Sonic Wings/Aero Fighters: o famoso “jogo do aviãozinho”

Para início de conversa, antes de prosseguirmos com nosso post de hoje, o senhor Zé Doido, proprietário deste fliperama bloguístico e cibernético das lides cibernéticas da grande rede, reitera a nossa posição política e nossa linha torta editorial: nós do FZD somos completamente CONTRA A PAZ, A FAVOR DA GUERRA E DA PROLIFERAÇÃO DE ARMAS ATÔMICAS! Aliás, de bombas nós apoiamos até traque de São João. Nós adoramos fazer guerra, brincar de polícia-e-ladrão e jogar Command & Conquer online, porque  A PAZ É PARA OS FRACOS!

Aham, agora vamos lá com o jogo esculhambado homenageado de hoje: trata-se do clássico jogo do aviãozinho em que você escolhia os pilotos pelos países, o nosso querido e divertido Aero Fighters (chamado de Sonic Wings lá na terra do Sol Mal-Parido, digo, Sol Nascente), lançado em algum canto recôndito do ano de 1992. Lembra dele, caro leitor viciado em Space Invaders e River Raid? Daquele que tinha um mapa-múndi na tela, e você ia atravessando os países, e tinham quatro bandeiras procê escolher os pilotos, que as fases iam se repetindo de maneira aleatória? Lembrou, né, afinal, depois que você levou um coro tentando desviar dos tiros e mísseis dos inimigos, metade do fliperama te zoou e a outra metade riu da sua cara!

Inspirado livremente (ou melhor, copiado com a sem-vergonhice genial dos programadores do Oriente) em Galaga e River Raid, dois crássicos da era do videogame a lenha, Sonic Wings/Aero Fighters tem todo aquele pique de shoot’em up dos 8 bits: rápido, com uma variedade incrível de naves inimigos, tiros chovendo de tudo que é canto da tela, bombas especiais apelonas e chefões que ocupam toda a tela, sem dó. Pensou que só Axelay era o rei da cocada preta, com suas frescuras supernintendísticas? Que nada, rapaz! Se não gostou, vai jogar Twinbee, que Aero Fighters, assim como o jogo dos Bárbaros Fedorentos (JOGO DO HE-MAN É O CARALHO!!!) e o Splatterhouse, é game de cabra-macho que mastiga a abelha pra comer o mel.

E VIVA A GUERRA! VAMOS À LA GUERRA, Ô Ô Ô Ô!!!

Num primor de storyline aleatório que mais caberia num Nintendinho ou num Master System (em três vezes sem juros, aproveite, exclusividade Tec Toy! Pra rebater o prejuízo do Zeebo e do game do Show do Milhão!!), que poderia até botar esse post na nossa matéria sobre os incríveis jogos sem enredo, sabemos pela cutscenes da tela de demo que está havendo uma guerra no mundo (UÊBA! CORPOS MUTILADOS, CRIANÇAS ANÊMICAS, BOMBAS NUCLEARES, MINAS TERRESTRES, SANGUEEEEE!). Aviões cortam os céus de todos os países, porta-aviões e tanques ultramodernos bombardeiam tudo o que veem pela frente, o Osama bin Laden e o Kadaffi fazem a festa!

Mas eis que surgem nossos destemidos Lutadores Aéreos ou Asas Sônicas, com seus potentes aviõezinhos de papel F-18, F-14, F-15 Eagle e Sucatões da TAM para meter bala nos caças, jatinhos, helicópteros e tanques dos exércitos inimigos. MAS QUEM SÃO ESSES INIMIGOS DIACHO?! Boa pergunta, caro leitor de dedos calejados: pesquisadores contratados pela reportagem (são aqueles tontos lá que não desgrudam do DS e só jogam Brain Age) conjecturam que o exército inimigo de Sonic Wings tanto pode ser formado por russos, árabes, venezeluanos, corintianos, marcianos, líbios, católicos carismáticos, visigodos e fãs do Restart, escolha ao gosto do freguês!

Pois bem, o mundo está do jeito que o Bushinho gosta, e lá vai você escolher entre quatro países, cada um com doze pilotos, pra botar ordem nesse galinheiro! Escolha entre os Estados Unidos (com os dois milicos patrioteiros Keaton e Keith, a nova sensação das duplas sertanejas), Japão (o ninja Hien e Mao-Mao, que é uma mulher e ainda por cima é CHINESA! Cometa harakiri!), Noruega (o viking Kohful e o robô de filme da Sessão da Tarde Tee-Bee 10) e Reino Unido (o bispo anglicano White e o barão Villiam, leia-se “puxa-saco da Rainha e pulga da orelha do Príncipe Charles”). Um elenco exótico, variado, inusitado, com o carisma da Mari Alexandre comendo abacate!

Escolhendo um dessas figuras (com um detalhe no modo 2 jogadores: você NUNCA, repito, NUNCA, NUNQUINHA, NEVER, JAMAIS, poderá combinar dois pilotos de nacionalidades diferentes. Em 2 jogadores, você só poderá optar pela dupla do Japão, pela dupla dos EUA, etc. SANTA XENOFOBIA PRECONCEITUOSA, BÁTIMA! Que nada, é falta de memória RAM mesmo), você sobrevoavára cenários verticais cheios de tiros, mísseis, bombas e aviões inimigos pra te sacanear, em várias partes do mundo. Com uma ótima inovação da Video System, a produtora do jogo (leia-se: uma gambiarra dos programadores preguiçosos): cada país e cada personagem tem o seu caminho próprio de fases! Sim, as poucas fases do jogo se combinam aleatoriamente segundo o personagem escolhido, de fixa mesmo só tem a última! Mais malandragem impossível!

Pois bem, nesse imbróglio, prepare-se para atravessar em ordem salteada os mesmos cenários de sempre: o Mar Mediterrâneo cheio de porta-aviões, o deserto no Oriente Médio tomado pelos tanques e baterias antiaéreas, os lagos da Escandinária cheios de casamatas inimigas, os castelos e cidades medivais da França transformados em zona de guerra, os arranha-céus de Tóquio antes do Godzilla botar pra quebrar e até a Rússia e suas catedrais de cúpulas assassinas (HEIN!!!).  Depois dessa viagem lisérgica pela Europa e pela Ásia, vá para o espaço sideral (CUMÉQUIÉ??) e enfrente os dois últimos chefões (que variam segundo seu personagem e seu score): uma caveira galática ou um macaco alien. CUMÉQUIÉQUEQUEÉISSOMULEQUEDEUSOLIVRE!!!? Pensou que esse seria um game pé-no-chão e plausível, com o roteiro assinado por Tio Kojima, mesmo com esse pique de 8 bits? POBRE MORTAL…

Chumbo grosso em baixas altitudes!

Para enfrentar o exército de inimigos que vai te fuzilar (afinal, guerra é guerra e vice-versa!), você poderá soltar tiros com sua avioneta (duh!) e bombas FODEROSAS! Cada personagem tem direito a vários desses poderes por vida, tudo dependendo do grau de sacanagem do dono do fliperama (geralmente, são de duas a cinco bombas), que apelam que é uma beleza: Keaton lança uma bomba que explode a tela toda, Hien solta uma estrovenga duma rajada laser que desvirgina até a soldada mais pentelhuda, Mao-Mao congela a tela e os inimigos (não, ele não dá pause não, seu burro!), os norgueses lançam ataques áereos (aliás, os poderes deles são muito toscos), os ingleses atacam com mísseis, etc.

Além das bombas limitadas, há os tiros normais, que são melhorados pelos itens marcados com um P que esvoaçam pela tela (basta seu avião explodir e você ganha um deles), até quatro níveis de poder. Na fase da Rússia, então, destruir igrejas rende um enxame de Ps e de bombas extras! Porém, até esses benditos são limitados, ou seja, se você ficar esbanjando disparos só pra ver se consegue catar a menina ao lado que joga Tekken, meu caro, logo seus tiros já eram! E prepare-se pra chefões finos na arte da apelação: tem aviões gigantescos, naves espaciais (?), fortalezas voadores (???) e tanques de guerra saídos de seriados japoneses! E tome tiros, rajadas, mísseis, granadas e fichas perdidas por bobeira!

Daí, depois de aguentar a zoação dos maloqueiros, de ser bombardeado por bolinhas de papel de bala e de ter uns três sugadores querendo roubar tua ficha e te ajudar a “só passar desse chefão aí”, você irá para o espaço enfrentar um monte de naves alienígenas (e tome tiros! Aqui é uma tempestade de disparos!) e atravessar estruturas extraterrestres, até dar de cara com o temido ônibus espacial preto, que contém o último chefão. E, depois que lá vão umas cinco fichas (e sua paciência!), aparece ou um macacão alienígena, fruto do cruzamento entre Donkey Kong e ET de Varginha contaminado por radiação ou uma caveirinha apelona com a coluna vertebral à mostra, é o Spinal todo fodido depois de levar um fatality do Sub-Zero fazendo uma ponta em outro game e tentando salvar sua carreira, antes de ser chamado para o elenco de Amor e Revolução, a nova novela fracassada do SBT! E tome tiros!

Depois disso, ainda têm os finais HORRORÍVEIS do game, mas essa nós deixamos pras Curiosidades Curiosas!

Balanço geral…até vomitar!

Sonic Wings/Aero Fighters é um jogo legal, embora seja tão original quanto personagem novo da Praça É Nossa: na verdade, trata-se duma evolução de shmups como os já citados Galaga e River Raid, além de clássicos como 1945 e Raiden Densetsu, do qual Aero Fighters chupinha por completo a fase do espaço. Não tem absolutamente nada de novo ou de inovador, apenas o velho esquema da navinha voando em scroll vertical, soltando tiros e usando bombas. Mas exatamente por essa simplicidade é que o jogo é tão legal!De certa maneira, o remake do PS1 e do Saturn, Sonic Wings Special, soube manter essa aura de nostalgia, mesmo com algumas frescuras a mais!

Divirta-se com os pilotos de cada nacionalidade e não se preocupe com storylines complexos, customizações que ninguém entende, estratégias, lista de troféus e outros penduricalhos: Sonic Wings é um típico jogo de fliperama, para ser jogado sem pretensões em todos os botecos e rodoviárias do mundo.

E VIVA A GUERRA!!!!

Curiosidades Curiosas:

– Sonic Wings conta com dois pilotos secretos: os coelhinhos (cúti-cúti) Rabio e Lepus, importados diretamente da República Fofucha de Tchuca-Tchuca! Para habilitá-los, você precisa do truque que está no vídeo lá no topo do post. Mas que bela cagada, hein, dona Video System! Personagem secreto de responsa é Reptile e Akuma! Só faltou mesmo um código de game genie pra jogar com o Coelhinho da Mônica! Na versão americana para SNES (que é rara e é tarefa de Indiana Jones encontrar), os dois estão disponíveis sem truque. Mas essa versão você jamais encontrará, pobre leitor!

– Aero Fighters foi adaptado num jogo muito bom e competente para Super NES, que nós conhecemos via cartuchos importabandeados e por uma versão americana raríssima. Fora isso, só tivemos o remake para os 32 bits (Sonic Wings Special), que é legalzinho, e o Sonic Wings Assault para N64, que é um epic fail de dar dó.

– Tivemos também duas boas sequências, lançadas para arcades e Neo Geo CD, Aero Fighters 2 e 3. E do que tratam eles? Tiros, bombas, chefões invocados, pilotos bizarros e tudo o mais! Esperava o quê, caro leitor, story mode com toques de RPG? Aguardem por eles num próximo post do FZD!

– Os itens de pontos extras (que surgem depois de explodir edifícios ou tanques e são os únicos que não ficam voando pela tela) fazem referências aos símbolos do cascalho de cada país: com os americanos são cifrões (dólares), os japoneses têm um Y estilizado (ienes), os ingleses têm um L (libras esterlinas) e os norugueses contam com a sigla Kr (coroas). Bela sacada dos produtores pouco criativos, e que ninguém nos fliperamas notava. E, quem notasse era zoado e chamado de doido e todo mundo mandava calar a boca…

– Os finais desse game são simplesmente CAGADOS. Zere, por exemplo, com os japoneses: todo o game não se passava dum filme no cinema! Com os norugueses, nós encontramos o viking e o robô jogando um arcade, um game dentro do game! CUMÉQUIÉ??? É, sentimos o cheiro putrefato de Altered Beast no ar. E esse game é generoso nos finais: são nada menos que DOZE, um para cada dupla e um para cada jogador isolado. Com os secretos, somamos QUINZE finais! Tá pensando o quê, nóis num é Chrono Trigger mas também se garante, maluco!

Lembrem-se, caros leitores do Fliperama do Zé Doido: FAÇAM A GUERRA, NÃO FAÇAM AMOR, porque o preço da camisinha subiu, os motéis estão muito vagabundos e, enquanto fazer amor faz nascerem bebês, com a guerra nós os matamos. E VIVA A GUERRA, COM MUITOS AVIÕES DO SONIC WINGS!

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2 respostas para Sonic Wings/Aero Fighters: o famoso “jogo do aviãozinho”

  1. Paulo Aquino disse:

    Já estava sentindo sua falta! Até baixei esse jogo! Quem não tem Zé Graça caça com Zé Doido! Eu tambem curto explodir cenários inteiros por aí (mas o seu eu deixo como está, rsrsrsrsrs)! E quando eu viro ninja então?

    A verdade é que eu pirei tanto nesse blog que eu já achava estranho ter tão poucos posts de uns tempos pra cá! Será que um dia você vai me chamar de “aquele maluco que pirou na máquina do Cascão o Bárbaro (vulgo Golden Axe)”?

    • zemarcelo disse:

      Valeu, Doutor Aquino, visite sempre nosso barraco digital. Agora, quanto aos atrasos, é por conta dos compromissos e afazeres do game da vida real. Que é complicado, difícil, embaçado, enrolado, não tem nem GameShark e GameGenie pra ajudar, não tem password e, além de tudo, não dá troféus e nem achievements!!!

      Valeu, abraço, cumpádi!

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