10 games baseados em filmes…que não valem um ingresso furado!

Quantos filmes legais já viraram um jogo de videogame e você, leitor ingênuo que ainda acredita no lançamento do Duke Nukem Forever e que o seu Xisboca nunca vai sofrer de 3RL, foi lá sem perceber alugar e/ou comprar o cartucho ou disco achando que seu filme favorito renderia um game memorável com seus protagonistas preferidos? E, quando você enfim ligou o console, ficou indignado com a vagabundice extrema do game, um puro caça-níqueis para aproveitar a fama da franquia? Pois é, o casamento entre games e cinema nunca foi lá tão feliz, ele sempre rendeu umas puladas de cerca, umas brigas no meio da rua e uns divórcios barraqueiros na Justiça, com direito a briga pela guarda dos filhos e uma ou outra toalha molhada em cima da cama.

O Fliperama do Zé Doido, perito em selecionar apenas a carne de pescoço para seus fiéis leitores, preparou aqui uma lista com dez filmes meia-boca que renderam dez games abaixo da crítica. Parecem até dez games desovados produzidos pela Sunsoft, mas você verá, leitor desprovido de preguiça, que até grandes softhouses queimaram o filme dessa vez.

APAGAM-SE AS LUZES E COMEÇA O “GRANDE” ESPETÁCULO:

10. Mission: Impossible (N64- Ocean, aquela softhouse que, como produtora de games, é uma boa pescadora de camarões)

Chupinhado de qual filme? “Missão: Impossível”, de 1996, baseado no seriado homônimo. Tom Cruzes, digo, Tom Cruise, o único ator com nome de carro da Supernanny, é o agente da CIA Ethan Hunt, que, guiado pelo chefão Jim Phelps, precisa deter os russos (sempre eles!!!) e especialmente o agente Alexander Golistyne, que detêm um arquivo com os nomes de todos os agentes norte-americanos. O duro é que o primo do Zangief quer divulgar todos esses segredos ao mundo, ferrando com os ianques, e isso tudo antes de WikiLeaks! Bom, lá pro meio do filme tem umas cenas de porrada, umas explosões, uns carros dando cavalo-de-pau, uns tiroteios, umas gostosinhas sujinhas em roupas rasgadas (hm, diliça!), umas traições, até o roteiro virar um queijo suíço. Uma ótima película para o Corujão e a Sessão da Tarde e sua audiência estupenda. Imagine o anúncio: “Esse agente muito louco vai lutar contra uns bandidos da pesada que aprontam as maiores confusões…”

Avaliação FZD: o décimo lugar dessa lista até que é um jogo bem-feito, seguindo fielmente o roteiro do filme, com uma dificuldade bem dosada e com uma série de quebra-cabeças instigantes e inovadores, que todo bom jogo de espionagem deve ter. Só que, assim como Zelda 64, Perfect Dark, Conkers e outros, fizeram um hype tão grande em cima dele (e tome a Nintendo adiando o lançamento), que, quando a fita saiu mesmo, todo mundo ficou decepcionado! Fora isso, a quantidade de itens e tranqueiras para se fazer as missões é absurda e completamente caótica, com destaque para o “chiclete explosivo”, (ALERTA DA PIADA SEM GRAÇA!!!) aquele chicle que é um estouro (TUDUMPAH!), o face maker capaz de copiar a face do inimigo (nada que uma bela cara-de-pau não resolva) e o pó nauseante, na verdade uma dose superconcentrada de sal de fruta Eno alterada geneticamente. Tudo isso faz de Mission: Impossible o único game do gênero “gambiarras” da história. O MacGuyver deve ter platinado!

Fora isso, outro problema foi que Mission: Impossible pegou uma época em que os games de espionagem (tanto em terceiro quanto em primeira pessoa) eram moda. Naqueles idos de 1998/99, foi uma enxurrada, um seguido do outro: Goldeneye 007, Winback, Perfect Dark, 007- The World is Not Enough, Syphon Filter 1 e 2, Metal Gear Solid, Incidente em Varginha…ou seja, ninguém mais suportava aqueles games cheios de traquitanas para inteceptar comunicações, fotografar inimigos, roubar dados, se infiltrar invisível em bases, etc. Mas, mesmo assim, esse crássico com Q minúsculo do Nintendo 64 até que rende uma boa diversão. Atravesse bases militares, prédios de embaixadas, depósitos, salas de computador, trens em alta velocidade e troque uns tiros com os russos, com aquela ótima jogabilidade de cenários de isopor e bonecos de papelão do N64. Aproveite para tomar um vinho e saborear uma boa placenta ao molho pardo com o Titio Tom Cruzes, antes que ele vá financiar Trovões Tropicais.

O Rain Man jogou e adorou!!!

Curiosidades Curiosas: existe um outro game chamado Missão Impossível para o NES, lançado no começo dos anos 90. Jogue-o junto com o do sexagenário da Nintendo e avalie qual dos dois é mais impossível. Depois, crie vergonha na cara e vá jogar Metal Gear!

9. True Lies (SNES- Acclaim, Lightstorm, Beam Software e LJN, nenhuma das softhouses quer assumir a autoria do desplante! Quem pariu Mateus que o embale!)

Chupinhado de qual filme? “True Lies”, filme de 1994 estrelado por Arnold Schwarzenegger antes de  roubar o dinheiro dos contribuintes ser eleito governador e dirigido por James Cameron antes de ele ter pele azul e de fazer sexo com os cabelos. Conta a história do agente secreto Harry Tasker, tão secreto que nem ele sabe que é agente, que tem que deter os dois terroristas (desta vez árabes!) Abu Aziz e Jihad de explodir os Estados Unidos com bombas atômicas. Que ideia de jerico, negada, não é mais prático e rápido explodir o World Trade Center enfiando um avião no meio das fuças?

Avaliação FZD: assim como Missão Impossível, por incrível que pareça, o game baseado em True Lies segue (e bem) o roteiro do filme, cada fase contando com uma das locações. Tem até uma fase feita como um shooter vertical, ao estilo de Aero Fighters, relembrando a parte em que Schwarza pilota um caça. Nessa variação de desafios até que o game se sai bem, mas…

…é um game de espionagem, sacripantas! Espere por uma porrada de itens que você não vai saber pra quê usar (um monte de tranqueiras, tipo detonadores de bombas, rádio-comunicadores, gravadores, câmeras fotográficas, óculos de visão raio-x, canivetes suíços) que só aquela revista mensal de games conseguiu entender pra quê que serve. Fora as missões, é claro, como encontrar um item numa sala cheia de inimigos armados, fugir de instalações prestes a explodir, entrar de stealth em esconderijos de inimigos…e as horrendas MISSÕES DE ESCOLTA, na qual o refém acaba sendo morto umas vinte vezes! E tome Mission Failed pra cabeça!

Este é o Super Nintendo querendo botar banca de console de 32 bits! Mais uma obra de James Cameron, cineasta especialista em afundar coisas (vide aquele navio titânico e a carreira do Leonardo DiCaprio!). Mais um afundamento com o selo Cameron de qualidade!

Curiosidades Curiosas: Harry Tasker na verdade é um exterminador vindo dum futuro não muito distante, que, após ser comido pela Sarah Connor sem camisinha, engravidou do Júnior.

8. ID4- The Game (PS1- Fox Interactive, aquela softhouse que é pior que uma raposa!)

Chupinhado de qual filme? “Independence Day”, filme de 1996, no qual uma horda de alienígenas sanguinários e destruidores, frutos do cruzamento de russos com chineses, e ainda por cima muçulmanos, ou seja, tudo que os EUA adoram, resolvem fazer um piquenique bem bucólico na avenida Pensilvânia. O presidente e mais algumas pessoas vão lutar contra a destruição de seu país, mas, como estamos num filme de Roland Emmerich, o roteiro é a menor de nossas preocupações. E tome a Casa Branca explodindo e Nova York indo pras cucuias!

Avaliação FZD: assim como nas fitas de Emmerich, o game também não possui história! Pilote o caça do Will Smith com uma perspectiva 3D vista de trás e meta bala em naves inimigas, geradores, armas alienígenas, e curta um game onde todas as fases são praticamente iguais! Sério mesmo, tem o Grand Canyon cheio de ruínas, Nova York arrebentada, Moscou caindo aos pedaços, os restos de Paris, e sempre aquela nave-mãe no topo da tela, igual em todos os estágios e os prédios e obstáculos sempre no mesmo lugar. As missões também são sempre as mesmas: arrebentar tal vilão num limite de tempo, explodir tantos geradores, resistir bravamente à tentação de arremessar o joystick contra a tela, dentre outras. Mais um plágio da engine de After Burner! Declare sua independência jogando esse CD no lixo e assistindo a um bom seriado japonês de destruição, que com certeza valerão mais que os minutos perdidos com ID4.

Curiosidades Curiosas: Só pra piorar um pouco as coisas, em 2000 lançaram um game online (?) de Independence Day, que deve ter feito o maior sucesso em alguma região da Moldávia e no norte da Guiana Francesa. Já Roland Emmerich, o diretor famoso por dirigir incríveis filmes sem história alguma, não contente em destruir o mundo com tsunamis e profecias maias, ainda continua a destruir nossa paciência com som surround e efeitos da IL&M.

7. The Da Vinci Code (PC, PS2 e XBox- The Collective, aquela produtora que coleciona fracassos e prejuízos)

Chupinhado de qual filme: “O Código da Vinci”, filme de 2006 escrito pelo famoso roteirista Akiva Goldsman, capaz de transformar o Batman dum herói foderengo e sombrio num palhaço sem a mínima graça. Baseado num livro de 2003 escrito por Dan Brown, o mais conhecido escritor de bulas de remédio e de catálogos de sex shop dos Estados Unidos, o livro conta a história do nerd virjão Robert Langdon, que, levado ao Museu do Louvre, na França, precisa decifrar uma lendária charada escondida nas obras de Leonardo da Vinci. Não, ele não come mocinha Sophie Neveu no final.

Avaliação FZD: The Da Vinci Code é um adventure point and click, e esse gênero de jogo se divide em duas categorias principais: os imprestáveis e Monkey Island. Como não há piratas no jogo do professor Langdon, então, por regra de três, a gente pode tirar uma conclusão sólida.

Embarque numa correria por Paris e Londres, que incluem famosos pontos turísticos como o Museu do Louvre, a igreja de Saint-Sulpice, um banco suíço, a abadia de Westminster e as casas da luz vermelha de Londres, resolvendo enigmas e puzzles “dificílimos” (que até um macaco dopado de Biotônico Fontoura conseguiria resolver) e se envolvendo em cenas de batalha tão emocionantes quanto uma sequência de botões do Dragon’s Lair com o DOS dando pau.

Assim, como o Fliperama do Zé Doido é um site chato que solta spoilers, zere o jogo e descubra que o corpo de Maria Madalena estava desde o início no Louvre, onde Langdom começou sua jornada para perder o cabaço para encontrar os segredos do Priorado, debaixo da pirâmide de vidro. E relaxe, mademoiselle Sophie, pode ficar sossegada! Se o Langdon não quer comer, o comissário Bezu Fache come…um prato da culinária francesa!

Curiosidades Curiosas: O Opus Dei abandonou as práticas de castigo corporal e o uso do cilício na perna. Agora, ela obriga a todos os seus fiéis a jogar sem parar o jogo do Código Da Vinci! Afinal, uma pedrada a mais na Maria Madalena ou uma ferida a mais num lazarento não vão fazer diferença, certo? The Da Vinci Code é um excelente jogo para os gamers fornicadores pagarem todos os seus pecados!

6. Addams Family Values (SNES- Ocean, a softhouse que faz seus jogos irem por água abaixo)

Chupinhado de qual filme? “Addams Family Values” (1994), que, graças à boa vontade de nossos tradutores e dubladores, virou Família Addams 2 aqui nas terras tupiniquins. Na continuação do primeiro (e bom) filme, agora o Tio Fester/Tio Funéreo/Tio Chico/Tio raio-que-o-parta-na-adaptação, faz o que o Robert Langdon nunca fez e arruma uma mulher. Mas a moça de família, cheia de más intenções, arma para separar o irmão de Gomez do resto dos Addams e roubar a sua fortuna. Nada que no Programa do Ratinho não se resolva sem um exame de DNA ou uma porradaria de praxe.

Avaliação FZD: lembra daquela engine do Jurassic Park pro SNES, aquela maravilha do mundo dos videogames, copiada completamente do Zelda- A Link to the Past, com a diferença de que no Zelda ela funcionava decentemente? Pois bem, aqui o Tio Chico/Tio Fester também mexe em alavancas e ataca os inimigos com raios e choques elétricos. Como um bom RPG feito em terras estadunidenses, esse jogo tem aquela característica marcante desde os dias gloriosos de Final Fantasy Mystic Quest: É UMA PORCARIA!

Com a ajuda dos Addams, agora o Tio Funéreo tem que resgatar o pequeno Pubert, filho mais novo de Morticia e Gomez, das garras da oxigenada Debbie, sua ex-mulher, antes que ela invente de obrigá-lo a pagar pensão. Para isso, precisa recuperar as chaves de várias mansões, atravessar umas dungeons, resolver uns quebra-cabeças e enfrentar uns chefões apelões, com a ajuda dos providenciais biscoitos de morcego da Vovó Addams, o café-da-manhã dos campeões segundo Ozzy Osbourne, que restauram sua energia e prolongam o seu nervoso ao se ver massacrado por um simples inimigo de meio de fase. Esse jogo dos Addams é tão bom, a bateria funciona tão bem, que é o único RPG que usa passwords para marcar seu progresso.

Com um storyline digno dum episódio dos Teletubbies, gráficos e sons de jogo feito em casa e uma jogabilidade que daria vergonha até para alguns jogos atarianos, Addams Family Values nos obriga a dar mais uma nome para o Tio Fester. Depois de Tio Funéreo e Tio Chico, agora temos o…TIO FODIDO!

Curiosidades Curiosas: O destino dos Addams após esse jogo vergonhoso: Gomez se divorciou de Morticia e arranjou uma pontinha no filme do Street Fighter, morrendo de desgosto logo em seguida; Morticia fundou o fã-clube e a Associação Internacional de Imitadoras Baratas de Elvira, a Rainha das Trevas; Vandinha se tornou Vandinha Surfistinha, a blogueira mais casta e pudica da Internet e Feioso, vítima de bullying, tornou-se o foderengo Zangief Kid.

5. Warlock (SNES e Mega Drive- Acclaim, para dar um fatality em todos os gamemaníacos)

Chupinhado de qual filme? “Warlock”, filme homônimo de 1995, um terror que faria o Zé do Caixão morrer de rir. É a história dum bruxo do século XVII que, graças a uma macumba brava, vai parar na Boston do século XX, para procurar as seis pedras que lhe dão o poder de recriar o armagedom e de dominar o mundo. Quem esse Warlock pensa que é, o Doutor Estranho, por acaso?O Toninho do Diabo? A Bruxa Baratuxa?

Avaliação FZD: alguém aqui assistiu a Warlock? Não, né. E quantos ainda se arriscaram a jogar esse crássico dos 16 bits? Uns poucos, que acharam bonitos os gráficos dessa bagaça, que mais parecem desenho de pré-escola. Um dos games mais meia-boca da era dos 16 bits, Warlock (o jogo) merece ganhar um prêmio por uma incrível façanha: consegue ser pior do que o filme. Isso é para poucos.

Conduza o bruxo aí de cima pelas fazendas de Boston, por casas mal-assombradas, pelo cemitério maldito, pelo Inferno, até enfrentar o rei dos demônios. Enfrente anjos caídos, zumbis, dragões e cachorros que não tomaram vacina, e se prepare, pois a jogabilidade de Warlock é tão ruim, tão péssima, tão malfeita, que dá até saudade de jogar Altered Beast no Mega Drive. Pelo menos no jogo da Sega você pode se transformar em lobisomem e em gárgula.

Curiosidades Curiosas: o Ministério da Saúde Gamer adverte: o uso prolongado de Warlock causa giros de cabeça, vômito verde e masturbações com crucifixos.

4. The Flintstones (SNES- Ocean, ah não, ela de novo não, pelo amor de Sephiroth, DE NOVO NÃO!)

Chupinhado de qual filme? “The Flintstones”, o primeirão, o mais divertido de todos, estrelado pelo John Goodman e pelo Rick Moranis. Num outro clássico da Sessão da Tarde, estrelando essa família da Idade da Pedra no ano 10000000000000000000 a.GD (antes do Golden Axe), a trama do filme se desenrola devido a uma maracutaia na empresa em que Fred e Barney trabalham, na qual o brucutu marido da Vilma (VIIIIIILMAAAAAAA!!!) vira bode expiatório dum golpe milionário na pedreira. É o Banco Panamericano fazendo história até na Idade da Pedra Endividada!

Avaliação FZD: Os Flintstones são legais! Melhor que os Jetsons e o bobalhão do George! Eles já renderam inúmeros games divertidos para várias plataformas (como os games de aventura para NES e Game Boy, até o jogo de tabuleiro The Treasure of Sierra Madrock para SNES, precursor do Mario Party, é um jogo até que simpático!), e, depois do filme bacana que eles tiveram no cinema, o game deveria ser muito bom, certo? ERRADO! Entregaram a bagaça pra Ocean, softhouse famosa por estragar todos os jogos que adapta, e deu no que deu. Controle um Fred Flintstone devagar, pesadão e desengonçado, derrube seus inimigos com bolas de boliche (?) e escale plataformas inacessíveis, que seu pulo de perereca aleijada nunca consegue alcançar.

Retire o cartucho do conector de seu Super NES e bote uma pedra lá, que você ainda vai sair no lucro.

Curiosidades Curiosas: o jogo dos Flintstones tem uma série de recordes gravados (que você pode acessar pelo options), mas…O BENDITO DO JOGO NÃO TEM BATERIA! ELE NÃO SALVA OS SEUS PONTOS! VOCÊ NÃO GRAVA SEU SCORE! OS RECORDES DOS PRODUTORES JAMAIS SÃO BATIDOS! Que que é isso, Ocean? É pra tirar com a nossa cara? Vocês querem fazer piada com nós, gamers dedicados, que pagamos o salário dos seus programadores?

Além disso, o game dos Flintstones traz também a opção de configurar seus textos em vários idiomas. Tem inglês britânico de operário bêbado, inglês americano de capiau do Texas, francês de puteiro barato, espanhol de paraguaio sacoleiro e italiano de novela da Globo. Porra, Ocean, não tem esperanto? SE NÃO TIVER ESPERANTO EU NÃO JOGO ESSA PORRA!

3. Dragon: The Bruce Lee Story (SNES e Mega Drive- LJN Entertainment, empresa que é tão vagabunda que até o arco-íris do logo deveria ser em preto e branco)

Chupinhado de qual filme: “Dragão- a história de Bruce Lee” (1993), cinebiografia do maior astro pornô de Hong Kong de todos os tempos, pai do Brandon Lee, neto do Stan Lee, cunhado do Tommy Lee, avô do Jet Li, amante da Chun-Li e apreciador do sorvete Frutilly. Como estamos falando duma cinebiografia, espere por partes emocionantes e chorosas…no filme, porque, no game, você vai é chorar DE ÓDIO!

Avaliação FZD: Dragon é um game de luta meio, digamos…diferente. Você só poderá lutar com Bruce Lee (ou um clone seu de calça de cor diferente) e enfrentará alguns inimigos sem nome e com carisma de personagem do Tibia ao longo do storyline do jogo, que segue mais ou menos as passagens do filme. Enfrente na primeira fase um marinheiro, depois um cozinheiro na segunda, depois um marombeiro na terceira, um lutador de kung-fu na quarta…sem contar a fase de bônus, num pilar daqueles de treinar golpes, no qual é impossível marcar um mísero ponto, cortesia da LJN e sua preguiça na hora de conceber um desafio.

É um jogo onde tudo funciona maravilhosamente bem: você aperta o botão de soco e Bruce rola pra trás do inimigo, o botão de chute te faz pular pelo cenário, a defesa te faz deitar no chão, o contra-ataque faz o oponente te agarrar e jogar longe, e assim por diante. Os únicos golpes que funcionam são o tapa na cara e o pé no saco, os preferidos do computador. E com aquela velocidade de Variant queimando óleo, típica dos jogos de Super Nintendo feitos nas coxas.

Curiosidades Curiosas: se o Bruce morrer numa das batalhas (o que inevitavelmente vai ocorrer, graças à excelência dos comandos), vem um espírito samurai pra lutar com você, quer dizer, para trucidá-lo impiedosamente e roubar seu Continue, lembrando que o espertalhão da locadora te passou a perna ao falar que aquele jogo de luta era tão bom quanto o Street Fighter. Não tem jeito, nem o Besouro Verde salva esse jogo!

2. Street Fighter: The Movie (Arcades, 3DO, Saturn e PS1- Capcom…SIM, É ELA! AGUARDEM PELO POST “AS 5 CAGADAS CLÁSSICAS DA CAPCOM”)

Chupinhado de qual filme? “Street Fighter: The Movie”, de 1994, um dos melhores filmes da história do cinema…trash. Ou seja, espere por abominações, como um brasileiro chamado Jimmy ( o Blanka), Ryu e Ken golpistas, Sagat trafica, Zangief metrossexual, Bison com cara de bêbado, Chun-Li repórter, E. Honda vestido de havaiano, Balrog cinegrafista, Dee Jay nerd, Dhalsim farmacêutico e Guile com a cara do Van Dame. A história? Parece que tem um país chamado Shadaloo, um coronel tirano, uma equipe de militares bem-intencionados querendo derrubar a ditadura. Só salva mesmo a Cammy vivida pela Kylie Minogue.

Avaliação FZD: peralá, deixa ver seu eu entendi: tinha o game Street Fighter, daí fizeram um filme baseado no videogame, e depois lançaram o game baseado num filme baseado no jogo? CRUZ-CREDO, CUMPÁDI! Dá até medo! E ainda quiseram utilizar uma engine de captura de movimentos e imagens como a do Mortal Kombat, usando os mesmos atores do filme. O resultado? UM EPIC FAIL DE GRANDE MEDIDA! Imagine um Street Fighter sem a gilete do Guile, o helicóptero da Chun-Li, o pilão do Zangief, os membros elásticos do Dhalsim, o tiger robocop do Sagat, os badukens, choriúkens e tréki-tréki-turukens…do jeito que a coisa vai, é melhor rebatizar o jogo como Street Smart.

Curiosidades Curiosas: Street Fighter: The Movie traz o personagem mais apagado de toda a saga Street Fighter, que não retornou nem nos Marvel vs Qualquer Coisa da vida: O CAPITÃO SAWADA! Sim, aquele japa que faz uma ponta de menos de 6o segundos no filme. Pois é, o personagem mais carismático do game! Na falta de Akuma vai o Sawada mesmo, afinal, quem não tem cão, caça com gato!

And the Oscar goes to…

1. Back to the Future 3 (Mega Drive- Arena, aquela produtora que merece ser jogada numa arena cheia de leões famintos e zumbis da Umbrella no cio, depois fatiada pelo Ryu Hayabusa, fuzilada pelo Dante, esganada pelo Snake, estuprada pelo Kratos, sodomizada pela Bayonetta e o que sobrar tem que ser jogado a uma legião de pokémons famintos e de guerreiros overpower do Everquest!!!)

Chupinhado de qual filme: “De Volta para o Futuro 3”, legalzuda ficção científica do diretor Robert Zemeckis, estrelando Michael J. Fox e Christohper Lloyd naquele que é o precursor espiritual do Segredo de Brockeback Mountain. Aqui, para fechar a trilogia, o Dr. Brown e Marty McFly vão parar na Hill Valley do Velho Oeste, e enfim o nerd veiaco criador do DeLorean que viaja no tempo vai perder a virgindade com a professorinha.

Avaliação FZD: meu caro leitor que gasta os dedos todos os dias fuzilando terroristas no Call od Duty e treinando tigers robocops e tréki-tréki-turukens no Street Fighter, cara leitora gostosa tem compromisso pra hoje? Curte um sexo selvagem à là God of War? que esmerilha as receitas do Cooking Mama e está apaixonada pelo Snow do Final Fantasy XIII, vamos fazer uma reflexão sobre os games. Ou seja, vamos viajar na maionese sem voucher da CVC.

Por que, afinal, um game é criado e ganha o direito de ter um lugar ao sol do mundo gamístico? É só pelo lucro, só mercado mesmo, capitalismo puro? Ou existe um lado artístico, autoral, que envolve toda a criação duma boa história? Por que alguns games são criados e se tornam estrondosos sucessos, e outros, a despeito de sua boa qualidade (como Okami, Enslaved: Odyssey to the West, Xenogears, Xenosaga, Demon`s Souls e tantos outros) caem no status de jogos “cult”? Certamente não dá pra se responder a isso.

Agora que a viagem na maionese passou, o delirium tremens tá comendo solto e a ressaca tá braba, pense naqueles jogos ruins. Isso mesmo, naquelas porcarias que ninguém alugava na locadora, que sobravam em todos os sábados à tarde nas prateleiras, que ficavam encalhados nos camelôs e shoppings de importabando, que nego evitava no fliperama. Aqueles jogos que você para e pensa, “afinal, porque lançaram essa bosta, que ninguém consegue jogar?”…

…e chegamos ao Back to the Future 3 do Mega Drive!!! Um jogo que você com certeza não passou da primeira fase, aquela que o Dr. Brown corre no cavalo, na qual é impossível controlá-lo, onde buracos no chão, toras de madeira, balas perdidas, ravinas e até as BORBOLETAS te matam com uma pancada só. Três vidas, sem nenhum Continue, password, upgrade, modo de dificuldade, só um truque vagabundo para pular as fases…

…daí você se esforça pra entender qual é a do game, e passa a primeira fase com um score ruim de dar dó. Chega no segundo estágio e é tudo diferente: agora, você joga um tiro ao alvo de parques de diversões. Depois, com um placar ainda pior, você passa para a próxima fase, e percebe que os estilos do jogo mudam dum estágio pro outro, como se fossem vários minigames num cartucho só…agora, copiando Sunset Riders e E-SWAT, você está num beat’em up de plataformas com tiros, tendo que caminhar pelos vagões dum trem em movimento da direita pra esquerda…DIREITA PRA ESQUERDA? Sacripantas, tem algo errado com esse scroll lateral, afinal, desde as priscas eras de Pitfall, Wonder Boy e Super Mario, você ia na direção oposta…

…e, a muito custo, fazendo uso de alguns cheats, você chega à fase quatro, desde vez no meio duma cidade do Velho Oeste, de frente prum saloon. Com uma perspectiva isométrica (do verbo Diablo & similares), você precisa executar todos os bandidos atirando com seus revólver e arremessando pratos. Os comandos são ruins, lentos, imprecisos, a velocidade dos tiros é muito alta, os inimigos são muito ágeis, a engine não ajuda. Mas você dá uma colher de chá, afinal é muito fã do De Volta para o Futuro, tenta levar as dificuldades da melhor maneira possível, e, quando viu, arduamente terminou a fase…uma animação diferente, você tem a impressão de que zerou o jogo…

…E VOCÊ ZEROU MESMO! E NÃO TEM FINAL! SÃO SÓ QUATRO FASES TIPO MINIGAMES, RUINS, DIFÍCEIS, MALFEITAS, CURTAS, QUE NÃO VALEM ABSOLUTAMENTE NADA! SEU ESFORÇO FOI EM VÃO, SEU OTÁRIO!!!!!!!!

Daí você pensa que foi feito um investimento em tal jogo, que gastaram uma bufunfa para fazê-lo ver o dia, que programadores qualificados trabalharam em seu desenvolvimento, e que foi tudo autorizado e devidamente licenciado pela Sega (ou seja, ela aceitou que tal estrumela figurasse na biblioteca de títulos de seu Mega Drive), daí você respira fundo e brada com toda a força dos seus pulmões…PUTA QUE PARIU! PUTA QUE PARIU! PUTA QUE PARIU!!!

Parece sacanagem. Parece que fizeram tudo isso apenas para rir da nossa cara. Aí já é pilantragem! Como afinal uma tranqueira dessas quer se fazer passar por um game?

Até um mico-sagui cego e sem cerébro entregaria um game mais decente. Sinceramente, Arena…

Curiosidades Curiosas: especialistas contatados pela reportagem do FZD (os caras ali que não deixam ninguém jogar GTA) falaram que Back to the Future 3 pro Mega Drive na verdade é o primeiro game de tortura chinesa do mundo. Experimente obrigar um malandro a jogá-lo por mais de quinze minutos. O cabocro confessa até o que não fez…

Desliga o DVD de cinema e vá jogar um game! Mas desde que seja um game que não seja baseado num filme, porque senão…já viu. E como seria o game do filme da Bruna Surfistinha?

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4 respostas para 10 games baseados em filmes…que não valem um ingresso furado!

  1. Paulo Aquino disse:

    Eu tenho visto seus vários artigos e rolo de rir com as coisas que eu vejo em cada um deles, neste que é o blog mais limpo e organizado desde o meu quarto…
    De todo jeito ele é bem divertido!
    Até invento uma frase curta pra reconhecer cada artigo, como “Perna-de-Pau Man” (Megaman Soccer), “Working-class Hero” (Os mil empregos do Mario), “Cascão o Bárbaro” (Golden Axe – coitada da Tyris, kkkk), “Haggar para prefeito” (Final Fight) ou “Cagadas Clássicas Nintendo”.

    Podia pôr de menção “desonrosa” o pavoroso Cutthroat Island (Ilha da Garganta Cortada), mas como o blog é seu, e o critério é “filme da hora, game podre”…

    Quantos jogos da Sunsoft você já jogou pra ter tanto ódio da empresa?

    E… …quando veremos uma Marvel vs Capcom 1 (NO ESTABELECIMENTO, não no blog rsrsrsrsrs)?

    • zemarcelo disse:

      Valeu, Paulão, por visitar o nosso barraco virtual. Quanto à arrumação e ao moderníssimo e limpíssimo projeto gráfico do blog, é com orgulho que informamos que o FZD segue as Normas Internacionais de tosquice e improviso fixadas pela Associação Brasileira de Podreiras e Tosquices de Barra do Chapéu/SP. Ou seja, nosso blog está atualizado somente com o que há de PIOR na net.

      Sim, este blogueiro se esqueceu do beat’em up do Cutthroat Island, foi bom você ter lembrado. Esse merece um post inteiro pra ele!!!

      Quanto à Sunsoft, bem…eu no fundo adoro ela! Graças a ela treinei muita destruição de controles de SNES naquele jogo da morte do Super-Homem. Mudou minha vida, me fez aceitar Jesus!!!

      Já o arcade do Marvel vs Capcom, sentimos informar, mas a máquina pirateada vinda do sudoeste do Bangladesh foi sequestrada por piratas africanos e agora está servindo de banquete para uma horda de criancinhas famintas e para os missionários dumas ONG picareta. Pedimos desculpas. Enquanto isso, desfrute à vontade do nosso Fighter’s Destiny.

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