta-Feira Santa de tão ruim que é.
Games e cinema sempre se deram tão bem quanto ouriços radioativos e ornitorrincos de duas cabeças no cio. Os exemplos são vários: tivemos a picaretagem de Double Dragon, as atuações INCELENTES do horrendo Tekken,a incursão furada do Super Mario Pereirão nas telonase o azarado Mortal Kombat que, apesar de não ser grande coisa, tem uma Kitana que é uma dilicinha. Tivemos filmes regulares, ruins, péssimos, podres, imprestáveis, desgraçados e Street Fighter. Não necessariamente nessa ordem.
Escrito com muitos erros de português e dirigido depois de levar uns cinquenta pontos na carteira por um tal de Steven de Souza (HEIN?? Um cineasta com nome de cantor de tecnobrega? Mas será que eu escutei uma certa agulha caindo em algum canto da casa???), o filme baseado no foderengo game da D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio tem, apesar das críticas,os seus méritos: ele conseguiu matar o Raul Julia, afundar a carreira mais ou menos afundada do Van Damme, enfear a chinesinha lusitana Ming-Na, deixar a Kylie Minogue embagulhada, transformar o Zangief num russo efeminado, dar um prejuízo gigantesco pra Capcom (HAHAHAHAHAHA!), lançar um dos jogos mais podres da franquia e provar que, sim, o mundo não tem mais salvação, 2012 tá aí, desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é lavagem. Fique conosco e acompanhe esse epic fail cinematográfico que envergonha a Sétima Arte. O Zé do Caixão deve ter platinado.
E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A PORCARIA!
Nos cafundós do Tio Bison
Nos confins do Planeta Terra, em algum lugar entre Roraima e a Moldávia do Norte, esquina com a Vila do Seu Barriga e o Bairro do Limoeiro, existia o sereníssimo país chamado SHADALOO, onde só haviam guerrilheiros sanguinários e plantadores de arroz até a chegada do General M. Bison (Raul Julia, o Gomez da Família Addams e o Chico Mendes de Amazônia em Chamas, em seu último papel), quando a população shadalooense foi cruelmente substituída por guerrilheiros de arroz e plantadores de sanguinários. O doido milico declara guerra ao mundo inteiro e implanta em sua republiqueta uma DEMOCRADURA, onde quem não concorda com o governo vai pro paredão. Assim, Shadaloo virou uma coisa linda de se ver, cheia de tiroteios, explosões de minas terrestres, massacres, fuzilamentos e defloramentos de virgens, até a chegada dos malditos ianques imperialistas, que já vieram acabar com a festa.
Liderados pelo Coronel William Guile (Van Damme naquele papel que ele tenta esquecer até hoje) e pela Tenente Cammy (a cantora australiana Kylie Minogue, sem as sensuais varizes que imortalizaram a inglesinha de SSF2), as forças de paz das Nações Unidas fazem a paz do jeito que todo estadunidense gosta: METENDO BALA EM QUEM VÊ PELA FRENTE! Pra piorar, o General Bison fez uma leva de prisioneiros pra barganhar com as Forças de Paz, sequestrando dentre eles o amigão brasileiro do Guile, Carlos “Charlie”Blanka (Robert Mammone, com esse nome só pode ser um brasileiro do Paraguai!) e o cientista “mundialmente” conhecido Dr. Dhalsim (Roshan Seth, praticamente um figurante do Caminho das Índias, ARÊ BABA!), orientador do doutorado do Franjinha! Doidão que só ele, Bison obriga o cientista devoto de Vishnu a transformar o soldado brazuca num monstro verde e de cabelo vermelho pra combater as tropas inimigas. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Beleza de plano, hein, Bison? Por acaso você andou fazendo estágio de vilão com o Cruzador Imperial Mez?
Ajudado por seu cupincha emo e fã do Pê Lanza Zangief (Andrew Bryniarski, o Cigano Igor ucraniano) e pelo hacker virjão(!!) e jogador de DoTa Dee Jay (Miguel A. Nuñez Jr., nada a ver com o jamaicana cuca-fresca!), Bison ainda quer construir a sensacional BISONOPOLIS (CRUZ-CREDO, CUMPÁDI! É nessa hora que você descobre que deveria ter visto o filme do Pelé!), uma metrópole com jeitão de acrópole grega, no seu paizeco afundado que nem consegue se classificar pra Copa do Mundo.
Se você achava que Dhalsim cientista, Dee Jay nerd e Zangief com pinta de metrossexual já era demais, se prepare que o filme ainda te reserva muitos badukens de fogo no meio dos bagos.
YOU LOSE! HAHAHAHAHAHAHAHAH
Daí você me pergunta: Tio Zé, cadê os outros personagens? Sente o drama: correndo paralela à trama da companhia do Coronel Guile, temos a jornalista (!?) Chun-Li (a chinesinha Ming-Na Wen, que não mostra nem a coxa nas cenas de luta), que, acompanhada pelo cameraman Balrog (Grand L. Bush. Isso mesmo, o chefão boxeador do arcade) e pelo motorista E. Honda (Peter Navy Tuiasosopo, um havaiano balofo fazendo papel de japonês!), busca vingança contra Bison por ele ter matado seu pai. Desnecessário dizer que a chinesinha e seus capangas da imprensa são capturados pelos vilões, afinal Chun-Li, quem você pensa que é pra enfrentar um bandidão desses? O Paulo Francis? O Tintin? O Chapolin Colorado? Esses jornalistas, vou te falar…
No meio desse fogo cruzado, os malandros Ryu (Byron Mann e sua cara de filipino raquítico) e Ken (Damien Chapa) tentam aplicar um golpe milionário no cafetão e traficante de armas Sagat (Wes Studi, um Sagat sem Tiger Robocop). EPA, QUE NEGÓCIO É ESSE? Que raio de filme ousa transformar Ryu e Ken em coadjuvantes e ainda por cima em ladrões pé-de-chinelo com jeitão de dupla sertaneja universitária? CAI FORA, MACAUBAL! Acontece que, durante uma agradável orgia de traveco com scat de montão festinha de Bison e Sagat, no qual Ryu luta contra Vega (Jay Tavare, um figurante de luxo!), a turma blindada do Titio Guile chega pra desarmar o circo e lá vão os nossos dois heróis de quimono em cana.
Porém, Guile tem uma gambiarra infalível na manga, mais eficiente que plano econômico do Sarkozy: além de forjar sua morte, o coronel vai usar Ken e Ryu como espiões infiltrados na base do Bison, localizada num bunker debaixo das ruínas dum templo budista no meio da selva. Pra, na hora certa, entrar lá batendo o pau na mesa e quebrando tudo o que vê pela frente, para resgatar os reféns do ditador e seu amigo Blanka transformado em chupacabra.
Desnecessário dizer que a missão será um fail digno de nota. Ah, e estávamos nos esquecendo: na hora da investida final, na cena em que o exército japonês é enviado em seus incríveis tanques anfíbios (não, eles não se combinam pra formar um robô gigante, uma pena!), é apresentado em incríveis trinta segundos o personagem mais APAGADO da história de Street Fighter: o SENSACIONAL, O ÚNICO, O INCRÍVEL, O FANTÁSTICO, O EXTRAORDINÁRIO, O…CAPITÃO SAWAAAAAAADAAAAAAAA! (Kenya Sawada, ator japa que não serve nem pra elenco de apoio da Malhação, cujo papel de maior destaque foi no sentai Kakuranger, PODEM ACREDITAR!) Brilhando em seus 30 segundos e alguns quebrados de fama, com suas DUAS INCRÍVEIS FALAS! E que ainda participou do game baseado no filme! Fala a verdade: o Capitão Sawada merecia um Troféu Imprensa Oscar por sua ESCALAFOBÉTICA atuação em Street Fighter, né?
Resumindo pra fazer aquele textinho vagabundo no verso da fita VHS!
Imagine um Street Fighter sem baduken, sem choriúken, sem tréki-tréki-turuken, sem gilete do Guile e sem helicóptero da Chun-Li. Ruim? Piore mais: transforme a Chun-Li numa repórter enxerida, o Honda num caminhoneiro havaiano, o Balrog num cinegrafista com pinta de Maguila, o Dee Jay num hacker nerdão estilo Sheldon, Ryu e Ken em dois charlatões e Dhalsim num cientista algemado. Tá no fundo do poço? Pois bem, aproveite que a sessão de cinema já foi pro saco e pague o ingresso com seus DÓLARES BISÔNICOS com a cara do Raul Julia, já que tá no inferno abrace o Blanka!
Street Fighter: The Movie/ Street Fighter: A Última Batalha (ufa, que bom!) nem roteiro tem, é só um pretexto pra desfilar um bando de atores canastrões caracterizados como os personagens da franquia. Em resumo, é safadeza da Capcom mesmo, que seria capaz de vender a mãe pra pagar a dívida de Wall Street! Então, como explicar os personagens que só aparecem por aparecer e depois somem, como o Vega, e outros que não tem nem cinco linhas de fala, como o T.Hawk do filme (Gregg Rainwater), que não tem nada a ver com o índio mexicano parrudo e que tá lá fazendo ponta como soldado do Guile? A maior forçação de barra é quando os personagens são obrigados a se caracterizarem como no jogo e a protagonizarem sequências de luta bem toscas: um exemplo é a Chun-Li que do nada começa a lutar kung-fu, e depois o Balrog pega umas luvas de boxe pra dar uns murros e o E. Honda havaiano fica peladão e se descobre um virtuose no sumô! O mais forçado ainda é o Dhalsim, que, durante a explosão do laboratório, fica com as roupas rasgadas e careca que nem no game! Mas sem Yoga Teleport!
O filme do Street Fighter é daquelas coisas que fazem a gente ter vergonha de um dia ter comprado alguma coisa da Capcom! Só faltou mesmo uma DLC vagabunda com um final alternativo pro filme! Mas toda tragédia tem o seu lado positivo: se não fosse por esse filmeco de Intercine, como poderíamos ter conhecido o Capitão Sawada e seu incrível talento?
O FZD está lançando a campanha “Capitão Sawada no próximo Marvel vs Capcom”! Participe você também!
Curiosidades Curiosas:
- Todo mundo debaixo desse céu sabe que Street Fighter The Movie veio dum game internacionalmente conhecido e admirado em todos os fliperamas de rodoviária dos rincões desse Brasil de meu Deus! Então, fazer um game baseado num filme baseado no jogo é o cúmulo do pleonasmo, né? Mas não, fizeram um arcade com a história, os cenários e os personagens do filme. SANTA CAGANEIRA, BÁTIMA! Com conversões pro Saturno, pro PS1 e pro 3DO! É com muito pesar que apresentamos o vídeo logo abaixo:
- Street Fighter: A Última Batalha foi também o último filme do ator porto-riquenho Raul Julia, morto de câncer em 1994 antes da estreia do filme. Ele se destacou especialmente pelo seu papel em O Beijo da Mulher-Aranha (1985- nada a ver com possíveis amantes dum certo Peter Parker!), dirigido por Hector Babenco e baseado no romance de Manuel Puig. No Brasil, ele ficou mais conhecido como o Gomez da Família Addams, mas seu papel de maior destaque foi como o seringueiro e ativista Chico Mendes de Amazônia em Chamas, um excelente filme! No final de Street Fighter tem até uma homenagem do elenco! Termina aqui a parte séria do Fliperama do Zé Doido, podem ficar sossegados que já passou!
- Prova de que Raul Julia já estava bem baqueado pelo câncer é na cena da luta contra Guile, no qual dá pra perceber que foi utilizado um dublê bem mais alto e mais forte. Pause lá e confira.
- Street Fighter: The Movie tem também uma cena extra depois dos créditos, que mostra a mão de Bison se mexendo por debaixo dos escombros de seu esconderijo. Mas graças a São Snake do Quixeramobim não tivemos uma sequência. UFA!
- A atriz Ming-Na Wen, que interpreta Chun-Li e é um pitéuzim, tem um pé em Portugal! Ela é uma chinesa nascida em Macau, antiga colônia lusitana ora pois, onde os gajos ainda estão a falaire na língua de Camões! Mas a miúda não tem bigodes e nem cheira a bacalhau! Ming-Na ficou mais conhecida por ter feito a voz e servido de modelo para a cientista Aki Ross do filme do Final Fantasy!
- A emissora de televisão para a qual Chun-Li, Honda e Balrog trabalham tem o sugestivo nome de GNT. Mas nada a ver com o canal das vinhetas de mulé pelada!
- Praticamente todos os lutadores da época (contando com os do Super Street Fighter II) participaram da adaptação cinematográfica, com exceção de Fei Long. Enfim uma luz de esperança!
- Além dos dólares bisônicos e duma bandeira preta com uma caveira, a produção ainda quis criar um idioma próprio pra Shadaloo, a fim de deixar o filme mais “cabeça” de vento. Mas as únicas palavras do idioma shadalooense que nós ouvimos durante a película é uma esquisita saudação nazista, proclamada como “Hooji Generalo Bizono!”.
Já que o filme é ruim mesmo e não tem salvação, quando sair do cinema, não se esqueça de gritar a plenos pulmões: “CAPITÃO SAWADA, CADÊ VOCÊ, EU VIM AQUI SÓ PRA TE VER!”.