Super Mario, o trabaiadô!

O post de hoje é especial para você, leitor desempregado, que está desesperado vendendo as fitas de Super Nintendo para não passar fome e você leitora que está prestes a seguir os passos da Bruna Surfistinha pra levantar a grana da próxima parcela do PSP. É o Fliperama do Zé Doido fazendo a sua parte social de incentivar o desemprego ocioso com os videogames. Pare de jogar Call of Duty e vai entregar currículo, moleque!

Bom mesmo é o Mario, irmão do Luigi, cara sério tá aí. Desde priscas eras em que o máximo grau de realidades nos games se dava com as mudanças de clima do Enduro, nosso querido bigodudo e salvador da pátria do Mushroom Kingdom já pegava no batente, dando duro até o Toad gritar e sair da moita erguendo as calças. Pensa o quê, ainda tem que sustentar o Luigi, pagar os roubos do Wario e financiar a expedição até o castelo do Bowser pela milionésima vez.

Foram diversas profissões: corredor de kart, tenista, rebatedor de beisebol, médico, encanador, marceneiro, michê, assassino de aluguel, leão-de-chácara do puteiro do Mundo do Deserto, dentre outras. E, em todas elas, como sempre, o Mario sempre sai pelo cano…verde, amarelo, vermelho ou dourado, especialmente quando ele dá numa fase de bônus cheia de moedas ou numa warp zone. Até dono dum motel inferninho lupanar hotel nosso ídolo italiano nascido no Japão se arriscou, em mais um de seus empreendimentos fracassados. Mas Mario Mario (afinal, ele e Luigi são Mario Brothers, né?) é carcamano, bate o pau na mesa e não desiste nunca.

E a Nintendo (do verbo Shigeru Miyamoto querendo encher o bolso de tutu) não cansa de enviar o bigodudo para os mais tresloucados empreendimentos. Por isso, seu banana bunde-mole que tem preguiça de pegar no batente, mire-se no exemplo dele e largue mão um pouco de jogar o seu Dynavision e vá tomar tento na vida!

Então vamos lá antes que saia o fundo de garantia:

Profissão #1: carpinteiro

Em que jogo?: Donkey Kong, o crássico absoluto, nada de macacos saltitantes comedores de banana, barris de canhões e irritantes fases em carrinhos de minério.

Pra qual sistema?: arcades, ColecoVision, NES, GameBoy Classic, Atari e minigame de feira com mil variantes de Tetris na memória.

Qual era o batente?: Mario aqui dá duro como carpinteiro e precisa escalar grandes andaimes e escadas (como esses da ilustração aí em cima) para resgatar a princesa Daisy, prima safadona da Peach que caiu pelada na net e hoje só consegue pontas como coadjuvante de quinto escalão da Nintendo. Porém, o patrão Donkey Kong está lá no topo arremessando barris e latões para atrapalhar nosso herói, incentivando-o a cometer um cruel crime ambiental da matança de gorilas e contribuindo para o aquecimento global. Ah, nesse jogo Mario é chamado pelo apelido de Jumpman, fruta da sua péssima mania de ficar pulando para atrasar o serviço e engambelar o cliente. No mais, Mario/Jumpman tem que provar ao macaco vilão que ninguém carpinta com o seu pinto.

Curiosidades Curiosas: com os cogumelos verdes, Mario provou ser um carpinteiro capaz de morrer e ressuscitar quantas vezes quiser, ao contrário dum Fulano aí que diz ser o único a conseguir tal façanha. Porém, a situação no DK andava feia e Mario rapidamente correu a pegar um diploma de técnico encanador no SENAC. Depois que o macacão enfiou a cara numa colmeia lotada de marimbondos e sofreu com uma crise de orgasmos múltiplos, ele não aprisionou mais nenhuma princesa com finalidades sexuais.

Profissão #2: encanador

Em que jogo?: Mario Bros., o célebre arcade da Nintendo antes da fase Super, das estrelas de energia, das flores de fogo e das fantasias sexuais com a Princesa Peach e um prato de macarronada.

Pra qual sistema?: arcades, Coleco, NES, SNES (como extra no Mario All-Stars), GameBoy Advance (na coletânea Super Mario Advance) e uma infinidade de aparelhos não-licenciados que fazem a Nintendo dar piti, fazer birra, espernear e ficar de castigo sem sorvete por uma semana.

Qual era o batente?: Mario e Luigi entraram pelo cano e, andando por um esgoto mais limpinho do que lanchonete de rodoviária, eles precisam desinfetar o ambiente duma invasão de tartarugas com espinhas nos cascos e pegar as moedas que rolam pelos canos. Peritos contratados pela gerência do FZD dizem que o lançamento de moedas em privadas, ralos e outros encanamentos causa danos irreversíveis ao bolso do cidadão responsável e levam a um enriquecimento ilícito dos encanadores capaz de acarretar instabilidades na economia global. Atenção às privadas: quando menos você esperar, pode receber uma espetada na bunda dessas tartarugas mutantes (que não são ninjas).

Curiosidades Curiosas: o Mario verde não se chama “Mario Verde”, viu, espertalhão. O nome dele é Luigi.

Profissão #3: pedreiro

Em que jogo?: Wrecking Crew, um daqueles clássicos 8 bits que a Nintendo tenta esquecer há muitos anos, com tela-título preta, som de rádio bichado de cupim, escadas que não vão a lugar nenhum e cantos infinitos que saem sempre do outro lado da tela.

Pra qual sistema?: NES, o Dynavision japonês, feito por uma empresa chamada Nintendo que ninguém entende.

Qual era o batente?: Mario e Mario Verde, perdão, Luigi, tinham de escalar escadas e andaimes dando olé em inimigos estrambólicos e deformados para destruírem paredes de tijolos e metal. Ou seja, este jogo deveria ser apreendido pela Associação Internacional das Tias Velhas Moralistas em prol dos Bons Costumes por ensinar as pobres criancinhas viciadas em Nintendo a depredar construções e arrebentar muros de brincadeira. Coisa feia, Nintendo, papai do Céu não gosta, quem ensina coisas erradas e fabrica disk-drives não merece ganhar cartucho com chip Super FX do Papai Noel!

Curiosidades Curiosas: para recuperar uma vida, roube um ovo frito e uma linguiça com cebola da marmita do Mário Verde! Quando a Peach passar em frente à construção, grite bem alto “ÊÊÊÊÊÊ, LÁ EM CASA!” para ganhar vidas infinitas e um tapa na cara. Vá ao sound test e desfrute dum ótimo repertório de canções para pedreiros, que incluem Calcinha Preta, Chitãozinho & Xororó, Reginaldo Rossi e Acústico MTV Odair José in Concert.

Profissão #4: boia-fria

Em que jogo?: Super Mario Bros 2 USA, ou seja, a versão que mora em Springfield, curte rúgbi, bebe cerveja Duff, acha graça nos filmes dos irmãos Wayans e que apanha dos valentões na escola. Mais estadunidense, impossível.

Pra qual sistema?: O Nintendinho, mais conhecido como Computador da Família, ou seja, um videogame que não fuma, não bebe, não trepa, não xinga, não sangra e não ofende minorias. Tem versões para o SNES (via Super Mario All-Stars) e GBA (em Super Mari Advance 2).

Qual era o batente?: nesse incrível jogo exclusivo para o mercado americano (porque os ianques neoliberais e politicamente corretos não conseguiam jogar a casca de ferido do Lost Levels), você precisa arrancar cebolas e beterrabas do chão para matar os inimigos e arremessar de volta ovos nos dinossauros chefes de fase. Sem carteira assinada, décimo-terceiro, INSS, CLT, Pis/Pasep e vale-refeição, em jornadas extenuantes e desmumanas de trabalho. Tudo culpa do agronegócio e do aquecimento global.

Curiosidades Curiosas: ao final do jogo, Mario, Peach, Toad e Mario Verde resolvem largar o trabalho de arrancar cebolas na roça, fundam um sindicato e se unem ao MST para invadir latifúndios improdutivos. Porém, na primeira fazenda do SimFarm que eles tentaram ocupar, Shigeru Miyamoto mandou Samus Aran atrás da patota e, com a providencial ajuda de 150 pokémons hidrófobos e entrando no cio, toda a turma foi trazida de volta para estrelar os foderengos Super Mario 3 e Super Mario World.

Profissão #5: piloto de kart

Em que jogo?: oras, no Super Mario Kart, sacripantas! Com um nome desses você queria o quê, que Mario dirigisse um carrinho de rolimã?

Pra qual sistema?: começou no SNES, ganhou força no aposentado N64, melhorou no quadrado GameCube e largou a vida sedentária no Wii. Passou pelos portáteis sem derrapar e sem imitar o Rubinho.

Qual era o batente?: desta vez, Mario e sua turminha muita louca que apronta as maiores confusões caíram no incrível mundo das corridas, cheio de dinheiro, riquezas, fama, mulheres bonitas de biquini branco transparente, cascas de banana que fazem derrapar e cascos vermelhos que acabam com a vida. Já dá pra participar do Arquivo Confidencial no Faustão, pleitear uma ponta na novela das oito, ser capa da Contigo! e ter as desgraças da vida choramingadas pela Sônia Abrão. Desta vez, a turma do Reino do Louco Louco Loucomelo Azul de Zebu tirou a sorte grande. ACELERA, MARIO MARIO DO BRAAAASIIIIILL!

Curiosidades Curiosas: Donkey Kong Jr. do primeiro jogo foi substituído pelo Donkey Kong da Rare após terríveis denúncias de corrupção de menores, tráfico de filmes pornôs e defenestração de Pikachus inocentes.

Profissão #6: tenista amador

Em que jogo?: no Mario Tennis, é óbvio. Achou o quê, que com esse nome se tratava dum simulador de vendedor de calçados de Jaú?

Pra qual sistema?: começou com uma partida geriátrica no Nintendo 64, depois fez um jogo cheio de arestas mal-aparadas no Cube e terminou dando reumatismos e destruindo telas de LCD no Wii e seu controle pró-ativo.

Qual era o batente?: jogar tênis na cara do Bowser, dos Koopas, do Wario, do Waluigi e dos célebres vilões, uai! Você sinceramente achou que aqueles botinões usados pelo Mario e pelo Mario de boné cor de hepatite serviam só para eles limparem esgotos? No mais, rebata bolas impossíveis, brinque de acertar no meio de argolas flutuantes (aquelas que o Sonic esqueceu de recolher) e faça incríveis jogadas da raquete furada. Não se preocupe se o Yoshi quebrar seu serviço, afinal, serviço não falta pro nossos queridos Irmãos Mario, eles só ficam desempregados até o próximo sequestro da princesa ou o próximo videogame da Nintendo.

Curiosidades Curiosas: o primeiro Mario Tennis foi lançado para o…VIRTUAL BOY! Você não jogou, eu não joguei, o tiozinho da locadora não jogou, o moleque loroteiro da sua rua que jura que tem um truque para jogar com o Bison de farda rosa no Street Fighter também não jogou, os pilotos daquela revistinha firulenta que você lia falaram que jogaram mas também não…não tem rom, não tem emulador, não tem pra vender no MercadoLivre…enfim, talvez uma tribo de índios cinta-largas no Acre sejam os maiores recordistas do Mario Tennis no Virtual Boy.

Profissão #7: jogador de futebol

Em que jogo?: Mario Strikers Charged, um jogo de pelada porradeira, no qual um outro astro também tentou dar seus chutes e acabou pior que zagueiro do Parreira. Como sempre, a bola foi pra escanteio.

Pra qual sistema?: GameCube e Wii. Se você tinha esperanças de que saísse pro Mega Drive ou pro 3DO, esqueça. Estamos falando aqui do Padrão Nintendo de Qualidade.

Qual era o batente?: nenhum. Alguém aqui já ouviu falar de jogador de futebol que dá duro no serviço e trabalha oito horas por dia picando cartão? No máximo, a turma do Mario ia fazer comercial pra algum banco gatuno ou uma empresa de tênis que utiliza o trabalho escravo de criancinhas chinesas fedorentas, ou ainda ficar na concentração jogando Winning Eleven e depois reclamando que o time não estava bem preparado fisicamente. Por sorte, o Mario não matou a Peach nem jogou seus restos mortais para que os goombas comerem, e nem o Luigi foi levado à Justiça pelo Toad para fazer um exame de paternidade.

Curiosidades Curiosas: Wario é a mais nova contratação do Corinthians após a saída de Ronaldo. Aliás, os bigodudos encanadores anteciparam a tendência dos jogadores gordos antes mesmo que o Fenômeno curtisse uma pelada que na verdade era um pelado.

Profissão #8: jogador de beisebol

Em que jogo?: Mario Superstar Baseball, um jogo do esporte favorito do Jaspion e do Hugo Chávez. Não sabe o que é o beisebol, leitor? Ora, é um esporte que envolve bolas, tacos, corridas ao redor dum campo, doses absurdas de anabolizantes pra cavalo e…o que mais mesmo? Será que o Google tem mais informações? Alguém aí assistiu a “Os Esquenta-Banco”?

Pra qual sistema?: GameCube, o videogame que todo mundo confunde com uma lancheira. Só não guarde seu pão com mortadela e ovo cozido dentro dele.

Qual era o batente?: Mario se enchia de bomba até crescerem os músculos e aparecerem espinhas nas suas costas, para depois cegar Bowser com um certeiro arremesso no meio dos olhos, daí estourava a briga, na melhor tradição do beisebol-arte. É impressão nossa ou cresceram pelos no meio do peito da Peach? E porque ela está com uma voz de hiena com laringite?

Curiosidades Curiosas: com o “sucesso” de Mario Superstar Baseball, a venda de anabolizantes e suplementos de aminoácidos triplicou no sudoeste da Moldávia. Além do quê, a seleção do Super Mario foi o único time até hoje que perdeu por dez home runs de diferença do time do Minduim, com Charlie “que puxa” Brown arremessando, Snoopy como rebatedor e Patty Pimentinha de fielder cantando sucessos de Cássia Eller e Ana Carolina nos intervalos de jogo.

Profissão #9: açougueiro…digo, médico hipocondríaco

Em que jogo?: Dr. Mario, título no qual Mario e Peach brincam o tempo todo de médico, ele ginecologista e ela urologista, receitando supositórios de Itu para o Luigi, quer dizer, o cosplayer do Mario que se veste de verde.

Pra qual sistema?: Nintendinho, Phantom System, Turbo Game, Polystation, os demais clones, e uma versão geriátrica para o N64.

Qual era o batente?: numa mistura de Tetris com ER, você precisa empilhar comprimidos coloridos e com eles eliminar linhas e colunas de seu grid. Tome cuidado com os micróbios que bloqueiam seu jogo. Tome um Viagra pra começar a partida, um Dramim durante para não enjoar, um Novalgina para rebater as dores de cabeça e um Gardenal ao final para você não entrar em parafuso e jogar o Dr. Robotnick’s Mean Bean Machine, o pior efeito colateral que pode ocorrer.

Curiosidades Curiosas: Mario é atualmente titular da equipe do Dr. Gregory House, depois que ressuscitou defuntos há muito hospitalizados como José Alencar, Chico Anysio e Fábio Jr. Porém, a série Dr. Mario foi cancelada pelos devotos miyamotanos pois (ALERTA DE PIADA SEM GRAÇA!!!TUDUMPAH!) é um dos puzzles mais xaropes de todos os tempos.

Profissão #10: cafetão

Em que jogo?: Hotel Mario, um dos “maravilhosos” jogos para o Phillips CD-I, uma caixa de papelão pintada que a Phillips insistia em chamar de videogame.

Pra qual sistema?: curiosamente, o único jogo que não foi lançado para nenhum sistema Nintendo. Mas isso não significa nada, pois Hotel Mario não é jogo e CD-I não é videogame, né?

Qual era o batente?: Bowser e seus filhos invadiam os puteiros hotéis administrados por Mario e sua turma, e agora o bigodudo precisa impedir a fodelança desenfreada antes que deflorem a Princesa Peach. E tome as piores cutscenes da história, uma dublagem digna de anime da Locomotion, uma história sem sentido e uma jogabilidade de 8 bits (confira acima) vergonhosa. Cedendo seu personagem para a softhouse Fantasy Factory (que não fabrica nenhuma fantasia, nem mesmo as fantasias finais), a Nintendo fez um jogo tão caótico e malfeito quanto um lupanar pós-feriado de Semana Santa.

Curiosidades Curiosas: o Phillips CD-I existe mesmo? Será uma lenda urbana tão difundida quanto a existência do Acre, do Suriname e da viúva do Michael Jackson? Mistério…

E vamo que vamo! Como diria o notório filósofo brasileiro MAGUILA, Adílson, “o trabalho danifica o homem”. Mas nada que um cogumelo vermelho ou uns moedões azuis não resolvam.

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Uma resposta para Super Mario, o trabaiadô!

  1. Paulo Aquino disse:

    Tava aqui pensando… Se o Mario é esse “working-class hero”, por que mesmo assim a Peach prefere o rei Bowser Koopa?

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