The King of Dragons

Bons tempos da Idade Média: cidades saqueadas, virgens defloradas, feudos onde o pau comia solto, reis e barões picaretas que não valiam um traque, papas e bispos pedófilos que nem o Diabo, castelos caindo aos pedaços, a Igreja mandando e desmandando na vida da gente, mulheres peludas que não tomavam banho nem em Domingo de Páscoa e a nossa querida Santa Inquisição promovendo matanças desenfreadas e hereges assando na fogueira alegres festivais de confraternização entre o povo amigável e feliz. Um tempo bom que não volta mais. Não é à toa que a época medieval é o cenário preferido dos jogadores de RPG, com seus orcs, dragões, elfas de sovaco depilado, goblins, trolls, minotauros e ornitorrincos de duas cabeças, pois no tempo da espada e da magia todo mundo era forever alone e ainda ia pro céu!

RPGs tradicionais e videogames sempre combinaram tão bem como arroz, feijão, farofa, bife e ovo frito no PF; no final, dava uma baita indigestão, especialmente os de ambientação medieval: tivemos desde adaptações diretas do D&D até crássicos que beberam na fonte como Final Fantasy, Dragon Quest, Baldur’s Gate, Demon’s Souls, Elder Scrolls e até o endiabrado Diablo. Isso para ficarmos só nos RPGs amarelentos de turno e história lacrimosa e nos dungeon crawlers que fazem a alegria dos micreiros. Um belo dia, no longínquo ano de 1991, a Capcom, softhouse famosa por promover brigas de rua, mais mercenária que vendedor de água no deserto, fez uma mistureba de primeira: beat’em up e RPG medieval com guerreiros, elfos, clérigos e qualquer CRASSE de personagem que você encontrava naqueles livrinhos manjados que vinham de brinde na Dragão Brasil. Eis que nasceu The King of Dragons, um jogo monarquista e que se preocupava com a extinção dos dragões e seus impactos no ecossistema da Terra Média.

E não é que a misturança desceu bem, sem precisar de Sonrisal nem de chá de boldo?  Por isso, orgulhosamente o FZD vai resenhar aquela máquina veiaca ali, debaixo do xaxim da samambaia seca, entre o Brasílias & Calangos, ops, Cadillacs & Dinosaurs e o Golden Axe, QUE NÃO JOGO DE HE-MAN, PUTA QUE PARIU, MAS CÊS TÃO QUERENDO ME DEIXAR LOUCO, É??? Pegue sua espada de plástico comprada no camelô, vista sua armadura de papelão, pegue seu grimório de mulé pelada de magias, seu cajado (mas com jeitinho), monte no seu jumento com febre aftosa seu garboso corcel puro-sangue e escale as torres mais perigosas, explorando as mais sombrias masmorras, porém cuidado: é bem capaz que a princesinha no fim da jornada seja um dragão.

PENDURE NOS PENTELHOS CABELOS DA RAPUNZEL E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A AVENTURA!!!

Era uma vez um gato xadrez…

O reino de Malus vivia um período de prosperidade e harmonia, mais pacífico que a Faixa de Gaza em feriado de Carnaval. Porém, logo o aquecimento global e a crise financeira chegaram ao pequeno reino e a VEJA de domingo anunciou: tá todo mundo ferrado na mão do dragão vermelho Gildiss, a besta-fera do jogo, mais perigoso que cachorrinho chihuaua que não tomou vacina contra a febre amarela, e sua horda interminável de orcs coloridos, esqueletos, zumbis, goblins, fantasmas, ciclopes (epa, mas o jogo dos X-Men é outro!), hárpias, wyverns, aranhas e chupacabras, dentre outros monstros. Como naquele tempo ainda não tinha inventado robôs gigantes e a Rede Manchete não passava os seriados japas na região do reino (culpa da programação regional!), a solução foi correr até a taverna mais próxima e convocar o primeiro grupo de heróis que estivesse dando sopa. Com um método infalível e irrefutavelmente racional: PORRADA! Vamos a eles, a esses nossos cinco heróis destemidos, cujas identidades foram preservadas de tanta vergonha após participar desse game de aventura:

Warrior: o guerreiro especializado na boa e velha força bruta, mestre nas técnicas do dedo no olho, chute no saco, bolada no queixo e xingamento de mães alheias. Pra quem gosta de esmagar os botões sem se importar com a defesa. Um antepassado remoto de nosso considerado Kratos.

Wizard: professor fugido duma escola de idiomas que é especialista em magias, feitiços, quebrantes, olho gordo, macumba, catimbó e mandingas diversas. É o fracote da turma, embora seu cajado lance bolas de fogo com um bom alcance, capaz de sacanear chefes mais apelões. Mas, como todo bruxo de RPG, nem reza brava e novena pra São Snake do Quixeramobim salva o mago do jogo de ser massacrado pelas legiões de monstrengos.

Elf: o representante da minoria élfica a ocupar a cota para elfos do game. Um arqueiro meio fracote mas rápido que nem um Fusca queimando óleo, com um arco que joga flechas até pra fora da tela do fliperama. Ótimo para enfrentar chefões de longe, sem sujar as mãos e nem perder energia na barra de sanguinho, posando de bonzão pros maloqueiros do flíper. O preferido deste blogueiro pra fazer suas presepadas.

Cleric: BENZA DEUS! O padreco musculoso do game é forte que nem um touro brabo depois de comer muito feijão com farinha, mas é leeeeeeeeento. Mas ainda bate um bolão pros amantes dos personagens porradeiros que não curtem jogar com o Warrior. Além de recolher o dízimo, rezar missa, tirar o capeta do corpo e fazer a alegria das madres solteironas, o clérigo também é o que tem as melhores armas, como maças, martelos, marretas e outras. O terror da diocese!

Dwarf: o anãozinho com pinta de viking. Ruim que dá dó, precisa a todo mundo pular pra acertar o inimigo na cabeça. Aliás, você já viu algum jogador de The King of Dragons pegar ele pra detonar o game? Não? Nem nós! Especialistas procurados pela reportagem (os loroteiros ali que juram que dá pra jogar com o Goro no primeiro MK com um truque que só eles sabem) garantem que, após o término do jogo e a derrota de Gildiss, Dwarf foi demitido da Capcom numa reestruturação interna da empresa e foi fazer propaganda da Prestobarba.

Escolhendo uma dessas figuras anônimas, eis que você terá que atravessar o reino de Malus atrás do dragão vermelho, passando por ruínas antigas, montanhas sombrias, florestas encantadas, navios vikings e muitas masmorras abarrotadas de tesouros e espectros. E acredite: SERÁ MUITO FÁCIL!

A incrível jornada por mares nunca dantes navegados!!! UUUUUUÓÓÓÓÓÓ!

Será com esse grito ridículo de quem está com dor de garganta e sofre de prisão de ventre que você começará todas as fases, ressuscitará seu personagem após perder uma vida ou um Continue ou quando você subir de level. Sim, como em todo bom RPG de meia tigela, em The King of Dragons você subirá de nível acumulando pontos de experiência ao matar chefões e inimigos e de recolher dinheiro e pedras preciosas, aumentando a força de seus ataques, a barra de sanguinho ou restaurando parte do life. Mais original que isso só reality show do SBT!

Além dos sacos de dinheiro (que pipocam a cada inimigo morto ou barril detonado, e como o game não tem nenhuma lojinha de itens, só conta pro EXP e pro score. Ê, Capcom, quem te viu, quem te vê…), você contará com as frutas que restauram a vida, como maçã verde, uvas e até BANANAS! Pô, não tem fruta do conde? Não tem graviola amarelada da Serra da Canastra? Não tem sapoti azul com bolinhas verdes? Não tem laranja quadrada mexicana do nordeste da Malásia? Pô, Capcom, já começou o miserê, hein, muxibando frutas pra rapaziada gamer geração saúde estragada! Além disso, temos as pedras preciosas, como diamantes, opalas, ametistas e gemas diversas que dão uns pontos a mais. Ao matar um chefão e avançar na história, um baú vindo do céu te dá uma arma, um escudo ou uma peça de armadura novos (HEIN??), legítimo milagre de Roque Santeiro que o Padre Quevedo diz que nón ecziste. Mas cuidado com os baús, pois alguns deles soltam um feitiço congelante que te ferra a vida, um presentinho de Sub-Zero pra você!

Isso tudo o ajudará nessa loooooonngaaaaaaa estrada da vida, porque The King of Dragons tem nada menos do que 11 FASES! 11 estágios e 11 chefões num beat’em up pra fliperama? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA DUNGEON, DIGO, DA SALA!!! Mas, por sorte, são fases curtas e bem rápidas, nada daquele mundaréu interminável do Sengoku. Atravesse a floresta dominada pelo Rei dos Orcs, a fortaleza em ruínas habitada pelo terrível minotauro Touro Bandido, campeão nos atropelões (mais um pouco e ele, junto com Rolento o Chefão Nojento, poderiam fazer dupla de apelões do Marvel vs Capcom), as montanhas, a caverna da terrível hidra, o navio viking (uma fase com apenas uma tela e sem chefão), a torre do horrendo ciclope cosplayer do Manowar (rejeitado pelo Professor Xavier nas peneiras pra turma dos Xis-Men) e, quando você já está cansado, as mãos suadas, atrasado pra escola, morrendo de vontade de mijar, eis que vem a fase do bosque infestado de aranhas, os dois estágios do castelo e, PIMBA, no final da nona fase você descobre abestalhado que a Princesa Mari foi raptada pelo dragão vermelho e toca correr lá o herói pra salvar o cabaço a donzelice da pequena. Aí você vê no mapa que falta ainda um puta trecho até o castelo de fogo de Gildiss! CAI FORA, MACAUBAL! Mais um pouco e vira um MMO!!!

Porém, na pior das hipóteses durante “árdua” caminhada, você poderá com as incríveis magias de tela inteira! Sim, elas estão de volta! Morda-se de inveja Streets of Rage e seu carro de polícia com estrovenga incrementada! Elas vêm numa espécie de bolha de sabão que você fica empurrando pela tela (e, num ataque de noobice, você sempre deixa elas escaparem!): a de fogo queima a tela toda (duh!), a de relâmpago faz cair uma chuva de raios, a de estrela causa uma chuva de meteoros (de Pégaso???) enquanto a que tem a cara de sapo transforma todos os inimigos da tela em simpáticos batráquios cururu. Opa, aí sim a gente viu vantagem! Por ter deixado nesse jogo essa magia tão estapafúrdia nossa querida D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio é uma pessoa subjestivamente qualificado, uma softhouse retombante e cabriocárica, que merece nosso respeito tecnológico, que veio de nada e hoje não tem porra nenhuma também!

Mas, afora essas frescuras, The King of Dragons diverte e faz passar uma hora, embora seja muito fácil para os padrões dos fliperamas. Mas não só de Demon’s Souls vivem os games. E EU TÔ AVISANDO: O PRIMEIRO QUE FALAR QUE THE KING OF DRAGONS É O JOGO DA CAVERNA DO DRAGÃO VAI APANHAR DE CINTA NA BUNDA!!!

Resuminduuuuuuuóóóóóóóó!!!!!

Um pequeno exercício da Capcom que acabou se tornando um gamezinho divertido e viciante. Apesar do número absurdo de fases e da dificuldade descalibrada de alguns chefões (vide o minotauro corno ou seria o corno minotauro?) e um certo marasmo lá pro final que vai enchendo o saco (do verbo chefes e subchefes repetidos e de cores diferentes), dá pra detonar The King of Dragons numa tarde de boa, no aconchego do fliperama ou no seu lar no SNES, depois de você brincar um pouquinho no site do RedTube.

Se você perder uma vida, não chore como um noob e solte o grito de guerra dos nossos heróis sem nome: UUUUUUUUUUÓÓÓÓÓÓÓ!!! Para estragar a tarde de Tibia de seus vizinhos.

Curiosidades Curiosas:

- The King of Dragons foi adaptado pro Super Nintendo em 1994 e até então, tirando as coletâneas safardanas, é a única versão pra consoles domésticos. Mudam algumas coisas só: os Continues são limitados, só se pode jogar em até dois jogadores ao contrário da máquina que comportava três e os level up recarregam toda a energia. Tem até truque pra Continues infinitos e pra jogar com dois personagens iguais. E qual é o truque? Dá uma fuçada nas revistas velhas no fundo do armário que você acha!

- Referência a Golden Axe, NEM ME FALE DE JOGO DO HE-MAN, SACRIPANTAS: em algumas fases aparece aleatoriamente um ladrão com um saco nas costas e, caso você o golpeie, ele deixe um saco de dinheiro no caminho. Até a roupa é igual; mas porque será que ele é mais alto que no jogo do He-Man, Tio Zé? AHHHHHHHH, MOLEEEEQUEEE, é porque ele comeu muito arroz e feijão com abobrinha, se empanturrou de Farinha Láctea com espinafre e ficou fortinho!

- Esse é mais um dos games que possuem o Yashichi, um item típico dos jogos antigões da Capcom: um círculo com uma cruz no meio, muito raro e que geralmente te dá uma vida ou um Continue extra. E você pensa que vai encontrá-lo durante sua jogatina aqui no fliperama? POBRE MORTAL! Procura no Mercado Livre que é mais fácil achar um usado!

- The King of Dragons foi a principal inspiração para os excelentes Dungeons & Dragons: Tower of Doom e Dungeons & Dragons: Shadows over Mystara, verdadeiros RPGs de fliperama como nunca se viram. Ele também deu uns pitacos nos bons Dynasty Wars I e II, beat’em ups restritos ao mercado comedor de sushi oriental.

- NUNCA, NUNCA, NUNQUINHA MESMO um espírito de porco da Capcom Muxiba teve a ideia de expandir o universo de The King of Dragons e de transformá-lo num MMORPG! Ufa, sangue de Shao Kahn tem poder!

E vamo nóis! Ao final da aventura, depois de ver seu tesouro ser taxado pela alfândega, ser obrigado a dar um banho, cortar os cabelos do sovaco e as unhas do pé da princesa presa na masmorra e descobrir que todo mundo só joga Vampiro, você entenderá o sentido da frase “e foram felizes para sempre”.

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As 5 cagadas clássicas da Capcom

Você pensava que o Fliperama do Zé Doido estava morto? NÃÃÃÃÃÃÃOOOO! Sobrevivendo ao massacre dos survival horrors do post anterior cá estamos nós novamente abrindo as nossas portas aos gamers ensandecidos de todo o Brasil varonil, ávidos pela mais nova tosqueira do mundo videogamístico. Mais atrasados que menstruação de estudante de Pedagogia, nós voltamos com aquele post que era o mais esperado de onze entre dez gamers: AS CINCO CAGADAS DA DONA CAPCOM! Sim, ela mesma, a casa do Street Fighter, do Megaman e dos Dinossauros com Cadillacs!

Gigante dos arcades no final dos 80’s e início dos 90’s, e depois aclamada pelo sucesso de Street Fighter, Marvel Super Heroes, SNK vs Capcom, Marvel vs Capcom e Street Fighter de rodoviária, a casa do CAPtain COMmando (vai daí o trocadilho, sacou?) provou que é mais uma softhouse de mola fraca e intestino traidor: suas cagadas são comparáveis à da softhouse com necessidades especiais, à casa do herói mais trabaiadô da história dos games e também ao nefasto Projeto Novo Japão! E, ao contrário das outras, conforme o tempo passa, mais desarranjada a Dona Capcom fica! Pô, desse jeito não tem xarope Emulzec e água com Maisena que resolva!

Por isso, comemorando sua volta regada a muito Phoenix Down e código de Game Genie de vida infinita, o FZD apavora a concorrência que já pensava em sua falência e tem o orgulho de apresentar as CINCO CAGADAS CLÁSSICAS DA CAPCOM, sem papel higiênico nem Hipoglós, com a tampa da privada beliscando a perna e a caixa d’água vazia. Preparem as cuecas e calcinhas limpas, caros leitores e leitoras, porém, cuidado: em se falando de Capcom, capaz que vocês tenham de pagar por elas!!!

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA CAGANEIRA!

Cagada n.5 (…por ter feito a sequência mais escrota de todos os tempos!): Devil May Cry 2!!!

Olha só como são as coisas: um belo dia nos longínquos anos de 2001, quando as Torres Gêmeas e o programa do João Kléber ainda estavam de pé, a equipe do japa besta-fera Shinji Mikami, trabalhando na base de muita chibatada no lombo e muito Muppy sabor pitanga, entregou os primeiros projetos prum Resident Evil um pouco “diferente”. Os temas agora eram mais medievais e sombrios, com um castelo completamente diferente da mansão em Racoon City! Até a zumbizada vinha com look novo, com mais jeito de capetas do que de mortos-vivos melequentos da Umbrella. O novo RE tinha tudo para ser mais centrado na ação, mais frenético que os outros, embora mantendo alguns quebra-cabeças. Tudo parecia legal, um recomeço para essa série tão amada pelos gamers masoquistas, porém…

…A CAPCOM FICOU COM MEDINHO DO NEMESIS E MANDOU TUDO PRO LIXO!!! Porém, graças a um milagre de São Snake do Quixeramobim, a turma do mano Mikami bateu o pé, botou as katanas pra fora, virou Super Saiyajin, não deixou gozar na cara e meteu a boca: fez um novo jogo com todas as sobras desse RE injustiçado. Dá pra perceber até no estilo das letras que é completamente igual! Assim nasceu Devil May Cry, estrelando o caçador de cramulhões Dante, o mais fanfarrão dos personagens de videogame e também o detentor da família mais problemática, vide o seu irmão invejoso Vergil e seu tio tranqueira Mundus!

Confira abaixo o resultado do primeiro Devil May Cry. É sangue, tripas, tiros, porrada, gostosinhas e aranhonas flamejantes explodindo pelas paredes! Melhor game não há! Palmas pra Dona Capcom da era pré-diarreica:

Porém, o que era bom poderia ser melhorado! No suspiro final do PS2 , dando continuidade à saga familiar pouco convencional do nosso considerado Dante, a Capcom soltou o fabuloso Devil May Cry 3, mais difícil, mais longo, mais apelão e mais ensandecido que o primeiro! De arrancar os cabelos e os pentelhos de muito diabão estudado:

Porém, a série entrou no PS3 com tudo, sem vaselina e sem carinho, embora sem nenhum troféu (foi aí que veio o peidinho molhado). Mas ainda com honra:

Daí você diz: “Epa, Zé Doido, você falou do Devil May Cry, Devil May Cry 3 e Devil May Cry 4. Cadê o 2?”. Aí é que escorre pelas pernas mora o perigo! Confiram a bagaça no vídeo aí e vejam porque hoje a Capcom não come mais sarapatel:

Com esses gráficos BELÍSSIMOS de Polystation com placa de vídeo enguiçada, um som de enceradeira paraguaia comparável a um Mega Drive ligado em TV mono e um enredo de fazer até os roteiristas de Tekken rirem de se mijar (Dante enfrenta um empresário inescrupuloso que quer abrir um portal para o Inferno numa ilha do Mediterrâneo), Devil May Cry 2 tem a cara e os dedos sujos da Capcom: continuação nojenta, oportunista e mercenária, feita só pra levar o nome da série e convencer algum gamer desavisado a desembolsar seus níqueis no importabandista mais próximo. Até os menus do game não têm nada a ver com os do título anterior! Os cenários, então, são uma maravilha: pode perceber que, depois duma determinada parte, você terá de voltar por eles todos, até o início do game! Mais criatividade, impossível! E tudo embalado numa caixa bonita e 2 DVDs de incríveis aventuras! UAU! Aí é que o demônio chora!

Conselho de amigo: se algum dia Devil May Cry 2 cair em suas mãos, desligue o PS2 e vá jogar um truco ou dominó com os tiozinhos na praça! Você sairá ganhando, pode apostar!

Cagada n.4 (…pela seleção “crasse A” das antologias de clássicos, ops, CRÁSSICOS!): vide Capcom Classics Remixed para PSP

A Capcom tem bons jogos em seu catálogo de bizarrices, que o digam os ótimos beat’em ups como Fusquinhas & Lagartos, ops, Cadillacs & Dinosaurs, Alien vs Predator, Final Fight (PRA SITUAÇÃO MELHORAR VOTE NO HAGGAR!), Captain Commando e outros. Isso para não se dizer dos shooters de responsa, como o sempre querido 1941, o injustiçado Carrier Air Wing, o legalzinho U.S. Navy e outros. E os jogos de luta? Putz, aí tem Darkstalkers e seus monstrengos espetaculosos, Cyberbots e suas brigas de robozões, JoJo’s Bizarre Venture e seus golpes espalhafatosos….ou seja, game bão é o que não falta na casa dos Lutadores de Rua!

Daí chega nos Capcom Classics (como na versão do PSP) da vida e…QUE QUE É ISSO? Você corre a lista de games e percebe que não conhece nenhum daqueles arcades do tempo de mil novecentos e Farinha Láctea com caldo de feijão. Tem lá um 1941, um Captain Commando, o Final Fight pra não perder o respeito, e daí começam os infindáveis clones sem graça de 1941 (como o horrendo Varth e o sem sal Legendary Wings). Daí você encontra um 3 Wonders lá, um Magic Sword aqui e acha que as coisas vão melhorar, mas eis que aparece um Block Block e um Black Tiger pra acabar com a festa! Quando você chegou no Forgotten Worlds, caro leitor, aí não tem mais jeito e nem Sephiroth salva! Quando você vê, já caiu num Quiz & Dragons achando que enfim um beat’em up salvador ia ajudar seu jogo. E se engana terrivelmente:

Pra piorar, tem esse aqui também que dá até nojo de comentar:

Alguém sabe qual é a do The Speed Rumbler? Se alguém souber, favor contatar a gerência do fliperama!

Pensou que ia jogar Brasílias & Calangos, digo, Cadillacs & Dinosaurs, Eco Fighters, Battle Circuit, Alien vs Predator e até o sempre lembrado Ghouls’ n’ Ghosts? POBRE MORTAL! Por essas e outros é que a Capcom pode ser chamada de Parreira das antologias de jogos antigos!

Cagada n.3 (…por ter abandonado um pelote de jogos bons pelo meio do caminho!): Megaman, Star Gladiators, Eco Fighters, dentre outros.

Lembra do Megaman? É, aquele robozinho azul que tinha um canhão na mão, que matava os robôs malignos e roubava as armas dos ditos-cujos? ESQUEÇA! Tirando um ou outro game da PSN e um remake, você nunca mais o verá. E o Resident Evil, aquela série assustadora com zumbis, ataques de armas químicas, mansões estilosas e a morte te esperando em cada esquina? Virou joguinho de celular e DLC feita nas coxas! E o Devil May Cry, que tinha o Dante metendo chumbo em tudo que era demônio? Bem, Dante agora é um moleque cagão que apanha de todo mundo e ainda nem beijou na boca! E o Star Gladiators, aquele baita jogo de luta em 3D, de ficção científica, que o cenário do último chefão girava até fazer vomitar? Não, não tem Champion Edition e por isso ele não é bom! E o Captain Commando, aquele jogo porradeiro com fases psicodélicas no museu dos dinossauros (mas sem Cadillacs!), no circo, no templo ninja, que você subia nos robôs pra sentar a mão nos vilões? Oras, esse jogo não existe, onde você viu isso, viajou, rapaz? E o Eco Fighters (LET’S GO!!!), um shooter ecologicamente correto e sustentável? Oras, ele é responsável pelo efeito estufa e pela matança de ursos pandas, por isso está censurado! E o Darkstalkers e os peitões da Morrigan balançando e a Felícia peladona depois de levar um baduken do Demitri? seu incrível sistema de batalha inovador e dinâmico? Não se preocupe: Darkstalkers vai voltar…mas dá até medo de pensar no que vai ser daqui pra frente.

Assim é a D. Capcom: quando um game é bom, ou ela se esquece completamente dele (caso do jogo das Belinas & Lagartixas e do Alien vs Predator) ou ela o altera profundamente até não sobrar mais nada de fiel ao original. Quando você menos espera, ela acaba com a sua franquia favorita e te deixa a ver navios. A não ser, é claro, que se trate de Street Fighter, porque esse é sagrado!!!

Será que esse vídeo não é capaz de comover os corações amarelentos e capitalistas neoliberais da casa do Capitão Commando?

Hein??

Cagada n.2 (…por ter lançado o aplicativo mais SACANA da App Store): @Capcom Arcade

Esse é para o público que vendeu a alma para a Igreja Tecnológica da Maçã Prateada comandada pelo Papa Steve I! Em meio à enxurrada de aplicativos pirados da App Store, enquanto suas mãos febris procuram inutilmente por aquele programinha que fazia os peitos das mulheres das fotos balançarem, eis que você dá de frente com um ícone com os brigões do Final Fight. Propaganda eleitoral do Haggar? NÃÃÃÃOOOO! De repente, você vê o Street Fighter ali do lado, o 1941, dentre outros sucessos da Capcom…suas mãos febris prosseguem em clicando sem parar…

…e, para sua surpresa, há uma palavra mágica na descrição de cada aplicativo: FREE! AIMEUDEUSDOCÉUAIMEUDEUSDOCÉUAIMEUDEUSDOCÉU! Vou poder jogar o Final Fight (e zerar enfim aquela bagaça!) sem limite de fichas! Um fliperama no meu iPhone/iPad/iPod/HiPhone chinesão nojento? Não é possível, mas isso é uma maravilha, é a salvação da lavoura, pelo amor de Sephiroth! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!

Lá foi você fazer o download do trequinho.  Ansioso até dizer chega, conecta seu badulaque no PC, abre iTunes, reza por uma sincronização perfeita, trava o computador, você reinicia, passa o scandisk, trava de novo, você liga no SAC da Net, pede pra marcar uma reunião com o presidente da empresa aos gritos, manda o operador tomar no cú, reinicia de novo, taca o roteador na parede, chora de raiva…até que aparece aquela mensagem mágica: SINCRONIZAÇÃO COMPLETA!

Enxugando a baba, você abre o aplicativo no seu badulaque Apple, amaldiçoa a bateria pela milionésima vez, mas ainda se convence de que o Galaxy não tem essa função de se tornar um arcade de bolso. Você abriu o aplicativo e aparece um fliperama virtual (que não é o do Zé Doido!) cheio de máquinas, todas com a grife Capcom de mercenarismo canalha! Já chegou no flíper e ganhou três fichas de graça, promoção melhor não há (E NEM PENSE EM SUGERIR ISSO AQUI PRO ZÉ, VIU, SEU FOLGADO, SENÃO A GENTE VAI À FALÊNCIA!!!). Daí você joga o Final Fight na dificuldade máxima, perde uma ficha no Damned, depois outra no Sodom, imagine quando chegar no Rolento, o chefão nojento…

…e acabam as fichas! E agora, como faço pra dar Continue nessa incrível aplicativo Free? Daí, atônito, com a cueca ou a calcinha melada, aparece a tela para você COMPRAR    mais fichas na App Store, a dois DÓLARES cada uma!

Então quer dizer que o aplicativo é DE GRÁTIS, mas eu tenho que pagar pra usá-lo? CAI FORA, MACAUBAL!!! Assim é o @Capcom Arcade: software espertinho, nojento, mercenário, enganador, charlatão, escroque e patife! Com um iPhone despedaçado aos seus pés, você pensa: bom era o tempo do Motorola tijolão analógico da tela laranja! Pegue seu iPad, vá numa papelaria e o troque por um bloco de anotações, que desgraça pouca é bobagem!

Cagada n. 1 (…por ter lançado mil versões dum único jogo, com pouca ou nenhuma diferença entre elas): Street Fighter II, III e IV!

Que Street Fighter II: The World Warrior é um dos melhores e mais completos jogos de luta já feitos, disso não há dúvida. Sequência bem sucedida do terrível Street Fighter (outra tranqueira que a Capcom nos enfia goela abaixo nas antologias, pra você esfolar o dedão tentando soltar um baduken torto!), o salto de qualidade do primeiro pro segundo título foi incrível. Você tinha oito lutadores com personalidades fortes e técnicas invocadas (tem giratória-de-pastor-com-Espírito-Santo do Zangief, gilete do Guile, helicóptero da Chun-Li, tréki-tréki-turuken do Ken, tapinha camarada do Honda) e a possibilidade de combinar todos esses golpes em combos apelões de fazer lutador do Killer Instinct pendurar as chuteiras. Caramba, melhoraram o jogo mesmo, hein? E os quatro chefes apelões, então? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!

Alguns meses depois, sai então a versão Champion Edition, o mesmo jogo dos arcades, mais balanceado pros noobs serem menos zoados no fliperama, e com a opção de jogar com os quatro chefões, ou seja, ia sobrar Tiger Robocop pra tudo que é lado! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Porém, como se não bastasse, essa versão Champion foi alterada pelos piratas coreanos e, depois de comer muito contrafilé de poodle, saiu o fabuloso Street Fighter II: Rainbow Edition, com magias duplas, choriúken triplo e a opção de mudar de lutador apertando Start! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Porém, D. Capcom reagiu e lançou Street Fighter II: Turbo Hyper Fighting, com muito mais velocidade, golpes apelões e animações novas. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!

Uns cinco ou seis meses depois da versão turbo, em fins de 1993, pintavam no mundo todo e nas páginas das revistas o sensacional Super Street Fighter II: quatro novos lutadores (Fei Long, Cammy, T.Hawk e Dee Jay), quatro novos cenários, todos os cenários antigos redesenhados, novas vozes, novos golpes pra todo mundo (que o diga o baduken de fogo e o Yoga Teleport), novas vozes digitalizadas, nova tela de seleção, nova apresentação, a possibilidade de linkar vários arcades pra fazer jogos interligados. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Porém, mal você se acostumou com os controles do novo arcade e já ele pro fundão do fliperama, pois lançaram o Super Street Fighter II Turbo! Com um lutador secreto (Akuma), sequências diferentes, barra de Special e mais velocidade. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!

Correndo por fora, teve no Mega Drive o Street Fighter II: Special Champion Edition, deixando muito nintendista tremendo com sua jogabilidade melhorada e seu modo de lutas em times e o Street Fighter II Remix para Playstation, integrante duma coletânea, que tinha, TCHAM-TCHAM-TCHAM, mais velocidade, mais combos e cenários melhorados! UAU, eu ia escutar a agulha caindo do outro lado da sala, mas o Sonic 2000 explodiu na minha orelha!

Daí você se pergunta: MAS PRA QUÊ TUDO ISSO? Simples: pra Capcom extorquir seus suados níqueis, rir da sua cara e ainda ficar comendo lagosta até o fiofó fazer bico. E você lá, de trouxa, pondo grana no bolso da japaiada! E Street Fighter sofre mesmo dessa maldição: com Street Fighter III tivemos, além da versão original, os upgrades da 2nd Impact e da 3rd Strike e no IV temos o Super Street IV, o Super Street IV Arcade e por aí vai…agora a praga pegou no Marvel vs Capcom, que vai ter sua versão Ultimate, e pode esperar que vêm mais por aí…

Um espectro ronda o mundo, o espectro do socialismo gamer! GAMERS ASSALARIADOS DO MUNDO TODO, UNI-VOS! Pela popularização do Polystation! Pelo fim dos games mercenários da Capcom! Pelo retorno de Breath of Fire! Vamos marchar pelo fim das mil versões do Street Fighter que só servem para sangrar nossos suados bolsos!

Menção Difamatosa (…por ter feito um dos games mais ridículos da história): Ace Attorney!

Simuladores existem aos montes: de corridas (F-1 & similares), de boxe (a mais conhecida é a série Punch-Out), de futebol (Fifa, PES, Winning Eleven), de esportes olímpicos (Track & Field), isso só se falando dos games geração saúde! Tem simuladores de profissões, como de administração (série Sim e seus plágios descarados), de jardinagem e agricultura (Harvest Moon), de culinária (Cooking Mama), de medicina (Trauma Center), de prostituição (Street Fighter, OPS!!!), etc.

Então, com o brioco batendo palma e tomando muito soro sabor groselha, a Capcom e sua sanha desenfreada por lucros descobriram uma profissão que ainda não tinha sido suficientemente explorada:  A ADVOCACIA! E eis que apareceu a série Ace Attorney, estrelando o advogado Phoenix Wright, que só defende causas justas, bota os réus bandidos na cadeia e absolve os inocentes em “emocionantes” sessões no tribunal Daí você acordou, né?

Desnecessário dizer que o game é um pé no centro do saco, né? No comando do ADEVOGADO, você terá que ler os textos que aparecem na tela (como no Quiz & Dragons!), cruzar as provas e argumentar a favor ou contra. Imagine o ridículo de pegar seu Nintendo DS e ficar gritando (sim, gritando, pois a captura de voz é uma beleza!) OBJECTION com sotaque de cigano do sul do Cazaquistão! E, pior, tentando descobrir se fulano é culpado ou inocente, decifrando charadas…

Pelo menos Wright vai virar um lutador a mais no Ultimate Marvel vs Capcom 3, processando todo mundo pela sua mania de mercenários. Mas pensem pelo lado bom desse cagotinho: Ace Attorney é, desde já, o epic fail monumental da softhouse mais mercenária a tranqueira do mundo gamer. Pra assistir dando risada e comendo muita pipoca com Fanta Uva morna!

Quem foi rei SEMPRE perde a majestade e todo mundo tem direito ao seu dia no trono! Aproveite, D. Capcom, que hoje o bidê é seu!

Publicado em 32 bits, arcades, bobagens, Capcom, clássicos, consoles, diversos, fliperama, jogos desconhecidos, listas, Mega Drive, Playstation, shoot'em up, SNES | Marcado com , , , , , , , , , , , , | 4 Comentários

Gêneros que deram o que falar: SURVIVAL HORROR

Atendendo ao pedido do freguês Dom Diego, o Barão de Taubaté (é aquele lá que não larga as máquinas do Fantasia e do Gal Panic, o rapaz tá até raquítico de tão compenetrado no game, pelo amor de Sephiroth!), este post do FZD é especial para aqueles leitores que gostam de sofrer no videogame! Sim, apanhar do computador, levar surras homéricas da IA, fugir sem parar dos desafios, sem armas, sem munição, sem sanguinho no life, com o doidão do Nemesis nas canelas e com um baita dum trabuco lança-mísseis no lombo! E com a caganeira beliscando a entrada do fiantã!!!

Cada geração de videogames tem o seu gênero de jogos mais explorado e mais famoso (leia-se: campeão de plágios e de cópias descaradas dos programadores chineses espertalhões!), que logo satura, enche o saco, torra a paciência e faz a alegria do camelô do chópi cêntis popular antes que os PULIÇA e a RESSEYTA FEDERAR acabem com a festa! Nos 8 bits, tivemos os onipresentes games de aventura em plataformas, encabeçados pelo Super Mario a pegar no batente e Alex Kidd treinando para lutar contra o Maguila; na era dos 16 bits, foram os RPGs amarelentos estilo Final Fantasy e os beat’em ups xumbregas da série Rushing Beat & similares que nos enfiaram goela abaixo; no final dos anos 90 nos arcades foi a explosão dos jogos de luta como X-Men vs Street Fighter, Marvel vs Capcom, KOF, Tekken e Mancha Verde contra Gaviões da Fiel! Já nos 32 bits, bem, essa foi a época mais frutífera para os SURVIVAL HORRORS!

Sim, os terrores de sobrevivência, uma das pragas mais disseminadas no mundo dos games, aqueles jogos em que você ficava com medinho e pedia pra sair! Sempre controlando um mercenário, um pistoleiro, um soldado ou um detetive perdido numa cidade/mansão/ilha deserta/trem assombrado/tomado por zumbis/amaldiçoado/dominado por mutantes, prestes a morrer nas várias armadilhas espalhadas pelos cantos do cenário e fazendo os quebra-cabeças mais furados da paróquia! Com falta de munição, sem itens de energia, morrendo com qualquer porrada…enfim, aquele dramalhão lacrimoso da sombria era a.K. (antes do Kratos!)

Mas como desgraça pouca é bobagem, tal praga se espalhou pelos videogames da geração seguinte, atacou até as plataformas falidas (do verbo Dreamcast) e chegou até a nossa querida era PS3! Por isso, o FZD vai relembrar alguns crássicos do survival horror dos 32 bits e um que transcendeu a geração, mas não todos também, porque nós temos amor à vida e uma autoestima relativamente baixa.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A MATANÇA A BAIXARIA!

O primeirão: Alone in the Dark (PC, Saturn, 3DO e PS1)

Quem que fez a bagaça?: a francesa safadona Infogrames, famosa por jogos de computador que exijem mais raciocínio (hahaha) e trazem uma história mais elaborada, voltada a um público adulto (HAHAHAHAHAHAHAHA!!!), softhouse para quem a existência precede a essência, especialmente depois de ficar uma semana sem tomar banho, com aquele perfume do Golden Axe, QUE NÃO É PORRA NENHUMA DE JOGO DO HE-MAN E DA SHE-RA, POMBAS, POR QUE QUE CÊS INSISTEM?!!!

Qualé?: nos interiores nevoentos da Inglaterra, onde nenhum Mr. Bean jamais esteve, você precisará investigar um assassinato misterioso na mansão Decerto, onde decerto você será estripado por zumbis, onde decerto uma gárgula rasgará sua garganta e onde decerto você cairá no corredor dos assoalhos podres e decerto pensará mil vezes antes de reinstalar essa bagaça e travar a memória do seu 486 com kit multimídia e Windows 3.11! Controle o detetive do sobrenatural Edward Carnby ou a gracinha quadrada e poligonal Emily Hartwood, sobrinha do defunto Jeremy Hartwood, e se prepare para vários puzzles, enigmas e zumbis palmeirenses com cara de espantalho.

Avaliação FZD: E não é que o primeiro Forever Alone in the Dark (praticamente uma punheta no escuro!) é de longe um dos melhores da lista? Uma inovação para a época, Alone in the Dark é jogo pra cabra-macho com sangue no zóio, pois você poderia morrer em qualquer tela, fazendo a mínima cagadinha. Duvida? Então caminhe calmamente no primeiro corredor de aposentos da mansão e veja o que o assoalho podre pode fazer com você! Ou se esqueça de fechar o alçapão do sótão e receba a visita duma simpática gárgula com cor de chiclete mal-chupado. Armas praticamente inexistem por aqui, pelo menos até a metade do game: você vai ter que se virar com um bicudo meio torto que não resolve nada. Mas o FZD admite: apesar de apanhar mais que bixo rebelde em dia de trote, os puzzles de Alone in the Dark estão entre os melhores já criados prum survival horror, sem frescuras de empurrar caixas e pisar em botões.

E as sequências? Forever Alone in the Dark até que foi bem esculhambado honrado em suas sequências: temos ainda na era dos 32 bits o Alone in the Dark 2 e 3, que exploram o futuro da mitologia da série. Na geração seguinte tivemos a retcon Alone in the Dark: The New Nightmare, que também é de responsa. Já no PS3 veio o Alone in the Dark Inferno, jogo que realmente faz jus ao nome e que não tem patavinas a ver com o resto da série.

Teve filme? Infelizmente sim! Lançado em 2005, “Alone in the Dark: O Despertar do Mal” prova que deveríamos tê-lo deixado dormindo como um nenê, com uma boa dose de sedativo na veia. Dirigido pelo excelentíssimo Uwe Boll e estrelado pelo galã estilo SBT Christian Slater (QUEM??) como Edward Carnby, é só um terror mixuruca sem tripas de borracha e mulé pelada fugindo de monstrengo melequento. Se fosse dirigido pelo Zé do Caixão, ganharia até um Kikito!

O famosão: Resident Evil (PC, PS1, Saturn, N64, PS2, PS3, GameBoy Advance, Nintendo DS, GameCube, XBox 360, Dreamcast, iPhone, iPad e clone piratão nojento do Nintendinho!)

Quem que fez a bagaça? A Dona Capcom, próxima candidata série às 5 Cagadas Clássicas, famosa por criar bons games como Devil May Cry, Star Gladiators, Breathe of Fire e Cadillacs & Dinosaurs, pra depois fazer mimimi e fingir que eles nunca existiram, transformando o Dante de caçador fanfarrão de cramulhões num moleque cabaço que apanhava nos bullyings da vida. Tá merecendo um chocão do Captain Commando no meio das ideias, hein, dona? SE QUISER PROCESSAR O ZÉ DOIDO PODE VIR QUE NÓIS TEM ADEVOGADO MELHOR QUE O ACE ATTORNEY!

Qualé? Zumbis, zumbis e mais zumbis! Não precisa falar mais nada, né? Aliás, Resident Evil possui uma história simples mas funcional, que serve perfeitamente para foder com o jogador justificar os mortos-vivos comedores de miolos: a indústria química Umbrella, mais rica do que a Globo e o Banco Panamericano juntos, resolve lançar um cosmético revolucionário que rejuvenesce mesmo, capaz de transformar uma Cleyde Yáconnis numa Ângela Bismarck! UAU! Mas você não escutou a agulha caindo do outro lado da sala: na verdade, a estrumela aí levanta os mortos-vivos das tumbas e transforma as pessoas em zumbis em perene cio! Pra piorar, a Umbrella quer criar armas químicas vivas mais perigosas que lanche do McDonald’s com pimenta comary, leia-se os dois zumbizões besta-feras Nemesis e Tyrant. Ou seja,a donzelice das dilicinhas Jill Valentine e Claire Redfield estará seriamente ameaçada até o final do jogo.

Pra variar, sempre sobra pros mocinhos, os mercenários do bem da S.T.A.R.S (Somos Totalmente Acefálos e Roedores de Salsichas!) pra meter bala na zumbizada. Aliás, prepare-se pruma sacanagem infernal durante todo o jogo (mas liberada para menores de 18 anos): se Resident Evil pudesse ser definido numa palavra, essa seria FARTURA: fartam armas, farta munição, farta ajuda, fartam cheats, fartam baús pra guardar a tralha, fartam fitas de tinta pra gravar o jogo, fartam máquinas de escrever em save points…enfim, um jogo pra medir o medinho dos gamers mais cagões e a paciência dos geniosos!

Avaliação FZD: Tá certo que Resident Evil é um plágio descarado de Alone in the Dark (pois o primeiro jogo também se passa numa mansão vitoriana, onde os mercenários ficam presos, e eles precisam fugir dos mortos-vivos e fazer quebra-cabeças), mas também foi o primeiro dos grandes crássicos da era dos 32 bits. No caso de muitos gamers (dentre estes este que vos escreve!) o jogo foi um estrondo, mostrando realmente do que o Playstation era capaz. Resident Evil também é o primeiro game maconheiro da história, pois serão as ervas e as suas misturas que te salvarão das diabruras da Umbrella e do cagueta do Albert Wesker, o vilãozinho traidor. Com isso, logo poderemos patrocinar a primeira Marcha dos Zumbis!

E as sequências? Como sempre, D. Capcom aproveitou pra extorquir os nosso magros bolsos de gamers assalariados. Porém, as sequências de Resident Evil possibilitaram que nós fizéssemos turismo de graça! Confere aí: se no primeiro estávamos apenas na mansão e os dois seguintes se concentravam na zona que virou Racoon City, em Code Veronica nós viajamos com tudo pago pra América Latina, no 4 fazemos uma aprazível viagem pela Espanha contaminada pelo T-Virus e no 5 nós vamos à África com a boazuda e suadinha Shiva como guia! Turismo mais barato que esse só em excursão pra Aparecida do Norte! Aliás, estamos até hoje aguardando por uma sequência de Resident Evil no Brasil, pra fuzilar os zumbis de Brasília…fora isso, tivemos também o Resident Evil Zero, o aguardado remake pro N64 que foi sem nunca ter sido (HAHAHAHAHAHAHAHA). Além do spin-off Gun Survivor, um trail shotter ao estilo The House of the Dead que fez muito fã frescurento dar cria! Mas hoje a Dona Capcom anda tão gosmenta e cheia de mimimi que, pelo visto, RE será reduzido ao game Mercenaries e terminará no limbo dos jogos abandonados da Capcom.

Teve filme? Sim, e, a nível de ruindade, tá pau a pau com Forever Alone no Escuro! Os três filmes adaptam de maneira “livre” (vixi!) os três primeiros jogos. Mas até que vale a pena perder uma madrugada de sábado pra vê-los, pois tem a Milla Jovovich machucada, suada, assustada, sujinha, seminua, humilhada e menstruada a fugir dos monstrengos podres! E isso o Cine Privê não pode oferecer!

O copião: Dino Crisis (PS1 somente, fora a distribuição via PSN pro Negão)

Quem que fez a bagaça? A Dona Capcom de novo! E com a direção e o roteiro de Shinji Mikami, o mesmo de RE! Basicamente, esse é um Resident Evil com dinossauros! MAS SEM CADILLACS!

Qualé? Veja o primor de storyline, quase um Tekken da vida: uma equipe de mercenários chamada S.O.R.T (Sociedade OIigofrênica de Reumatismos Transcendentais) desce de para-quedas numa ilha tropical e deserta chamada de Ibis, que sedia um dos melhores times de futebol do planeta, para resgatar um cientista desaparecido chamado Edward Kirk. Ninguém sabe a nacionalidade do sujeito (pelo seu nome exótico, dá pra deduzir com ABSOLUTA CERTEZA que ele nasceu em algum lugar da Índia ou do Nepal, na fronteira de União Paulista com Nipoã!) e o porquê de seu chá de sumiço. Na verdade, o doutor está bem vivo e pesquisando uma nova energia sustentável chamada Third Energy, limpa, verde, não-poluidora e que não mata os ursos pandas. Ou seja, a alegria do pessoal que só anda de bicicleta e não usa papel higiênico! Só que essa energia é capaz abrir portais no tempo (!!!UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!) e encheu a ilha de dinossauros vindos da pré-história (UAU!!! EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA 2.0!!!). Agora a mocinha Regina e o brutamontes Gail terão que fugir dos dinos e resolver a crise. Bom, depois de abusar muito de drogas alucinógenas, como cerveja Belco misturada com Country-Cola de limão e de práticas ilícitas de cheiramento de calcinhas usadas da Bayonetta, é de se entender porque o Mikami foi demitido da Capcom.

Avaliação FZD: numa época em que a Capcom só queria saber mesmo de lucrar, lucrar e lucrar, aumentado a exploração da luta de classes e a mais-valia no mundo todo, reforçando a ditadura do sistema capitalista e neoliberal, Dino Crisis foi uma tentativa de emular o sucesso de RE, mas agora puxando pra ficção científica. No mínimo, a mente insana que criou Bayonetta, God Hand e Vanquish viu um certo jogo com dinosauros e carros americanos e quis copiar trazendo esses elementos pra engine do RE. O pior de tudo é que Dino Crisis foi daqueles games que, junto com Captain Commando, Darkstalkers, 3 Wonders, Megaman e, mais uma vez, o nosso querido Star Gladiators, foi parar no limbo dos jogos que a Capcom não tá nem aí! Coisa feia, hein, Papai do Céu Sephiroth não gosta, viu! O pior é que a Regininha do cabelo roxo não voltou nem nos Marvel vs Capcom da vida, sinal de que a série foi mesmo enterrado (e sem vaselina!).

E as sequências? Tivemos o bom Dino Crisis 2, um dos primeiros jogos pro Neguinho PS2, continuação direta do primeiro título que contou com praticamente todo o elenco. Depois foi só cagada: veio o FPS fraquinho Dino Stalker e o horrendo Dino Crisis 3 pra XBox, que foi uma tentativa de “recriação” da franquia. Depois disso, a série afundou até funduras nunca dantes navegadas e hoje taí, com a Capcom não fazendo nada por ela.

Teve filme? Que nada! Mas bem que poderia sair uma película com sua coleção de amarelices exageradas, com direito a dinos de duas cabeças, colegiais de uniforme de marinheiro, estupros com tentáculos, robôs gigantes, vilões afeminados e piadas que ninguém entende! Com Megan Fox, Kate Hudson, Jennifer Aniston ou Joelma da Banda Calypso como a heroína Regina!

O cabeção: Parasite Eve (PS1 e PSP)

Quem que fez a bagaça? A softhouse mais quadrada de todos os tempos das terras nipônicas, Square Enix, na época apenas Squaresoft, quando ela e sua amante fogosa Nintendo estavam dando um tempo pra pensar na relação. Espere por um argumento cabeça de bagre, com um enredo muito curto culto, com uma vasta curtura cultura e incríveis adendos da mais nobre filosofia de botequim. Pensa o quê, videogame também é cultura inútil.

Qualé? No comando da policial corrupta e meganha Aya Brea, treinada pessoalmente pelo Capitão Nascimento e versada nas práticas de direitos humanos dos PMs de Diadema, você terá que impedir a vilã Eve de manipular as mitocôndrias (cu de quem??) dos seres vivos de Nova York e de transformar humanos, cachorros, pombos, ratos, gatos e ornitorrincos de duas cabeças em monstros. Pra variar, ao longo das aventuras de Aya e seus comparsas, surge toda aquela historinha filosófica, aqueles segredos do passado, aquelas revelações acachapantes de novela das oito da Glória Pérez, aquela carga dramática dos japas que sempre fazem você chorar de tanto rir. Com a ajuda do puliça otoridade Daniel, do cientista japa virjão e apreciador de hentais Kunihiko Maeda e do Dr. Klamp, o típico professor cuzão que te deixou de DP na faculdade, você terá que impedir que Eve crie a Nova Mitocôndria (cu de quem??) e inunde Nova York de mutantes e imigrantes ilegais da Costa Rica. Não sabe o que é mitocôndria (cu de quem??), perplexo leitor? POBRE MORTAL…

Avaliação FZD: sabia que Parasite Eve foi adaptado dum livro, um romance do escritor japa Hideaki Sena, parente distante do Ayrton Senna? Que não foi publicado no Brasil, não tem previsão e só se encontra nos torrents e rapidshares da vida em PDF. E não é papo furado de locadora não. Mas não é só por isso que Parasite Eve é interessante; de longe, é o preferido do autor dessas patacoadas. Com aquele estilão do Resident Evil e utilizando um sistema de RPG, mas mais voltado à ação, Parasite Eve têm muitos atrativos: os peitões da Melissa um storyline intrigante, os peitões da Melissa personagens carismáticos e realistas, os peitões da Melissa locações reais de Nova York que só enriquecem o enredo (como o Empire State Building, a ilha de Manhattan, o Central Park, o Carnegie Hall, o MoMa, a Quinta Avenida, a rua dos puteiros) e os peitões da Melissa algumas sacadas geniais, como o lance das mitocôndrias (cu de quem??). NÃO SABE O QUE É UMA MITOCÔNDRIA, LEITOR? Oras, nunca teve uma aula de Geometria? Uma mitocôndria é aquela vizinha do Complexo de Golgi…NÃO SABE O QUE É UM COMPLEXO DE GOLGI? Desligue o videogame e vá ler um livro!

E as sequências? A desPEITO das maravilhas mamárias das protagonistas, Parasite Eve teve duas EXCELENTES sequências! Parasite Eve 2 foi um dos bons games no rabicho final do PS1, dando sequência às doideiras da Titia Eve/Melissa em Nova York, com Aya PEITANDO novos monstrengos poderosos. E Parasite Eve: The 3rd Birthday para PSP virou a história de seios pernas pro ar: após o fim do mundo, numa espécie de Matrix, Aya faz parte dum grupo de resistência contra os mutantes e as mitocôndrias (cu de quem??) assassinas. Dando mais ênfase à ação, os tiroteios e à porradaria, o game é um excelente retorno para a série.

Teve filme? Infelizmente não. Num mundo assolado por filmes gamers de quinta como Street Fighter, Super Mario Movie, Double Dragon e Contos que Nossas Babás Não Contavam, Evinha Parasita nunca apareceu pra salvar a pátria.

O medonhão: Silent Hill (PS1, PS2, PS3, GameCube, Nintendo Wii e…ah, chega, esse aí praticamente lançaram até pro fogão da cozinha, pelamodedeus!)

Quem que fez a bagaça? A nossa considerada Konami, a fazenda do Coroné Hideo Kojima e seu jagunço Solid Snake da Tapitanga, nas ordis de Deus, cumpádi.

Qualé? Silent Hill é uma cidadezinha muito pacata e bucólica do interior dos Estados Unidos, em algum lugar entre Pau Grande e Curralinha, fazendo divisa com Pato Branco e Tangamandápio. Lá nós temos simpáticos zumbis sorridentes, serenas criancinhas possuídas por demônios, almas penadas acolhedoras, gárgulas sanguinárias de coração aberto e chupacabras carinhosos aguardando sua visita. Pois, por algum motivo esdrúxulo, seja porque você perdeu sua filha, seja porque recebeu uma carta da sua finada esposa, seja porque quer remexer seu passado, seja porque se perdeu de carro na pista, seja porque procura seu irmãozinho perdido, seja porque você quis ir à quermesse de São Snake do Quixeramobim, você por algum motivo irá parar em Silent Hill. E, pior, sem cuecas ou calcinhas limpas!

Avaliação FZD: a aprazível Colina Silenciosa é um legítimo game de terror, um survival horror que dá medo de verdade! Essa foi a intenção dos programadores medrosos da Konami ao lançarem esse título. É também o survival horror mais influente dessa lista, tendo inspirado outros sucessos nas gerações seguintes como Fatal Frame, Obscure, F.E.A.R., Fahrenheit/Indigo Prophecy, Dead Space e outros games que vão testar seu esfíncter a extremos nunca dantes navegados. Além disso, Silent Hill é um game superlativo: os títulos oficiais da franquia somam 8 games, os spin-offs e derivados se estendem em CATORZE títulos, além de dois filmes e quatro livros. CACILDIS! Ó o fumo, Final Fantasy! O Padre Quevedo deve ter platinado e batido o pé de que Silent Hill NÓN ECZISTE!


E as sequências?
Leia o final do tópico anterior procê sentir o drama!

Teve filme? Em 2006 lançaram “Terror em Silent Hill”, que é mais uma história paralela com a cidadezinha tranquila como pano de fundo; um terror até que bom, digno de filme dirigido pelo Zé do Caixão. Para 2012 está programado um filme em 3D, ou seja, mais uma desgraça prevista pelas profecias maias.

O bizarrão: Chase the Express (exclusivo para PS1, isto é, pimenta no peidante dos sonystas é refresco!)

Quem que fez a bagaça? Uma tal de Sugar & Rockets, softhouse com nome de banda indie que nunca fará sucesso. Evidentemente que nesse survival horror onde faltam tanto horrores quanto sobreviventes não haverão, foguetes, tampouco, açúcar.

Qualé? Terroristas russos sequestram um trem e enchem os vagões de explosivos C4 e até bombas atômicas atômicas, matendo como reféns o embaixador francês, sua família e mais uns cupinchas. Mas coitados dos russos, hein, negada, por que afinal eles sempre são os vilões? Puta preconceito, hein, torcida brasileira? Só por que eles são os campeões mundiais em clonar Nintendinhos? Porém, para deter os terroristas, você contará com o agente da OTAN Jack Morton, que vai dar muito pipoco em mercenário desavisado e resolver um mundaréu de quebra-cabeças chatos pra boné. E tudo isso dentro do trem e antes que ele exploda!

Avaliação FZD: Lei número 3565461104896 do Mundo dos Games: FASES EM TRENS SÃO UM GRANDE PÉ NO SACO COM BOTINA DE DANÇAR CATIRA! Duvida? Manja a fase do trem do Goldeneye 007 do N64, aquela mesmo, em que você chegava ao último vagão que nem peneira e morria nos últimos 3 segundos? E os dois trens do Sunset Riders, trem danado, sô, na primeira você só caía do cavalo e na outra levava chibatada do El Greco? E o trem fantasma do Final Fantasy VI, aquele que o Sabin conseguia erguer no ar? E em X-Men: Mutant Apocalypse, aquele trem que o Ciclope tinha que destruir só no olho gordo? E as fases finais do Super Mario 3, do avião, do tanque e dos barcos, que funcionavam como uma verdadeira composição? E o trem do Uncharted 2? Agora, some-se a todos esses estrupícios um game que se passa INTEIRO dentro dum trem! TREM RUIM, SÔ!

E as sequências? Pelo amor de Sephiroth, não!!!! Graças a muitas novenas pra São Snake do Quixeramobim, Chase the Express ficou só nesse primeiro mesmo. O máximo que recebeu foi uma outra localização nos EUA, com o título de Covert Ops: Nuclear Dawn, que, ops, é o mesmo game e tão ruim quanto.

Teve filme? Sei lá, cumpádi, procura nos torrents das quebradas internáticas por aí, que aqui no Ocidente nunca apareceu tamanho disparate. Graças a Sephiroth!

Menção Difamatosa: preparem-se, rufem os tambores, o survival horror que milagrosamente sobreviveu às gerações dos 128 bits e chegou até nós…respeitável público…com vocês…

O FODERENGÃO: Demon’s Souls (PS3 e num cemitério pertinho de você)

Em memória dos amigos e compadres Pantuzzi e Weslley, assassinados por um alegião de caveiras vermelhas…pelo menos, até matarem o próximo chefe e recuperarem suas almas no Nexus!

Quem que fez a bagaça? A From Software, uma produtora FROM HELL! Distribuído pela Bandai, a distribuidora oficial de prostitutas tailandesas e filipinas no mundo todo.

Qualé? Era uma vez o alegre Reino de Boletaria. Seu monarca, o Rei Allant XIII, certo dia tem a belíssima ideia de canalizar o poder das almas penadas para adquirir poderes mágicos. Só que dá uma cagada gigantesca e o rei acaba libertando o terrível demônio conhecido como The One!!!! AIMEUDEUSDOCÉUAIMEUDEUSDOCÉUAIMEUDEUSDOCÉU! Daí pro reino ficar infestado de dragões, zumbis, demônios, gárgulas, caveiras mortas-vivas, chupacabras e ornitorrincos de duas cabeças é um peido molhado. No controle dum guerreiro que morreu e foi parar no Nexus (uma espécie de Além-túmulo, sua base durante todo o game), você terá que recuperar as almas dos demônios-chefões e assim derrotar a ameaça de The One! E acredite: NÃO SERÁ NADA FÁCIL…

Avaliação FZD: você terá que atravessar o castelo de Boletaria, as cavernas de lava, a prisão, a montanha das caveiras e o pântano em ruínas tanto vivo (com seu corpo e toda a energia) quanto como fantasma (com apenas metade da barra de sanguinho). Toda e qualquer porrada, até do inimigo mais fraco, pode te matar. Seus golpes são limitados pela barra de stamina, quer dizer, esqueça aqui o esmagamento de botões do seu querido God of War ou do Ninja Gaiden. Morrendo, caso você não retorne ao local de sua morte, você perderá todas as almas acumuladas, que são necessárias para se fazer de tudo no game: comprar itens, comprar upgrades, consertar armaduras, evoluir os atributos do seu personagem, assoviar e chupar cana o mesmo tempo…sem contar que, jogando quando está vivo, seu jogo pode ser a QUALQUER MOMENTO invadido por um MORFÉTICO  de qualquer parte do mundo para roubar suas almas. CRENDEUSPADRE! E, se o mundo estiver com tendência NÊGA, se prepare, porque você terá uma tarde inesquecível ao lado do seu PS3!

E as sequências? Está programado para o final deste ano o sucessor de Demon’s Souls, com o singelo nome de Dark Souls. NUM GUENTA BEBE LEITE!

Teve filme? Ainda não, mas deveria. E como será que seria o seu título na Sessão da Tarde? Demon’s Souls: uma aventura muito louca?

E aí, meus caros leitores, sobreviveram ao horrores deste meu post? Sim? Não? Quem morreu levanta a mão, por favor.

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Brasílias & Calangos, ops Cadillacs & Dinosaurs!

Chegou aquele post que era o mais aguardado de onze entre dez gamemaníacos que frequentam a enfumaçada zona do Fliperama do Zé Doido! Um arcade esquecido no exterior e eternamente lembrado aqui nas nossas terras brasilis de muito fliperama contrabandeado e jogo falseta! Acertou no fiofó do velociraptor quem falou naquele grande beat’em up que misturava Cadillacs e dinossauros chamado…CADILLACS & DINOSAURS! Mas cuidado: esse pacato dino verde pode ficar vermelho e aí, parceiro…AÍ A VACA VAI PRO BREJO!

Lançado pela nossa querida Capcom nos idos de 1992, auge dos bons beat’em ups pra arcades, e com o suporte da saudosa placa CPS1, a mesma utilizada em Street Fighter II & diversos clones, na esteira do sucesso de Final Fight, Fuscas & Lagartixas, ops, digo, Cadillacs & Dinosaurs tinha uma fórmula simples e direta, com uma engine claramente melhorada em relação ao game dos cumpádis Haggar, Cody e Guy: porrada generalizada, fases em profusão, inimigos invocados, gordões que atropelam, chefões saltitantes à la Rolento, o chefão nojento, e muitas, mas MUITAS mesmo, armas escondidas em caixotes e barris.

Comparado a Final Fight, Chevettes & Salamandras, perdão, Cadillacs & Dinosaurs era bem mais rápido, frenético, com chefões mais balanceados (leia-se: mais trapalhões e mais fáceis pros noob matarem!) e, claro, com muito mais VIOLÊNCIA! Sangue, explosões, tripas voando (como quando você matava o inimigo com o lança-granadas) e dinos avermelhados depois de comer muita pimenta pra estriparem o seu personagem e os bonecos inimigos. Sem contar o mundo detonado em estilo Mad Max e os chefões mutantes, e pronto, temos um cenário mais bizarro lisérgico imprevisível do que as quebrada da perifa de Metro City.

É com prazer que o FZD apresenta uma de suas máquinas mais antigas, aquela lá do lado do Golden Axe, QUE NÃO É JOGO DO HE-MAN PORRA NENHUMA, CARAIO, QUANTAS VEZES VOU TER QUE FALAR, SACRIPANTAS!, que já está até engolindo fichas e com a telona roxa de tão gasta. E vamos lá numa viagem muito louca com muitos dinossauros e Cadillacs, não necessariamente nessa mesma ordem.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA!

O retorno dos dinos!

Baseado na HQ Xenozoic Tales (confira lá nas Curiosidades Curiosas), pois é claro que ninguém na Capcom teria a bela ideia de misturar Corceis com Camalões, digo, Cadillacs com dinossauros, eis que estamos no belíssimo ano de 2513. Até lá, o mundo virou uma bagunça geral: os Estados Unidos estão falidos e devendo até as cuecas do Obama pra China, a Rússia sedia uma Copa do Mundo, o Brasil perde a final pra Argentina, o Paraguai se torna a maior potência global, é declarada a independência do Acre, a França proíbe o Playstation em seu território nacional, João Kléber ganha o Nobel de Literatura, José Luiz Datena é eleito presidente do Brasil e secretário-geral da ONU…enfim, com uma tragédia dessas, é lógico que ia acontecer uma catástrofe ecológica. Cataclismas terríveis destroem o mundo, derretem as calotas polares e obrigam a humanidade a se refugiar nos subterrâneos…pensou ia escapar incólume de zoar do discurso sustentável dos verdes, sem votar na Marina Silva e sem torrar sua grana e suas camisinhas no SWU, e que o planeta Terra ia escapar inteiro? POBRE MORTAL…

E eis que, depois de longos 600 anos, os humanos voltam pra superfície e, dentre as ruínas de seu mundo, com aquele jeitão de Enslaved, eles reencontram os dinossauros vivinhos da silva, ressuscitados depois de séculos! Praticamente um Jurassic Park de graça! Essa horda muito louca de dinos, liderados por Susana Vieira e Palmirinha Onofre, vão aprontar as maiores confusões! Especialmente quando estiverem vermelhos!

E, nesse meio de campo embolado, surge a famosa turma de punks, parentes da gangue Mad Gear, com os famigerados gordões atropeladores! Liderados pelo Dr. Fessenden, um forever alone jogador de Tibia, eles querem capturar os dinos para fazerem experiências e criarem uma raça híbrida de répteis com humanos. Vije, agora imaginem como seria bonito o cruzamento entre essas duas raças…Mônica Mattos fez história…

E eis que surgem os heróis, é claro! Escolhe entre o mecânico sujo de graxa Jack Tenrec (o de camisa azul, mais equilibrado entre os selecionáveis. Leia-se: o lutador mezzo mozarela, mezzo calabresa, eterno Dhalsim do game!), a dilicinha Hannah Dundee (que vive ouvindo “Ê, lá em casa!”do Jack, que, é craro, ninguém no fliperama vai escolher pra jogar), o engenheiro Mustapha Cairo (o preferido do pessoal por causa da giratória apelona) e o grandalhão e balofo Mess O’Bradovich, o Haggar da corrumaça. E sobram chutes, socos, voadores, porretadas com canos, tiros e granadas, muitas granadas, nesse belíssimo game cheio de Mavecos e Iguanas, ops, de Cadillacs & Dinosaurs.

NÃO É A MAMÃE!!!!

E assim começa a aventura! Mal você selecionou o seu brigão e aparece um mapa de Nova York (ou do que sobrou dela!) cheia de facínoras e dinos avermelhados procê descer a sarrafada! Com a ajuda de muitas facas, pedaços de pau, canos, metralhadoras, espingardas, o sensacional lança-granadas (que você pega após aceitar um Continue), revólveres, estilingues, o escambau…e GRANADAS! Tem tanta granada nesse jogo que dá até vergonha! Parece até que uma fábrica das dita-cujas patrocinou a Capcom, porque sempre tem um monte delas pelas fases e nas telas dos chefões. Pra recarregar energia, a oferta de comidas é de primeira: tem hambúrguer, frango assado, prato de salada, bandeja de comida, sorvete, doce, barra de chocolate…e olha que estamos num apocalíptico ano de 2513! De fome esses briguentos não morrem!

Aliás, a abundância de granadas até que acaba ajudando, porque os inimigos aqui são mais apelões do que no Final Fight! Além dos punks, motoqueiros e gorduchos de plantão, temos ainda os jagunços de espingarda com poncho mexicano, uns mauricinhos atiradores de faca, clones do chefão da primeira fase (sacumé, né, a família Andore é graaaaaaande!), uns grandalhoes vestidos como cavaleiros medievais que atiram maças de espinhos (CACILDIS!) e até uns monstrengos verdes parecidos com o Blanka (JISUISCRISTIM!). Sem contar os dinos verdes que emputecem e ficam mais vermelho que ginasta finlandesa de topless nas praias de Ubatuba!

Aliás, os dinos são um caso à parte! Nunca deixe os inimigos baterem nos bichanos, porque senão eles gozam eles se irritam e aí o troço vira carnificina mesmo!

Atravesse então todas as regiões detonadas do game, começando na cidade (num prédio depredado e ocupado, que nem aqueles de São Paulo!), passe pela floresta e pelo pântano, depois dê um rolê de Belina véia peidorreira queimando óleo, digo, de Cadillac possante, pelo deserto (e atropele sem dó o chefão motoboy cheio das granadas!), vá para a oficina mecânica do mano Jack (cheia de carcaças de Kombi e de calendários de mulé pelada!), ajude uma aldeia na selva que está sendo incendiada pelos vilões (e bata nos cabocro com as tochas em chamas!) e contemple, abestalhado, que você completou todo o mapa e só falta mais uma fase, em outra floresta, agora com chuva! Estou chegando ao final do jogo com apenas uma ficha e nem percebi, vou zerar essa bagaça? UAU, EU ESCUTEI A AGU…Epa, mas que que é isso? Duas fases extras apareceram no mapa, CUMÉQUEPODE? Sim, caro gamemaníaco: depois de suar que nem um descarado por todo o mapa, você ainda terá que invadir (e detonar!) a fortaleza dos vilões e ainda o laboratório do doidão do Dr. Fessenden! E com chefões apelativos que fazem o Dr. Robotnick desistir de matar o Sonic e abrir lojinha de robôs no Sta. Ifigênia!

Aliás, os chefões de Caravans & Teiús, digo, Cadillacs & Dinosaurs, são um caso à parte! Na fase da floresta tem o açougueiro (Butcher) com suas faconas de destrinchar cupim pulando mais que pipoca na manteiga, no quinto estágio tem o jagunço Morgan que se transforma num dinossaurão mutante, na sexta fase tem o terrível Tyrog, uma cabeça mutante que gruda nos inimigos normais e os transforma em monstrengos coloridos e também o lendário chefão THE FLASH (Slice), da quarta fase, um assassino com facas e versado na arte dos alec fulls, com doutorado em fiadaputice gamer, que com certeza te roubará um montão de fichas e te tornará o motivo de zoação do mês! Confere aí o apelão:

Pra piorar, no penúltimo estágio você tem que enfrentar três deles, ao mesmo tempo, todos mutantes e com cara de quem esqueceu de tomar Dramin e está verde de enjoo! Sacanagem pouca é bobagem! E tem ainda o tremendão Dr. Fessenden metamorfoseado num tiranossauro de 2 cabeças, de arrepiar os cabelos da Sindel! Dona Capcom realmente caprichou nesse beat’em up.

Comodoros & dragões-de-Komodo, digo, Cadillacs & Dinosaurs é, incontestavelmente, um dos campeões de pirataria no MAME e nos fliperamas de esquina. Numa década dominada por infames representantes da vergonha paleozoica, como Jurassic Park, Carnossauro, Denver o Dinossauro Camarada, Yoshi do filme do Mario, Babyssauro (NÃO É A MAMÃE!) e Alborghetti, essa ótima associação entre dinossauros e carros de bacana não decepcionou! O que decepcionou foi só que a Dona Capcom nunca adaptou esse jogo para nenhum sistema (nem pra celulares e nem nas coletâneas do Negão e do Xisboca e até do PS2!). PSN, Live, Virtual Console? Necas de pitibiriba! Parece até que a casa do Captain Commando se esqueceu por completo da existência dessa pérola! Bonito, hein? Depois de cagar no Devil May Cry, ainda ignora que esse game algum dia existiu! TIGER ROBOCOP no meio dos bagos!

Resumindo antes que o tiranossauro verdão acorde!

Dá saudade dum beat’em up como Variants & Tritões, quer dizer, Cadillacs & Dinosaurs! Também não é pra menos: com personagens carismáticos (os quatro lutadores todos têm características próprias e maneiras específicas de lutar!), vozes digitalizadas engraçadas (FIIIINE UUUUUUPERCUUUUT!), muitas armas e porradaria e inimigos completamente viajados! Além duma jogabilidade viciante, era ainda um beat’em up dos mais imprevisíveis já vistos, bizarro que nem ele só Violent Storm e Battle Circuit! Sem contar os vários easter eggs do Street Fighter inseridos a qualquer momento!

O foda é que possivelmente devidos a direitos autorais que a Capcom não pode mais reeditar esse clássico. Também pudera: depois do horrendo Cadillacs & Dinosaurs do Sega CD (nada a ver com esse jogo! É só um point-and-click nojentão contando a história dos quadrinhos!), não é de se estranhar que a história de Jack e da paleontóloga Hannah nunca mais tenha frequentado os games. Mas também tivemos um desenho marromeno que pintou em telas tupiniquins e que volta e meia é reprisado na TV a cabo.

Mas não tem problema! Baixe o seu emulador MAME ou vá no flíper da esquina gastar umas fichas com esse crássico absoluto! E não dê comida ao triceratops!

Curiosidades Curiosas:

- a HQ Xenozoic Tales, da qual deriva esse jogo, foi escrita e desenhada por Mark Schulz e editada primeiramente na Kitchen Sink Press e e depois na Marvel Comics. A história? Bem, nada de muito diferente do arcade, com Jack chefiando os mocinhos e lutando contra os punks da gangue de Walther e o Dr. Fessenden. Nos quadrinhos, a falta de gasolina nos Cadillacs era compensada por um combustível muito peculiar: GUANO DE DINOSSAUROS! Enfim, um uso pras fraldas sujas do Baby, destruindo a camada de ozônio em grande estilo!

- em 1994, uma pequena empresa chamada Rocket Science Games, na esteira do sucesso do desenho, resolveu lançar um adventure pro Sega CD, ao estilo de Monkey Island e Myst. O resultado? O maior sucesso desde o programa do Serginho Mallandro na Gazeta! Confiram aí embaixo a bagaça e fica a pergunta: Dona Capcom, como a senhora deixou que uma cagada dessas sujasse a louça viesse a lume, hein?

- Bugs bizarros: por um motivo desconhecido, algumas placas vindas de cantos misteriosos da Ásia apresentavam um problema grave no som, no qual as vozes dos lutadores ficavam se repetindo sem parar, cobrindo as BGs. Nos chefes, entrava sempre uma mesma música, que ficava saltando entre os efeitos sonoros. Ótima edição de áudio dos piratas coreanos, melhor que ela só a versão brasileira do Gogle Five.

- Outro glitch era a voadora do Mustapha: ela arrancava praticamente METADE E MAIS UM POUCO da energia do inimigo. UAU! Agora sim podemos dizer que ouvimos a agulha caindo do outro lado da sala!

- Easter Eggs: as referências a Street Fighter pipocam a todo momento. Tem o monstro chupacabra que parece o Blanka, os atiradores de faca com cabelo do Guile, as facas do Slice/The Flash com jeitão de alec full e o golpe especial do Mess, uma giratória de Zangief com febre amarela!

- Temos ainda o desenho animado, que passou no Brasil na HBO Family e também na Band, dentro do bloco Band Kids, no início do ano 2000. Não lembra dessa “áurea” fase do Band Kids, em horário decente, com animes bons, com a sensacional KIRA, a japa de zóio verde e de peitos de gelatina? Azar o seu, internauta! Vez ou outra ainda é reprisado. O desenho do Cadillacs e não a Kira e seus sushis em chamas, infelizmente!

Mas Dona Capcom, sinceramente…crie vergonha na cara, pare de cagar no Devil May Cry e adapte-nos o Cadillacs para o século XXI, por favor! Será que não tem nem como colocar os quatro brigões no próximo Marvel vs Capcom, hein?

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Dossiê Mortal Kombat- FINISH HIM!!!

O Fliperama do Zé Doido está menstruado! Preparem os absorvente, o O.B., a água oxigenada e os cutelos, porque esse post será mais sangrento do que açougue pós-tiroteio na primeira página do Notícias Populares! É hoje que as forças reacionárias da moral e dos bons costumes e o Ministério Público vão fechar esse humilde blog com a acusação de meter um brutality corromper a nobre juventude da família brasileira!

Desde que veio ao mundo, rompendo a placenta e jogando gosmas e vísceras pra tudo que é canto, a série Mortal Kombat sempre caminhou lado a lado com as polêmicas. Uma hora falavam que o jogo era muito violento e agressivo, noutras que exibia muito sangue e tripas expostas, em outras ocasiões que não tinha Jesus no coração e incentivava a violência gratuita…pô, meu, já que é pra ter violência, que seja gratuita, afinal, a grana tá curta, tem muita conta pra pagar e os blu-rays de PS3 e os discos de X-Box tão pela hora da morte! E com fatality do Sub-Zero pra levar até o tutano do osso junto!

Entre uma mutilação genital e outra, MK vem desde 1993 como uma das franquias dos games de porradaria mais queridas entre os gamers do polegar ensanguentado. Além disso, é uma das poucas séries 100% concebidas e produzidas no Ocidente, sem amarelices baratas e combos infinitos. Por isso, no post de hoje, com muito ketchup e groselha sabor carne, o Fliperama do Zé Doido orgulhosamente apresenta o dossiê da primeira trilogia do Mortal Kombat, os 3 primeiros títulos, naquele tempo em que toda rodoviária tinha o seu fliperama, que o SNES reinava absoluto, que dava pra comprar um Master System no Natal em 30x sem juros e em que o Júnior Baiano cagava na seleção do Zagallo. Uai, e o novo Mortal Kombat do Negão e do Xisboca? E o Mortal Kombat vs DC? Oras, aqui nós gostamos é dos jogos velhos. Porque panela velha é que faz comida boa…

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A SANGRIA DESATADA BAIXARIA!

Choose your destiny!

Entre o final de 1992 e o começo de 1993, Street Fighter e suas mil versões variantes reinava absoluto. Era baduken daqui, tréki-tréki-turuken dali, tiger robocop acolá, gilete do Guile cortando tudo e aquela porradaria amarela, limpinha, sem sangue, na qual só faltava os brigões se cumprimentarem e perguntarem como ia a família. E a dona Capcom rindo à toa e feliz como se tivesse ganhado prêmio da Tele-Sena, lançando toda semana um Street Fighter Champion Edition, Street Fighter Turbo, Street Fighter Loser Edition, Street Fighter de Rodoviária, Street Fighter piratão nojento de trinta personagens pro Nintendinho, Street Fighter e o caralho a quatro…

Mas eis que a Midway, softhouse que sempre ficava pela metade do caminho, apavorou e anunciou o arcade que prometia ser o mais menstruado violento de todos os tempos, de arrepiar os cabelos da Vovó Mafalda. Um fliperama que cada murro arrancaria baldes e mais baldes de hemoglobina, com lutadores invocados e apelões, e, mais legal ainda, montados através da captura de movimentos reais de atores!!! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Se não bastasse Pit Fighter, ainda queriam insistir nessa caganeira!

E, em março de 1993, veio a mundo a primeira edição de Mortal Kombat! Do vídeo abaixo dá pra ter uma ideia da polêmica que o jogo ia causar! Pela primeira vez em arcades tínhamos um game digno dum Aqui Agora narrado pelo Gil Gomes:

Desnecessário dizer que Mortal Kombat era coisa do capeta, né, do jeito que nóis gosta! Sem aquela pasmaceira de lutadores vindos do mundo todo do Street Fighter e do World Heroes, MK apresentava uma lista de brigões sangue-no-zóio, mais invocados que jagunço bebedor de sangue de galinha, cujo mais bonzinho matou a mãe por causa da mistura em pleno dia de Natal, interpretados por atores CONHECIDÍSSIMOS e FAMOSÍSSIMOS com o carisma da Marimoon tirando bicho-de-pé do dedão. Vamos a eles:

Johnny Cage: astro canastrão de Hollywood e clone do Steve Seagal nos filmes de pancadaria. Na verdade, é uma celebridade de terceiro escalão que não consegue arrumar papel nem de figurante no Você Decide. Tem vários golpes consagrados no mundo gamer, como o famoso spacatto com patolada nas parte. Seu fatality é um foderengo gancho que arranca a cabeça do freguês com um murro só (CADILDIS!!!). Johnny Cage sempre bota os óculos escuros de camelô após dar um flawless victory, e a pergunta que não quer calar é: como, no meio das cacetadas, aqueles óculos saem sem nenhum arranhão?

Kano: assassino ciborgue das ruas, notório ladrão de galinha vestido de feirante (só faltando a caneta atrás da orelha!) e representante das classes baixas no MK. Seu nome vem sendo confundido em todos os fliperamas do mundo com o de um tipo de utensílio utilizado em redes de esgoto. Como fatality, tem um murrão que enterra a mão no peito de adversário e sai com o coração junto. Kano é até hoje considerado o maior quebrador de cabaços conquistador de mocinhas de família da série MK, pois *alerta de piada sem graça*  ele arranca os corações das minas!

Sonya Blade: agente policial duma das polícias mais criativas do mundo a nível de uniforme (afinal, qual polícia a gente vê que contrata só mulheres boazudas de beleza exótica as veste com maiôs?), sempre menstruada durante o jogo, não tem absorvente que resolva! E a moça dá um beijo tão ardente em seu golpe mortal que dá até vontade de tirar a roupa…PRA APAGAR O FOGO! Realmente, Sonya sabe como deixar um homem aos seus pés, essa mulé fogosa quando cata um deixa só o osso!

Sub-Zero: garoto-propaganda da nova cerveja da Antarctica, um ninja que vai dar uma bela dor de cabeça em você! Especialista em magias de gelo, solta um Pó de Diamante de dar inveja no Hyoga de Cisne e no Maradona! O preferido da rapaziada apelona e, pra muitos, até hoje o herói do Mortal Kombat. Também versado na arte de arrancar cabeças, Sub-Zero não se contenta e leva junto a espinha dorsal do sujeito em seu fatality. Um lutador pra gelar a cabeça.

Scorpion: artrópode invertebrado da família dos aracnídeos, cujo veneno se encontra no rabo, ou seja, sua maior arma é usar a BUNDA! Um clone do Sub-Zero com a roupa ninja amarela (na verdade, é o mesmo boneco com a palheta de cores alterada! O que a baixa memória RAM e um processador mais fraco que motor de Fiat 147 não faz, hein?) que é do mal, tem poderes demoníacos e Papai do Céu não gosta! Quem não se lembra do seu desleal golpe do gancho, que puxa o inimigo (COME HERE!) ou da sua teleportação cagada de dar inveja no Dhalsim? Ou do fatality em que ele tira a máscara, mostra o fiofó e caveira e cospe fogo no meliante? Caiu na conversa dos maloqueiros do fliperama e achou que o Scorpion era irmão do Sub-Zero? POBRE MORTAL…

Raiden: monge oriental com chapéu de bambu que é ligado nos 22o volts! Fala sério, o homem dá mais choque do pilha Rayovac vencida. Todos os golpes de Raiden são baseados em raios, relâmpagos e eletricidade, por isso espere apelações por parte desse eletricista da CPFL que não usa botinas de borracha. Evidentemente que no seu fatality ele torra o cara na tomada até explodir os ossos do coitado. Mas, de resto, Raiden é um lutador mediano. Porém, a sua importância na papagaiada do game história do jogo é complexa, uma narrativa tão envolvente e uma mitologia tão emocionante capazes de fazer os roteiristas do Tekken dormirem de tédio e ainda mijarem na cama.

Liu Kang: o coadjuvante sem carisma! Praticamente o elenco de apoio dum ator só do primeiro game! Um lutador de kung-fu sem camisa que mais parece genérico do Jackie Chan. Terrivelmente criticado no primeiro jogo, o figura acabou sendo o herói dos outros Mortal Kombat, o protagonista e até o mocinho da trama. Também, com aquele projeto de fatality no primeiro game, era a compensação que ele merecia. Mais apagado que o sargento Pincel dos Trapalhões, Liu Kang dá uma estrelinha, mete um uppercut no adversário e depois fica rindo pra tela.

Todos esses brigões foram digitalizados a partir de atores reais, os golpes todos foram concebidos a partir de suas presepadas. O que no começo parecia bizarro, ao contrário de Pit Fighter, Guardians of the Hood e Way of te Warrior, funcionou bem, dando um carisma único ao game. Já os golpes eram bem variados, indo desde as porradas mais reais até o festival de tiger robocops e helicópteros chun-lianos consagrados pelos Brigadores de Rua. Todos os lutadores têm um repertório comum de golpes, com comandos iguais para todos (como as rasteiras, a sequencia de socos na cara, os agarrões, o apelão uppercut, marca registrada da série, etc), além dos golpes característicos de cada um (quem não se lembra do soco no saco do Johnny Cage, do ataque-míssil do Raiden, a bolinha do Kano, o baduken magrelo de fogo do Liu Kang).

E temos,é craro, os FATALITIES! A fina flor do estupramento gamer, que ensinou desde cedo nossas crianças a resolver os problemas arrancando a cabeça do amiguinho. Responsáveis pela matança desenfreada de ursos pandas e palestinos, os fatalities davam o charme pra série e provavam que Street Fighter era coisa de bundão. Pra quê choriúken de fogo se a gente podia pulverizar o inimigo com o bafo de cachaça do Scorpion ou arrancar o coração do cidadão com o mano Kano? O fatality só poderia ser desferido no final da luta, quando, depois de tirar a energia do oponente, aparecia o letreiro FINISH HIM! (FINISH HER, no caso da Sonynha Diliça!). Os comandos tinham que ser feitos bem rápido e, quando a tela escurecia e tocava uma musiquinha sinistra, aí era só alegria. Além dos fatalities comuns, havia o stage fatality da fase da ponte (The Pit), na qual você derrubava o cabocro num monte de lanças e pregos com um gancho de dar inveja ao Maguila.

Os comandos eram simples: cinco botões, dois de soco e de chute e mais a defesa, sem aquela palhaçada de segurar o direcional pra trás. Aprende, Fatal Fury! O desafio era dos mais legais, apesar da repetição: selecionando um dos sete porradeiros, aparecia uma tábua vertical com a sequência de lutas (elemento característico da série, que se repetira até no PS3). Primeiro você enfrentava um a um dos brigões, depois passava pras lutas em duplas (vencer dois negos com uma barra de energia só…SANTA APELAÇÃO, BÁTIMA! Isso é pra zoar aquele folgado do fliperama que se gabava de dar perfect no Sagat!) e enfim chegava nos CHEFES! Sim, em MK os chefes eram apelões mesmo, duas cascas de ferida, sem truquezinho ou champion edition barato pra jogar com eles!

Primeiro vinha o Goro, um ogro de quatro braços com cara de tiazona véia, e depois o macumbeiro de catimbó Shang Tsung, que se transformava em todos os outros lutadores e ainda te bombardeava com badukens de caveira! Pra terminar bem com o festival de tripas expostas!

Mortal Kombat é um jogo bem simples, se for ver. Os cenários, apesar de bem feijão com arroz e repetitivos (dá pra decorar a sequência: tem as masmorras do Goro’s Lair, a arena do Shang Tsung, a sala do trono, a sala das estátuas dos lutadores, a ponte, o jardim oriental) são bem-feitos, apesar de não terem nenhuma parafernália exagerada de jogo de luta do Neo Geo. Nos golpes, não tem nada daquela frescura de diagonais, de segurar botão, de fazer aquela sequência de dar nó no dedo, de acumular barra de especial e soltar o poder quando a energia tá vermelha. No mais, até personagem secreto tem: dá pra enfrentar o ninja palmeirense Reptile (o Sub-Zero com roupa verde) no fundo da ponte fazendo umas traquitanas lá.

Por essas e outras cagadas e gambiarras é que Mortal Kombat conquistou o pessoal dos fliperamas! Lançado para todos os videogames de sua geração e censuras à parte (confere lá no fundo da The Pit, ops, do post, lá nas Curiosidades Curiosas), esse game de ciclo menstrual irregular e de fluxo descontrolado mereceu uma sequência à altura.

Mortal Kombat 2: quando a dengue hemorrágica fala mais alto!

Dez meses depois do arcade e um pelote de adaptações fajutas pro Nintendinho, em novembro de 1993, o mosquito da dengue veio fazer novas vítimas! A Midway e sua amante fogosa Acclaim anunciaram o incrível Mortal Kombat 2, continuação do game mais violento e satânico de todos os tempos, responsável pela destruição da civilização judaico-cristão ocidental e fenomenológica! Mais medonho que isso só o governo do Itamar que assolava o Brasil! As primeiras imagens já apavoraram a família brasileira: o secreto Reptile e o chefão Shang Tsung entre os personagens jogáveis, além do retorno dos nosso já conhecidos, com fatalities ainda mais apelões!

Em abril de 1994 saiu enfim a bagaça, fazendo jus às expectativas. Agora são doze sanguinários para se escolher: cinco do jogo original (Johnny Cage, Raiden, Sub-Zero, Scorpion e Liu Kang, agora alçado à categoria de protagonista), dois não selecionáveis de MK1 (Shang Tsung e Reptile) e mais cinco totalmente novos (o monge chapeludo Kung Lao, o monstro tartakana Baraka, as dilicinhas mascaras Mileena e Kitana e mais o briguento Jax). E cada personagem tem, além dos golpes normais, combos e golpes especiais e também uns dois ou três FATALITIES POR PERSONAGEM! Carnificina pouca é bobage, a comida do porco é lavage e o carro da puta é Voyage! Eita, e não é que a cumádi Midway se superou!!! Do jogo original só sumiram Sonya e Kano, que aparecem acorrentados na arena do Shao Kahn. Mas por quê, hein? Mais uma frescura um mistério da embromação mitologia da série.

Os chefões também mudaram e ficaram mais apelões do que no fliperama anterior (agora não tem mais as batalhas em dupla e a tábua de batalhas foi substituída por uma montanha pontiaguda, com Shao Kahn no topo): primeiro o Kintaro, um cruzamento de Goro com tigres assassinos de listras quadriculadas do sul do Sri-Lanka depois de comer muito feijão com abobrinha, e por fim o imperador Shao Kahn (imperador? hahahahaha), que mais parece a Vera Verão fantasiada pra desfilar na ala das encalhadas da Mangueira!

Os cenários mudaram radicalmente da água pra Caninha 51: o jogo todo se passa num mundo paralelo chamado Outworld, a dimensão de Shao Kahn, muito mais kabuloso do que a ilhazinha particular do Shang Tsung. A ponte do primeiro jogo voltou mais invocada, e agora temos florestas com árvores monstruosas, portais dimensionais, calabouços inundados de piscinas de ácido (eita!), palácios voadores e toda a sorte de cenários foderengos! O stage fatality da ponte mudou e ficou mais violento (agora o inimigo é estripado de frente!) e a piscina de ácido ganhou um singelo golpe fatal com direito a cadáver cozido em ácido sulfúrico! Mais singelo do que romance de novela das seis.

Aliás, os fatalities são um caso à parte: exagerados até perder de vista (comn Liu Kang virando dragão, Reptile arrancando a cabeça do meliante com a linguona de sapo, Mileena chupeteira sugando o cara e cuspindo os ossos, o beijo da Kitana que faz o inimigo gozar até dizer chega inchar até explodir), agora temos também os golpes fatais conhecidos como Friedships e Babalities! No primeiro, o lutador não mata o oponente, mas faz uma série de macacaquices sem graça (Johnny Kage autografa a foto, Kung Lau tira um coelho do chapéu, Liu Kang faz malabarismo, Scorpion faz propaganda do bonequinho), dignas dum escada do Zorra Total recém-demitido da Praça É Nossa! Só faltou o Carlos Alberto de Nóbrega! E o babality transforma o oponente num bebezinho chorão e cagão que nem umas cintadas da Supernanny cortam a birra!

Fala sério: MK2 é, além de muito melhor do que o primeiro, cheio de easter eggs sabor picanha mal-passada com recheio de alcatra sanguinolento! Além dum cenário secreto (a Goro’s Lair), tem três lutadores secretos que ficam dando sopa no fundo dos cenários (Smoke, Noob Saibot e Jade, cópias do Sub-Zero, Scorpion e Kitana com cores diferentes) e até truque pra habilitar o jogo do PONG e alguns games de navinha escondidos! Mais extras e opcionais do que Fuscão tunado com motor de Chevette!

Oscilando entre o pastelão e a fantasia épica, Mortal Kombat 2 fez sucesso por ser exatamente um jogo que surpreendia todo mundo. De longe, foi o MK melhor adaptado para os consoles domésticos (sem grande limitações e com muito SANGUE! Até o SNES da dona beata Nintendo ficou de paquete!) e a versão que começou com o lance dos segredos.

Pra variar, a Midway estava rindo à toa e já começaram os rumores sobre o terceiro Mortal Kombat. Depois do piratão de responsa Mortal Kombat 2/5 pra Super NES (sim, um crássico das locadoras, dava até pra jogar com o Shao Kahn!) e de muito falatório besta, em fevereiro de 95 apareceram as primeiras imagens. E, em junho, eis que cabeças começaram a rolar nos fliperamas desse Brasil varonil1

Mortal Kombat 3: AGORA É SÉRIO! TEM QUE DAR FATALITY SEM RIR!

As primeiras imagens já deixavam claro: lutadores com digitalização mais realista, cenários mais sombrios, personagens mais agressivos, mais segredos e golpes especiais, menos pastelão e mais terror. Saía de cena Chaves & Chapolin e entrava o Cine Trash com Zé do Caixão, um oferecimento Fliperama do Zé Doido, a perfeita casa de jogos para enforcar aulas e fugir do serviço!

Agora são 19 açougueiros, somando os selecionáveis, os secretos e os chefões. De MK2 voltam apenas Liu Kang, Kung Lao, Sub-Zero (com uniforme novo e sem máscara, com direito a cara de mau e cicatriz invocada!), Jax (com braços mecânicos de prótese. Sacumé, MK3 é um jogo democrático que permite até a presença de lutadores com necessidades especiais! Pensa o quê, Mortal Kombat com consciência social!) e Shang Tsung com cara de moleque e rabo de cavalo de metaleiro. Cacildis, cumé que o véio rejuvenesceu ao longo dos jogos! O que será que ele toma? Cogumelo do Sol? Xarope Melagrião? Caracu com ovo caipira? De MK 1 reaparecem Sonya Blade e Kano, agora sem a roupa de feirante! Do MK2 rodam Mileena, Kitana, Baraka, Johnny Cage e Scorpion, sem motivo aparente.

Agora os novos briguentos em tudo combinaram com o tom mais sombrio e violento do game: temos o guerrilheiro com máscara de gás Kabal, o índio pajé catimbozeiro e matador de garimpeiros Nightwolf, os ninjas robóticos Cyrax e Sektor (cópias do Sub-Zero e do Scorpion com entradas USB, chip 3G e hd de 1 Tera, em 10x sem juros nas Casas Bahia, aproveite!), Sheeva, a prima safadona do Goro, capaz de fazer um filme pornô com sete “coadjuvantes”, a coroa fogosa e cavalona Sindel e o meganha Curtis Stryker, ganhador máximo das estrelinhas de bom aluno nos cursos do BOPE e da ROTA.Os secretos são o Smoke também ciborgue (soltando fumaça, ou seja, com o fusível queimado!) e Noob Saibot, como sempre um noob. Os chefões são o centauro Motaro, apelão até o último fio de crina, capaz de fazer o Goro parecer a Princesa Toadstool, e o Shao Kahn véio de guerra mais desmunhecado apelão do que nunca.

Agora o game está mais sério, ou seja, o tom de chanchada de fantasia do game anterior foi pra privada do Netherrealm. Segundo a história da bagaça, agora Shao Kahn resolveu virar macho e invadir a terra com seus asseclas e monstrengos, tocando o maior puteiro e fazendo aquela coisa linda que é toda invasão: bancos invadidos, supermercados saqueados, virgens estupradas sem vaselina, esquadrões da morte pela rua, tiroteio e chacinas todo dia com os gambé, subindo o morro pra deixar corpo no chão…vije, mas cadê a novidade? Os fatalities continuam apelões e bem mais violentos (vide Stryker torrando o cara com seu taser e Shang Tsung triturando o freguês como se ralasse queijo!), mas agora acabaram os friendships e babalities! Em compensação, os lutadores ganharam o botão Run e uma barra de stamina, para se aplicar combos e sequências de golpes que dariam vergonha no Killer Instinct! Aprende, Rare! Ó o fumo, Nintendo!

Os cenários agora são urbanos: tem o interior dum banco, a estação do metrô, o cemitério, a rodovia, uma catedral macabra…e vários deles têm dois andares, que você pode acessar jogando seu amiguinho para cima com um gancho. As mudanças em relação ao antecessor foram kabulosas: os comandos tradicionais dos golpes e dos fatalities mudaram radicalmente pra sequências mais difíceis, o computador é bem mais apelão, a defesa não segura mais tanto dano…pelo visto, a Midway criou vergonha na cara, fez crescer pelo no saco e virou adulta, dona do próprio nariz e autorizada a comprar revista de mulé pelada na banca!

Mas, como tudo que é bom pode ser estragado melhorado, em 1996, após cagar mole lançar adaptações de MK3 para todos os consoles domésticos (é sério! Até o 32X teve a dele! MEDO…), baixou o santo mercenário dinheirista da Capcom na mizifia Midway e vieram dois upgrades FODEROSOS de MK3; para as plataformas de 16 bits (leia-se: videogame de pobre pirateiro e frequentador assíduo do Fliperama do Zé Doido!) veio o Ultimate Mortal Kombat 3. Um MK3 vitaminado, cheio de lutadores antigos e novos (Kitana, Scorpion, Kameleon, Ermac, Rain, Reptile) e com apelações zoadas pra tirar a aura sombria do MK3 (tipo a volta dos babalities e friendships, além do animality, golpe fatal que transformava seu lutador num bicho pra trucidar o freguês!), dentre outras apelações. Para os 32 bits (leia-se: videogame de bacana, tirando o 3DO, é claro, que servia só pra reportagem furada na Ação Games) tinha o Mortal Kombat Trilogy, um “slugfest” no estilo do King of Fighters ’98, com todos os personagens dos jogos anteriores, todos os cenários e apelações como o infame Brutality, um combo que explodia o freguês e lançava sangue, linfa, ossos, nervos e tutano pela tela toda! Tá pensando o quê, aqui não tem combinho cheio de firula com barra de especial não, cumpádi!

Resumindo depois de dar todo o sangue…e haja sangue, parceiro!

Mortal Kombat pode ser considerado como a gambiarra que deu certo! A Casa dos Artistas do mundo dos games! O Jaspion dos jogos de luta! A eterna pedra no sapato do Street Fighter! Um alívio para todos os gamers porradeiros que têm amor aos seus polegares e que não suporta mais apanhar dos japas viciados em games da SNK! Uma ofensa à moral e aos bons costumes da família brasileira acostumada a assistir ao Aqui Agora ao som de Zezé di Camargo & Luciano e a achar o Datena o maior intelectual brasileiro desde o Jacinto Figueira!

E o mais legal é que cada título do MK tem o seu charme que o diferencia dos outros: enquanto que o primeiro parece o rascunhão dum filme trash de Kung-Fu, o segundo é uma fantasia ao estilo chanchada (com efeitos especiais de seriado japa) e o terceiro é uma ficção científica apocalíptica com cenários de papelão pra ser exibida no Corujão e curtida com muita ressaca! Melhor que isso, impossível.

Mortal Kombat é também uma das primeiras franquias bem-sucedidas de games 100% ocidentais! Isso mesmo, ninguém toma chá, come sushi, bebe saquê, torce pelo Kashima Antlers e paga pau pra Titio Kojima no escrete de Ed Boon e John Tobias! É uma conquista dos games e, em se considerando que a série está viva desde a década de 90, a despeito das cagadas e falências de produtoras, já é um mérito.

Por isso, caro leitor, aproveite para saborear um bom coxão mole mal-passado, e leitora, reabasteça o estoque de absorventes, porque em Mortal Kombat tem mais sangue do que hemocentro do SUS!

FINISH HIM! ZÉ DOIDO WINS! FLAWLESS VICTORY! FATALITY!

Curiosidades Hemoglobíninas  Curiosas:

- Os arcades de Mortal Kombar foram adaptados para praticamente todas as plataformas domésticas, até pros portáteis! Aprende, Dona Capcom macioteira! Tirando os piratões do Nintendinho, tivemos as versões de MK1 para Mega Drive, Super NES e até uma cult pro Master System (jogo restrito praticamente ao Brasil!). O MK2 ganhou versões pros 16 bits da Nintendo e da Sega, pra PC (coisa rara!) e até pro Sega 32X!

- Ultimate Mortal Kombat 3 é, até então, o mais adaptado de todos. Restrito aos consoles domésticos, ele tem também versões para PC, Macintosh, Game Boy Advance, Nintendo DS, Nokia N-Gage, iPhone, iPad, Samsung Galaxy e, ufa, pra qualquer traquitana que rode games!

- Censura: as adaptações do primeiro MK sofreram na mãos dos censores quando de seu lançamento para SNES e Mega. No Super NES, nada de sangue: fatalities não tinham tripas e os uppercuts no máximo soltavam umas faisquinhas brancas. No Mega Drive, a sanguinolência tinha que ser habilitada por códigos. No Super Nintendo havia a opção de usar Game Genie para mudar as cores, mas daí o jogo travava mais do que Street Fighter de rodoviária. Já no Master System foi a falta de capacidade do processador, que é chato, feio, bobo, tonto e quadrado! Porém, a partir de MK2, acabou essa hipocrisia e o pau comeu solto sem camisinha!

- Mortal Kombat é célebre também por causa de seus bugs e glitches, cortesia da turma de programadores preguiçosos! Tinha Goro prateado, fatality que não arrancava partes do corpo, lutador preso em canto de cenário…um primor de vagabundagem!

- O SNES tem um raro MK pirata que era melhor do que muita versão original: Mortal Kombat 2/5! Com direito a todos os chefes e personagens secretos habilitados e vídeo de demo do Killer Instinct! Confere aí:

- Além dos games, MK deu origem a um desenho animado para vídeo (que servia como prólogo ao filme), dois filmes pra cinema (Mortal Kombat e Mortal Kombat Anihilation), um seriado (Mortal Kombat- A Aniquilação, transmitido em algum lugar dos loucos anos 90 pelo Warner Channel) e uma série feita por fãs apenas para a Internet (Mortal Kombat Legacy). E o Street Fighter, o que tem? Dois desenhos animados (um anime melodramático e um cartoon estilo G.I.Joe, ARGH!), um “filmaço” com o Van Damme (hahahahahahahaha), um show com atores no Japão (CRUIZCREDOJISUISCRISTIM!) e uma sequência impagável no filme City Hunter, com Jackie Chan! E KOF? Um filme japonês tosco que faz o Ultraman ser um filme oscarizado assinado pelo Steven Spielberg! E o Tekken? Bem, Tekken, como sempre, tem só a empresa dos Mishima mais falida do que o Baú da Felicidade!

Confiram abaixo o trailer do primeiro filme do Mortal Kombat, uma tosqueira que merece ser lembrada pelas gerações futuras:

É isso aí, macacada querida! Arranquem braços, pernas, corações espinhas, fígados e úteros de seus coleguinhas, que Papai do Céu gosta e que é na violência que se resolve tudo! E, se o Shao Kahn não criar vergonha na cara e não tirar aquela fantasia da ala das baianas, vai levar PORRADA! Com muita groselha Milani pra cabeça!

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Super Mario Bros- O Filme!!!

E vamos lá que hoje a baixaria fliperamadozédoidística vai esculhambar homenagear a Sétima Arte: o CINEMA! Aquele local esdrúxulo formado por um auditório enorme cheio de poltronas, com uma bombonière, um carrinho de pipocas, uma telona gigante que passa os próximos “sucessos” do Corujão e do Cinema em Casa e uma cambada de moleques barulhentos. Aliás, você conhece a piada do casalzinho de namorados que foi no cinema assistir uma comédia? Não? POBRE MORTAL! Azar o seu!

No cinema, como não poderia deixar de ser, alguns morféticos infelizes diretores visionários que passavam a tarde na base de muito filme do Glauber Rocha tomando Country-Cola com limão galego tiveramm a belíssima ideia de adaptar alguns crássicos do videogame para as telonas, com a intenção oportunista de pegar um personagem conhecido, tascar uns atores canastrões, uns cenários de isopor e papelão e PIMBA!, encher os bolsos de bufunfa, ficando mais ricos do que prefeito do SimCity depois de fazer debug no DOS.

Com isso, nasceram grandes tranqueiras como Street Fighter: The Movie (com um jogo homônimo que é mais tranqueira ainda), Mortal Kombat (pelo menos a Kitana é gostosinha!), Double Dragon (não presta nem pra puxar um ronco durante o Intercine) e Sexo, Suor e Samba (estrelando Alexandre Frota!). E, é claro, o filme do Super Mario, estrelando Mario e Mario Verde!

Por isso, querendo diversificar seu público (HAHAHAHAHAHAHAHA!), o FZD hoje vai resenhar esse filme que nunca ninguém viu, quem viu não curtiu e de audiência praticamente nula. Fala sério, você nunca soube que tinham feito um filme dos irmãos Mario e achava que o que os caras comentavam era só papo de locadora?

Pois bem: em algum canto perdido entre 1992 e 1993, esquina da Ipiranga com a São João, dois diretores MUITO FAMOSOS chamados Annabel Jankel (quem??) e Rocky Morton (parente do Rocky Bottom do Gato Félix??) tiveram a belíssima ideia de fazer um filme a quatro mãos estrelado pelo assalariado mais querido da Nintendo e por seu irmão-clone vestido de verde e eterno escada. Epa, filme a quatro mãos pra mim soa como uma verdadeira cacetada de Goro! Foi mais ou menos o que aconteceu! Além desses dois, uma outra dupla de figuras dirigiu a estrumela, dois realizadores chamados Roland Joffé e Dean Semler. Não conhece? Ora pois, esses dois foram a dupla sertaneja de maior sucesso em Burkina Fasso!

Pois bem, essa turminha muito louca resolveu aprontar as maiores confusões e deu no que deu: Super Mario Bros.- O Filme é tão tosco que o filme está literalmente embolorado não só no VHS, mas no DVD, no blu-ray, no Super 8, no Betamax e até naquele torrent bichado que você encontrou em algum servidor da Bielorrússia. Sério mesmo, o que esse filme tem mais é bolor e cogumelos, não necessariamente alucinógenos.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA! SÉRIO MESMO QUE VOCÊ NÃO SABE A PIADINHA DO CASAL QUE FOI NAMORAR NO CINEMA??

Esses dois encanadores muito aloprados embarcam numa louca viagem pra aprontar as maiores confusões!

Pois bem, vamos lá com o arremedo de sinopse: os irmãos Mario Mario (Bob Hoskins, como um perfeito italiano polenteiro!) e Luigi Mario (John Leguizamo, o Violador de Spawn e o Pestario Vargas de O Peste, o imigrante ilegal de Miami mais querido de Hollywood!) são dois encanadores do Brooklyn que vivem com problemas financeiros, tais como dívidas, hipotecas, carnês atrasados, aluguéis que o Seu Barriga vem cobrar, conta de água, conta de luz, conta da PSN Plus atrasada, Tele-Sena sem resgatar…enfim, só faltava uma camisa da Seleção para serem perfeitos brasileiros. E QUEM FOI O MALEDETTO QUE BATIZOU O MARIO VERDE DE LUIGI, POMBAS! Mal o filme começa e os roteiristas já fazem cagada! CÁSPITA!

Acontece que, num serviço que os dois encanadores vão fazer, numa tubulação danificada durante uma escavação arqueológica, eles conhecem a boazuda ê lá em casa! simpática paleontóloga Daisy (Samantha Mathis- hm, DILIÇA!). Daí pro Luigi, digo, Mario Verde se apaixonar pelo pitéuzim é um pulo! Virjão que nem ele só, Luigi/Mario Verde precisa dum empurrãozinho do Marião véio pra marcar um encontro com a moça. Assim, numa cantina italiana, acompanhada do mano e de sua namorada Daniella (Dana Kaminski, outro chuchuzim!), Mário Verde e Magrelo descobre a triste origem de Daisy: órfã, foi criada num convento de freiras anarco-sindicalistas, depois que uma figura misteriosa entregou um ovo de avestruz para as raparigas as madres. Daisy nasceu de um ovo, de chocadeira, e daí dá pra ter uma ideia da vida tranquila e pudica que sua mãe levava no mundo dos cogumelos…

Então, a fim de perder o cabaço ter uma noite romântica com direito a Kenny G e chocolates Lacta, Luigi fica a sós com a moça nos esgotos, na escavação arqueológica, até que eles encontram um meteoro no fundo da caverna. Então ela é sequestrada por Iggy e Spike (Fisher Stevens e Richard Edson), dois espiões esquisitos e trapalhões (mas sem o Zacarias!), com um jeito curioso de comer cachorro-quente, e obrigada a atravessar um PORTAL DIMENSIONAL! Cacildis, a macarronada já começou a azedar.

Disposto a salvar sua foda sua paixão, Luigi mergulha na rocha pastosa e vai parar em outro mundo. Para dar um jeito no caçulinha espevitada, Mario vai atrás e entra pelo cano. Mas não num cano verde…

E assim começa a aventura…com os espectadores bocejando!

O fantástico mundo de Koopa!

Os dois encanadores vão parar numa cidade completamente caótica, com um trânsito maluco (com direito a carrinhos elétricos de tromba-tromba), gente saindo pelo ladrão, fungos melequentos pendurados por toda parte, lixo espalhado, sujeira, violência, prédios caindo aos pedaços, policiais corruptos, botequins infectos e um povo estressado e briguento. Caramba, o túnel dimensional levou os irmãos Mario pra algum país das maravilhas, cujo nome começa com Bra e termina com Zil? Que nada, trata-se dum mundo paralelo, dominado pelo cruel Rei Koopa (Dennis Hopper, afundando a carreira de vez e esquecendo de convidar pro velório!), que, por incrível que pareça, espalha vários cartazes pela cidade se candidatando a presidente. SANTA CONFUSÃO POLÍTICA, BÁTIMA! O país dos cogumelos, digo, da micose alastrada é uma monarquia ou uma república? Cientistas políticos consultados pelo FZD (aqueles caras que só querem saber de jogar Age of Empires, ali, do lado da máquina do Golde Axe, QUE NÃO É JOGO DO HE-MAN COISA NENHUMA, SACRIPANTAS!) são unânimes: Koopa privatizou por completo o seu mundo, ou seja, jogou-o na privada sem dar descarga e sem usar Pato Purific!

Mario e Mario Verde, perdão, Luigi, começam suas andanças por esse aprazível mundinho cheio de mofo, de dinossauros do tamanho de lagartixa brigando no meio da rua e de simpáticas damas que levam seus ovos para passear de carrinho (???). No meio da confusão, topam com o músico Toad (Mojo Nixon, com um nome desses dá pra perceber que o cara não conseguia papel nem de figurante no Mundo da Lua!), chamado erroneamente de “Sapo” na versão brasileira Herbert Richers, um violeiro que canta músicas de protesto contra o governo de Koopa. Uma homenagem malfeita ao moleque-cogumelo mala-sem-alça, daquelas homenagens que dá até vergonha de lembrar.

Pois bem, como o governo de Koopa é autoritário, não gosta da liberdade de expressão e ainda por cima é mais bonzinho do que fascista quando acorda de mau humor, o músico Toad e os dois encanadores são presos pelos meganhas, levados pra delegacia e, depois de serem dedetizados (why?!), vão pruma prisão que mais parece um galinheiro.

É quando enfim aparece Koopa e seu penteado ridículo com gel de dois reais, acompanhado de sua amante Lena (Fiona Shaw, coroa enxuta!). E temos uma bela introdução ao universo de Super-Mario The Movie: aquela terra paralela na verdade foi um mundo que surgiu após o meteoro que causou a destruição dos dinossauros detonar com nosso planeta, dividindo-o em dois universos. No nosso, é só alegria, mamíferos pluricelulares, muitos recursos naturais e tudo; no de Koopa, ao contrário, o mundo onde os dinossauros sobreviveram, é tudo sujo, cheio de fungos e bactérias e dominado por um deserto infindável. Pra variar, com aquele jeito Blade Runner de ser, no mundo paralelo, nunca faz sol, a cidade futurista está sempre de noite, ao contrário do deserto, que faz um sol de rachar mamona.

E onde nossa querida Daisy entra nesse imbróglio? Bem, a moça que foi abandonada no convento tem um amuleto que na verdade é um fragmento do meteoro que matou os dinos, a chave para abrir um portal dimensional para fundir os dois planetas. E Koopa, com aquele seu jeito de Shao Kahn de fim de feira, quer é juntar tudo num liquidificador pra fazer uma salada! Para piorar um pouco a situação, Daisy é uma princesa (UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!!!), filha do rei destronado que foi transformado por Koopa num monte de fungo melequento, usando a sua fantástica MÁQUINA DE REGRESSÃO, engenhoca tão eficiente quanto uma câmera TecPix piratona.

É com essa máquina de regressão que Koopa transforma os dissidentes de seu governo em répteis burros de cabeça pequena, os Goombas, regredindo-os ao estado de dinossauros. Os Goombas são a tropa de elite (PEDE PRA SAIR!!!) de Koopa, ou seja, tá explicado porque seu governo não vai pra frente. Pior que esse exército de anencéfalos só a Seleção do Parreira…ah, esqueci de avisar, mas, na mitologia do filme, os habitantes da dimensão dos cogumelos, digo, das frieiras gosmentas, evoluíram de DINOSSAUROS como velociraptor e tiranossauro. Peraí, se tudo mundo é réptil e os bebês nascem de ovos expelidos das cloacas das mães, POR QUE DIABOS AS MULHERES TÊM PEITOS? Que o diga a Big Bertha (Francesca Roberts, que, se não render uns dez litros de leite, eu chuto o balde!), a Lena e até a diliça da Daisy! Qual a razão metafísica disso?

Depois de fugirem da cadeia numa “espetacular”, com a ajuda dos regenerados Iggy e Spike (que não prestam nem pra elenco de apoio do Smash Bros.), Mario e Mario de macacão verde precisam recuperar o amuleto com o pedaço de meteoro e invadir a torre xexelenta de Koopa para vencerem as forças do mal. Com direito a cogumelos que servem de escudo, robozinhos bombas do tamanho de surpresinhas do Kinder Ovo e muita, mas muita canastrice e (d)efeitos especiais de primeiríssima linha. E, pior, sem uma estrela dourada pra dar um gás! Pelo visto, essa galerinha muito louca vai de fato aprontar as maiores confusões.

Balanço geral com o Zé Doido, oferecimento Cachaça Colombo, cada gole é um tombo!

Super Mario Bros.- O Filme é ruim de dar dó. Pior que ele só aquelas novelinhas evangélicas das madrugadas da Rede Família. Também, foi uma empreitada um pouco suicida dos produtores tentar transpor para o cinema, com uma estética de ficção científica, o mundo lisérgico fantasioso de Super Mario, ainda mais com um orçamento de fome como o que esse filme recebeu. O pior ainda foi o elenco escalado: tirando Bob Hoskins, que é um bom ator (conhecido principalmente por participações em Roger Rabbit e Hook- A Volta do Capitão Gancho), Dennis Hopper está ruim como nunca e John Leguizamo confirma ainda mais sua vocação para humoristas secundário no Zorra Total. Isso sem contar os outros anônimos que arriscam um papel ou outro.

Os efeitos especiais são também muito irregulares (tipo como se a grana tivesse acabado durante a produção): a caracterização da cidade caótica é chupinhada do Blade Runner mas ainda é boa, e o Yoshi criado por computação gráfica (sim! Temos o Yoshi nessa película!) até que é convincente. Porém, as cenas do salto dimensional de Mario fariam até os técnicos do seriado do Sharivan ficarem com vergonha. Isso para não se falar da batalha final contra Koopa, pois SPOILER!!!! a sua transformação em tiranossauro é uma primor de suecagem.

Quem rouba a cena, ainda, é Hopper. Com frases incrivelmente criativas, dignas dum Stallone Cobra (“sabe porque eu adoro a lama? Porque suja e limpa ao mesmo tempo!”, “O Koopa? Ele é o filho duma cobra, um desprezível!”), o ator colabora para mostrar que sua carreira era verdadeiramente um troço sem destino.

Com algumas raras cenas legais (como a da bombinha-robô escalando o fungo, da fuga dos Marios num carro de polícia e dos saltos incríveis com as botas antigravidade, além dos telefones que usam um revólver como cursor), Super Mario Bros. só não é uma tragédia maior porque é o perfeito filme de Sessão da Tarde. Pra assistir naquele que você tá de molho no sofá, espirrando de gripe, com uma tigela de fandangos sabor chulé e um jarrão de suco de laranja com beterraba.

Aliás, você conhece a piada do casal de namorados que foi namorar no cinema?

UFA! Sorte que não fizeram um jogo do Super Mario baseado no filme, que nem fizeram com Street Fighter. Opa, leitor, ainda tá aqui comigo, quer saber a piada do casal que foi namorar juntinho no escurinho do cinema? Quer saber mesmo? Tem certeza? TÃO VAMULÁ!

Tinha um casal bem apaixonado de namorados que foi uma vez namorar no cinema, e eles foram ver uma comédia tão engraçada, mas tão engraçada, que eles riram o filme todo. Eles riram tanto, mas tanto, QUE UM MIJOU NA MÃO DO OUTRO! Entendeu? Sacou? Sentiu a piada? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

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Pelé! Soccer e Pelé World Tournament Soccer: quem foi rei SEMPRE perde a majestade

Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, aproveitando que somos um blog sedentarista e antiesportivo, hoje alopraremos homenageramos dois games estrelados pelo Désposta Esclarecido Rei do Futebol, entende? Mas quem é o Rei do Futebol, entende? É o Maradona? O Zico? O Neymar? O Ney Paraíba? O Piá do União São João? O Biro-Biro? Allejo do International Superstar Soccer? O Megaman? Quem é, entende?

Acertou nas canelas tortas do Garrincha quem falou que é o Pelé, entende! O Pelé, o grande ídolo do Edson, entende? Por isso, o Zé Doido hoje vai matar dois Galeanos, digo, dois coelhos com uma cajadada só, entende, resenhando dois games para o Mega Drive, entende, que são piores que cobrança de falta cagada do Cafu, entende: hoje na nossa várzea teremos Pelé! Soccer (com exclamação mesmo, entende), sucesso da Accolade e até hoje campeão de partidas na concentração do XV de Piracicaba, entende, e Pelé World Tournament Soccer, esse feito pela Sega, a softhouse que não enxerga, entende, que é pior que jogo entre Matonense e Ituano na Rede Vida, entende.

Por isso, faça como Roberto Carlos e arrume a meia, entende, e depois faça um belo gol contra de Oséias, entende.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA, ENTENDE!

Pelé! Soccer (Accolade- “Games with personality”? sei, sei, me engana que eu gosto, entende- 1993)

E vamos nós de volta para o ano 1993, entende. Palmeiras era campeão com o time do Luxemburgo, entende, São Paulo ainda vivia seus dias depois de sair do armário de glória de campeão mundial, entende, e não havia nenhum game decente de futebol nem para os sistemas da Sega e nem para as plataformas da Nintendo, entende. Não, Nintendo nunca ninguém entende, nem o Edson e nem o Pelé, entende?

Tínhamos alguns títulos legais, entende: o Prime Goal, um bom game da liga japonesa, Zico Soccer, mais um representante do futebol amarelo, Human Pro Soccer, um bom game pré-Copa do Mundo e o preferido do Zé Doido, entende, o Super Sidekicks, uma boa ideia da nossa considerada SNK, entende, mas que infelizmente os centroavantes não tinham sangue de Orochi, entende.

Então, na CES de 1993 anunciaram um jogo do Rei Pelé licenciado, pelo Edson, entende, mas um jogo real, entende, nada de pirataria barata e nem um jogo clonado a partir de outro, entende. Um jogo do Rei Pelé, mesmo, o maior craque brasileiro desde…bom, desde sempre? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA, ENTENDE! Porém, o Zé Doido sempre via esse cartucho, perdão, essa fita sobrando nas locadoras no sabadão de tarde, entende, junto com o jogo do De Volta para o Futuro 3.

O resultado tá aí em cima, entende: gráficos mais bonitos que o Amaral chupando manga e posando junto com o Vampeta pra G Magazine, entende, sons que mais parecem o hino da torcida do Xis-Vê de Piracicaba (cáxara de fórfe, asára de barata, bícaro de pato, carcanhá de sapo, garrafão de pinga, xis-vê-xis-vê), entende, comandos que funcionam pior que seleção do Leão e uma jogabilidade digna de Escrete do Parreira, entende. Os goleiros, então, entende, são mais frangueiros que o Taffarel e o Rogério Ceni, entende. E qualquer coisinha, até um toquezinho na bola, já é falta ou pênalti, entende. Pra piorar só faltava se o speaker fosse o Milton Neves, entende.

Mas com quem o Zé Doido joga no Pelé!, entende? Com o Santos? Com os times brasileiros? Com as seleções do mundo? Com os combinados do arrabalde? Nenhum deles, entende. Como a Accolade não tinha grana pra correr atrás das licenças, aconteceu que tiveram que inventar do nada todos os times e também os nomes dos jogadores, do quíper ao beque central, entende. Por isso, relembre aquele crássico escrete canarinho com craques como Paco, Cícero, Allejo e outros, entende.

Só que no Pelé!, pra piorar, os times todos têm nomes de cidades do mundo, entende. No Brasil, por exemplo, temos os time de São Paulo, o do Rio, o de Brasília, na Argentina temos o Buenosaires (tudo junto mesmo, entende), no Uruguai o Montevideu, no Mexico o Mexico City, em Portugal o Lisbon, no Japão o Tokyo…que quizumba, entende. Então será que não podemos fazer um jogo entre o Auriflama e o Santo Antônio da Ponte Pensa, entende? Os uniformes são todos customizáveis, entende, dá até pra editar as cores das meias, entende, com uma ampla gama de cores disponíveis: cor de burro quando foge, cor de cachorro sarnento com hepatite, cor de saco de burro, cor de meleca, cor de cruz-credo, cor de diarreia, cor do cavalo branco de Napoleão, cor de feijoada enlatada…os gráficos desse jogo são de primeira, entende?

Pra piorar, não tem torcida no campo (pra não passar vergonha, entende) e o estádio é visto sempre por perspectiva isométrica, entende. A famosa perspectiva áerea em diagonal, entende, famosa em jogos como Diablo, Equinox, Biker Mice from Mars e Dead Nation, entende. Um belo chute na trave dos produtores, entende, porque onde já se viu fazer um game de futebol com essa perspectiva, entende? O Zé Doido jogou e não gostou.

Como desgraça pouca é bobagem, entende, resolveram fazer um outro game do Pelé, um ano depois, pegando carona na Copa de 94, desta vez pelas mãos da Sega, aquela empresa com problemas visuais, entende. Pelo visto, virou várzea o negócio…

Pelé World Tournament Soccer (Sega- provando que o pior cego é o que não quer enxergar, entende- Mega Drive, o console brasileiríssimo)

O jogo anterior da Accolade já era ruim que nem canelada do Djalminha, entende. Então a Sega, a casa do Sonic, do Kid Chameleon e da maria-chuteira safadona do Curíntia Bayonetta, famosa por retratar em seus games os grandes charlatões de meia pataca ídolos nacionais, como Ayrton Senna (Super Monaco GP), Sílvio Santos (Show do Milhão), Carmen Sandiego (O Tesão da Bandida, co-produção com a Brasileirinhas Filmes) e Paulo Maluf (Bonanza Bros.), resolveu lançar mais um jogo do Pelé também autorizado pelo Edson. O Zé Doido também achou esse uma porcaria, entende.

E assim saiu Pelé World Tournament Soccer, entende, exclusivo pro Mega Drive, pois o International Superstar Soccer & clones intermináveis eram só pra Nintendo, entende. Porém, a desgraça continuava, entende, afligindo a vida deste videogame que é o preferido de nove entre dez beneficiados pelo Bolsa Família: apesar dos gráficos terem melhorado (agora, os zagueiros são quadrados e o gramado tem cor de pântano catarrado, entende), o som continuava aquela coisa belíssima de TV Gazeta com interferência e muito Bombril na antena, entende. Já digitalização do Pelé deformou o Edson inteiro, entende: daquele jeito, o Rei mais parece um personagem secreto do Virtua Fighter imitando o Heihachi Mishima, entende. Confira na tela-título, que o Zé Doido acha uma das mais cafonas de todo o videogame.

Assim, tudo que tinha de tranqueira divertido no jogo anterior voltou: os passes tortos, os goleiros moleirões, os zagueiros cavalos, os escanteios bicudados de qualquer jeito e a PERSPECTIVA ISOMÉTRICA, entende. Porra, será que não explicaram pros produtores que perspectiva isométrica não é garantia de sucesso, entende? Tivemos Diablo e Dead Nation, mas isso não impediu que surgissem também aquele Tomb Raider da PSN e o Project Overkill, da mesma maneira que o futebol tem Curíntia e Framengo e também Íbis e Malutrom.

Pelo visto, a visão torta é pra esconder a torcida, entende. Também porque os times (que agora são as seleções de 94, entende. É sua última chance de ser campeão com a Bolívia, entende) são todos iguais e os jogadores também. Imagine jogar uma final com um time de Rivaldos contra outro time de Aldaíres, entende? Pelo visto, Megaman Soccer fez escola, entende. E será que tem código de Game Genie pra jogar com um time de Pelés contra outro de Maradonas? O duro é que aqui não tem o bicudo cortante do Cut Man.

No mais, Pelé World Tournament Soccer é uma recauchutagem do Pelé! Soccer, entende. Os produtores que realizaram essa ilustre bagaça deveriam ficar o dia inteiro ouvindo sem parar “A Bê Cê, A Bê Cê, toda criança tem que ler e escrever” até o cérebro derreter e virar bola de capotão pra terem lançado essas várzeas. Esses dois games são de fazer o Ronaldinho Fenômeno ter convulsões, entende.

“Seu fosse o Careca baixava as cueca, se eu fosse o Pelé, tomava café…”

Em resumo, o Zé Doido do fliperama acha que Pelé! Soccer e Pelé World Tournament Soccer são dois games extremamente vagabundos complicados, fajutos malfeitos e sacanas mal-intencionadas em sua concepção original, entende. Os dois, assim como um monte de jogos oportunistas encabeçados por nomes famosos (como Andre Agassi Tennis, Ronaldo V-Football, Nigel Mansell’s F-1 Challenge, John Madden Football, o pinball do Mario Andretti e Shaq-Fu…DEU MALANDRAGE, ÓIA O RAPA PASSANDO!, entende),  são apenas uma tentativa de emplacar um produto podre com um rótulo bonito, no caso, um ídolo dos esportes. Algo como o filme do Street Fighter, mas ao contrário, entende. Pô, então porque não tem o Super Maradona Soccer? Ou o Rubinho Barrichello Super Interlagos GP? Ou o Ruy Chapéu Billiards Master? Ou o Maguila Super Boxing? Que discriminação é essa, entende?

No final das contas, o Zé Doido te recomenda que, caso queira curtir jogar com o Rei Pelé, pegue o seu Super Nintendo e jogue o Ronaldinho Campeonato Brasileiro ’98 (GOOOOOLAAAAAÇÇÇÇOOOOO!) com a Seleção de 58 ou com a de 70. Pelo menos, assim você não desonra o Edson, entende. O Pelé é rei mas nem por isso precisa ir pra guilhotinha, entende.

Mas, se você curtiu os dois games aqui resenhados, bem…FALE COM O SEU MÉDICO! EU FALARIA!

Curiosidades Curiosas, entende:

- Além desses arremedos jogos, também fizeram um outro game do Pelé, entende, mas esse o Edson adora: Pelé Soccer, para o Atari 2600. Um simulador de futebol de botão que, de longe, bota os dois games do Mega Drive no chinelo, entende, dá um cartão vermelho e manda os dois pro chuveiro com o Richarlysson a tiracolo. Vije, isso vai terminar mal…. Pelo menos, a jogabilidade é divertida, entende:

- Esse jogo de Atari rendeu também um dos comerciais mais bizarros da história dos games, entende. Estrelado também pelo Pelé, entende:

- Rumores falavam que um arcade da Capcom intitulado apenas como “Soccer” (nome criativo, entende) seria lançado no Brasil e contaria apenas com times brasileiros famosos, conforme noticiou uma SuperGamePower em algum dia recôndito de 1995, entende. Nesse arcade, como não poderia deixar de ser, o Pelé tinha que marcar presença, entende. Porém, a própria Capcom desmentiu a notícia e afirmou que nunca existiu tal projeto (leiam mais na Old! Gamer 5, entende). Ê, SGP, tendo seus dias de VEJA, hein?

Bem amigos, fecham-se as cortinas e termina o espetáculo. Fique conosco e até a próxima várzea. FZD E VOCÊ, ABSOLUTAMENTE NADA A VER!

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