SUPER ARCADES ESPECIAL (I): X-MEN

O Fliperama do Zé Doido não é nascido em Krypton e nem foi mordido por uma xuranha aranha radioativa mas nem por isso é super! Comemorando a reabertura das portas de nossa desbocada comportada casa de jogos vamos fazer uma série de matérias especiais com arcades estrelados por nossos super-heróis dos quadrinhos! Já tô até vendo uma multidão de quadrinheiros agitando suas revistinhas de sacanagem da Panini na porta do flíper!

Por isso, para começar nossas reportagens nerdistas desses fabulosos heróis de papel, nada melhor do que escolher a maior novela mexicana de dramalhão dos quadrinhos marvetes: OS XIS-MEN! Nascidos com incríveis poderes, incompreendidos e odiados pela plebe ignara, os filhos do átomo ainda não tiveram a paternidade reconhecida e vivem chutando a poupança do Magneto em inúmeros games para inúmeros consoles! Sério, desde o Nintendinho que os alunos bagunceiros do Fessor Xavier ganham um título ou outro pros consoles da geração (embora o X-Man do Atari não tenha nada ver com as HQs, mas seja de arrepiar os pentelhos ruivos da Jean Grey!).

Eis que entre os tresloucados anos de 1992 e 1993, a Konami da fase pré-Titio Kojima resolveu pegar os heróis dos Xis-Men e, como era de praxe, armar um beat’em up difícil e legalzão! Provando que tem consciência social e nenhum preconceito (só contra os chineses…), a japaiada konamieira escolher justamente nos nossos queridos MUTUNAS!

VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A MUTANTARIA!

(procê que nasceu em mil novecentos e Windows 95, saiba que antes do desenho na Globo não tinha esse negócio de “Éks-Mein” não, cumpádi; era só Xis-Men e boa!)

Tinha que ser o Magneto de novo!

Pra variar, a eterna comadre invejosa do Fessor Xavier, como em mais de mil histórias em quadrinhos, apareceu pra azarar a vida dos nossos queridos mutantes azarados! Querendo destruir o mundo, subjugar a humanidade, tirar a donzelice da Kitty Pryde e render mais uma saga inútil nas revistas, o mutante imantado rapta o Fessor Xavier, a lolita chave de cadeia Kitty Pryde e a ruiva diliça Jean Grey e os leva presos pro seu esconderijo no Asteroide M. SANTA ORIGINALIDADE, BÁTIMA! Mas, durante todo o game, não se explica o motivo do rapto! No mínimo, o Magneto queria obrigar o Fessor a correr a São Silvestre com um cabelão black power e assistir o Salve Jorge junto com a ruivona comendo pipoca doce com Toddynho! Vai saber…

Mas a turma do fundão da Escola para Jovens Bem-Dotados Superdotados do Professor Xavier fez das tripas coração e não deixou barato: foi lá matar a cobra, mostrar o pau, limpar na cortina e lavar com sabão de coco! São esses os mutantes que você vai escolher pra sair no braço com os capangas do Magneto:

Cyclops (Ciclope Cegueta no Brasil): mutante míope com quinhentos graus de miopia, oitocentos de hipermetropia, mil de astigmatismo e, ainda por cima, com um terçol veiaco que faz ele acreditar que a Jean Grey vive menstruada por trinta dias ao mês! Ganhador hors concours da estrelinha de bom aluno do Professor X. Como bom puxa-saco, Ciclope é aquele lutador que não cheira e nem fede, mais insosso que pizza de chuchu sem sal. Seu foder poder mutante é uma rajada foderosa que ele dispara pelos olhos, explodindo a tela toda com sua conjuntivite mutante! Pensa o quê! VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?

Wolverine (Vorverine no Brasil; também conhecido como “aquele Xis-Man das unhas”): o mais cabra-macho dos Xis-Men, em carne, osso e adamantium! Mas sem fator de cura, pra roubar suas fichas! Desbocado, malvado, sujo, fedido, casca-grossa e torcedor do Curíntia e do Framengo, nosso considerado Wolvie é, de longe, o melhor personagem: rápido, forte e cheio de movimentos apelões! Seu foder poder mutante é melhor até que no gibi: Wolverine esfrega as garras pra tirar o esmalte e solta um alecfull que nenhum Street Fighter de rodoviária tem! Desnecessário dizer que a molecada do fliperama vai brigar o tempo todo pra ver quem pegar o baixinho!

Colossus (Kollossovsky na Grande Mãe Solteira Rússia): o lutador comunista e, tal como os Haggares da vida, pesadão e lento, mas forte pra desgraça! Ideal pra dar aquelas voadoras que nunca acertam o chefão! Mas é com seu foder poder mutante que Colossus mostra que luta continua, companheiro: uma peidorreia radioativa que sacode a tela toda até dar tilt, depois de comer muito estrogonofe com batata-doce e ovo de avestruz de Chernobyl! Mas, como o Colossus é vermelho, comunista, estudante da FFLCH e de esquerda, ninguém vai querer jogar com ele depois da reportagem de capa da VEJA! A Yoani Sanchéz deve ter platinado com ele pra depois reclamar que o jogo é ruim!

Nightcrawler (Noturno no Brasil, o Xis-Man boêmio!): Xis-Man de hábitos noturnos e de boemia, sempre de ressaca e com sono quando se escolhe ele no player select! Apesar de rápido como uma formiga atômica e habilidoso como o capeta, Noturno nunca é escolhido pela molecada evangélica porque o pastor falou que é pecado jogar com ele! Com seu foder poder mutante de teleporte, ele dá uma voadora torta de arrancar os testículos de todos os bonequinhos da tela, de longe o melhor dos foderes poderes! Literalmente, Noturno é o capeta e toca o terror no arcade dos Xis-Men!

Storm (Tempestinha da Viradouro no Brasil do Carnaval): a nossa querida mulata cheirosa, dengosa, coxuda e madrinha de bateria da Escola de Samba dos Mutantes Unidos de Vila Xurupita! E ainda com foderes poderes mutantes de controlar o clima e de lançar um furacão cabuloso pra cima dos inimigos de botar inveja em muito lutador escolado do Fatal Fury, e sem precisar arrebentar o manche com mil meias luas pra mil direções! Das duas mulé jogáveis nesse game, de longe Tempestade é a melhor. E nem precisa de Crescim 2000 pra disfarçar a cabeleira grisalha!

Dazzler (Cristal na revistinha mal-traduzida da Abril Jovem): cantora mutante de carreira em baixa, obrigada a cantar em batizados, puteiros e churrascarias pra sobreviver, inimiga fatal da Ivete Sangalo e da Inezita Barroso no mundo da música. Cristal é de longe a mais fraquinha e desconhecida dos Xis-Men a fazer uma ponta nesse jogo. Seu foder poder mutante é o de gerar luz sônica (HEIN?? Com a ajuda das Esmeraldas do Caos?) e de tacar uma catarrada no chão que explode a tela inteira com o poder destrutivo dum traque peidorreiro de São João. A representante dos coadjuvantes apagados das revistas mutunas!

Então bóra lá, bote sua ficha com carinho e uma cuspidinha e escolha seu Xis-Man, que esse beat’em up tem muitas armadilhas, chefões chatonildos e capangas clones pela frente!

As novas aventuras dos Xis-Men!

Pois bem, como todo briga de pancadaria generalizada, você terá que atravessar oito fases esmurrando e chutando uma horda de capangas iguais (aqui são umas Sentinelas do tamanho dum jogador de vôlei, ou seja, um exército de action figures dos Megazords caçadores de mutantes), sempre com um chefão no fim da fase pra te obrigar a pegar um Continue e a ser zoado pelos maloqueiros do fliperama.

Os chefões, como não poderia deixar de ser, também são velhos conhecidos dos marvetes e do universo dos mutunas:

Pyro, o fogoso: chefão da primeira fase, é um primo pobre e desnutrido do Tocha Humana que tem o foder poder de controlar o fogo, mas não tem o poder de criá-lo! Ou seja, o fulano tem sempre que andar com um botijão de querosene e um lança chamas a tiracolo! HAHAHAHAHAHAHA, QUE NOOB, DÁ ZERO PRA ELE! A única dificuldade com Pyro são suas voadoras e uma golfada violenta de fogo que ele dispara, mas, de resto, é um chefão interessado só em queimar a rosca o filme.

Blob, o Blobalhão: vilão mais bloboca que esse a Marvel não tem! Ainda mais com seus foderes poderes de obesidade. É sério, o grande foder poder do comilão aí é ser gordo, e gordo só faz gordice! Blob é um chefão forte, mas devagarzão e que sempre fica vulnerável ao cair de buzanfa no chão. Nada mais que um dos desafios mais blobos do game.

Wendigo, o mendigo: criatura do folclore norte-americano mais esdrúxula que a Oprah Winfrey, parecido com um lobisomem cruzado com urso polar! Imagina se a moda pega e num próximo game tivermos de enfrentar o Saci-Pererê, o Curupira, o Boitatá, o Chupacabra e o Vampeta como chefões? Wendigo é bem pouco foderoso poderoso, mas é aquele típico chefão chato de galochas que desequilibra a dificuldade dum estágio pro outro.

Rainha Branca, a branquela: vilã gostosa vestida de cinta-liga e espartilho, pra fazer a alegria dos onanistas de locadora! Mais uma daquelas telepatas foderosas poderosas da Marvel, pra fazer concorrência com o fessor Xavier. Ela é até fraquinha, mas como subchefe da fase da base subterrânea da ilha do Magneto enche o saco, torra suas fichas e ainda te faz pedir Tekken. Não, não tem código de cheat pra ela ficar pelada!

Nimrod, o Sentinela vitaminado: Sentinela mais foderoso poderoso e apelão, também foi um daqueles robôs gigantes das HQs, que, nessa versão, tomaram pílula de polegarina do Chapolim Colorado e encolheram! Esse sim é um chefe de responsa: quando a cinta dele brilhar, sai de baixo que lá vem lambada (e não a do Sidnei Magal)!

As esfinges da quinta fase: sério, duas esfinges de pedra que ganham vida e partem pra cima, na tradição dos chefões duplos dos beat’em ups. E eles não existem nos gibis! Só podem ter sido uma criação dos japas especialmente para o jogo, reaproveitando os bonecos de alguma versão beta do Golden Axe, QUE NÃO E NEM NUNCA FOI GAME DO HE-MAN, PIPOCAS, SERÁ QUE NINGUÉM NUNCA PENSOU NISSO?! Fofoca de última hora: especialistas em quadrinhos consultados pela reportagem (aqueles ali de mochila, lendo gibi perto do pinball do Bátima Forévis) dizem que se trata de uma referência ao antigo vilão Monolito Vivo, um figura dos anos 60 que nunca mais apareceu nas HQs marvetes…mas ninguém leva esses caras a sério, certo?

Mística, a transformista: a diliçona de pele azul e cabelo vermelho, que, ao contrário dos filmes, aqui aparece vestida, comportada e recatada! Até se transformar no Professor ela se transforma no final duma fase! Eu, hein, essa Maria tá é com cara de João, viu!

Fanático, o corintiano, maloqueiro e sofredor: outro vilão consagrado do gibi (que é Fanático por uma confusão!), cujo foder poder mutante é de fazer os Fanáticos torcerem o nariz e a revistinha: quando se põe em movimento, Fanático simplesmente não consegue ser parado! SANGUE DE SHAO KAHN TEM FODER PODER! Mas, pra não ficar tão feio (e não desagradar os fãs Fanáticos), a Konami deu uma bazuca pro cabrocro. É o modo Cable de ser: se o fulano não tem um foder poder mutante digno de respeito, dê a ele um trabuco desenhado pelo Rob Liefeld que tá tudo certo!

Magneto, o magnético: o boss final em toda a exuberância de sua fantasia premiada no concurso de Carnaval do Hotel Glória, colorido como um pavão radioativo e apelão como um chefão de Nintendinho! Magneto sempre se protege na sua bolha magnética e tem uns ataques no estilo do Destruidor do game das Tartarugas Marofeiras Ninja, provando que, além de magnético, é também um morfético!

E tá armado o circo: você, um amigo, quatro amigos (jogar de quatro…ui!) ou uma cambada de seis desocupados (dependendo da máquina) vão estapear robôs, Sentinelas encolhidos, soldados de armadura, homens-jacarés (Cuma??), chupacabras de barro (vixi Maria, crendeuspadre!), abelhas assassinas (VALEI-ME, MEU SANTO SNAKE DO QUIXERAMOBIM!) e até morcegos ciborgues vampiros (Sacripantas, Tio Zé Doido!). É, inimigo criativo não falta nesse jogo, mas, tirando os chefões, não vemos a presença de muitas figuras conhecidas da Marvel! Culpa do licenciamento (que liberou a marca de só alguns personagens) e pelo fato do game ter sido todo feito no Japão, o quê se nota pelo traço meio mangá/anime dos personagens (toma, Joe Madureira! Vai catar coquinho lá em Madureira!)

Até os cenários são meio repetitivos: você atravessará uma cidade destruída, a fábrica de robôs (chupinhada do interior do Tecnódromo das Tartarugas), a ilha tropical de Magneto (abençoada por Deus e bonita por natureza, mas que beleza!), as ruínas egípcias e incas (?) dessa olha e mais o Asteroide M (que se arrasta por uns dois estágios). E tudo sempre cheio de armadilhas no chão, como buracos, lançadores de fogo, caixas de marimbondos…ah, mas aí você me diz, “nada que um bom item de energia e power-up não resolva, né, Tio Zé”? ERRADO! Esse game não tem nem comida pra aumentar o life, nem os badulaques que dão ponto e nem umas faquinhas e pistolas pra se defender dos inimigos! CAI FORA, MACAUBAL! CÊS TÃO ACHANDO QUE FICHA DÁ EM ÁRVORE?

Mas temos um especial digno de respeito, os sensacionais FODERES PODERES MUTANTES! E todos eles têm efeito na tela inteira! E não tem aquele malabarismo de meia lua e soco não, é só apertar o botão do Mutant Power! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA DA MANSÃO XAVIER! Mas tem um porém: eles comem suas barras de sanguinho (sem lubrificante!) e, caso você esteja no bico do corvo, só consegue soltar o foder poder se tiver uma bolinha de energia que ganha a cada Continue ou fase vencida! PUTZGRILA! CORREÇÃO: NÃO ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! É, alegria de pobre dura pouco!

Mas, mesmo com esses defeitinhos de software e hardware, X-Men ainda é um arcade legal. Poderia ter sido melhor e tal, mas foi com ele que se abriu a brecha para bons jogos com os mutunas e não aquelas tranqueiras imprestáveis que serviam só pra aproveitar a fama da série.

Resumindo pro leitor desavisado que perdeu umas cinquenta edições

X-Men Arcade é um beat’em up clássico, difícil, desafiante e com uma dificuldade meio desbalanceada, pois começa bem fácil e piora praca lá pra terceira fase tropical, e daí vai ficando mais cabuloso até o fim! Na época, o game não foi lá muito bem, mas, graças aos deuses do Outworld, dos fal’Cie e pela graça de Sephiroth, o jogo envelheceu bem, tornando-se um velhinho simpático que joga dominó na praça e ensina os netos a atirar de estilingue!

Claro que a falta de itens de energia e power ups é uma puta malandragem, e também os heróis aparecem muito descaracterizados (tem horas que o game até parece um piratão oriental), mas quem sabe esse arcade veio duma terra paralela, onde os X-Men foram criados no Japão e desde sempre foram um mangá. Mas nada que um emulador com créditos infinitos e uma ficha com barbante não resolva.

Como pontapé inicial, o fliperama dos X-Men acerta o gol, sem precisar de nenhum foder poder mutante pra ajudar! É isso aí! VIVA OS MUTUNAS!  E que o Átomo enfim aceite seus filhos e os registre no cartório!

Curiosidades Curiosas e X-Traordinárias:

Os Xis-Men foram criados por Stan Lee (que não é tio do Bruce Lee, nem avô do Jim Lee, nem sogro da Chun-Li) e Jack Kirby (não, ele nunca criou personagens pra Nintendo!) em 1963. Na época, com todos os grandes heróis já criados (Quarteto Fantástico, Vingadores, Hulk, Homem-Aranha), Lee e Kirby já não tinham mais ideias pra criar super-heróis, e eis que lhes veio o estalo de jerico: e se os heróis já nascessem com seus poderes? A primeira escalação dos Xis-Men era formada por Ciclope Cegueta, Garota Gostosa Marvel, Anjo Caído, Fera Ferida e Homem de Gelo Derretido.

– Os X-Men estão no mundo dos games desde a era dos 8 bits! Tivemos um game do Wolverine pro Famicom, depois, na mesma época do arcade, tivemos dois beat’em ups dificílimos pro Mega Drive (X-Men e X-Men Clone Wars), um game de responsa pro Super Nintendo (X-Men: Mutant Apocalypse), uma DISGRAMA DUMA PORQUEIRA chamada Spider-Man and X-Men versus Arcade (infelizmente lançado pra Mega, SNES e Master System!), o de luta X-Men: Children of the Atom, os games da série X-Men Academy e…UFA! Quem quiser ajudar com a lista pode postar mais títulos nos comentários, que o Tio Zé tá cansado!

– Em várias partes dá pra perceber que a engine é chupinhada dos Jabutis Ninjas do Mestre Splinter! Isso fica bem claro na fase da fábrica de robôs, nas armas automáticas que deslizam pelo chão, em algumas armadilhas e até no lance dos clones dos chefões voltarem nas partes finais! Já que é pra esculachar, porque não botou também as pizzas salvadoras pelo caminho, D. Konami?

– Esse arcade vinha em várias versões: tinha uma máquina comum com dois jogadores, um pra jogar de quatro (ui!) e uma geringonça que dava para jogar com nada menos que os 6 mutunas simultaneamente! Memória RAM pra que te quero e sebo nas canelas do processador! Mas essa estrovenga invocada só pra quem tinha cacife de jogar em fliperama grande de shopping caro!

– Nesse game, estranhamente, Kitty Pryde estão tão ruiva quanto Jean Grey! O que uma mutação e uma tintura Wellaton não fazem…

– O arcade dos X-Men não foi portado pra nenhuma plataforma nos anos 90! Talvez por culpa do licenciamento e de outros contratos para jogos. Só teve mesmo um mod pra PC, feito pelos nossos queridos programadores de tapa-olho e papagaio no ombro! Mas o jogo foi lançado esse últimos tempos na App Store pra iPhone e IPad e no Android Market pra quem tem um Galaxy e/ou similar chinês de quatro chips! Confere lá! E tem também na PSN Store e na Xbox Live pro pessoal que é Sonysta e Caixista!

O FZD não é mutante, mas tem o incrível foder poder de se estragar superar a cada post! E aguardem pelo nosso próximo Super Arcades Especial, estrelando…THE AVEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENGEEEEEEEEEEEEEEEERS!

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O FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO ESTÁ DE VOLTA!!!

Sim, é verdade, torcida brasileira! Corram para as montanhas e protejam as crianças, porque o blog mais escrachado, corrompido, perverso e subversivo está de volta à rede internética! De volta para ofender as minorias, destruir a moral e corromper a juventude! Graças a São Snake do Quixeramobim!

Nesse período de um ano, nosso humilde proprietário teve tempo de sobra para vagabundear refletir e fazer uma reforma geral no nosso estabelecimento. Mas os velhos arcades de rodoviária, os joysticks ensebados e o preço da ficha a dez centavos continuam os mesmos! Achava que nosso fliperama iria se tornar um site sério, respeitador e com posts sem palavrões? CAI FORA, MACAUBAL!

Mas antes, uma palavra de nosso balconista, fundador, idealizador, gerente, proprietário e faz-tudo: o senhor Zé Doido!

VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A DEMAGOGIA!

Com a palavra, o senhor José Doido!

Em um ano que nosso fliperama ficou fechado o Tio Zé aqui esteve atarefado com várias coisas e viajando ao redor do mundo que nem lutador genérico do Street Fighter antes de chegar no Bison. Então, sem frescuras de Instagram, vamos mostrar nossa incrível viagem para todos os nosso fiéis leitores e leitoras. Então vamos já que o feijão ta no fogo:

Primeiramente, começamos com um importante projeto social de construção de fliperamas populares e distribuição de Polystations e cartuchos piratas com 3500 jogos repetidos na memória para as criancinhas famintas do sudoeste meridional do Azerbaijão. Levamos Tetris, Super Mario e Ronaldinho Soccer Campeonato Brasileiro ’98 (GOOOOOOOOLAAAAAAAAAZOOOOOOOO!) para as planícies radioativas da velha União Soviética e era uma alegria de se ver as criancinhas de três olhos e tentáculos fluorescentes jogando alegres!

Depois, descemos até a África e ajudamos nossos irmãos importabandistas da Etiópia a assaltar navios e transatlânticos e roubar carregamentos imensos de Sony Vita e Nintendo 3DS para serem vendidos a preço de banana ouro nos megastores 100% oficiais do Santa Ifigênia, da 25 de Março e de Ciudad Del Este. E isso só custou umas três dúzias de chineses esfolados! O câmbio na África é excelente, pois, com vinte e cinco centavos e um pão com manteiga, você pode se hospedar em hotel 5 estrelas, comer lagosta todo dia e comprar um Xbox destravado com Gears of War na memória!

Aproveitamos e demos uma passada em Israel e na Palestina para ver como estava o preço do Nintendo Wii U na faixa de Gaza. A nova moda agora entre israelenses e palestinos é o Master System explosivo, o mais novo sucesso da Tec Toy, que vem com  200 jogos na memória que são *alerta da piada sem graça* UM ESTOURO! Ideal para sacanear aquele noob da Cisjordânia ou aquele contador de vantagem de Tel-Aviv que se acha o tal só porque sabe dar gilete tripla com alecfull de fogo com o Guile. O Bin Laden deve ter platinado antes de morrer!

Fugindo daquela aprazível região do Oriente Médio, embarcamos num bimotor movido a cachaça São Francisco com querosene do Paraguai e fomos até o Japão, terra do sushi, do sashimi e dos estupros com tentáculos, à procura do lendário Bandai Playdia, o videogame que, tal como o Acre, não existe e nem nunca existiu! Entre um monstro ou outro que o Ultraman e o Jaspion trucidavam entre os prédios, demos muitos tiros na testa com a rapaziada caçadora de demônios do Persona, tomamos um chá com temaki com nosso cumpádi Ryu Hayabusa e completamos nossa coleção de hentai de El Viento e Aleste, com direito a mais estupros com tentáculos.

Mas o avião do Sonic Wings, entre uma bomba e outra, fez uma escala nos Estados Unidos e, uma vez na terra do Coroné Obama, pudemos desenterrar um tesouro clássico: o contêiner com as centenas de fitas de Atari do jogo do ET, enterradas em algum cu do Judas recôndito local do deserto do Novo México. De quebra, vimos a ESTAUTA da Liberdade ser roubada pelo Destruidor pela enésima vez e gritamos alegres BIG APPLE, 3 A.M, enquanto um grupo de Tartarugas Chapadas Ninja ia brigando e pegando pizzas pelo caminho.

Mas pegamos um cano verde errado de warp zone e, graças a um bug inesperado do Gameshark falseta, caímos bem no meio da cidade do Vaticano. Decepcionados Recepcionados pelo Papa Chico Bento XVI, convencemos o ilustre pontífice de que a melhor maneira de evangelizar o mundo é esmagar o Cramuião no Diablo III. O pontífice viciou, já tá jogando no modo Tormenta com seis equipamentos lendários e renunciou pra ficar o dia inteiro negociando itens na casa de leilões! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA CAPELA SISTINA, DIGO, DA SALA!

Antes de encerrar, uma palavra do nosso patrocinador:

E é isso aí, ansiosos leitores! O Fliperama do Zé Doido está de volta! Maior, melhor e mais grosso! Sem censura, sem cueca e sem vergonha! VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN? Nesse caso, sem essa de só ficar apelando com a giratória do Yoshimitsu e a rasteira do Eddie Gordo.

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Os 10 vilões que não desistem nunca!

Andaram rolando uns boatos aí de que o nosso querido fliperama estaria fechando, falindo por causa da crise econômica e da matança de ursos panda, censurado em nome da moral e dos bons costumes e que isso era indício de que o fim do mundo estava próximo! TUDO PAIA! Eis que o FZD está novamente de portas abertas para todos os seus queridos fregueses desocupados, para batermos aquele papinho erudito e cultural de sempre, com direito a muitas agulhas caindo do outro lado da sala! E, pra provar que este humilde blogueiro não desistiu de sua birosca, um post especial sobre os vilões gamísticos que nunca desistem de levar umas fubecadas dos heróis de conquistar o mundo e deflorar as princesas donzelas do mundo eletrônico!

Sabe aquele jogo que tem sempre o mesmo último chefão? O mesmo cabocro, que sempre volta dos mortos querendo vingança, com planos cada vez mais cagados mirabolantes? E que, invariavelmente, sempre acaba pisando no tomate? Que sempre dá um jeito de fugir na instante final da última fase só pra compensar a falta de criatividade dos produtores? Pois bem, o post de hoje é dedicado a esse vilões insistentes, que são brasileiros e não desistem nunca, mesmo que já tenham sido estropiados, espancados, derrubados em lagos de lava, explodidos, mandados pro espaço, exorcizados e arrebentados ao meio por um choriúken de fogo atômico.

Então, em homenagem a todos os malfeitores masoquistas, sofredores e teimosos desse Brasil varonil, e reabrindo as portas de nosso estabelecimento:

VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A TEIMOSIA!

10. Abobo (Double Dragon)

Quem é o cabocro?: um figura mal-encarado, marombeiro, rato de academia, corintiano, maloqueiro, sofredor e forte como um touro desnutrido! Atonto, digo, Abobo é tão malvado, mas tão malvado, que é capaz de roubar doce duma criança e ainda contar pra ela que Papai Noel não existe e de que o Coelhinho da Páscoa é ateu! Um dos briguentos da cruel gangue Black Warriors, uma facção criminosa que domina a Nova York dum futuro apocalíptico e é mais perigosa que o PCC em dia de ressaca, Aburro, digo, Abobo é o eterno primeiro chefão dos beat’em ups da saudosa série Double Dragon. O que significa dizer que é o primeiro dos maloqueiros a tomar uns sopapos e a fugir com o rabo entre as pernas!

Avaliação FZD: a gente até fica com dó do Aidiota, digo, Abobo! Pô, meu, que dureza ser sempre o primeiro dos bandidos a apanhar nas mãos dos mocinhos! E Amongo, ops, Abobo é o eterno boi de piranha dos vilões que enfrentam os irmãos Jimmy e Billy Lee: ele é o primeiro chefão de Double Dragon I e II, é o boss inaugural do foderengo Battletoads vs Double Dragon (lutando no espaço em cima duma nave espacial inclusive), ele está presente no filme (um cruzamento de mutante doidão com Sloth dos Goonies!), no desenho animado (aquela tranqueira que passava na Globo e que você com certeza assistiu em alguma madrugada após o corujão), no Double Dragon 5 (que é de luta estilo Street Fighter, ou seja, pra levar mais porrada) e até no Double Dragon pra Neo Geo (aquele outro de luta, pra fliperamas, ou seja, pra levar ainda mais porrada com direito a combo de 99 hits com barra de especial cheia!). No mínimo, nosso mui estimado Amané, digo, Abobo estará no novo Double Dragon pra PSN e pra Live, pra tomar mais uns chutes no saco e umas pauladas nas costas! CAI FORA, MACAUBAL! Isso é que é gostar de apanhar, hein? Pelo menos livraram nosso pobre Aretardado, opa, Abobo do Double III e do Super Double Dragon do SNES!

O que esperar do futuro?: e não é que nosso eterno primeiro chefe encontrou enfim seu lugar ao sol quadrado? Lançado na Internet pra PCs e feito em Flash, Abobo’s Big Adventure é a chance de nosso querido Ababaca, digo, Abobo limpar a sua honra e encher os sprites serrilhados de 8 bits de porrada. Já não era sem tempo, hein? E bem que o senhor poderia mudar esse seu nome lindíssimo pra José, João, Antônio ou Sebastião, né, cumpádi? Pega melhor no mundo dos games!

9. Diablo (Diablo)

Quem é o cabocro?: quem mais você acha que seria com um par de chifres, um rabo pontudo, um tridente e um futum de enxofre? O Chapolim Colorado? O Zé do Caixão depois de tomar muito sol em Ubatuba? O Sephiroth vestido pra desfilar no bloco das Franguinhas Descontroladas da Estação Primeira de Midgar? O Reinaldo Azevedo? Que nada! Esse aqui é o Cramulhão, o Capeta, o Coisa Ruim, o Sujismundo, o Satanzão, o Belzebu, aka Lúcifer (não o dos Cybercops!). Faça como os poetas Cezar & Paulinho e comece a cantarolar antes de botar o CD no computador: “se o capeta aparecer, nóis reza uma ave-maria…”

Avaliação FZD: tremendão como ele só, Diablo não somente é um dungeon crawler pra cabra macho que cospe no chão, coça o saco em pública e mandar o juiz tomar no cu no meio do jogo: é também o jogo que tem um dos vilões mais *alerta de piada sem graça* ENDIABRADOS do mundo! No caso, o próprio Diabo! E não tem água benta nem exorcista que dê jeito: no primeiro game, além de abrir um portal pros Infernos nas catacumbas duma igreja, você tinha de pegar o cara no braço e impedir que ele devastasse a vila de Tristram. Já no segundo título, Tristram já tinha ido pro saco e Diablo possuiu o corpo do herói que você controlava no primeiro game, tocando o maior puteiro no Mundo do Santuário (Sanctuary, no original). E agora no Diablo III, cumé que vai ser, Tio Zé? Espere por mais tripas voando, gárgulas sedentas de sangue, esqueletos assassinos, zumbis venenosos e virgens defloradas, sob o comando do Cramulhão ainda mais forte. Fala sério, esse tal de Diablo tá usando Gameshark, isso sim!

O que esperar do futuro?: bom, Diablo III tá aí e, por causa das poucas economias do nosso modesto fliperama, estamos aceitando doações de discos do Diablo III para rodar em nosso pobre computador de motor 1000 a álcool! Contamos com a solidariedade de todos os nossos cafumangos! Quanto ao futuro, bem…Diablo continua por aí, firme e forte, massacrando heróis em masmorras pelo mundo afora, desafiando os mouses mais destemidos a enfrentá-lo! Cuidado, hein, caros leitores, tome cuidado pra não sair vomitando sopa de ervilha na cara dos outros por aí!

8. Tanzra (ActRaiser)

Quem é o cabocro?: um primo pobre, desconhecido e japa do Diablo daí de cima,  Tanzra (nomezinho complicado, né?) outro cramulhão sujo, feio, malvado e fedido que quer abrir os portais do Inferno e dominar o mundo, sem esquecer, é claro, de tocar aquele puteiro cheio de monstros, plantas carnívoras e badukens chovendo do céu! Porém, pra derrotar esse bicho, depois que ele praticamente acabou com o mundo, um deus protetor de asas de anjo desce de seu Palácio Voador, vai até o mundo destruído e, depois de matar os demônios, começa a reconstruí-lo e, com as rezas bravas de seus devotos e uma macumbinha de vez em sempre, vai pegar o Tanzra no braço e na espada! ALELUIA! ALELUIA! E assim nasce uma igreja…

O Silas Malafaia deve ter platinado e o Valdemiro Santiago deve ter feito 100% dos achievements, enquanto que o Edir Macedo deve tá chorando que nem um noobão de meia pataca!

Avaliação FZD: ActRaiser é um daqueles bons games que a Enix fez antes de abrir as pernas se fundir com a Square, aqueles jogos de pegada cult com elementos de RPG e de anime que sempre sobravam nas locadoras no sabadão de tarde! Rendeu uma sequência tão boa quanto o primeiro pro Super Nintendo (e Tanzra é de novo o último chefão! Cacilda! Esses deuses e essa mania de ficar ressuscitando…depois leva pau do Kratos e não sabe por quê) e foi traduzido e portado pro Ocidente sem a ajuda de nossos amigos de tapa-olho e perna de pau! Mas, enfim, que moleque ia querer jogar um RPG de ação com pinta de Sim City e toques de estratégia enquanto o Super NES vivia abarrotado de games de carrinho e futebol? Além do quê, alguém consegue pronunciar o nome do Tanzra? Quem conseguir ganha uma cueca autografado do Zé Doido! Por essas e outras é que nosso querido TanTan é o vilão mais desconhecido dessa lista!

7. Shao Kahn (Mortal Kombat)

Quem é o cabocro?: imperador do Outworld (uma das dimensões do universo de MK), maridão pulador de cerca da Sindel, padrasto da Kitana, paizão coruja da Mileena, patrão do Shang Tsung, compadre do Quan-Chi e eterno chefão final do Mortal Kombat (até do novo pra PS3!), nosso fanfarrão Shao Kahn também é comediante e participava esporadicamente da Praça É Nossa (antes de levar um fatality do Raiden sem dó nem lubrificante), fazendo o papel da ilustríssima Vera Verão, embora seja um boss pesado, lento, arrogante, falastrão e NOOB! EPA, EPA! NOOB NÃO, ME RESPEITE, MEU AMOR! EU SOU UM QUASE…BISON!

Avaliação FZD: além de ser o vilão mais malvestido da história dos games (se se vestisse bem estaria no KOF!), Shao Kahn também é mais difícil de matar que zumbi do Left 4 Dead! Duvida? Depois de MK 2 e 3, ele ainda foi aparecer em Mortal Kombat Unchained e Armageddon, no crossover Mortal Kombat vs DC Universe (e fundindo-se com o Darkseid pra virar o chupacabra Dark Kahn, pra arrepiar os pentelhos da Mulher-Maravilha!), e ainda retornou como último chefão do novo Mortal Kombat! O que uma mandinga do Quan-Chi não faz, hein? Aprende, Goro! Toma, Onaga! Ó o fumo, Shinnok! Um eterno preguiçoso, Kahn só fica assistindo as lutas sem seu trono e, quando entra pra brigar, mais fala do que bate! Esse merece um relâmpago do Raiden bem nos perendengues!

O que esperar do futuro?: com certeza, o imperador de Outworld vai dar um jeito de voltar nas novas sequências! Enquanto o Raiden não pagar a conta de luz e o Liu Kang não desencalhar, Shao Kahn vai continuar firme e forte pra levar ainda muito gancho nas ideias! E não adianta vir pedir ajuda pro Motaro não!

6. Heihachi Mishima (Tekken)

Quem é o cabocro?: campeão invicto do torneio King of Iron Fist, presidente da corporação falida e com o nome sujo no SPC Mishima Zaibatsu, chefão do exército casca-grossa Tekken Force (mais machudo que o Bope, o exército israelense, o Comando Vermelho e a família dos Ursinhos Carinhosos juntos e armados até os dentes! SANTA CORAGEM, BÁTIMA!),papai querido do Kazuya (tão amoroso que o lançou do alto dum precipício pra ver se o filhão fenfível saía ou não saía do armário!), vovô dedicado do Jin Kazama (treinou cuidadosamente o netinho pra ser o maior assassino do mundo), patrão do INTELEJUMENTÍSSIMO do Dr. Boscovitch! E ainda com o esquisito hábito de ter como bichos de estimação cangurus, pandas e ursos pardos geneticamente modificados! Com 80 anos nas costas e sem Viagra! Mais pintudo que o eterno chefão do Tekken só o seu pai, o foderengo Jinpachi Mishima! Perto deles, a família Gracie larga o tatame e abre uma galeria de arte moderna!

Avaliação FZD: Heihachi é a prova viva de que a terceira idade é a MELHOR IDADE! Além de tudo isso, o vovô ainda continua chutando muitas bundas quadradas, dando suas voadoras tortas e derrotando muito lutador bugado nos Tekken mundo afora! E ainda acha tempo pra administrar sua empresa e falir a G Corporation, com as contas no azul, mais lucrativa que o Banco Econômico, a Rede Manchete e o Fliperama do Zé Doido juntos! Por essas é outras é que podemos deduzir que a Xiaioyu já deixou de ser donzela faz tempo…

O que esperar do futuro?: Heihachi ainda está longe de entrar para o degradante mundo das clínicas de tratamento de disfunção erétil e da plateia do Programa Silvio Santos. É bem capaz que ainda saia candidato a senador pelo Piauí e a presidente da CBF.

5. Dracula (Castlevania)

Quem é o cabocro?: o senhor supremo dos vampiros, Conde Drácula da Transilvânia, vampiro doidão que só bebe sangue de menstruação e só faz sexo dentro do caixão, botando o Conde Vladimir Polanski do Ney Latorraca e o Edward do Crepúsculo no chinelo! Porém, como todo sanguessuga que se preze, nosso considerado Dracula tem lá seus pontos fracos: alho, água benta, machados, cruzes, bússolas que param o tempo, Bíblias voadoras que destroem toda a tela e um certo chicote de aço (não o da Tiazinha!). Pra variar, de tempos em tempos, seu castelo gigantesco e de salas geradas aleatoriamente (mas sem Minecraft!) aparece por aí, abalando o mercado imobiliário, fazendo novas ocupações irregulares e armando brigas com seus eternos vizinhos encrenqueiros, a família Belmont! E não basta matar todos os demônios, do Nintendinho ao PS3 o véio Dracula sempre inventa uma maneira de ressuscitar na última sala e levar mais um cacete dos filhos de Simon e Richter. Fala sério, só aqui pro Zézão, Seu Drácula: o senhor gosta mesmo é de apanhar, né?

Avaliação FZD: “mas de qual clã de vampiros o Dracula é, Tio Zé? Ele é um Nosferatu, o Gangrel, um Malkaviano, ou Toreador, ou ele é perseguido pela Camarilla?”. O PRIMEIRO QUE PERGUNTAR UM TRECO DESSES LEVA UM BADUKEN TRIPLO RADIOATIVO NO MEIO DAS VENTAS! Dracula é um vampirão da velha guarda, anterior aos vampiros chiques de RPG, pálido, feio, fedido e antissocial! Teimoso que nem uma mula, ele nem liga de ser um vilão chatonildo! Por isso é que o Dalton Trevisan deve ter platinado, mas não conta pra ninguém e nem sincroniza os troféus!

O que esperar do futuro?: Dracula vai voltar no próximo Castlevania! E sem gameshark!

4. K. Rool (Donkey Kong Country)

Quem é o cabocro?: o líder dos kremlins, jacarés mutantes que vivem assaltando a reserva de bananas da família Kong e tentando inutilmente depilar o sovaco da Dixie Kong, com toda sorte de monstros, insetos, balas de canhão, barris explosivos e engenhocas compradas em 10x sem juros nas Casas Bahia, facilmente derrotáveis ao se pisar em sua cabeça (como o Kaos, o chefão do DKC3). Agora, difícil dizer se K. Rool é um rei, um capitão pirata, um barão, um cientista ou um mafioso, porque em cada game da série ele tem uma profissão diferente! O maior dentre os vilões vítimas do desemprego no mundo dos jogos, K. Rool prova que não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar e logo estará por aí apregoando suas mercadorias: “chapéus, sapatos, ou roupa usada, quem tem?”.

Avaliação FZD: repassando as profissões do besta-fera crocodiliana: no primeiro Donkey Kong Country, ele era o pintoso rei dos kremlins, de coroa, manto, cetro e nariz empinado de Rainha Elizabeth (mas o que que um rei fazia num navio pirata? Vai saber…). Depois, em DKC2, K. Rool assumiu (ui!) e vestiu os trapos de capitão pirata (cuidado com a Lei Azeredo, hein??).Já no DKC3 ele vai pro seu chalé nas montanhas e vira um barão-cientista criador de armas e máquinas. O que falta pro arqui-inimigo de Donkey & companhia primata enfrentarem? MILSHAKE DE BANANA, OPS, SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER! A carteira de trabalho do fulano aí deve ser do tamanho da China!

O que esperar do futuro?: tudo depende do mimimi entre Nintendo e Rare! Traída, com muita dor de corno, bebendo caninha 51 no gargalo e escutando Wander Wildner no último volume, a Poderosa lamenta que sua queridinha esteja hoje nos braços fogosos do Bill Gates! O fliperama todo do Zé Doido canta em coro: “Garçom, aqui, nessa mesa de bar, você já cansou de escutar…”

3. Dr. Robotnick (Sonic the Hedgehog)

Quem é o cabocro?: Dr. Ivo Robotnick, um expert em robótica, cibernética, tecnologia, informática e quebra de senhas de sites pornôs pagos, que, após ter o doutorado jubilado, resolveu descontar nos pobres bichinhos da Colina Esmeralda & adjacências, transformando-os todos em ciborgues e capturando as lendárias sete Esmeraldas do Caos, primas distantes das Esferas do Dragão. O bigodudo CDF merece nosso terceiro lugar com honra, porque esse sim é um vilão cabra-macho, destruidor de florestas, matador de bichinhos e vegetarianos e, ainda por cima, o único vilão não-sustentável da nossa lista! Você que parou de usar o papel higiênico, toma banho frio e usa sacola ecológica deve estar verde de raiva com o rival do porco-espinho turbinado!

Avaliação FZD: o cara é solteirão, sozinho, cientista, constrói robôs nas horas vagas, vive recluso na sua casa cheia de traquitanas tecnológicas, detesta animaizinhos fofinhos e, de tanto assistir Dragonball & plágios similares, cismou que sete pedras místicas poderiam lhe conceber o desejo de perder o cabaço de dominar o mundo? O Dr. Robotnick é o nerd do futuro! Isso se nascer um bigode na cara dele…por isso, caros leitores do FZD, ainda há esperança em suas miseráveis vidas!

O que esperar do futuro?: Dr. Robotnick anda sumido, graças aos irregulares jogos do Sonic que tem saído, mas não importa que as Esmeraldas sejam roubadas, ou que ele seja sacaneado pelo boa-vida do Knuckles, ou que o porco-espinho que sofre de ejaculação precoce e sua companheira dançarina do funk dos seis rabos destruam seus mechas, seus tanques, carros e perfuradeiras, o doutor só vai parar no dia em que inventarem a roda quadrada!

2. Dr. Wily (Megaman)

Quem é o cabocro?: encabeçando as listas dos cientistas de doutorado jubilado e que terminaram dando aula na faculdade particular da esquina, o Dr. Wily era cientista amigo do Dr. Wright (ou Light, tudo depende da tradução malfeita da revista), que um dia teve a INCELENTE ideia de construir robôs para o mal. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Puta ideia original, hein, Dr. Wily? Mas enquanto o Dr. Light (ou Wright, isso se o doutor fosse comentarista de futebol!) construiu o seu robô azulão cabra-macho de nervos (e outras partes!) de aço, o pitéuzim piriguete da Roll e o vira-lata brabo Rush, o Dr. Wily não teve sorte e criou o Protoman, que só quer saber de chorar quando luta com o maninho! Perto dele, o Shun de Andrômeda é o Charlie Sheen da Guerra Galática!

Avaliação FZD: o pior é que o Dr. Wily continuou persistindo com seus robôs cagados, em todo game da série tem uma turma nova: Eleck Man, Cut Man, Fire Man, Ice Man, Tomahawk Man, Pharaoh Man, Dust Man, Needle Man, He-Man, Changeman, Flashman, Superman, Macho Man, Michael Mann, Bananaman…enriquecendo o bolso gordo dos japas donos de fábrica de bonequinhos! Um time mais eclético que os reservas do Fluminense de Feira de Santana!

O que esperar do futuro?: mais oito robôs apelões procê detonar e roubar as armas, depois lutar contra todo mundo de novo (e com só uma barra de sanguinho!) e mais quatro fases contra as armadilhas do Dr. Wily, depois mais três engenhocas do véio louco! Isso se a Dona Capcom Fazemos Qualquer Negócio não estiver enrolada fazendo games com mil DLCs pra te esfaquear o pobre bolso!

1. Bowser (Super Mario Bros.)

Quem é o cabocro?: O feio, sujo, fedido, malvado e despótico Rei dos Koopas, uma raça de tartarugas mutantes e goombas (?!) de máscara de oxigênio que vive tentando invadir o reino dos Cogumelos alucinógenos para sequestrar e desvirginar a Princesa Peach e para infestar seus encanamentos verdes, azuis e amarelos de plantas carnívoras cuspiradoras de fogo, balas de canhão com cara de ranheta e bombas de brinquedo! UAU, mas você não precisa colocar ainda o seu Sonic 2000 para escutar objetos caindo em algum canto de sua casa, pois Bowser ainda chamou os 7 filhos para ajudar na peleja (Super Mario Bros. 3 e Super Mario World), provando que é um senhor esposo cumpridor dos deveres matrimoniais; se aventurou por dimensões paralelas (Super Mario 64), por ilhas tropicais (Super Mario Sunshine) e pelo espaço sideral (Super Mario Galaxy 1 & 2). Firme e forte, os irmãos Mario e Mario Verde tiveram que lutar contra o tartarugão até nos RPGs bizarros dos portáteis! Esse é o Bowser, CARA SÉRIO TÁ AÍ! Até o tremendão do Dennis Hopper interpretou o Rei dos Koopas, numa atuação completamente Sem Destino!

Avaliação FZD: fala sério? Desde 1986 que o rei dos Koopas tá azarando a vida do nosso herói trabaiadô! Só por isso já merece uma medalha de bons serviços prestados do nosso modesto fliperama. E ainda é um vilão que dá bons exemplos pra juventude, competindo nas mais variadas modalidades esportivas, como corridas de kart, tênis, futebol, golfe, beisebol, esportes de inverno, truco valendo o toba, cuspe a distância, porrinha, jogo do bicho, briga de galos…só mesmo no Super Mario 2 USA que ele perdeu lugar pro sapão do Wart, mas isso a gente releva! Aprende a ser um vilão decente com o Bowser, ô Wario invejoso!

O que esperar do futuro?: ninguém segura o Bowser! Depois do Bowser zumbi esquelético do New Super Mario Bros., já podemos esperar que ele rapte novamente a Princesa numa velocidade mais rápida do que aquela de ouvir uma agulha caindo do outro lado da sala!

É com orgulho que anunciamos aos nossos leitores e leitoras que o FZD continuará destruindo lares, pervertendo a juventude e ofendendo a família brasileira! Até a próximo post!

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O FZD não morreu!!!

Então quer dizer que o Fliperama do Zé Doido não fechou?? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!

Quer dizer que continuam os posts malucos, bem-humorados, ensandecidos, dementes, doidos de pedra e ofensivos à moral, aos bons costumes e à família brasileira? SIM! VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?

O proprietário desse humilde estabelecimento foi vencido pelas forças ocultas e castas da Tradição, Família e Propriedade e se rendeu à Nova Ordem Mundial? CAI FORA, MACAUBAL!

Pois é, impacientes leitores e indignadas leitoras com a demora na atualização desse humilde blog, o FZD está mais vivo do que nunca, e sem precisar de Viagra. Só estamos dando um tempo para uma reforma no fliperama (uma troca de arcades e uma demão de pinta nas paredes sempre vai bem!). Porque o senhor Zé Doido também tem uma vida fora da Internet, com trabalho, estudo e outros compromissos más.

É isso aí, pessoal! Podem guardar os Phoenix Down porque não será hoje que o FZD receberá um game over!

FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO! CORROMPENDO A JUVENTUDE, DESTRUINDO FAMÍLIAS, PROFANANDO O MUNDO E DESORDENANDO A SOCIEDADE DESDE 2011!

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Super Mario Kart!

Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, depois dum cruel inverno nuclear e duma greve bolchevique causada por graves alterações peripatéicas no plexo solar altamente desenvolvido do complexo de Golgi da tromba dos tamanduás de rabo preso do noroeste do Piauí, nós voltamos com mais um post esportivo geração saúde, que bebe água limpa, come barrinhas de cereais, pratica atividade física regularmente e que tem o desodorante vencido mais fedorento do que sovaco de bárbaro do Golden Axe. Preparem as toalhas, as garrafinhas de água e o Tênis Pé Baruel, porque hoje vamos falar do esporte mais querido dos domingos desse Brasil varonil: AS CORRIDAS!

Então quer dizer que é um jogo de F-1 igual esses que tem de monte, Tio Zé? NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO! É aquele jogo da Fórmula Indy ruim pra desgraça que tinha pro PC no tempo do DOS? NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO! Então é algum game 3D genérico do Virtua Racing? NÃO, CARAIO! Como a linha editorial (hahahaha!) do FZD não admite apologias a atividade física e práticas saudáveis, vamos seguir o nosso MANUEL de redação e falar do game de corrida menos corrida de todos os tempos. Quem lembrou do nosso considerado, amado com camisinha e muita vaselina, respeitado, consagrado e DESPEITADO Super Mario Kart, estrelando a turminha do Super Mario Pereirão, acertou bem no fiofó do Toad!

Bizarro, surreal e incrivelmente sacana (afinal, pra quê ultrapassar se você pode explodir o carro do amiguinho com um casco vermelho?), o crássico com K maiúsculo do Super Nintendo foi uma experiência inovadora da Cumádi Nintendo, misturando os personagens e cenários consagrados dos Irmãos Mario e Mario Verde com uma corrida de kart bem divertida e viciante. Assim é que se faz um bom game: esbanjando criatividade e sandice da cabeça dos programadores japas e sem medo de inovar e virar de cabeça pra baixo os paradigmas gamers. Com Super Mario Kart dá até vontade de encher os pulmões e gritar bem alta Ó O FUMO, MEGA DRIVE! ABRE O OLHO, SEGA CEGUETA!

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A CORRERIA!

Fé em Deus e pé na tauba, mano!

Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, voltamos ao vivo e em definitivo. Vivíamos o ano próspero de 1992. O Super Famicom acabava de ser lançado nos States, agora apelidado de Super NES, mas ainda tava naquele de não saber se cagava ou saía da moita chove não molha, enquanto que uma certa softhouse de necessidades especiais vendia videogames que nem água na caatinga. O Nintendinho ainda ia bem, obrigado, mas já estava na fase do Viagra, vivendo seus dias de condor (com dor aqui, com dor ali, etc.). Porém, a Dona Nintendo tinha uma boa plataforma de 16 bits e também um sensacional recurso, o Mode 7, uma interface gráfica perfeita para matar criancinhas de epilepsia que criava efeitos acachapantes de rotação e zoom. O mais natural seria explorar ao máximo tal tecnologia, certo?

Também vivíamos uma época de penúria braba de bons games de corrida! Afinal, que que a gente tinha nesse tempo?  Outrun? Tirando a loirinha do carro vermelho, não sobrava nada! Hang-On? VALEI-ME, MEU SÃO SNAKE DO QUIXERAMOBIM, VADE RETRO? Enduro? Tá, mas corridas de aranhas caranguejeiras nunca foram muito divertidas…rolimã na ladeira da rua de baixo? Bom, aí até que é legal, tirando os joelhos esfolados e cotovelos esmigalhados…

Pois bem, por que então não faz um game estrelando nosso herói trabaiadô, pegando no batente duma outra maneira, pra não repetir a fórmula de Mario World? Talvez um jogo de esporte, alguma coisa diferente…quem sabe um game de beisebol? De futebol? De licença-béti? De truco? De cuspe a distância? Não, não…eis que nesse belo ano de 92 os programadores samurais da Nintendo enfiaram Mario & Cia. limitada num game de corridas de kart, com tudo o que a parafernália dezesseisbitsanas do SNES poderia oferecer. E a galera muito louca que apronta as maiores confusões no mundo dos cogumelos entrou pelo cano…no bom sentido com bastante carinho, é claro!

Super Mario Kart foi então o primeiro duma série de jogos de racha a estrelar a patota do Mario Pereirão! Pegue então seu melhor kart com motor de Belina peidorreira, acelere fundo até chegar aos quarenta por hora, bote uns postes de borracha e cuidado com as cascas de banana, estrelando nossos oito navalheiros de domingo, todos com a CNH vencida e suspensa no Detran, com a sua incrível técnica de piloto de testes da finada Minardi:

Mario: Uai, o herói da bagaça, ele tem que estar lá, né? Porém, como piloto de carangas, nosso estimado Mario Mario tem aquele braço duro de Mika Hakkinen que só falta dar seta pra entrar nas curvas. É uma boa opção tanto pros noobs quanto pros viciados overpower.

Mario Verde, digo, o tal do Luigi: o eterno coadjuvante faz em Mario Kart o que ele sempre fez de melhor: servir de escada pro herói principal. Luigi é rápido e tem um carro até que estável nas curvas e bom pra dar umas trombadas, o que faz dele um Xumáker que sempre chega em segundo lugar.

Toad: o represente dos fungos e das minorias emboloradas, piloto democrático, rápido, leve, um corisco nas pistas, mas com um carro que quebra mais que a banheira do Rubinho Barrichello. Infelizmente, um sofredor duma terrível micose crônica, que nem pomada Minâncora consegue sarar. PENICILINA NELE!

Princess Toadstool: a porção feminina, perfumada e donzela do jogo, eterna ficante do Mario Mario e herdeira do trono do Reino dos Cogumelos, um país muito peculiar pelos seus discos de rock progressivo. Porém, a mocinha dirige com o carisma do Nigel Mansell passando cotonete: nem rápida nem devagar, nem fraca nem forte, nem apelona nem vacilona…enfim, uma piloto que NEM sabe o que está fazendo nessa correria!

Yoshi: o dinossáurico piloto que mete a língua onde não é chamado! Tem mais resistência que o Toad e corre que nem a Princesa quando vê o tamanho da chave inglesa do Mario e bate de frente com os vilões, mas é que nem o Felipe Massa: é o piloto que está sempre a um passo, da vitória, da derrota, do último lugar, do pódio…e do player select dos jogadores!

E, claro, contrariando a moral, os bons costumes e a família brasileira, nesse game você também pode jogar com os vilões! OBA! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!!!

Koopa Trooper: sabe aquelas tartarugas que ficam andando que nem lemingue dum lado pro outro nas fases dos outros jogos do Mario? Que você pisa na cabeça e depois usa a carapaça como arma? Pois é, pegaram um desses figurantes que tava de bobeira e botaram ele pra pilotar um kart. Que beleza, hein? Aliás, o soldado Koopa e o Pedro Chaves (piloto de F-1 que chegou a ser expulso duma corrida por andar a 80km/h!) deveria fazer uma dupla e pleitear uma vaga no elenco do desenho da Corrida Maluca! Pelo menos, eles poderiam ter a chance de ser atropelados pelos Irmãos Rocha e pela Quadrilha de Morte!

Donkey Kong Jr.: não confundir com o pobre macaco que cedeu ao vício das bananas são-tomé e ainda não aceitou Sephiroth no coração. Esse é o macacão dos games do Nintendinho e do fliperama, aquele que nunca mais foi o mesmo depois de enfiar a cara numa caixa de marimbondos.  O carro dele é uma jamanta, bom pra arrancar os outros do caminho, mas é rápido que nem uma tartaruga com febre amarela! A reportagem do FZD apurou e descobriu que ele era o personagem favorito do nosso lendário Ukyo Katagrama, digo, Katayama pra jogar no Super Famicom equipado com Satella View.

Bowser: CRENDEUSPADRE! O vilão mais insistente desde o Dr. Willy e Eymael, o Democrata Cristão, é ruim de acelerar, mas quando engrena e engata a terceira vira um verdadeiro asno volante, digo, ás no volante, que nem blitz da PULIÇA consegue pegar. Feio, sujo, malvado, fedido, malcriado e respondão, Bowser é um dos apelões do game, um verdadeiro Alain Prost de carapaça. E comemore: tirando esse título, dificilmente você poderá jogar com o Rei dos Koopas novamente!

Você poderá utilizar esses oito incríveis domingueiros pilotos em quatro modos de jogo, que ficaram para sempre gravados nas cabeças dementes dos vários gamers viciados: Mario Kart GP (a temporada de corridas, digamos, o modo Story), Time Trial (você contra o relógio, tradicional entre os noobs que têm medo do computador e ficam lá só disputando o melhor tempo), Match Race (rachas entre dois jogadores sem radar na pista) e o incrível Battle Mode com os três balões te protegendo dos cascos e das bananas. E AÍ, VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN? Tem também a opção de botar em 50 ou 100 cilindradas (e o modo secreto, que são 150), que vai fazer você se sentir nas verdadeiras 500 milhas de Indianapolis (hahahahaha!)

O Galvão Bueno deve ter platinado!

MARIO, MARIO, MARIO MARIO DO BRASIIIIIIIIIIIIIIIILLL IL, IL!

No Mario Kart GP, são três as taças que você vai disputar cantando muito pneu e socando o carro na brita: Mushroom Cup (equivalente ao modo easy, a preferida dos fãs do Ventania e do Pink Floyd), Flower Cup (o normal, praqueles pilotos mais fenfíveis) e Star Cup (o hard, ou seja, o circuito à prova de noobs!). Cada um dos campeonatos é dividido em cinco pistas e você tem que chegar pelo menos entre os três primeiros pra conseguir um lugar no pódio e estourar aquele champanhe quente que sobrou da cesta básica de Natal.

As pistas seguem o estilo das fases do Super Mario World; temos os Mario Circuit (aquelas florestas manjadas com canos verdes e nuvens sorridentes, ou canos sorridentes e nuvens verdes, tudo depende da zoeira da fita pirata), os Donut Plains (as planícies das rosquinhas…vixi, isso não vai terminar bem!), a mansão assombrada das Ghost Houses de Mario World (chamem os Caga-Fantasmas, digo, Caça-Fantasmas!), o castelo bem-arejado e fresco de Bowser e suas piscinas de lava, a praia tropical das tartarugas Koopa (uai???), onde você praticamente vai disputar uma corrida de submarinos, e os terríveis desertos da Chocolate Island, importados diretamente de SMW, nos quais você vai se arrepender de ter enfiado o cartucho no seu Super Nintendo e vai se questionar sobre o porquê de não ter alugado o Top Gear.

Daí, conseguindo um bom troféu (mas não de platina!) nas três copas, você terá direito ao torneio do Special Cup e aí, meu amigo debaixo do umbigo, sua noobice, sua falta de reflexos e sua coordenação motora torta serão testados a extremos nunca dantes navegados. O Special Cup tem a terrível Rainbow Road, a pista favorita dos clubbers adocicados, que não tem canaletas laterais, é ladeado por um abismo e, ainda por cima, os latões que te atrapalham no circuito do Bowser estão todos eletrificados e prontos para detonar seu kart! Além do mais, a maioria das curvas são fechadas e difíceis de fazer sem um drift esperto! CAI FORA, MACAUBAL! Não guenta bebe leite e vai jogar Lotus no DOS! Confere aí o drama da rave de Mario & Cia. Turbinada:

Mas, além das piscinas de lava, dos latões, das manchas de óleo, dos fossos de água, das plantas carnívoras (mas vegetarianas, só comem carne mijada de soja!) e das marmotas que te atrapalham, Super Mario Kart seria apenas mais um game de corrida cartunesco se não fossem as incríveis TRAPAÇAS que você pega nos blocos de itens no asfalto! Sim, agora chegou a parte preferida de todos os automobilistas de rolimã dessa nação gamer! Prepare-se para muita sacanagem e barbeiragem!

Tem os indefectíveis cascos verdes (que ricocheteiam nos guard rails e atrapalham e vida de meio mundo), os cascos vermelhos (teleguiados, eles seguem o corredor da frente até arrancarem todas as moedas de seu carro), as cascas de banana (escorregam que é uma beleza!), o cogumelo vermelho (de propriedades alucinógenas…digo, ele dá um nitro no seu motor), a pena (que te faz pular que nem uma perereca epilética), o fantasminha Boo (rouba os itens dos outros jogadores), as moedas (que só servem como proteção e pra comprar uma pamonha de Piracicaba dos camelôs do autódromo), a estrela (INVENCIBILIDADE!!!) e o item mais foda de todos, foda com PH maiúsculo: o raio, que explode a tela toda e deixa todos os concorrentes nanicos! UAU, TIRANDO O BARULHO DO MOTOR, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! É por essas e outras que Super Mario Kart é considerado até hoje um jogo subversivo e ofensivo, destruidor de lares, famílias, relacionamentos, amizades e Super Nintendos desbloqueados no Paraguai!

Resumindo antes de começar a Turma do Didi!

Tem muito jogador escolado aí que comprou o Super NES ou seu primo japonês e estudangte de Engenharia da Poli, o Super Famicom, apenas por causa de Super Mario Kart. Isso sem contar que, em se considerando a idade centenária dos 16 bits nintedistas, até hoje tem viciados disputando uns rachas no game de corrida do Mario. Só isso já dá pra perceber por quê Super Mario Kart merece uma bandeirada no meio dos chifres.

Hoje um carro-chefe da Nintendo, praticamente todo videogame da Poderosa teve um game de kart com os Irmãos Mario e seus amigos da terra dos Louco Loucomelos de Zebu! Teve Mario Kart pro sexagenário Nintendo 64, pro quadrado Game Cube, pro pequenino porém genial DS, pro Game Boy Advance, pro Wii, até pros fliperamas da terra do Sharivan. É mole, caro freguês do FZD? Achou que só simulador de Formula 1 e Virtua Racing iriam bombar no mundo gamísticos? POBRE MORTAL…

Infelizmente, Super Mario Kart gerou um PELOTE de imitações descaradas e grosseiras. Sente só o drama no Super Nintendo: tivemos o cult Rock n’ Roll Racing, o legalzudo Biker Mice From Mars, o bisonho Street Racer…já em outros sistemas, como o PS1 e o PS2, tivemos plágios como Woody Woodpecker Racing (um Mario Kart com os personagens do Pica-Pau!) e Crash Team Racing (agora com a galera do Crash Bandicoot e seus marsupiais invocados!), além da cara-de-pau da série Sonic R. Mas não se contente com as cópias, EXIJA O PIRATA DE RESPONSA!

Não se preocupe: não há último lugar que não se resolva com um belo dum casco vermelho! Aprende, Ferrari! Ó o fumo, McLaren!

Curiosidades Curiosas:

– Praticamente todos os videogames da Nintendo (com exceção do NES e do Virtual Boy…mas Virtual Boy não é videogame, é uma arma de destruição em massa, certo?) receberam uma versão do Mario Kart, cada uma com várias inovações, como novos pilotos (algumas versões trazem Wario, Waluigi, o Donkey Kong moderno, as versões bebês dos personagens, etc.) e até a opção de correr com outras máquinas que não karts, como motos, Fuscas, conversíveis, tanques de guerra e até GUINDASTES! Isso sim é que é Corrida Maluca! Um dos mais legais é o Mario Kart DS, que presta tributo às pistas antigas do SNES, do 64 e do Cube! E saindo forno já tem o Mario Kart 7 pro 3DS! Tem resenha pra todos eles, Tio Zé? Tá pensando o quê, rapaz, que eu tenho cara de Wikipedia?

– Super Mario Kart gerou uma onda de imitadores que são tão bons quanto novela do SBT com elenco de terceiro escalão da Globo! Um dos mais lembrados (e um dos mais bizarrinhos) é o Street Racer, com pilotos tão incrivelmente carismáticos que dá até vontade de derreter o cartucho no micro-ondas. Confere aí embaixo:

– Mario Kart influenciou até o esquisito Motor Kombat, um Mario Kart com os lutadores do Kombate Mortal, um minigame extra no Mortal Kombat Armageddon. Aí sim forçaram a amizade! Jogar Motor Kombat é como um fatality com cinco barras de especial diretamente nos testículos. Veja e chore:

– Nas terras do Pikachu e apenas praqueles lados temos o arcade Mario Kart Arcade GP 1 e 2, coprodução da Nintendo com o cumádi Namco. Esse é o único Mario em que há crossover com personagens de outras produtoras! Dá pra jogar com o Pac-Man, o lendário Come-Come, aquele herói de libido e apetite incontroláveis. Mas apenas na terra dos Cavaleiros do Zodíaco e com a bênção de Satan Goss!

– Mario kart inaugurou também o macete do drift: apertando os botões de ombro (L e R) e esterçando o volante, você pode derrapar e ganhar um turbo que sempre te dá uma bela vantagem em relação aos adversários e ainda um bom tempo nas pistas. Sim, o volante será ESTERÇADO enquanto que o jogador estará ESTRESSADO! Fala sério, Nintendo, isso aí é de dar nó nos dedos, hein? Ah, eu vou pedir Tekken e ainda jogo com o Kazuya!

Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, encerramos aqui a nossa transmissão do vírus da dengue. FZD E VOCÊ, ABSOLUTAMENTE NADA A VER!

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1 ANO DE FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO!!! UM PRESENTE DE GREGO: BART VS THE SPACE MUTANTS!!!

É com um orgulho gigantesco de moléstia que o senhor Zé Doido, este que vos fala e vos escreve, o gerente desta espelunca, comemora o primeiro ano de existência de seu humilde fliperama! Uma singela casa de jogos que vem sendo, desde há 365 dias atrás, o oásis dos vagabundos, desocupados, sem-vergonhas, preguiçosos, pilantras, charlatões, canalhas, pirateiros e contraventores desse Brasil varonil, país tropical e abençoado por Deus, em meio aos secos desertos da Internet! Podem trazer os chapeuzinhos de papelão, aquele litrão de guaraná Picolino sem gelo, o bolo cheio de formigas da padaria da esquina, aquela coxinha e aquele croquete que você requentou no micro-ondas, as balas de coco que grudam no céu de boca e ficam lá uma semana e as nefastas sacolinhas-surpresa com quinquilharias Made in Paraguay, que hoje é um dia de bacanal festa!

E a melhor coisa pra estragar um aniversário é um belo dum presente de grego! Tipo quando você ganha uma meia xadrez ou uma cueca samba-canção daquela tia que você não havia há MILÊNIOS! Por isso, comemorando o nosso primeiro ano de sacanagem no ar e relembrando nosso primeiro post, nada melhor do que trazer de volta aquela sensacional família portadora de febre amarela que habita nos subúrbios de Springfield! Em sua bisonha estreia no mundo dos videogames, quando Bart luta contra aqueles mutantes espaciais!

Lançado em 1991, em meio à febre tifoide com mijo na urina que foi o estouro dos Simpsons a partir de 1988/89, e chegando junto com a estreia do seriado aqui no Brasil pela Rede Poderosa, The Simpsons: Bart vs The Space Mutants tem aquele cheiro rançoso de produto oportunista e feito nas coxas, apenas pra estampar mais um badulaque com a cara espetada do moleque arteiro! E o duro é que é!!! Mas, naquele tempo em que todo mundo só queria saber de comer a Marge curtir as aventuras dessa família muito louca que se mete nas maiores confusões, o pessoal saía no braço pra poder alugar o cartucho nas locadoras!E, uma vez dentro do console, se arrependia totalmente ao ver o Bart te mandando jantar as bermudas sujas dele!

Antes da chuva de ovo podre e da farinha, o FZD vai correr contra o tempo e salvar Springfield da invasão duma horda de aliens melequentos, seja pintando todos os objetos roxos e seja recolhendo todos os chapéus antes que o tempo acabe!

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A SIMPSOMANIA!

A invasão dos mutantes do espaço!

Era uma bela tarde em Springfield. Homer bebia sua cerveja e se empanturrava de rosquinhas, Marge cuidava de seus pimpolhos, Maggie sujava as fraldas, Lisa forever alone tocava seu sax e Bart, como sempre, estava profundamente entretido em fazer troca-troca jogar bolinha de gude com o Milhouse! Mas o pior estava para acontecer, e não era Fox querendo fazer um comercial interminável de 10 minutos não!

Brincando uma um óculos de raios-x (com lentes de espiral MUTCHO LOCAS!), eis que o moleque do cabelo espetado descobre que há um bando de alienígenas invadindo a terra, infiltrando-se nos corpos das pessoas pelos seus orifícios mais remotos. Desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é a lavagem! De amarelos, os Simpsons ficam brancos de medo! Pior ainda, os ETs (que não são de Varginha) estão construindo uma poderosíssima arma de destruição em massa pra deflorar as virgens aniquilar toda a raça humana!UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Ó, e agora, quem poderá nos defender? O George W. Bush? O Chuck Norris? O Capitão Nascimento? O Chapolin Colorado? O Jaspion?

Mas, como a falta de super-heróis anda braba (sacumé, tempos de crise, de cortes de gastos), sobrou pro peralta da família Simpson salvar a pele cor de cheetos dos seus cupinchas. Armado com seu skate, seu estilingue, uma arma de dardos e seus “incríveis” sprays de tinta de pichador, o moleque tem que coletar uma maçaroca de itens inúteis (como chapéus, balões, placas de saída, isótopos radioativos e objetos roxos), antes que os aliens se utilizem deles pra construir a sua estrovenga matadora! E mais uma pá de tranqueiras que o ajudarão pelo caminho, como bombas, foguetes, chaves inglesas, apitos e outras cositas más! E tudo com duas vidas e nenhum Continue, no maior sadismo oitobitsiano!

Fora isso, tem ainda a vozinha zoada do Bart que te xinga sempre que você perde uma vida, naquela frase que ficará pra sempre marcada na lembrança de todos os noobs: EAT MY SHORT, MAN!

COMA MINHA BERMUDA, CARA!

De resto, é um jogo de plataforma tradicional, em side-scrolling da esquerda para a direita. Cada um dos cinco estágios (as ruas da cidade, o shopping, o parque de diversões, o museu e a usina atômica) tem um objetivo diferente, geralmente focado na coleta ou numa outra tarefa envolvendo um determinado tipo de item. Por exemplo, na primeira fase você terá que pegar as tintas vermelhas em spray pra pintar todos os objetos roxos (ou dar um fim neles, como no caso do passarinho, que você precisa espantar com um rojão); já na segunda precisará recolher todos os chapéus, cartolas, bonés e similares; na terceira, ou você pega os balões ou estoura as bexigas; na quarta, percorra o museu de Springfield numa visita incrivelmente didática (hahahahaha!) roubando todas as plaquinhas de EXIT espalhadas pelo local; já na quinta e última, na usina nuclear do José Serra, ops, digo, do Senhor Burns, a fase mais foda e apelona do game, você terá de achar todos os cilindros radioativos (tipo aquele que o Homer gruda na camisa na abertura do desenho) e jogá-los no reator da fábrica.

“Opa, que legal, parece um jogo da hora, né, Tio Zé?” ERRADO, pequeno gafanhoto! A pouca quantidade de vidas, a fragilidade de Bart (um esbarrão e já vai um coração de life!), a falta de Continues ou de check points, os comandos esquisitos (tipo segurar o botão de pulo pra correr, culpa da falta de teclas do controle do Famicom!), a falta de ajuda e explicações em texto, tudo isso vai te fazer comer as calças do Bart um monte de vezes!!! CAI FORA, MACAUBAL! Sem contar que, pra pintar ou destruir os objetos roxos da primeira fase, você vai ter que fazer umas gambiarras de dar inveja no Magáiver! Duvida? Quando você passar em frente ao boteco do Moe, pra pintar o avental do simpático taverneiro, você vai precisar passar um trote no boteco pra ele ir na rua brigar, e só assim você poderá tascar um spray nele! Ou, pra pintar o toldo de tinta fresca, você terá que abrir o hidrante com uma chave inglesa de dar inveja no Pereirão! Ou, pior ainda, pra fechar as janelas roxas do asilo onde mora o Vovô Simpsons, terá que ser na base do rojão! Até lá, você já terá comido uns três shorts do Bart à milanesa!

Além do quê, o que diabos os aliens fariam com uma JANELA roxa? Ou com um passarinho ROXO? Vai entender! E como um chapéu pode ser material pruma bomba mortífera? Bem, pergunte aos coelhinhos branquinhos do shopping de Springfield, mais sanguinários que um pokémon entrando no cio! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!!! Pensou que esses fofinhos bichinhos de orelhas longas eram bonzinhos? POBRE MORTAL…e você ainda tinha medo dos ornitorrincos de duas cabeças!

Pra piorar (só um pouco mais), ainda temos os chefões mais apagados da história, com aquela apatia típica dos 8 bits, desfilando em toda o requinte e beleza de seus pixels marrons serrilhados! Na verdade, todo final de fase, após você completar a sua tarefa de recolher sucatas, tem sempre um inimigo mais forte que vai roubar todas as suas vidas e te levar a um Game Over humilhante que vai render um ÓTEMO desafio! É o Nelson numa rua tranquila de Springfield, ou um doidão que atira malas e valises, os instrumentos mais letais de todo o jogo (de se escutar a agulha caindo do outro lado da sala!), ou uma planta carnívora no Museu de Ciências Naturais. E aí, VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?? No meu caso, eu jogo com o Hwoarang!

Com certeza, The Simpsons: Bart vs The Space Mutants vai te render um ótimo ataque de nervos, uma crise de taquicardia, um aneurisma rompido, um derrame cerebral e um surto de erisipela. Com uns gráficos INCELENTES feitos em computador a lenha e um som cristalino de enceradeira paraguaia com defeito na parafuseta, Bart vs The Space Mutants pode ser considerado o primeiro simulador de gambiarras da histórias dos games! Traga, o ketchup, a mostarda, a pimenta, o Ajinomoto e o rabanete de cavalo, porque até o final do game você vai comer muitos shorts do Bart!

Rede Poderosa apresentou, OS SIMPSONS!

Tava na cara que um cartucho desses era mais uma safadeza da Acclaim pra aproveitar a modinha dos Simpsons e fazer você, incauto gamer frequentador de locadoras, ser seduzido pela bela capa e cair numa arapuca desonesta! Eita, nóis! Pelo visto, os produtores andaram tendo umas aulas de pilantragem com a D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio!

Infelizmente, os Simpsons sempre sofreram no mundo dos games, com exceção, é claro, do bom fliperama beat’em up e do engraçadíssimo The Simpsons Game pro Neguinho e pro Negão da Sony! Já na luta contra os Mutantes do Espaço ficou aquela sensação de que os programadores queriam fazer um game de plataforma “diferente” (do verbo não copiar os Marios e Megamen da vida conjugado no pretérito do futuro do subjuntivo simples!), mas os caras atiraram pra tudo que é lado e acabaram acertando bem no cu do Apu! Se você tem horror a games que incentivam o colecionismo barato de itens bestas (ou aqueles no PS3 e no Xbox 360 que tem troféu ou achievement de colecionáveis!), como este blogueiro, Bart vs The Space Mutants é a fita perfeita pra você exercitar seu masoquismo! Conselho de amigo: fique com as reprises insistentes na Fox e seja feliz!

Cuidado para que as bermudas e cuecas do Bart não te deem uma indigestão monstruosa! A única coisa boa desse game é que dá pra matar o Bart de tudo que é jeito, nem um game da série Elder Scrolls consegue ser mais criativo no trucidamento de personagem!

O Sideshow Bob (vulgo Espetáculo-Secundário Bob!) deve ter platinado!

Curiosidades Curiosas:

– Existe um minigame de Bart vs the Space Mutants e, melhor ainda, feito inteiramente no Brasil, pela nossa estimada comadre Tec Toy! Nele, numa fase de esgoto, você tem só que desviar das aranhas extraterrestres e recolher os cilindros nucleares, passando por várias salas (de fundo idêntico) e ajudando os outros Simpsons! Fala sério: era o minigame que deveria ser resenhado no FZD e não esse cartucho bomba, né?

– The Simpsons: Bart vs The Space Mutants foi uma praga que se alastrou mais rápido que a gripe suína e o mijo na urina crônico, sendo lançado prum mundaréu de plataformas: além da versão do NES, tivemos adaptações pro Mega Drive, IBM PC, ZX Spectrum, Master System (a menos conhecida e mais rara), Game Gear (idem), Amiga, Commodore 64 e, ufa, Amstrad! Realmente, a Acclaim nessa época pré-Kombate Mortal estava querendo nos foder! Que levasse pra jantar e tomar um bom vinho, ora bolas!

– A expressão “Eat my short, man!” sempre intrigou jogadores mundo afora. Teve até um leitor que mandou uma carta pra Ação Games (JÁ VAI TARDE!) perguntando o que queria dizer esse lindo poema. A revista, claro, não entregou a tradução, dizendo que se tratava duma gíria “em que Bart xinga os inimigos e os chama pra briga. O pentelho é fogo!”. Ah, pobres crianças, não sabem da missa nem a metade, espera só quando o padre levantar a batina…

O FZD adverte nessa sua festa de aniversário: evite objetos roxos, pinte-os de vermelho o mais rápido possível, pois eles são contra-indicados em caso de suspeita de dengue! Se for comer shortes não dirija, aprecie com moderação!

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Captain Commando

Houve um tempo em que nossa desditosa Dona Capcom Fazemos Qualquer Negócio era menos mercenária salafrária perdulária e ainda não tinha se prostituído se vendido ao sistema capitalista opressor. Nesse saudoso tempo que a japaiada insiste em esquecer tivemos beat’em ups no mínimo memoráveis, envolvendo pancadaria urbana (Final Fight), Belinas & Lagartixas (Cadillacs & Dinosaurs), clones barrigudos do He-Man (Magic Sword), fantasia medieval rpgística (King of Dragons e Dungeons & Dragons) e até uma ficção científica estreando bichões melequentos do cinema (Alien vs Predator). Nesse ritmo e nessa enxurrada de games bão dimais da conta, tava na cara que ia chegar uma hora que a inspiração da D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio iria pro ralo do ofurô.

E chegou! Mas a produtora dos Lutadores de Rua não ia deixar seus programadores à toa. Depois de muita chibatada no lombo, tortura chinesa, agulhas debaixo das unhas, choques nas partes, empalamentos anais e poesias concretas declamadas com pompa, eis que os programadores encontraram ideias prum novo jogo de briga generalizada. Agora, o tema seria o futuro, com toques de tecnologia e ficção científica, o que abriria brecha pra mais viagens na maionese liberdade artística. Resgatando um velho personagem que aparecia nas capas dos jogos antigos do Nintendinho (o tal do Capitão Commando, um militar marrento que dava desafios aos jogadores, vai daí o nome da nossa amaldiçoada considerada CapCom), os desenvolvedores lhe deram uma nova roupagem (hahaha!) e lançaram enfim o game daquele personagem sem graça que aparecia nas caixas das fitas do Megaman.

E pronto, tava armado o circo! Eis que em 1991 fomos brindados no mundo todo pelos nossos queridos piratas contrabandistas e ladrões de carga com aquele arcade bizarro e colorido, com fases mais esdrúxulas ainda. Estrelando um herói de óculos escuros, um ninja doidão, uma múmia molenga e um nenezinho que pilotava um robô. CRUZ-CREDO, CUMPÁDI! Isso é o que dá abusar dos cogumelos.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A MACUMBARIA A BAIXARIA!

COMMANDO!!!

Estamos de novo na pacata cidade de Metro City, que já foi governada pelo prefeito cassado Haggar e seu mundaréu de maracutaias. Mas agora estamos no futuro, mais precisamente no ano de 2026. Mas, se você imaginava que Metro City teria futuro, esqueça. Nessa data, o crime mostrou que verdadeiramente compensa e a cidade estava uma maravilha de se ver, com roubos, assaltos, sequestros, massacres, chacinas, atentados a bomba, comércio saqueado, azeitona e pipoco pra tudo que é lado, presuntos estropiados em cada esquina e tudo mais. Já as virgens defloradas, bem…nada é perfeito, né?

O principal grupo criminoso da época, formado por uma gangue interminável de irmãos gêmeos que nunca morrem (e uns samurais de terracota, fazendo o papel dos Andore da parada) é chefiado pelo cientista e mafioso Scumocide (que os comedores de sushi e tempurá chama pelo singelo nome de Genocide). Desnecessário dizer que o fulano é pirado, doido, maluco, sanguinário, megalomaníaco e que matou a mãe por causa de mistura em pleno dia de Natal, né? Pior que isso, Scumocide adora fazer experiência genéticas de vez em sempre e criar mutantes melequentos e monstrengos ferozes, variando às vezes para mutantes ferozes e monstrengos melequentos. O cara tem tanto parafuso solto que sua base voadora, que tem a sua cara, paira sobre os céus poluídos de Metro City. Viu o que dá votar no Haggar? Na próxima vez, vote no Tiririca…

Aliás, de onde foi que os produtores capcomianos tiraram esse nomezinho escroto de Scumocide, hein? Com tanto nome bonito por aí, como José, João, Antônio, Sebastião, Augusto, Raimundo Nonato, Cléverson, Wanderklaydisson, Uéverson, Sephiroth, etc, os caras batizam o vilão de seu novo beat’em up com um cacareco desses? Se eu fosse tabelião nem deixava registrar…

Mas os incríveis heróis do Team Commando (os quatro que você irá selecionar) não vão deixar barato essa palhaçada toda. Batendo o pau na mesa e gritando de dor em seguida, nossos quatro destemidos paladinos da lei, da justiça, da paz, da moral e dos bons costumes estão lá prontos para defender a tradição, a família e a propriedade. Enfie a ficha (ui!) com jeito e bastante carinho e escolha um dos Commandos:

Capitão Commando: o herói que dá título ao jogo e que todo mundo vai se estapear no fliperama pra jogar com ele! De nariz empinado, cabelo loiro topetudo de gel e óculos de camelô, o cabocro é o xerife da galera e também o personagem mais equilibrado (leia-se: não cheira e nem fede) da turma. No seu ataque especial, ele sua suas luvas do poder pra soltar uma descarga elétrica no chão que faz os inimigos se mijarem de choque. Também solta fogo pelos punhos.

Ginzu the Ninja: não poderia faltar um ninja, né? Pegando um papel recusado pelo nosso estimado Ryu Hayabusa, Ginzu é o braço direito do Capitão e não deixa barato: mais forte que uma capivara, mais rápido que um tatu e mais inteligente que uma maritaca, ele é de longe o melhor personagem do jogo. E ainda decepa os inimigos em pedacinhos em grande estilo mortalkombatiano, pra chocar a família brasileira! No seu ataque especial ele usa as suas incríveis bombas de fumaça para contaminar os pulmões alheios.

Mack the Knife: a porção feminina do game, um doce perfume de bacalhau no meio dos cuecas! Lógico que ninguém no flíper vai querer jogar com ela, a custo de ser zoado pro resto da vida! Mack é uma múmia alienígena (HEIN??? SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!) que luta com facas e, apesar de meio fracote, é rápida e boa pra quem curte esmagar botões e elaborar estratégias frenéticas contra os chefões. Tanto que seu ataque especial é uma giratória sem graça com os punhais. NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: Mack roubou o título duma canção de Louis Armstrong e não pagou um mísero centavo de direitos autorais.

Baby Head: enfim, a massa pensante no meio desses brutamontes porradeiros. Baby é um bebê (dããã) birrento, chorão e fedido que tem uma inteligência incrível! E que ainda por cima pilota um mecha forte pra caramba! UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Que raio de personagem você foi inventar, hein, D. Capcom? Assim como os Haggares da vida, é o personagem pesadão que arranca metade da barra de sanguinho com uma bofetada só. O preferido dos noobs que perdem duas fichas já na primeira fase! No seu especial ele solta uns mísseis e detona umas granadas.

E será esse elenco “exótico”que enfrentará os mutantes, gordões atropeladores, piriguetes elétricas, maloqueiros de canivete, gordinhos cuspidores de fogo e neanderthais (!!) da gangue do Titio Scumocide José da Silva. Achou bizarro o naipe dos inimigos, estupefatos leitores? Então espere por samurais vivos de barro, ninjas fantasmagóricos, robôs que lutam kung-fu e travestis frankensteins em meio à horda. Captain Commando é um dos games mais aleatórios, viajados e de enredo sem noção que existem. E acredite: VAI FICAR PIOR…

O Patropi deve ter platinado!

Mó doideira, meu! Sei lá, entende?

No mais, Captain Commando é um beat’em up tradicional, com todos os clichês dos gênero revistos e ampliados: um botão de soco e outro de pulo, voadoras, ataque especial que tira sua energia ao apertar os dois, caixas e tambores com itens, comidas como carne assada e frutas pra aumentar seu sanguinho. Aliás, é o único jogo que tem uma quantidade absurdas de frutas que recuperam energia, provando que os videogames são ótimos aliados para uma vida sedentária saudável.

Temos também as armas que caem pelo caminho e que nesse game estão simplesmente CABULOSAS: além de revólveres invocados e metrancas, tem lança-mísseis (UIA!), lança-chamas (UÊBA!), estrelas ninja (JISUISAMADO!) e…rufem os tambores: ROBOZÕES GIGANTES! No estilo dos caramujos e lagartões do Golden Axe, QUE NÃO É GAME DO HE-MAN UMA PINOIA!!! Ó O FUMO, JASPION! Pensa que é pouca porcaria?

Só que alegria de pobre dura pouco e essas armas invocadas, apesar de tirarem muita energia, duram muito menos que nos outros games, uns dois ou três disparos e já era! CAI FORA, MACAUBAL! Pelo menos, não tem aquela sacanagem de perder a arma sempre que se passa duma zona da luz vermelha pra outra (do verbo faltou memória RAM). Aí também é forçar a amizade.

Defeitos à parte, vamos à aventura! Como sempre, teremos de atravessar amplas áreas de Matro City de 2026 até chegar ao covil do cumpádi Scumocide! Começaremos pela cidade detonada onde os soldados do vilão invadiram o banco; passaremos pelo museu dos dinossauros (??) que tem uma subterrâneo cheio de homens das cavernas (VIXI MARIA!); depois tem a vila oriental dos ninjas (não, não é a Hayabusa Village, pena!). Sentiu o drama? Pois bem, prepare-se para um pacato espetáculo no circo (??CUMA?), quando o game realmente se transforma numa palhaçada (e esse circo é apenas a fachada prum laboratório cheio de monstros). Cansado? Vá surfar um bocadinho no cais do porto e matar uns inimigos na fase de bônus , depois faça uma visita ao aquário da cidade (que também é um laboratório de fazer mutantes) e então aí a coisa fica NEGONA! Sem chances de escapatória, só lhe resta sair no braço com a vilãozada na base subterrânea da gangue e pegar uma carona no ônibus espacial até Callisto (uma das luas de Júpiter, Fliperama do Zé Doido também é cultura inútil!), onde, num restaurante de luxo (!!!UAI?), você enfim enfrentará o foderengo Scumocide, com capa de super-herói, corpanzil de deus grego, chifres de capeta e um disco de vinil servindo de auréola! É ou não é digno de se ouvir um agulha caindo do outro lado da sala?

A dificuldade começa muito de boa (até prum beat’em up de arcade engolidor de moedas!), mas fica pentelhuda cabeluda lá depois do estágio do circo! Os chefões, embora não tenham lá muito energia (como todos os inimigos), são um primor de apelação: tem o Shtrom da segunda fase que é um punk de cabelo espetado e roupa de mergulho que pula feito uma perereca reumática e atira dardos sem parar (e boa notícia: na fase do aquário você enfrentará DOIS deles! Vai afinar? VAI ENCARAR OU VAI PEDIR TEKKEN?), o Monster (NOME ORIGINALÍSSIMO!) da fase do circo que é um macacão verde de três olhos (mais bonito que o Chupacabra!), tem o Doppel que usa um controle remoto pra copiar o seu personagem (e também se divide em dois), o Blood que é um Rambo numa falta de vitamina danada…enfim, os chefões são bem mais criativos que em outros games mas são apelões demais! Até pegar a estratégia deles já vai umas duas fichas, que o diga o sensei Yamato do terceiro estágio e sua cabeleira rosa de carnaval!

Mas a pergunta que não quer calar é: que diabos é aquele pianinho no fundo do cenário do Scumocide, hein? Que que ele vai tocar lá? Punheta? Bach? Mozart? Beethoven? Chopin? Zeca Pagodinho?

Resumindo pra resumir!

O jogo do Capitão Commando é um feijão com arroz bem temperado, PF de boteco sem muito luxo e sem muita frescura, apenas com um bifão acebolado, um ovo frito e uma farofa pra dar um gosto. O game não traz praticamente nenhuma inovação pro gênero dos beat’em ups, mas compensa a FARTURA de originalidade pelos cenários absurdos e inesperados. Apesar de curtas, as fases surpreendem! E os inimigos, apesar das levas serem enormes, com uma crueldade oitobitsana (e sempre do mesmo inimigo! Ó o problema do processador lento!), são incrivelmente bizarros carismáticos! Impossível não simpatizar com as piriguetes elétricas e os ninjas malucos!

Como quase sempre acontece com a D. Capcom Vende Até a Mãe Pra Levantar Grana, Captain Commando ficou sem sequência. Foi só o fliperama de 1991, algumas adaptações pra outras plataformas, aparição em alguma coletânea e acabou-se o que era doce! Fora as participações especiais nos Marvel vs Capcom, claro! Uma pena, pois, por mais esquisito e doidão que fosse, a Capcom conseguiu dar vida e personalidade a um personagem chatonildo que só servia pra encher o saco! É mais um daqueles games que a safardana insiste em esquecer!

Mas não tem tempo ruim! Pegue seu emulador de arcade ou seu cartucho de Super NES e mande ver nos cupinchas do Compadre Scumocide. Captain Commando é a prova viva de que um game não precisa ser épico, inovador e cheio de traquitanas pra ser legal!

Curiosidades Curiosas:

– Captain Commando foi adaptado em 1995 pro Super Nintendo, num game simpático que é basicamente o que vimos no arcade, mas bem mais fácil e com regulagem de dificuldade mais amiga! BENZADEUS, no arcade ele é apelão até no nível mais baixo dos dip switches! Também foi adaptado pro PS1 com gráficos melhorados e figurou na coletânea Capcom Classics no PS2! Sequência que é bom nada, né, sacripantas? O único porém nas versões domésticas é que não dá pra jogar de quatro…nem dando uma cuspidinha na pontinha!

– Por motivos de localização (leia-se: justificativa furada), os personagens da versão do SNES têm os nomes do jogo japonês: Mack se chama Jennet e Ginzu virou Sho!

– Aliás, os nomes da múmia e do ninja são verdadeiros trocadalhos do carilho: “Mack the Knife” é na verdade uma música do grande Luisinho Braçoforte, digo, Louis Armstrong; e Ginzu faz referência àquela famosa faca, temida entre os maridos puladores de cerca, que você pode pedir pelo fone (011) 1406! Se não ficar satisfeito nós garantimos a devolução do seu dinheiro! LIGUE JÁ!

– Nosso considerado Capitão é personagem jogável do Marvel vs Capcom 1 e 2! E seus cafumangos são personagens assistentes, daqueles que entram, dão uma porrada e saltam fora! O mais legal é o especial de Commando: ele agarra o facínora e vem Mack rodando as facas, depois Ginzu tacando bombas de fumaça e Baby metendo fogo. Pra terminar com um choque de milhões de volts, com direito a pose heroica no meio da tela! Cuidado pra não melar as cuecas ou calcinhas!

– Há um curioso item raro em Captain Commando, que é um busto dourado do prefeito Haggar! Se pego, ele te dá um milhão de pontos de lambuja! Mas te garanto que é mais fácil comprá-lo naquele Mercado que é Livre do que esbarrar com ele na Metro City do futuro!

– Há uma continuação espiritual psicografada pelo Chico Xavier pros arcades, que foi lançada apenas no Japão, mas que tem aquele pique do Team Commando: BATTLE CIRCUIT! Um fliperama frenético e doidivanas quanto o do Capitão, mas infelizmente sem estupros com tentáculos! Fazer o quê, não se pode ganhar todas! Confere aí o breguétis:

E estamos esperando até hoje pelo Captain Commando 2, ouviu, D. Capcom? Tira a bunda da cadeira e vai lá programar o game, com mil carambolas!

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