Golden Axe: a saga dos bárbaros fedorentos (E NÃO, PELA ENÉSIMA VEZ, NÃO É O JOGO DO HE-MAN, CARAIO!!!)

Prepare o desodorante, o Cepacol, a água de colônia e a creolina: hoje o Fliperama do Zé Doido está com aquele perfume de chifre queimado de quem correu uma maratona e esqueceu de passar uma água no cadáver. Nossa vítima série gamer hoje homenageada é um clássico da ladroeira de fichas e dos continues muchibados elaborado pela nossa querida Sega, aquela softhouse que não enxerga nem um palmo à frente do nariz. Quem adivinhou que se trata da série do Machado Dourado acertou na mosca que rodeia o sovaco peludo da Tyris Flare! É aquele arcade velho ali perto do pinball, debaixo da samambaia, que nem funciona direito mais. E O PRIMEIRO QUE FALAR QUE É O JOGO DO HE-MAN LEVA UMA MAGIA DE CICLONE NO MEIO DAS FUÇAS!

Pois bem: com o sucesso do bárbaro educado e cheio de lições de moral da Filmation e com os filmes schwarzeneggerianos e os quadrinhos cheios de mutilações e mulé pelada do Conan, um herói mais macho que o Homem-Aranha e o Ney Matogrosso juntos, em 1989 os cupinchas de Sega, que só enxergam mesmo os seus lucros astronônimos, chutaram a bunda do afeminado do Alex Kidd e, ao invés de fazerem um jogo maricas com a Máica Jéca, o nome real do finado Michael Jackson, deram um murro no peito, cuspiram no chão, mandaram a Nintendo tomar no cú e passaram a mão na bunda da Rieko Kodama.

Eis que nasceram os bárbaros que não tomam banho do Golden Axe, que enchem de porrada as hordas de trogloditas e monstros do fedidão Death Adder, tudo para recuperar o tal machado de ouro.

O Fliperama do Zé Doido adverte: Golden Axe é jogo de cabra hômi, que se pudesse matarra mil! O cão foi quem botô pra nóis jogar, então, te prepare pruma dificuldade absurda. Aliás, parafraseando o amigo Pantuzzi (visitante contumaz desse blog e hexacampeão das Olimpíadas Eletrônicas de Sumaré), em Golden Axe suas proezas não são premiadas com troféuzinho de bronze, prata, ouro e platina fru-fru: AQUI VOCÊ GANHA UM PELO NO SACO SE PASSAR DE FASE! Ou na periquita, em se tratando de nossas gamers femininas.

Antes de começar o dossiê…QUEM CHAMAR GOLDEN AXE DE JOGO DO HE-MAN VAI APANHAR NA BUNDA COM O MACHADO DO GILIUS THUNDERHEAD!!!

Golden Axe: COMEÇA A SAGA!

Pois bem, vamos começar essa apelação. No distante reino de Yuria, numa era geológica anterior ao nascimento de Hebe Camargo, a paz é quebrada pelas invasões do fedorento Death Adder, um gigante vermelho de armadura, junto com seus exército de bárbaros que não escovam os dentes. O pouco higiênico vilão destrói as aldeias, estupra as virgens e faz aquele lindo banho de sangue comer solto. Pra variar, aprisiona o rei e a princesa para satisfazer suas fantasias sexuais de sadomasoquismo e chuva dourada e leva no pacote o Golden Axe, um machado dourado que é o símbolo da paz e da harmonia dos fedidinhos.

Mas estamos falando de bárbaros! Ora, você já ouviu falar deles na escola: visigodos, ostrogodos, hunos, anglos, saxões, francos, lombardos, germânicos, corintianos, testemunhas-de-Jeová…trata-se dum povo que não deixa nada barato. Então, três fedorentos se unem pra arrebentar com o energúmeno do Death Adder: o aspirante a vocalista do Manowar Ax Battler (NÃO É 0 HE-MAN, DIACHO!), a machona e pentelhuda Tyris Flare (NÃO É A TEELA NÃO, SEU PASPALHO. A TEELA DEPILA AS PERNAS E AS AXILAS!) e o chifrudo anão viking Gilius Thunderhead (NÃO É O MENTOR, SUA BESTA, O MENTOR NÃO TINHA BARBA!). Para suavizar o jogo para o Ocidente, a Sega botou umas historinhas melosas no manual que não combinam em nada com a pancadaria foderenga do jogo: Ax Battler queria vingar sua mãe que foi morta por Death Adder, já Tyris quer vingar os pais que o vilão matou, e o anão perdeu o irmão…enfim, aquelas coisas que fazem o Bruce Wayne desmunhecar! Enfim, o que todo mundo quer no Golden Axe é ver o pau comer sem vaselina e com areia na ponta! Escolha um dos três brutamontes e desça o sarrafo!

Esse jogo lançou todos os cacoetes (e defeitos!) dos outros games da série: estão lá os trogloditas de clava que atropelam, as montarias bizarras que mais atrapalham do que ajudam (como os dragões em miniatura que cospem fogo, os lagartões que dão porrada com a cauda, os caramujos gigantes que cospem bolas de ferro), os cavaleiros de armadura que são osso duro de roer, as amazonas ensebadas que pulam mais que sapo depois de tomar Biotônico Fontoura. Entre as fases, está o famoso bônus em que seu personagem precisa chutar os duendes com sacos nas costas para pegar as poções de magia e as comidas que recarregam o life.

Aliás, o mais legal são as magias de tela inteira! Perfeito para apelarem contra os inimigos apelões que atropelam e rapidamente fazem rodinha no seu personagem. Apertando A (no Mega Drive) a tela congela e seu personagem lança um cataclisma contra todos os inimigos na tela (inclusive os chefões) furacões, tempestades de raios vindos do céu ou avalanches de pedronas invocadas! E, quanto mais poções você tiver em estoque, mais forte é o efeito de sua magia! Um sistema simples e direto, sem frescuras, um dos méritos de toda a série! O foda é que os duendes que carregam os itens de magia e os assados com osso são muiti difíceis de acertar.

Aliás, os itens são o problema dessa beat’em up. Não espere encontrá-los em caixas, barris ou de bobeira no meio do cenário. É só com os gnomos fujões e olhe lá! Apelação pouca é bobagem!

A apelação nesse jogo é braba, espere perder muitas fichas e muitos continues. Os inimigos se movimentam com muita rapidez, seu movimento é mais fluído do que os do seu personagem e suas porradas arrancam um tolete de energia. No Mega Drive é ainda pior, você só consegue jogar o jogo completo no normal ou no hard, sacanagem!

Pois bem, percorra Yuria em sua saga de vingança, que aqui é muito plena, não mata a alma e muito menos a envenena. Comece pela floresta dominada pelos bárbaros de clava, passe pela famosa Turtle Village (uma aldeia assentada no casco duma tartaruga gigante), atravesse as ruínas (sem cair nos buracos), lute contra os esqueletos que atropelam com os escudos no dorso duma grande águia (ancestrais das malditas caveiras do Demon’s Souls) e chegue ao castelo de Death Adder, para só então fazer o meliante pagar pelas suas mortes e estupramentos sumários. Fácil? Espere pelos chefões, uns gordões de marreta (antepassados da famíla Andore) e uns cavaleiros de armadura de três metros de altura, sempre em dose dupla. Pelo visto, grande parte da gangue do Death Adder é formada por irmãos gêmeos.

Golden Axe inaugurou uma curiosa mitologia de cores dos inimigos: se ele for bege, tá sussa, é fraquinho, está na sua forma normal. Se ele ficar vermelho, bem…vai precisar de mais umas porradas e uns raios de magia extra pra derrubar. Já quando está com a pele cinza, vide os esqueletos de espada e escudo e avalie o estrago. Já quando o cidadão está lilás, pronto para desfilar na escola de samba, aí sai de baixo, o fulano virou um Super Sayajin e está pronto pra te açoitar o lombo.

Esse primeiro Golden Axe foi lançado pra tantas plataformas, que é impossível enumerar aqui…teve a versão pioneira dos Arcades, a (decente) conversão para Mega Drive, umas versões em Flash e com os gráficos refeitos para PC (disponíveis naqueles CDs vagabundos de jogos completos que são vendidos junto com revistinhas toscas), foi lançada no Wii Virtual Console e até para o iPhone via Apple Store!

Fala sério: GOLDEN AXE É FODA! Por mais que Konami, Capcom e Bandai, dentre outras produtoras de beat’em up, fiquem reclamando, por mais que a Taito fale de seu Double Dragon, o jogo de porradaria generalizada que mais marcou foi Golden Axe. Por isso, não se esqueça de sempre pisotear duendes para roubar-lhes comidas e frascos de poção, aprenda que a montaria de dragões é mais difícil que montar o Touro Bandido e curta sem preconceitos o bacalhau da Tyris Flare.

Ah, e, ao contrário do He-Man, a única lição de moral desses bárbaros é: META A PORRADA EM QUEM PISOU NO TEU CALO!

Golden Axe II: a pancadaria subaquenta continua…mas só no Mega Drive!

Mais sangue! Mais porrada! Mais espadas! Mais dragões e caramujos impossíveis de montar! Mais vilas destruídas! Mais bárbaros pra trucidar! Em 1991 a Sega lança, exclusivamente para o Mega Drive (nem no fliperama teve) a sequência desse maravilhoso jogo de defloramento de virgens indefesas e de pilhagens de aldeias com tripas voando.

Começando exatamente onde o jogo anterior tinha acabado (ao que parece), os três bárbaros retornam ainda com a poeira e o futum da aventura anterior e, não sem antes passar um perfume, eles já partem de novo pra porrada. O vilão da vez é um tal de Dark Guld, cosplayer vagabundo do Death Adder, que, como sempre, arrebentou com a aldeia dos heróis na pacífica terra de Yuria e roubou novamente o Golden Axe. Literalmente: a coisa fedeu! Escolha um dos três porradeiros na tela do esqueleto (e pra ficar bem claro: AQUELA CAVEIRA NÃO É O CASTELO DE GREYSKULL, VIU, ESPERTÃO!) e vá atrás da quadrilha de Dark Guld, que é praticamente a mesma do Death Adder (deve ter contratado na mesma agência de mercenários).

Tudo o que era bom está de volta: magias de tela inteira, montarias desengonçadas, ataques aéreos maledettos, as coxas cabeludas e o cheiro de mortadela da Tyris Flare…só mudaram mesmo os anõezinhos do bônus. Agora eles são uns druidas corcundas verdes e vermelhos que se transformam em caracóis e sapos. E ainda por cima eles contra-atacam seu personagem com bolas de energia e relâmpagos! Também, depois de tanto serem chutados no primeiro game, tava mais que na hora de dar o troco! Os itens mudaram um pouco, e agora aparecem também ao longo das fases: maçãs e frutas restauram a vida, já uns livros recarregam a magia! Ora, pois, LIVROS? E um bárbaro lá tem tempo para ficar lendo? Só se forem contos eróticos da Syang!

Comece na sua vila sendo arrasada pelos vilões, depois espanque-os até dizer chega na floresta, passe por uma torre em ruínas que eles utilizavam como base e, por fim, uma das fases mais legais já criadas em videogame:  A FASE DA GARGANTA DO DRAGÃO! Isso mesmo, Dark Guld e seus miquinhos amestrados construíram uma fortaleza na goela dum cuspidor de fogo, é uma das melhores e mais difíceis fases do game, toda cheia de lava e fogo. Só então chegue ao castelo de Dark Guld e chute o traseiro do infeliz! Mas cuidado, agora, além dos esqueletos e dos atropeladores, há uns lagartões de armadura para enfrentar também. E tome minotauros com cara de cachorro como chefes de fase.

Outra implementação muito boa desse game é a capacidade de combinar magias. Sim, se você usar junto a magia no modo 2 jogadores, ela se combina e se transforma em monstros enormes, alguns dragões invocados e leviatãs enfurecidos, de arrepiar o pelo de qualquer Pokémon. Já uma inovação muito ruim que esse jogo trouxe foi o sistema de avaliação. Se você cumprir determinadas tarefas em certas fases (como terminar o estágio em perfect, matar o chefão num determinado tempo, passar sem mais, assobiar e chupar cana ao mesmo tempo), você ganha uma nota e o game te coloca num determinado ranking. SANTA FALTA DE SACANAGEM, BÁTIMA! Com certeza, se esse game fosse lançado na época dos achievements e dos troféus, iria ter um premio morfético de passar todas as fases com o melhor ranking.

Enfim, esse grande game, que até renderia um fliperama, ficou só no Mega Drive mesmo. Foi relançado apenas em coletâneas da Sega para os videogames afrodescendentes da Sony, no PS2 (mais conhecido como Buiú) e no Playstation 3 (o Negão da Bala Chita), além duma antologia pro Xisboca 360, aquele videogame que não é inferninho mas tem três luzes vermelhas.

Golden Axe III: ilustre desconhecido no Ocidente

Pois bem, em 1993 lá foi a Sega cair na arte de fazer a terceira sequência do jogo do He-Man, ops, digo, do jogo dos bárbaros destemidos de Yuria, e aí sim a coisa começou a feder de verdade. Você, gamer experiente e estudado, cuja vida sexual se limita a uns beijinhos trocados na barraquinha da quermesse, sabe muito bem que, em se tratando de jogos, o primeiro é legalzinho mas muito limitado, o segundo é perfeito e no terceiro o caldo começa a desandar quando os produtores enfiam tudo que é inovação e alteram por completo a bagaça. Foi assim com Donkey Kong Country, Final Fight, Devil May Cry, God of War, Metal Gear Solid, Turma da Mônica na Terra dos Monstros…mas esse não é o caso do Golden Axe III, que, embora algumas revistas chatonildas de games tenham falado mal, mesmo com seus defeitos é um jogo porradeiro que cumpre o que promete.

Agora, ao que parece, a motivação para o massacre a história se passa há alguns anos depois da sodomia forçada ao qual foi submetido o último ladrão do Golden Axe. Desta vez, um tal de Damud Hellbringer, o Príncipe das Trevas (EPA! O príncípe das trevas sempre foi o comedor de morcegos Ozzy Osbourne, encarnação de Lúcifer na terra! VOU PROCESSAR!), mais um vilão que fede mais que os esgotos do Tibia, invadiu Yuria e, depois do vandalismo habitual, roubou o Golden Axe (sério mesmo???) e lançou uma maldição nos heróis, transformando-os em cruéis assassinos com a cor da pele alterada. As peles ficam BRANCAS, ouviu, patrulha do politicamente correto, nem velha acusar o FZD de racismo, que nós aqui adoramos uma negrinha ou uma mulata fantasiada de Bayonetta, difícil é achar uma que se sujeite a isso. Bem, graças ao anão Gilius Thunderhead (único personagem dos jogos anteriores a aparecer, e ainda assim como não jogável), um dos personagens (o que você escolher) é livrado da maldição e, armado com uma espada ou usando as mãos ou garras mesmo, você deverá livrar os outros da macumba e ainda por cima invadir a fortaleza flutuante do Príncipe das Trevas e recuperar o tal machado.

Escolha entre o bárbaro cópia-carbono de Axe Battler Kain Grinder (em tudo igual ao seu antecessor), a fedorentinha armada com uma cimitarra Sarah Burn (nome de atrás pornô!), o gordão e desengoçado de cabeleira ensebada Proud Cragger e o homem-pantera com pinta de Noturno dos X-Men Chronos Rait e desça o cacete. Os duendezinhos fujões estão de volta, assim como os dragões bípedes e os caramujos cuspidores de correntes. Pelo menos, dessa vez, as magias estão bem mais apelonas (o que dizer uma bola cheia de espinhos caindo do céu, uma duma chuva foderenga de fogo?) e os itens de energia são mais frequentes.

Com uma jogabilidade de Streets of Rage medieval, mais rápida e fluída (mas com os inimigos apelando do mesmo jeito), a novidade agora é que há rumos diferentes (e que variam em dificuldade) para você chegar à fortaleza do Príncipe. A ordem das fases muda conforme os caminhos que você escolhe em determinados estágios, e essa simples inovação que a Sega colocou foi solenemente ignorada pelos críticos chatos de games, que gastam suas noites jogando CS e bebendo suco de uva enquanto batem punheta contemplam com olhos de artista as fotos da Playboy da Hortênsia.

Funciona assim: em determinadas fases, o caminho se bifurca e, conforme o que você escolher, a fase seguinte será num cenário diferente. Por exemplo: na primeira fase, após derrotar o cavaleiro de armadura, se você for para cima vai pra fase do cemitério maldito, se continuar à frente vai para a aldeia; na fase da aldeia, o caminho de baixo leva à caverna de cristais e o de cima à floresta; na floresta, subindo-se para cima você vai para o deserto e descendo para baixo você cai num porto abandonado; na montanha rochosa, o caminho da direita te faz invadir a cidade fortificada do castelo do Príncipe (o caminho mais difícil, que o diga a galeria de pinturas dos vilões), enquanto que a rampa da esquerda te leva às costas duma enorme águia, emulando um dos estágios do primeiro Golden Axe. Em meio a essa bagunça infernal de bifurações e fases, com certeza um estágio te fará escolher entre o caminho dos quintos dos infernos ou para aquele que te leva pra puta que pariu.

Os chefões não variam muito conforme os caminhos: espere por gigantes de marreta em dose dupla, o cruel homem-pássado, esqueletos cinzas e pelos prórios personagens jogáveis possuídos por um encosto que nem o descarrego do Rouba Rouba Soares tira!

Enfim, polêmicas a parte (vide as curiosidades), Golden Axe III nunca foi lançado oficialmente no Ocidente. Por isso, aquele cartucho de Mega Drive que você guarda com carinho no fundo do guarda-roupa junto aos especiais da revista Manchete de carnaval, com certeza é fruto do contrabando, da pirataria e, como Papai do Céu não gosta disso, você será amaldiçoado assim como os quatro lutadores do game. Ele foi lançado por aqui apenas como jogo exclusivo do serviço Sega Channel (intranet do Mega Drive, não confundir com aquele serviço do Bradesco) e nas coletâneos pro Buiú da Sony, pro Xisboca e pro Negão. Mas é um verdadeiro arroz de festa: mesmo com todo mundo falando mal, Golden Axe III é presença obrigatória em tudo que é velharia do Mega Drive. Aproveite e desça a lenha, mas não se esqueça de chutar os gnomos fujões!

– Golden Axe III é o único da série a possuir final alternativo. O final ruim você consegue ao zerar o jogo na primeira. Depois descobre que não conseguiu quebrar a maldição do Princípe das Trevas e TEM QUE JOGAR TUDO DE NOVO! SANTO HEADSHOT DE BAZUCA, BÁTIMA! Pois é, a maior sacanagem desde Ghoul’s ‘n’ Ghosts!

– Detalhe para os agarrões sexuais do terceiro jogo: Kain bate com a espada no inimigo ajoelhado naquela famosa posição em que Silvia Saint perdeu a guerra, Chronos morde a teta do cidadão, Proud esmurra-o nos países situados abaixo da linha do Equador e Sarah dá uma joelhada encaixando-se naquela posição que as mocinhas de família fazem nas baladas e nos bailes funk.

– Ainda sobre Golden Axe III, na época, em 1993, ele recebeu duas resenhas muito diferentes entre si. Na Supergame, revista especializada em videogames da Sega (a revista do Chefe!), fizeram um detonado de várias páginas muito bem feito, só faltando beijar os pés da Sega! Na Ação Games, nojenta como sempre, fizeram uma reportagem de meia página desancando o coitado. Pô, Ação Games, nem só de Street Fighter viverá o videogame, como diria o profeta Edin…

– Golden Axe nos anos 90 ainda gerou dois jogos derivados: o RPG de ação Golden Axe Warrior para Master System, estrelando um guerreiro dum país vizinho a Yuria que foi destruído por Death Adder, que tem que percorrer nove castelos, lutar contra nove guardiões e recuperar nove cristais mágicos, e…em resumo, um plágio mambembe de Zelda com um protagonista macho no lugar do Link. E o Golden Axe: The Duel, apelão jogo de luta para o Saturno e os arcades, com o próprio machado dourado como último chefão. Rá, pensou que era o Death Adder? Não, ele é um dos selecionáveis.

– Assim como a Blaze do Streets of Rage e a Bayonetta em seu jogo homônimo, Golden Axe prova ser a primeira série heterossexualmente assumida do mundo dos games, pois nele as mulheres são melhores que os homens. Ponto para a Sega que, ao contrário da Nintendo, não fica investindo em protagonistas de sexualidade ambígua, como Link, Pikachu, Kirby e Chiquinho Scarpa.

– Outro jogo que é sempre confundido com o do He-Man (que estrelou o péssimo Masters of Universe para Atari e arcades e outra tranqueira pro PS2) é o Magic Sword, outro jogo de bárbaros, mas feito pela Capcom e que toma banho todo sábado com sabonete Johnson e sabão em pó Minerva Super.

É isso aí. Agora que acabamos esse trabalhoso post, você leitor vá tomar uma banho de creolina pra tirar a catinga, e você leitora menstruada que não troca o absorvente há três dias, bem que tá precisando duma chuveirada, hein?

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