10 jogos de luta que são um verdadeiro pé no saco!

Que os jogos de luta são uma tremenda coqueluche entre os gamers do mundo inteiro desde mil novecentos e fliperama do Pac-Man, todo mundo já sabe. Todo mundo que curte umas partidas eletrônicas tem dias em que acorda morto de vontade de dar uns murros, uns socos de fogo, umas giratórias apelonas, uns tiger robocops, uns badukens e uma especial espalhafatoso estilo Marvel vs Capcom. E enfrentar uma turma de briguentos mal-encarados para, depois de derrubar um por um nos cenários mais bizarros possíveis, peitar na unha o brucutu foderengo que se veste de último chefão.

Jogos de luta bons já tivemos às pencas (Street Fighter, Virtua Fighter, KOF, Tekken, Marvel vs Capcom, Mortal Kombat, Guilty Gear, Naruto), já os games ruins…ESSES VINHAM A RODO, três ou quatro porcarias a cada game bom. O pior foi a explosão dos jogos de luta nos arcades no final dos anos 90 e início dos 00, onde tínhamos aguentar umas bordoadas de cada jogo que não merecia nem ser jogado no emulador vagabundo feito em casa.

Pois é, meus queridos viciados frequentadores assíduos do fliperama: os games de luta desde o início foram um dos gêneros que mais se banalizaram no mundo dos games. produzindo cada réba que dava gosto de ver. Dos primeiros bons jogos, tivemos uma onda de plágios e de tentativas frustradas de emplacar jogos de luta ruins ou apenas medianos (Street Smart, Justice League: Task Force, Bio F.R.E.A.K.S., Dark Rift, TMNT Tournament Fighters, Karnov`s Revenge, a enxurrada de adaptações de Ranma 1/2 e Dragon Ball, dentre outros) e aqueles que faziam parte da fina flor da vagabundice gamer, como os dez dos quais vamos falar aqui. Aqui no FZD nós selecionamos apenas os games de luta especialistas nos dois melhores golpes que são garantia de KO imediato: o pé no saco e o tapa na cara. Por isso, faça um estoque extra de fichas, carregue a barra de especial, vá ao options e bote a dificuldade no easy, tome um suco de maracujá com cachaça e faça uma novena braba pra Padim Ciço e São Snake do Quixeramobim, que o post de hoje será como um tiger robocop no meio dos bagos. E não se esqueça de afiar a gilete do Guile.

BAAAAAAADDUUUUUUUUUKEEEEEENNNN!

10. Power Instinct (Atlus, softhouse amarelenta japonesa estuprada por tentáculos- arcades e SNES)

Como era conhecido?: “o jogo da véia”, nada a ver com círculos e X e a Dercy Gonçalves e a Hebe lutando num ringue de gel. Fazia referência às irmãs Otane e Oume, a heroína e a última chefona, respectivamente, famosas por vencerem as lutas atirando dentaduras, dando beijos melequentos e soltando meteoros que fariam o Seiya chorar de inveja e levar chifres da Saori.

Avaliação FZD: fala sério, a véia Otane Goketuji agarrava seu personagem, enchia ele de beijos de ventosas, e depois, numa macumba danada, mizifio incrível manobra mágica, rejuvenescia e se transformava numa mocinha siliconada? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!!! Com uma bizarrice dessas, cortesia do melhor senso de humor japonês, era pra gente esperar uma tranqueira que não vale uma ficha furada.

E deu no que deu: Power Instinct é um daqueles jogos de luta que conseguem um sucesso fora do normal lá na terra do Jiraiya e que se transforma num fracasso retumbante aqui no Ocidente. Não é pra menos, dá uma olhada no elenco de lutadores: além da véia ninfomaníaca, contamos com uma gatinha de novela das seis (Annie Hamilton), um rato de academia de regata agarrada (Keith Wayne), um kickboxer desnutrido com um constrangedor choriúken de gelo (Reiji Oyama), um travesti de cabelo verde e roupas militares (Angela), um cacique com pinta de Sagat (White Buffalo), um ninja trapalhão com o capacete do Darth Vader (Saizo) e um skinhead disfarçado de monge bundista, digo, budista (Thin Nen). Com um elenco carismático de perebas de terceira escalão desses dava até pra fazer novela no SBT!

Ainda tentaram lançar algumas sequências de Power Instinct pros arcades e consoles de 32 bits (até rebatizaram a série como “Matrimelee”, mas ninguém quis ser padrinho), mas, no final das contas, a franquia caiu no limbo dos jogos malfeitos para de lá nunca mais sair. Sorte a nossa, imagine ter que aguentar até hoje os beijos sem dentadura da Otane?

A última notícia que nós recebemos aqui no fliperama foi que um monte de cópias de Power Instinct foi usada para conter o vazamento de radiação de Fukushima! É o Fliperama do Zé Doido fazendo a sua parte social.

Curiosidades Curiosas: o pior de tudo é a história da bagaça: Otane e Oume, do clã Goketuji, reúnem todos os seus descendentes dispersos pelo mundo para disputar a vaga de líder da família. Acontece que os lutadores são cada um duma nacionalidade, como a Annie que é inglesa, o Keith que vem dos Estados Unidos, o Saizo e o Reiji que são compatriotas do Jaspion, a Angela que é italiana, digo, italiano…caramba, Otane, a senhora pelo visto deu mais que chuchu na cerca espalhou a sementinha dos Goketuji no mundo inteiro, hein? Que vida mais cheia de putaria agito a senhora teve, né? É verdade que falam por aí que a senhora foi atriz de pornochanchada?

9. Street Fighter 2010: The Final Fight (Capcom, numa das suas maiores demonstrações de incompetência- NES, Turbo Game, Phantom System, Dynavision, Polystation e todos os clones)

Como era conhecido?: “Street Fighter no futuro”, pois, naqueles anos longínquos de 1990, tempos saudosos e queridos que não voltam mais, quando a Argentina ainda moía de pancada a Selecinha Brasileira e a Escolinha do Professor Raimundo passava de segunda a sábado, 2010 era um ano longínquo. Capcom, seu passado te condena! Nem queira saber o que iriam pensar de você no futuro!

Avaliação FZD:existem coisas que deveriam ser proibidas no universo gamer. Uma delas é bagunçar a cronologia das séries famosas, que nem fizeram com Metal Gear Solid e Devil May Cry na era PS2: esse lance de que o primeiro jogo é o segundo, o segundo é o quarto, o terceiro é o primeiro e por aí vai não tá com nada, só serve pra softhouse de meia pataca faturar com side-stories pros portáteis.

Isso quando não inventam um futuro ou um passado zoado pro game, uma cronologia que é tão boa e coerente que simplesmente desaparece depois dum tempo, pra não estragar o game, com jeito de megassaga da DC no estilo Crise nas Infinitas Terras. Foi o que aconteceu com Street Fighter 2010- The Final Fight, que, só pela salada que é o título, deve ter causado uma azia e uma disenteria titânica no Anti-Monitor.

Para começar, o game é um Street Fighter no futuro (???), estrelado pelo nosso querido Ken Masters transformado em ciborgue (não força a amizade não, Capcom, faz favor!), que precisa saltar dum planeta pra outro e lutar contra alienígenas, monstrengos e robôs para recuperar uma geleca (sei, sei) que ganhou vida e contém o seu DNA e o do seu amigo Troy (vije, Ryu vai ficar com ciúmes!). Pra começar, que negócio é esse de fazer o Ken virar cientista? Porra, o cara que é mestre no tréki-tréki-turuken não consegue nem passar em vestibular da UniEsquina (Centro Universitário Ali da Esquina, onde as mensalidades são pagas em 18 meses sem juros, aproveite!!!). E esse tal de Troy, que só aparece de figurante? Um personagem mais apagado do que o Capitão Sawada? O pior de tudo é que no texto de abertura ainda colocaram que, vinte e cinco anos atrás, o Ken foi campeão do torneio Street Fighter.

O pior de tudo é que a jogabilidade em nada lembra o crássico dos Lutadores de Rua, pois ela não é exatamente um engine de luta mano-a-mano. Na verdade, é um jogo de plataforma tipo Strider, com a movimentação chupinhada do Ninja Gaiden. Nem baduken tem, você só solta uns raios com os pés e mais nada!

E, vendo tamanha besteira aleatória (pois a única coisa de Street Fighter é o título mesmo), você acha que é só algum jogo modificado pelos pirateiros. De repente, quando vê ali na ficha técnica que o jogo foi lançado pela Capcom e licenciado pela Nintendo…SANTA MUTRETA DO CONTO DO VIGÁRIO, BÁTIMA!

Curiosidades Curiosas: todos os inimigos do jogo (pois nos planetas, além dos “chefes”, tem só uns mísseis que ficam te atrapalhando) são nomeados apenas como “Target” (alvo, em inglês). Bela criatividade, hein, Dona Capcom? Já que vai foder com a gente, bem que podia levar pra jantar e comprar um vinho e uns chocolates, né?

8. Hiryuu no Ken (Culture Brain- softhouse que, por si só, é um problema, pois nela faltam um cérebro e uma cultura- SNES e Nintendo 64)

Como era conhecido?: “o jogo dos Cavaleiros do Zodíaco”, só porque tinha um desenho estilo anime. Lógico que, pra gente se convencer que se tratava dum game dos Cavaleiros, era necessário forçar a amizade a extremos nunca dantes navegados.

Avaliação FZD: a série Hiryuu no Ken (que no Ocidente é conhecida como Flying Dragon Twin), desprovida de misericórdia, piedade e outros sentimentos anarco-sindicalistas de vanguarda ecoterrorista cristãos, além de nos ter brindado com o “maravilhoso” Hiryuu no Ken- Golden Fighter para SNES (também conhecido como Ultimate Fighter), sem ter piedade de nós, resolveu lançar um game de luta com seus personagens em SD (Soberbamente Danados). O resultado? Bom, mais um game de SNES que vive de enganar gamers do mundo inteiro com ilustrações lindíssimas e exóticas na capa e uma jogabilidade que dá azia em Sonrisal.

Como em Golden Fighter, você poderá jogar com as versões cuti-cuti de Ryuhi, o herói de quimono vermelho, e os demais personagens da série Hiryuu no Ken, uma escumalha de samurais, ninjas, judocas, lutadores de sumô, robôs, pé-grandes e até uma múmia com pinta de faraó que luta usando um cotonete gigante. Como sempre, o idioma japonês, que nada mais é do que o grunhido do Godzilla com unha encravada, vai ter enfiar uns game over goela abaixo com bastante raiz-forte.

Mas é com uma dor no coração que botamos Hiryuu no Ken aqui no FZD: o jogo bem que se esforça pra ser um bom título de luta, até arrisca uma barra de golpes especiais, mas, no final das contas, vira aquele negócio lento e tartaruguesco do SNES com problemas de memória RAM. Não fique triste: o computador sempre vai estar a um passo na sua frente e sempre conseguirá fazer entrar os comandos dos especiais. Até aí, aguente a zoeira dos maloqueiros.

Curiosidades Curiosas: além de SD Hiryuu no Ken, os anencéfalos aculturados da Culture Brain, provando que compaixão não é algo que passa pelas suas cabeças ovais cheias de cabelos verdes e azuis, ainda tiveram o DESPLANTE de lançar um jogo da série para o Sexagenário Nintendista: trata-se de Virtual Hiryuu no Ken (foto ao lado). Faça as contas: jogo de luta no N64 e ainda por cima em 3D??? Coisa boa não deve dar. E não deu mesmo…

7. Avengers in Galactic Storm (Data East, cujo slogan “THEEEE AAAAAAAAVEEEEENGERS, pronunciando com entonação de cantor de quermesse, já diz tudo- apenas arcades e gibizinhos da época pré-Heroes Reborn).

Como era conhecido?: “o jogo dos heróis do gibi”. De fato, Avengers in Galactic Storm é uma adaptação do arco de HQs dos Vingadores intitulado “Operação: Tempestade Galática”, publicado pela Abril Jovem aqui em terras tupiniquins entre 1995/96. Leia-se a Tempestade Galática como mais uma Guerra Secreta sem Beyonder e com muita tragédia e dramalhão espacial, cortesia das patacoadas do Titio Jim Starlin.

Avaliação FZD: o game tenta de alguma maneira adaptar a história das HQs para o fliperama, e o resultado é uma amálgama bizarra entre dois estilos de games de luta (beat’em up e mano-a-mano) que mais atrapalha do que ajuda. Vamos ver: você tem a impressão de que se trata dum game no estilo Cadillacs & Dinosaurs e do primeiro jogo dos Vingadores porque você dispõe de duas vidas para derrotar cada oponente num round só, sua energia sendo recarregada aos poucos duma “fase” para a outra, e geralmente tendo que zerar duas ou três barras para cada inimigo(com exceção do modo versus, que é oferecido assim que você bota a ficha). Caramba, Data East, o que que custa botar um “round one, FIGHT” entre cada uma das contendas?

Depois, relembrando os péssimos jogos de luta da era pré-Street Fighter 2 (do verbo Street Smart & similares para os sistemas 8 bits), você pode escolher entre uma gama ampla de heróis (Capitão Imperialista Ianque Etnocêntrico América Latina, Thor fantasiado de He-Man, Cristal, Cavaleiro Negro Segundo Escalão da Marvel, Homem de Ferro Enferrujado, Visão de mercado, dentre outros personagens desconhecidos). Mas rola uma mutreta tanto no story quanto no versus mode: você só pode optar entre quatro dos heróis ou dos vilões (no caso dos heróis, apenas entre Capitão América, Cristal, Cavaleiro Negro e Quasar), enquanto que os outros quatro personagens (Visão, Homem de Ferro, Gigante e Thor) contam apenas como assistentes dos heróis, entrando no meio da luta apenas para dar um golpe e vazar. O mesmo vale para os vilões, há os quatro principais e os quatro sidekicks. SANTA QUIZUMBA DO BALACOBACO, BÁTIMA! Até você entender o sistema, sem o auxílio da providencial revista frescurenta, você já perdeu todas as fichas e ganhou a fama de noob na quebrada.


Apesar dos gráficos serem bons (3D sem exageros e personagens quadradões) e da jogabilidade seguir um estilo rápido e preciso do Marvel Super Heroes, o que ferra o jogo, principalmente no story mode, é que a Data East quis fazê-lo de maneira a acompanhar integralmente a história da HQ. Pô, e jogo de luta lá precisa de história? Aprendamos com Tekken que storyline de jogo de luta serve apenas pra justificar as frescuras do protagonista e a bizarrice do chefão final! Marvel vs Capcom 3 que o diga! Se quiser um jogo de luta cujo storyline estraga completamente a jogabilidade, vá bater um papinho e passar um nervoso com Tobal N.1, que depois nóis conversa.

Curiosidades Curiosas: a saga “Operação: Tempestade Galática” envolvia batalhas espaciais, naves e a luta entre dois impérios alienígenas marvetes (os Kree e os Shiar), com a Terra no meio e os Vingadores e o Quarteto Dramático Fantástico tentando impedir o problema. O que será que motivou a guerra, hein? Poços de petróleo? Armas de destruição em massa? O Hugo Chávez? A alta no preço da melancia?

6. Pit-Fighter (Atari, que ganharia mais fazendo um “Pitfall Fighters” do que essa tosqueira aqui- arcades, SNES e Mega Drive, e, se não fosse por Shaq Fu, teria o título de jogo de luta mais IMPRESTÁVEL dos 16 bits)



Como era conhecido?:
“o jogo dos bombados”. Dê uma olhada na imagem ao lado: viu o que acontece se você tomar uma overdose de anabolizantes? Pois é, esqueceram de avisar isso pra Atari antes de ela produzir e lançar essa bomba.

Avaliação FZD: cabe a pergunta: por que raios fizeram Pit-Fighter e ainda quiseram lançar um game desse quilate? Primeiramente, os gráficos: aquele negócio de captura de movimentos e imagens reais de atores nunca deu muito certo. Vejam a tragédia do Street Fighter: The Movie e avaliem o estrago. Depois, até mesmo o Mortal Kombat, o melhorzinho da turma, aboliu a prática a partir do MK4 e as coisas só melhoraram.

Depois, a péssima jogabilidade, com golpes tão simplórios, que te fazem ganhar a luta apertando apenas um botão. Não tem meia lua pra frente e soco, não tem as sequências intermináveis dos golpes especiais, não tem nem um fireball pra quebrar a rotina. Sempre os mesmos chutes, os mesmos murros, umas cotoveladas irritantes…jogo de luta sem uma certa dose de histrionismo e exagero é como um cachorro-quente sem salsicha!

Escolha entre três lutadores CHEIOS de carisma, Kato, Buzz e Ty, mudando neles apenas a cor da pele e das ceroulas, e saia no braço com uma horda de inimigos bombados e sem nome, um monte de punks, lutadores de luta-livre e prostitutas de espartilho com o carisma equivalente ao do Fiuk tocando sanfona. Sempre rodeado por uma multidão que quer ver o circo pegar fogo, que nem quando rolava uma briga na Quinta Série. Experimente correr pro lado do povo que eles logo vão te empurrar de novo pra arena. E que torcida animada, hein, parece até torcida organizada do Paulista de Jundiaí na final da série A-3.

O mais bizarro é uma bola verde que você pode pegar durante as lutas e que te faz ficar que nem o Hulk. CACILDIS! Não é à toa que esse game nos deixa verde de raiva! Mas pensemos pelo lado bom: em seus vídeos de demo, pelo menos, Pit-Fighter pode servir como um ótimo vídeo de ginástica, nos ensinando a fazer abdominais e a puxar ferro. Por isso, Pit-Fighter pode ser considerado o primeiro game do mundo a lutar por uma vida menos sedentária, PORQUE SAÚDE É O QUE INTERESSA, O RESTO NÃO TEM PRESSA!

O Paulo Cintura deve ter platinado!

Curiosidades Curiosas: o pessoal da Atari parece que num sei: apesar do “estrondoso” sucesso de Pit-Fighter, eles ainda quiseram usar a mesma engine num beat’em up, o horrendo Guardians of the Hood! Não é à toa que o Jaguar é o console mais falido de todos os tempos!

5. Way of the Warrior (Naughty Dog- É SÉRIO! Depois desse, ela merecia ser pega pela carrocinha e levada pruma fábrica de sabão- 3DO apenas)

Como era conhecido?: “Mortal Kombat do 3DO”. Sério mesmo, basta olhar para as telas, o naipe dos lutadores, a trilha sonora, os cenários malfeitos, em tudo este game tenta ser um decalque do crássico de Lyu Kang & cia mutilada. Isso é o que acontece quando existem algumas franquias de games são exclusivas duma determinada plataforma e eles tentam emplacar um jogo no mesmo estilo na outra. Vide Vectorman e sua tentativa de fazer concorrência a Donkey Kong Country (POBRE MORTAL!)

Avaliação FZD: comecemos pela horrenda voz com laringite e catapora intestinal na garganta que anuncia a história, diz o nome dos lutadores e narra as brigas: aquilo mais parece a Nair Bello depois de engolir um milk-shake de Cepacol com sal grosso. Depois, passemos às fotos dos lutadores na tela de player select: um monte de fotos de Orkut com caretas canastronas e, no caso do Ninja (sim, todo jogo de luta tem que ter um Ninja, este não é exceção!) a foto parece editada no Paint. Lembra do Elifoot, aquele jogo de gerenciamento de futebol para PC, que era praticamente feito no Microsoft Office? Pois bem, o código-fonte do Way of the Warrior foi todo escrito em papel de pão e depois copiado e colado no Bloco de Notas do Windows. Ou melhor, do DOS mesmo, programado num XT de tela fluorescente.

O pior de tudo é que Way of the Warrior possui FATALITIES! Mas uns fatalities totalmente nada a ver, como mordidas que arrancam braços, lutadores cuspindo fogo (pelo menos se parece com uma chama! O que vale é a intenção) e o escambau! Dentro do mundo dos plágios mortal-kombatianos, Way of the Warrior está no canto oposto de Eternal Champions! A única coisa a fazer é encontrar o caminho da locadora que te emprestou essa tranqueira e encher o dono da porrada, até piscar na tela o FINISH HIM!

Way of the Warrior é o jogo de luta mais desencaminhado de todos os tempos!

Curiosidades Curiosas: destaque para o fatality do lutador que usa um kilt escocês: ele levanta o saiote e de lá saiu uma piroca de fogo pra pulverizar o inimigo. Te cuida, Kid Bengala!

4. Savaki (Cynus Microcabin- uma softhouse que com certeza todo mundo ouviu falar- Saturn e PS1)

Como era conhecido?: “aquele jogo de luta ruim pra caraio”. Melhor definição, impossível.

Avaliação FZD: receita para se fazer um bom game de luta: recorte uns bonecões desengonçados em papelão, recheio-os com bastante isopor e serragem, desenhe em cada um cara de mau inteiramente quadrada que não assusta nem uma margarida murcha e enfie-os numa arena octogonal de vale-tudo chupinhada do Fighting Vipers. Depois, vendo que todos os nomes legais de lutadores já foram usados (Ryu, Ken, Lyu Kang, Kyo, Iori, Jin Kazama), acabe com esse negócio de nomear personagens: a partir de agora, os lutadores só serão denominados pelo seu estilo ou arte marcial: Karate, Muay Thai, Jeet Kun Do, Freestyle, Boxing, Kung Fu, Pato Fu, Fu Manchu, Sai-Qui-Ieu-Dô, Torcida Mancha Verde, Geral dos PM, dentre outras incríveis “artes” marciais.

Adicione uma torcida barulhenta e monótona (que vibra como se o mundo fosse acabar, com cada cotovelada e empurrão) a gosto, esquente com uma capa até que legal, tempere com um frame rate jurássico de 60 fps e sirva com a maior cara de pau do mundo. Pode ter certeza: seus amigos vão te encher de porrada depois dessa. Mas, diferentemente da porrada dos bonecões de papelão do Savaki, essas os murros e chutes acertam.

Curiosidades Curiosas: lançaram Savaki também pro PS1, na mesma época que saiun a versão do Saturno…bom, nem eu, nem você, nem ninguém soube, né?

3. Rise of the Robots (Acclaim- a próxima candidata às “5 cagadas clássicas”- a versão ruim saiu para 3DO e Saturn, e versão PIOR foi pra SNES e Mega)

Como era conhecido?: “o jogo de luta de robô”. Um cientista entrevistado pela reportagem do FZD (aquele velhinho de cabelo espetado que derrota todo mundo no Cyberbots e nos games do Gundam) disse que, em Rise of the Robots, aquelas engenhocas que ficam torcando sopapos tão mais pra liquidificadores Made in Paraguay comprados na 25 de Março.

Avaliação FZD: típico game da transição dos 16 para os 32 bits, Rise of the Robots foi uma bola fora da produtora do Mortal Kombat, que trocou tripas por circuitos e parafusos e o sangue por faíscas e óleo de motor. Robôs nos games por si só são ideias que nunca dão certo. Portanto, se os jogadores de vôlei ciborgues do Super Volleyball já eram umas lata-velhas com motor de Lada e se Cyborg Justice era uma sucata em cartucho, o resultado de Rise of the Robots não poderia ser melhor.

Como todos aqueles jogos de luta que insistem em ter um arremedo de storyline, aqui na Ascensão dos Robôs você controlará esse ciborgue azulão daí de cima (que se chama “Cyborg”. UAU! Imagina se mania pega? No Street Fighter nós teríamos que chamar Ryu de “Karateka”e Ken de “Quimono Vermelho”) para estapear algumas sucatas incríveis, com o radiador queimado, a bateria nas últimas e quarta marcha escapando. Praticamente um Street Fighter: Ferro-Velho Edition ou um Mortal Sukata. O bom de Rise of the Robots é que basicamente todos os lutadores apresentam um problema gravíssimo de rebimboca na parafuseta que impede que qualquer golpe saia direito.

Quer saber? Se aquela tia de terceiro grau ou aquele seu colega de carteira no curso de CFC te derem esse presentaço, desmonte o cartucho e vá vender as peças e chips no Santa Efigênia (ou, no caso dos CDs, use-os como almofada de copo de cerveja), que você ainda sai no lucro. Essa é a dica FZD para nossos leitores. Agora, imaginem se a moda de Rise of the Robots pega: teríamos um Gran Turismo apenas com Ladas, Corcéis, Belinas, Fuscas peidorreiros, Brasílias, Variants com massa nas portas e o Fiat 147 queimando óleo. Capotando a Romi-Isetta com motor de Chevette você ganha um troféu!

Curiosidades Curiosas: detalhe para o som de fundo das lutas: os programadores querem que a gente acredite que é tecno pós-industrial, mas tudo não se passa duma belíssima sinfônica executada por uma harmonia de batedeira desregulada. Aproveite e engula uma bala (de estricnina!) pra caia na balada!

2. Primal Rage (Time Warner Interactive- a casa do Pernalonga, do Batman e da Vovó Mafalda- 3DO, Sega 32X, Saturn, Playstation, arcades e SNES)

Como era conhecido?: “o jogo dos dinossauros”. Cacilda, um Pokémon avant la lettre? Sei, sei. Tá mais pruma tragédia cataclísmica mesmo.

Avaliação FZD: Com o lançamento do filme “Jurassic Park”, lá em algum canto recôndito dos 90’s, os dinossauros viraram uma moda tão perene quanto os skatinhos de dedo. Daí aguenta ver seres jurássicos em tudo: “Família Dinossauros” (NÃO É A MAMÃE!), Dinosaucers, Cadillacs & Dinosaurs, “Carnossauro” (FIRME BÃO DIMAIS DA CONTA, SÔ), Power Rangers…até que algum programador virjão e alérgico a Yakult teve a belíssima ideia de jerico de enfiar uns dinossaurões mutantes e uns gorilões monstruosos para brigarem num game de luta.

Fala sério: quem disse que lutar com mortidas, patadas, arranhões e golpes de cauda era um troço divertido? Pois é, apenas a meia dúzia de espertos que concebeu Primal Rage se divertia com isso. E tome mais um plágio do Kombate Mortal com seus sangues e tripas respingando na tela, com cenários cheios de pterodáctilos e vulcões em erupção, além de algumas ruínas gregas, restos de prédios de metrópoles, umas imitações de Stonehenge e de moais e uma horda de homens das cavernas na torcida. Epa, mas o game não se passa na pré-história? Então quer dizer que os dinos reviveram após uma tragédia e o mundo voltou a ser um local selvagem, onde as mulheres não depilam mais os sovacos? SANTA ESCULHAMBAÇÃO SÓCIO-HISTÓRICA, BÁTIMA!

Se você conseguir ganhar algum round (porque os comandos são igualmente jurássicos, até um Odyssey com controle pirata funciona melhor), veja o coração do seu oponente ao lado das artérias de sanguinho explodindo e virando melado de cana. Deve ser o que aconteceu com os cérebros dos INESGÚMENOS que fizeram essa joça.

Curiosidades Curiosas: já experimentou dar um fatality no Primal Rage? Não? Quer tentar? Com jeitinho? Vai doer um pouco mas vamos lá…

Segure um botão, faça os comandos e depois solte o dito-cujo. É SÉRIO! Deveria ter um troféu ou um achievement pra quem conseguisse executar o mais simples mortal do jogo. Pratique bastante e, caso seu dedo fique roxo e empelotado de calos, sem crise: ampute o bichinho sem anestesia.

And the Oscar goes to…

1. Shaq Fu (Electronic Arts, provando ser a softhouse mais arteira de todos os tempos, que merece ficar de castigo e apanhar na bunda após essa “obra”- Super NES e Mega Drive)

Como era conhecido?: Apenas como Shaq Fu…DEU, Ó OS HOME AÍ, CUMPÁDI! SEBO NAS CANELA, MANO!

Tem também o nome informal de “Desgraça Absoluta da Humanidade”.

Avaliação FZD: Um belo dia, o jogador de basquete Shaquille O’Neil, num intervalo entre suas obras de caridades e suas partidas na NBA, é magicamente transportado para uma dimensão paralela, lotada de seres hostis e alienígenas sanguinários, e agora ele precisa dar um jeito de vencer os demônios que ocupam a dimensão maligna e de voltar para sua casa. Se estivéssemos falando de “Caverna do Dragão”, “Guerreiras Mágicas de Rayearth”, “História Sem Fim” e “Os Trapalhões na Terra dos Monstros”, posso te garantir que estaríamos em terreno seguro, mas…

…estamos falando de Shaq Fu…DEU, A GENTE TAMO CERCADO! Um jogo que, a nível de vagabundice, tá pau a pau com De Volta para o Futuro 3. Daqueles jogos que não mereciam nem sair da prancheta e das cabeças psicóticas dos produtores. Afinal, Shaq Fu…DEU, OS GAMBÉ TÃO NA NOSSA COLA, TRUTA! é daqueles jogos de luta com a jogabilidade tão ruim que é impossível soltar um baduken ou ganhar uma luta sequer. Experimente passar um nervoso com ele, que você não vai se arrepender.

Shaq Fu…DEU, OS HOME TÃO METENDO PIPOCO NOS MALANDRO! tem dois modos de jogo: um de história em que você só controla Shaquille e anda com ele pelo mapa desafiando os adversários, numa mistura de briga mano-a-mano com RPG, copiando os Hiryuu no Ken para Nintendinho. Porém, não estamos falando dum jogo do Naruto aqui, pois o jogador de basquete não consegue incorporar o Oscar Schmidt de Nove Caudas. Logo, este modo é um desastre. Mas temos também o modo versus, onde você e um(a) amigo(a) podem passar um nervoso do caramba disputar uma alegre partida de Shaq Fu…DEU, OS HOME VÃO BOTAR NÓIS NO XILINDRÓ!, estragando os dedos e o joystick com aqueles comandos bisonhos.

Psicografando Vicente Mattheus, Shaq Fu…DEU, CABÔ AS PIADA, CUMPÁDI! é um jogo incrível, incomensurável, inapreensível, injogável, inviável e IMPRESTÁVEL! O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos da indústria gamer do Azerbaijão!

Curiosidades Curiosas: para alguém mais atento, dá pra perceber que a ambientação e os personagens de Shaq Fu…DEU, AGORA A CHINELA VAI CANTÁ! ELES É GRANDE MAI NÓIS É RUIM! são “livremente” (e bota livre nisso!) inspirados na mitologia egípcia. O que nos leva a concluir que os responsável por tal tranqueira gamística são umas múmias!

UFA! Depois de muito nervoso, junte todos os cartuchos/placas/discos desses games, gire os braços, concentre suas energias *trilha sonora dramática do anime do Street Fighter*, e, fazendo pose de lutador esparolado, grite a plenos pulmões: BAAAAAAAAAAAAAAAADUUUUUUUUUUUUUUUUUUKEEEEEEEEEEEEEEEEEEENNNN!

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