FZD APRESENTA: Os mascotes mais apagados

Hoje o Fliperama do Zé Doido está que nem revista de fofoca, incorporando a alma penada do Décio Picinini. Vamos falar dos carismáticos protagonistas de games de plataforma, os mascotes de cada softhouse ou de cada sistema, aquele personagem fofinho, sexualmente indeciso, sorridente, psicótico, com o jeitão dum animal ou de qualquer objeto pornográfico, vide Pikachu, que pula que nem um doido para recolher objetos espalhados pelos cenários até encontrar a saída da fase no extremo direito da tela. Acertou no passarinho do Flicky quem lembrou de Mario, Donkey Kong, Sackboy (Little Big Planet), Sonic, Crash Bandicoot, Marcelinho Carioca, dentre outros.

Mas, como as revistinhas da banca só falam dos mascotes mais famosos, com os melhores jogos e os mais consagrados do mundo gamer, nós do FZD, obedecendo às Normas Internacionais de Tosquice e Coisas Trash determinadas pelo Instituto de Qualidade Zero de Barra do Chapéu/SP, fomos atrás dos mascotes mais sem carisma, estrelas de games meia-boca lançados para videogames de incrível sucesso como o 3DO e o Sega Saturn. Aqui no FZD você só encontrará fofocas de última hora sobre as celebridades do mais baixo escalão! E sem tarja preta!

Nosso critério foi escolher apenas protagonistas de jogos de plataforma em 2D (ou seja, nada de Bomberman ou de Chameleon Twist aqui) e de mascotes guti-guti (de preferência inspirados em animais) que representem um determinado videogame ou uma certa produtora.

VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA:

Psycho Fox (Sega- Master System e…bem, não lançaram pra nenhum outro videogame. Reze pra lançarem um remake em full HD vitaminado com sais minerais pro Zeebo. Não, seu banana, não é o jogo do Sapo Xulé não…)

Que bicho é esse? Uma raposa vestida como quem vai correr a maratona de São Silvestre e ter o saco enchido pelo Márcio Canuto na linha de chegada. Mas esse nosso amigo atlético recebe também a ajuda dum macaco, dum hipopótamo e dum tigre. Rexona no sovaco, Conga nos pés, reza braba pra São Snake do Quixeramobim e sebo nas canelas, que o jogo é longo e difícil.

Do quê trata o jogo? Bom, pelo arremedo de história que dá pra pegar (8 bits, saca? Naquele tempo, o storyline variava segundo a capacidade de contar lorota das revistas), a floresta dos animaizinhos foi invadida por um bando de lesmas e caramujos demoníacos e agora cabe ao quarteto de atletas do sapato furado salvar todo mundo dum vilão bestial. Isso se um etíope com fogo nos pés ou um nigeriano que corre mais que um ladrão de galinha não os ultrapassarem e chegarem antes na linha de chegada.

Itens colencionáveis. Bem, o quarteto de maratonistas não tem nenhuma moeda, argola ou fruta em especial pra ficar catando nos cenários. Têm alguns itens genéricos, tipo pastilhas, cruzes, poções, anabolizantes que fazem crescer os músculos e cair o pinto, dentre outros, que servem pra pular mais alto, dar invencibilidade, trocar de personagem, assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, etc, mas nada que uma centena renda uma vida extra. Nem mesmo um copinho d’água pra tirar a sede da correria. A Sega, como sempre, mostra que tem uma boa visão no mercado de games, mesmo que precisa duma bengala ou dum cão-guia vez ou outra.

Tem tela do mapa? Nada de Nintendismo barato aqui. As fases e subfases se sucedem, como num bom jogo de aventura. Pra deixar o pé fervilhando de bolhas.

Avaliação FZD: Psycho Fox NÃO É O JOGO DO SAPO XULÉ, SACRIMPANTAS! Da mesma maneira que Golden Axe não é o jogo do He-Man e que Altered Beast não é o jogo do pornô do Alexandre Frota! Este jogo tem terríveis mensagens subliminares que incentivam a nós, gamers sedentários, a praticarmos esportes e ter uma alimentação saudável. Um médico entrevistado pela gerência do fliperama (o proctologista ali que vive metendo os dedos na máquina do Final Fight…pra recuperar fichas engolidas) falou que o esporte é prejudicial à saúde, engorda, não faz crescer e incentiva a agressividade. Uma alimentação bem balanceada deve conter em seu cardápio doses generosas de gordura trans, açúcar refinado, sal, derivados da paçoquinha e do croquete frito e cachaça, muita cachaça. Com uma dieta desses e mais duzentos, logo poderemos ficar trancados em casa para platinar o Final Fantasy XIII. Por isso, Psycho Fox é um game com mensagens ofensivas à moral e aos bons costumes; troque-o pelo Sapo Xulé. NÃO ACEITE ORIGINAIS, EXIJA O PIRATA DE RESPONSA!

Yo!Noid (Capcom- NES & seus clones genéricos que vendem em qualquer camelô)

Que bicho é esse? Bom, parece um coelho…um coelho esfolado e atropelado por umas mil jamantas e depois coberto por um banho de milho de pimenta. Porém, olhando mais atentamente, trata-se dum velho pedófilo de meia-idade, com um sorriso cariado de Didi Mocó depois do Criança Esperança ter dado prejuízo. Na verdade, é o mascote do Domino’s Pizza, uma rede de bocas de fumo e quebradas que traficam a droga mais viciante do mundo, a PIZZA, o flagelo responsável pela obesidade, pelo aquecimento global, pela matança de ursos pandas e pelo aumento do preço da gasolina. A segunda droga mais procurada pelas Tartarugas Maconheiras Ninjas.

Do quê trata o jogo? Estamos na era dos 8 bits, então os games não precisavam de enredo, senão seriam o Ninja Gaiden, né? O que dá pra notar entre as fases é que o veiaco safado do Noid tem que travessar as fases numa cidade gigante, passando pelas docas, pelo parque de diversões, por ruas e avenidas…E PELA SACANA FASE DO GELO QUE ESCORREGA MAIS QUE ARENA DE FUTEBOL DE SALÃO E CENÁRIO DO STREET SMART! Arre, toda fase de gelo é realmente a desgraça dos games de plataforma. Bem, você terá que atravessar a cidade desafiando os coelhos de cada bairro, numa disputa para ver quem consegue comer mais pizza. Ê larica braba, e depois a gente fica falando do jogo dos jabutis samurais.

Itens colecionáveis. Uns rolos de papel espalhados pelo cenário. Pergaminhos secretos contendo a existência do tesouro mais valioso do mundo? Que nada, é papel higiênico mesmo. Ou você achou que escaparia ileso depois de se empaturrar de pizza de peperone nas fases de bônus?

Tem tela do mapa? Claaaaaro, afinal, estamos falando do Nintendismo mais genuíno e amarelo aqui.

Avaliação FZD: o duro é que o Noid foi tentar ser mascote duma tal de Capcom, softhouse famosa pelos seus jogos pacifistas e civilizados que ensinam as nossas crianças a darem murros, chutes, badukens, giletes do Guile, helicópteros da Chun-Li e tigers robocops. Na softhouse dos Lutadore de Rua, do Demônio que Deve Chorar e da Residência do Mal, o coelho da Domino’s Pizza vai virar é chiclete do Tyrant.

Aero the Acro-Bat (Sunsoft, aquela softhouse que solta raios ultraviolentos e causa câncer de pele- uma versão de primeira pro Super NES e uma porcaria pro Mega Drive)

Que bicho é esse? Um morcego, o preferido de Ozzy Osbourne à milanesa, com batatas e um copão de Nova Schin gelada. Um morcego que trabalha num circo como acrobata…pelo menos, dentre um bando de mascotes vagabundos e desempregados, encontramos um que tem a carteira assinada. Pensa que só o Mario é trabaiadô? Desligue o videogame e vá procurar um emprego!

Do quê trata o jogo? Aero tem que salvar o seu circo, um parque de diversões uma floresta das ambições de Edgar Ektor, um empresário inescrupuloso mais rico que o Roberto Marinho e o Daltony juntos. Nesse meio tempo, tem que pegar no batente na dura lida dos trabalhadores circenses: depilar a periquita da mulher barbada, servir de cobaia nos ensaios do atirador de facas, testar a resistência dos trapézios, dar de comer aos leões famintos, fazer papel de palhaço…com a diferença que, em mais um clássico da Sunsoft, o palhaço é sempre quem está na frente da telinha com o joystick nas mãos.

Itens colecionáveis. Umas estrelas espalhadas pelo cenário e as comidas das barraquinhas, iguarias apetitosas como cachorro-quente de barata, espetinho de gato, algodão-doce do sovaco do engolidor de fogo, churros sabor salmonella e sorvete de ranho, dentre outras, que recarregam a energia.

Tem tela do mapa? Que nada, como o vilão Edgar Ektor é rico, mapa é coisa de pobre e ele se orienta pelo GPS de seu iPhone Made in China por uma horda de criancinhas famintas e fãs do Naruto.

Avaliação FZD: Aero the Acro-Bat é ruim, pior que espetáculo de circo da lona furada. Pegue a versão do Super Nintendo que é a menos pior, tem até bonus stage em 3D falseta com efeitos do Mode 7, e fuja da do Mega Drive. O pior de tudo é que Aero gerou até um spin-off, o também horrendo Zero- The Kamikaze Squirrel, estrelando um dos vilões de Aero the Acro-Bat. Bela cagada da Sunsoft, especialista em fazer jogos ruins, seguindo o exemplo do “excelente” The Death and Return of Superman, estrelando o Homem de Aço Enferrujado.

Rocky Rodent (Irem- apenas para Super Nintendo- aí, mano, as quebrada da Nintendo tá tudo dominado geral!!!)

Que bicho é esse? Rocky é um roedor (rodent), uma classificação tão genérica que pode conter um coelho, uma lebre, um rato, uma ratazana, um porquinho-da-Índia, uma chinchila (desde que depilada e molhadinha!), uma girafa, um ornitorrinco, uma mantícora, um pokémon, um digimon, um mafagafo…com uma cabeleira estilosa no corte à la piolhê! Aí, mano, tá pensando o quê, aqui na quebrada nóis é feio mas tá na moda, tá ligado, truta?

Do quê trata o jogo? Aí, cumpádi, é o seguinte, vou dar a explanação: o mano Rocky ia lá bater um rango numa birosca da nossa área, aí o bicho pegou, porque o dono queria ver o tutu senão os gambé pintava geral na área, tá ligado? Acontece que os alemão da Máfia pegaram a filha do dono do restaurante, aí a situação pretejou geral, manja, dotô? Aí sobrou pro nosso mano Rocky Roedor das quebrada resgatar a tchutchuca antes que ela vira cachorra, passando um spray no cabelo e deixando ele na moral, cruzando as quebrada da cidade, da via expressa, da construção e até dum apartamento cheio de fantasma, tá ligado? Aí, O MANO ROCKY VAI BOTAR CHAPA QUENTE GERAL!!!

Itens colecionáveis. Basicamente, sprays pra fazer nascer cabelo na careca do Rocky e algumas comidas, dentre os seus produtos de furto, como celulares, relógios, correntinhas de ouro, parangas de maconha, munições, tudo pra ajudar os mano do comando que foram parar xadrez, tá ligado?

Tem tela do mapa? O caramba! Imagina se os gambés inventam de botar o caveirão pra invadir o morro e derrubar corpo no chão? Um mapa seria o fim da malandragem e da rapaziada do conceito.

Avaliação FZD: a Iream quis criar um mascote de games de plataforma e acabou criando o melhor garoto-propaganda do Viena Hair e do Scabin, além de ser o primeiro game da perifa dos 16 bits. Além dos cabelos pintados de cantor de axé (tem o topete vermelho que espeta, o moicano cortante, o pixaim que dá chicotadas e o cabelo mola que pula mais que o Luigi depois de ser chamado de Mario Verde), Rocky Rodent tem uma fase numa via expressa durante um engarrafamento da Marginal do Tietê que te faz arrancar os cabelos. Fora isso, destaque para a cara de tarado por anãs banguela com Halls preto na boca viciado em cheirar meia do protagonista. Culpa da Irem. Aí, mano, nas quebrada da Irem quem manda é nóis do Comando Amarelo, dei a letra? O Satan Goss é grande mas nóis é ruim! Se você falar bem de Rocky Rodent e fechar com os alemão, a chinela laser vai cantar e o shoyu vai correr!

Bubsy (Accolade- SNES e Mega Drive, pra fazer média com os dois concorrentes)

Que bicho é esse? Um gato, um animalzinho ótimo para sacrifícios de magia negra e para a confecção de espetinhos de carne com farofa.

Do quê trata o jogo? As irmãs Polly e Esther, cansadas da alta dos preços das roupas no Brás, no Bom Retiro e no 25 de Março Fashion Mall, encontraram uma solução milagrosa para resolver o problema de suas calcinhas: virá-las do avesso roubar todos os novelos de algodão no mundo e deixar todos os boia-frias desempregados! Porém, o gato Bubsy, que tem o perverso hábito dos personagens Disney de só vestir uma camiseta e deixar as vergonhas balançando, vai lutar contra os aliados das duas irmãs e recuperar todos os novelos de lã roubados. Corra numa velocidade incrível por fases cheias de rampas, loopings, cantoneiras e precipícios, encha o pandu de novelos espalhados e, ao final da fase, cruze uma bandeirinha para fazer aparecer seu rosto. EPA, JÁ VI ISSO EM ALGUM LUGAR? Um bicho parecido com um gato, correndo que nem doido, recuperando argolas, lutando contra um malvado vilão que aprisionou os bichinhos? Eita plágio descarado, Accolade…

Itens colecionáveis. NOVELOS DE LÃ! Novelos e mais novelos, enfiados por tudo que é canto do cenário…mas nem pense que uma centena deles vai te dar uma vida extra não, que aí já é folga! Para ganhar vidas e invencibilidade, você precisará pegar umas camisetas vagabundas espalhadas pelos estágios, daquelas do tipo “Fui em Barra Bonita e me lembrei de você!” ou “São Paulo é Paulo porque Paulo é trabalhador”.

Tem tela do mapa? Não, sua besta, o game plagiado aqui é o Sonic, não é o Mario, espertalhão.

Avaliação FZD: A Accolade, softhouse que lançava um game aqui e outro acolá, quis também ter o seu mascote e, ao copiar o Sonic, errou feio. Se bem que eles apostaram o máximo que puderam no Bubsy: arriscaram o Bubsy 2 (satirizando a série Metroid, mal e porcamente. Metroid só ganharia um plágio digno com Castlevania: Symphony of the Night) e até o Bubsy 3D pro PS1, pegando carona na onde de games em 3D tipo Mario 64 e Banjo & Kazooie. O pior de tudo é que, se você ficava puto com Sonic se afogando e morrendo prensado em qualquer buraco, Bubsy é pior: ele morre por qualquer motivo, seja caindo em buracos, relando nos inimigos, despencando de alturas grandes, caindo em armadilhas, se pinchando na água…e até mesmo com a camiseta da invencibilidade! Praticamente um white mage do Final Fantasy. Com Bubsy, a Accolade provou que existem tubarões nas areias dos desertos, essa nem Darwin explica.

Kid Chameleon (Sega- inicialmente Mega Drive, depois toda coletânea que sai pro Xisboca, pro PS2 e pro Negão da Bala Chita da Sony. Mais arroz de festa que o Amaury Jr.)

Que bicho é esse? Tem dois braços, duas pernas, dois olhos, duas orelhas, uma cabeça, um nariz, um umbigo…será um axolote espinhento do norte da Bielorrússia?

Do quê trata o jogo? Abriram um fliperama novo na esquina pra fazer concorrência com o do Zé Doido com um incrível arcade de realidade virtual. Você vai parar dentro do jogo com o mais alto grau de realidade e interatividade desde o Virtual Boy. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!!! Munido de seus remédios pra labirintite, uma cartela de Dramin e algumas camisinhas, o moleque do título entra no cenário virtual e se aventura por inúmeros mundos, de florestas à pré-história cheia de dinossauros, de templos antigos a cavernas cheias de lava e caveiras, de praias tropicais a cidades futuristas! O Super Mario nunca aguentaria essa aventura! Ó O FUMO, NINTENDO!

Itens colecionáveis. Umas esmeraldas em formato de losango, encontráveis em todos os blocos de pedra, que, juntando cem delas, você ganha inteiramente de grátis uma viagem com tudo pago para Jacutinga e Monte Sião e uma Brasília amarela zero quilômetro…digo, uma vida extra. Além disso, há os capacetes que dão vários poderes ao Moleque Camaleão: tem o do cavaleiro medieval que escala muros, do samurai, da caveira com chifres, da máscara de hóquei que te transforma em Jason, o capacete que te transforma em tanque, a máscara de Carnaval que te faz virar o Joãozinho Trinta…esqueci algum?

Tem tela do mapa? Não, não, a Sega plagiou o Mario World em quase tudo, mas ela não aguentaria o processo da Nintendo.

Avaliação FZD: todo mundo que já teve um Mega Drive já jogou Kid Chameleon, é de lei, foi um dos primeiros jogos e ele também veio pro Brasil via Tec Toy. Pelo menos, é um jogo simpático e duradouro, até dá pra perder uma tarde chuvosa com ele. Foi com Kid Chameleoj que começaram as mutretas de fazer propagando dum game anunciando que ele tinha “centenas de fases”, “mais de mil desafios” e o escambau, estratégia que a Nintendo faria anos depois com seu foderoso Donkey Kong Country. E que você, leitor ingênuo e que acredita no lançamento do Duke Nukem Forever, caiu como um patinho do jogo do Flicky.

Rayman (Ubisoft- 3DO, PC, Sega Saturn, PS1, PS2, PSP, Nintendo DS e Atari Jaguar- afinal, 16 bits é coisa de pobre!)

Que bicho é esse? Um chupacabra legítimo, de nome científico Chupacabralis fajutensis, capturado e mostrado no Programa do Gugu.

Do quê trata o jogo? Um primo distante de Ristar, Rayman é o guardião duma galáxia de três planetas (não, não é o sistema Algol, nenhum dos planetas se chama Motavia) e amigão do deus Polokus, praticamente um pastor da sua igreja. Nesse universo, Rayman deve cruzar os planetas lutando contra ameaças esdrúxulas como piratas robôs e os Rabbids, coelhos amalucados com cara de psicopata, na verdade primos distantes do Noid e do Pernalonga.

Itens colecionáveis. Numa falta de criatividade absurda, lendo Sartre sem parar e organizando a próxima greve, os programadores da Ubisoft botaram umas bolas azuis sem sentido algum. Pegaram das que sobraram depois da produção do Nights.

Tem tela do mapa? Até o fechamento do fliperama, era um mistério. Alguém aí arranja um 3DO ou um Jaguar pra Zézão aqui jogar a bagaça e tirar uma prova dos nove? Deus Sephiroth abençoe quem fizer essa caridade.

Avaliação FZD: Rayman é um jogo francês, sacripantas! Feito 100% na terra de Merleau-Ponty e do France Five, por uma equipe de comedores de queijo estragado com brioche de massa podre e admiradores do Truffaut! Mais do que isso, exemplo de inclusão social, Rayman é o primeiro herói deficiente físico dos videogames. Nunca repararam que ele não tem nem pernas e nem braços? Pois é, são os videogames vencendo o preconceito!

Gex (Crystal Dynamics- o Mario do 3DO, com participações especiais no PS1 e no Nintendo 64)

Que bicho é esse? Uma lagartixa de óculos escuros. E sem mutações genéticas ou radioativas! Ou seja, desempregado desde 1999 no mundo dos games, Gex não pode procurar emprego nos X-Men e nem no Dead Space.

Do quê trata o jogo? Gex era um retrato do gamer típico, como você frequenta o fliperama e fica lendo aqui as palhaçadas do Zé Doido: sedentário, solteirão, preguiçoso e que passa o dia inteiro vendo televisão. Porém, um dia sua TV leva um raio e ele vai parar na incrível Media Dimension, dimensão paralela na qual o Big Brother passa o ano inteiro, o Sílvio Santos continua milionário e a Hebe Camargo desfila de biquíni. Agora, com sua língua de lagartixa, você terá que recuperar os controles remotos espalhados por fases como cemitérios de filmes de terror, dojos de filmes de kung-fu, naves de filmes de ficção científica, etc. Não, o mundo secreto não é a fase do Cine Privê, não insista e pare de babar, caro leitor.

Itens colecionáveis. Controles remotos e uns insetos para serem pegos com a língua. Encontre o controle premiado e ganhe um mês grátis de Sexy Hot e Canção Nova na sua TV a cabo!

Tem tela do mapa? Sim, basta apertar o botão do mosaico e ajustar o bombril da antena.

Avaliação FZD: Gex até era um jogo engraçado, simpático, junto com Kid Chamelelon de longe o melhor dessa lista…mas seu sucesso foi menor do que o Programa do Jacaré! Tentaram fazer de Gex o mascote oficial do 3DO, o duro é que o 3DO foi pras cucuias cedo demais…mas temos bons games pelo menos, como o divertido Gex 64, no qual a lagartixa encarna personagens de filmes clássicos como Operação Dragão, 007, Star Wars, Indiana Jones, Inspetor Faustão e o Mallandro, dentre outros clássicos do cinema pornográfico pós-moderno do Dogma 95!

Todas as celebridades de quinto escalão tem o seu espaço no Fliperama do Zé Doido! Esse é o seu Fliperama do Zé Doido, o Atahyde Patreze do mundo dos jogos.

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2 respostas para FZD APRESENTA: Os mascotes mais apagados

  1. Dom, Barão de Taubaté disse:

    Já teve posts melhores, mas esse continua excelente! Adogo! rs

    • zemarcelo disse:

      Fui verificar a lista de protagonistas desconhecidos e dá ainda pra fazer uma segunda parte desse post, com Spyro the Dragon, Croc, Klonoa, Blasto, Conker, Tomba, Zero the Kamikaze Squirrel, Ristar e outros…há muitos mascotes apagados nos videogames.

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