Pelé! Soccer e Pelé World Tournament Soccer: quem foi rei SEMPRE perde a majestade

Bem amigos do Fliperama do Zé Doido, aproveitando que somos um blog sedentarista e antiesportivo, hoje alopraremos homenageramos dois games estrelados pelo Désposta Esclarecido Rei do Futebol, entende? Mas quem é o Rei do Futebol, entende? É o Maradona? O Zico? O Neymar? O Ney Paraíba? O Piá do União São João? O Biro-Biro? Allejo do International Superstar Soccer? O Megaman? Quem é, entende?

Acertou nas canelas tortas do Garrincha quem falou que é o Pelé, entende! O Pelé, o grande ídolo do Edson, entende? Por isso, o Zé Doido hoje vai matar dois Galeanos, digo, dois coelhos com uma cajadada só, entende, resenhando dois games para o Mega Drive, entende, que são piores que cobrança de falta cagada do Cafu, entende: hoje na nossa várzea teremos Pelé! Soccer (com exclamação mesmo, entende), sucesso da Accolade e até hoje campeão de partidas na concentração do XV de Piracicaba, entende, e Pelé World Tournament Soccer, esse feito pela Sega, a softhouse que não enxerga, entende, que é pior que jogo entre Matonense e Ituano na Rede Vida, entende.

Por isso, faça como Roberto Carlos e arrume a meia, entende, e depois faça um belo gol contra de Oséias, entende.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA, ENTENDE!

Pelé! Soccer (Accolade- “Games with personality”? sei, sei, me engana que eu gosto, entende- 1993)

E vamos nós de volta para o ano 1993, entende. Palmeiras era campeão com o time do Luxemburgo, entende, São Paulo ainda vivia seus dias depois de sair do armário de glória de campeão mundial, entende, e não havia nenhum game decente de futebol nem para os sistemas da Sega e nem para as plataformas da Nintendo, entende. Não, Nintendo nunca ninguém entende, nem o Edson e nem o Pelé, entende?

Tínhamos alguns títulos legais, entende: o Prime Goal, um bom game da liga japonesa, Zico Soccer, mais um representante do futebol amarelo, Human Pro Soccer, um bom game pré-Copa do Mundo e o preferido do Zé Doido, entende, o Super Sidekicks, uma boa ideia da nossa considerada SNK, entende, mas que infelizmente os centroavantes não tinham sangue de Orochi, entende.

Então, na CES de 1993 anunciaram um jogo do Rei Pelé licenciado, pelo Edson, entende, mas um jogo real, entende, nada de pirataria barata e nem um jogo clonado a partir de outro, entende. Um jogo do Rei Pelé, mesmo, o maior craque brasileiro desde…bom, desde sempre? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA, ENTENDE! Porém, o Zé Doido sempre via esse cartucho, perdão, essa fita sobrando nas locadoras no sabadão de tarde, entende, junto com o jogo do De Volta para o Futuro 3.

O resultado tá aí em cima, entende: gráficos mais bonitos que o Amaral chupando manga e posando junto com o Vampeta pra G Magazine, entende, sons que mais parecem o hino da torcida do Xis-Vê de Piracicaba (cáxara de fórfe, asára de barata, bícaro de pato, carcanhá de sapo, garrafão de pinga, xis-vê-xis-vê), entende, comandos que funcionam pior que seleção do Leão e uma jogabilidade digna de Escrete do Parreira, entende. Os goleiros, então, entende, são mais frangueiros que o Taffarel e o Rogério Ceni, entende. E qualquer coisinha, até um toquezinho na bola, já é falta ou pênalti, entende. Pra piorar só faltava se o speaker fosse o Milton Neves, entende.

Mas com quem o Zé Doido joga no Pelé!, entende? Com o Santos? Com os times brasileiros? Com as seleções do mundo? Com os combinados do arrabalde? Nenhum deles, entende. Como a Accolade não tinha grana pra correr atrás das licenças, aconteceu que tiveram que inventar do nada todos os times e também os nomes dos jogadores, do quíper ao beque central, entende. Por isso, relembre aquele crássico escrete canarinho com craques como Paco, Cícero, Allejo e outros, entende.

Só que no Pelé!, pra piorar, os times todos têm nomes de cidades do mundo, entende. No Brasil, por exemplo, temos os time de São Paulo, o do Rio, o de Brasília, na Argentina temos o Buenosaires (tudo junto mesmo, entende), no Uruguai o Montevideu, no Mexico o Mexico City, em Portugal o Lisbon, no Japão o Tokyo…que quizumba, entende. Então será que não podemos fazer um jogo entre o Auriflama e o Santo Antônio da Ponte Pensa, entende? Os uniformes são todos customizáveis, entende, dá até pra editar as cores das meias, entende, com uma ampla gama de cores disponíveis: cor de burro quando foge, cor de cachorro sarnento com hepatite, cor de saco de burro, cor de meleca, cor de cruz-credo, cor de diarreia, cor do cavalo branco de Napoleão, cor de feijoada enlatada…os gráficos desse jogo são de primeira, entende?

Pra piorar, não tem torcida no campo (pra não passar vergonha, entende) e o estádio é visto sempre por perspectiva isométrica, entende. A famosa perspectiva áerea em diagonal, entende, famosa em jogos como Diablo, Equinox, Biker Mice from Mars e Dead Nation, entende. Um belo chute na trave dos produtores, entende, porque onde já se viu fazer um game de futebol com essa perspectiva, entende? O Zé Doido jogou e não gostou.

Como desgraça pouca é bobagem, entende, resolveram fazer um outro game do Pelé, um ano depois, pegando carona na Copa de 94, desta vez pelas mãos da Sega, aquela empresa com problemas visuais, entende. Pelo visto, virou várzea o negócio…

Pelé World Tournament Soccer (Sega- provando que o pior cego é o que não quer enxergar, entende- Mega Drive, o console brasileiríssimo)

O jogo anterior da Accolade já era ruim que nem canelada do Djalminha, entende. Então a Sega, a casa do Sonic, do Kid Chameleon e da maria-chuteira safadona do Curíntia Bayonetta, famosa por retratar em seus games os grandes charlatões de meia pataca ídolos nacionais, como Ayrton Senna (Super Monaco GP), Sílvio Santos (Show do Milhão), Carmen Sandiego (O Tesão da Bandida, co-produção com a Brasileirinhas Filmes) e Paulo Maluf (Bonanza Bros.), resolveu lançar mais um jogo do Pelé também autorizado pelo Edson. O Zé Doido também achou esse uma porcaria, entende.

E assim saiu Pelé World Tournament Soccer, entende, exclusivo pro Mega Drive, pois o International Superstar Soccer & clones intermináveis eram só pra Nintendo, entende. Porém, a desgraça continuava, entende, afligindo a vida deste videogame que é o preferido de nove entre dez beneficiados pelo Bolsa Família: apesar dos gráficos terem melhorado (agora, os zagueiros são quadrados e o gramado tem cor de pântano catarrado, entende), o som continuava aquela coisa belíssima de TV Gazeta com interferência e muito Bombril na antena, entende. Já digitalização do Pelé deformou o Edson inteiro, entende: daquele jeito, o Rei mais parece um personagem secreto do Virtua Fighter imitando o Heihachi Mishima, entende. Confira na tela-título, que o Zé Doido acha uma das mais cafonas de todo o videogame.

Assim, tudo que tinha de tranqueira divertido no jogo anterior voltou: os passes tortos, os goleiros moleirões, os zagueiros cavalos, os escanteios bicudados de qualquer jeito e a PERSPECTIVA ISOMÉTRICA, entende. Porra, será que não explicaram pros produtores que perspectiva isométrica não é garantia de sucesso, entende? Tivemos Diablo e Dead Nation, mas isso não impediu que surgissem também aquele Tomb Raider da PSN e o Project Overkill, da mesma maneira que o futebol tem Curíntia e Framengo e também Íbis e Malutrom.

Pelo visto, a visão torta é pra esconder a torcida, entende. Também porque os times (que agora são as seleções de 94, entende. É sua última chance de ser campeão com a Bolívia, entende) são todos iguais e os jogadores também. Imagine jogar uma final com um time de Rivaldos contra outro time de Aldaíres, entende? Pelo visto, Megaman Soccer fez escola, entende. E será que tem código de Game Genie pra jogar com um time de Pelés contra outro de Maradonas? O duro é que aqui não tem o bicudo cortante do Cut Man.

No mais, Pelé World Tournament Soccer é uma recauchutagem do Pelé! Soccer, entende. Os produtores que realizaram essa ilustre bagaça deveriam ficar o dia inteiro ouvindo sem parar “A Bê Cê, A Bê Cê, toda criança tem que ler e escrever” até o cérebro derreter e virar bola de capotão pra terem lançado essas várzeas. Esses dois games são de fazer o Ronaldinho Fenômeno ter convulsões, entende.

“Seu fosse o Careca baixava as cueca, se eu fosse o Pelé, tomava café…”

Em resumo, o Zé Doido do fliperama acha que Pelé! Soccer e Pelé World Tournament Soccer são dois games extremamente vagabundos complicados, fajutos malfeitos e sacanas mal-intencionadas em sua concepção original, entende. Os dois, assim como um monte de jogos oportunistas encabeçados por nomes famosos (como Andre Agassi Tennis, Ronaldo V-Football, Nigel Mansell’s F-1 Challenge, John Madden Football, o pinball do Mario Andretti e Shaq-Fu…DEU MALANDRAGE, ÓIA O RAPA PASSANDO!, entende),  são apenas uma tentativa de emplacar um produto podre com um rótulo bonito, no caso, um ídolo dos esportes. Algo como o filme do Street Fighter, mas ao contrário, entende. Pô, então porque não tem o Super Maradona Soccer? Ou o Rubinho Barrichello Super Interlagos GP? Ou o Ruy Chapéu Billiards Master? Ou o Maguila Super Boxing? Que discriminação é essa, entende?

No final das contas, o Zé Doido te recomenda que, caso queira curtir jogar com o Rei Pelé, pegue o seu Super Nintendo e jogue o Ronaldinho Campeonato Brasileiro ’98 (GOOOOOLAAAAAÇÇÇÇOOOOO!) com a Seleção de 58 ou com a de 70. Pelo menos, assim você não desonra o Edson, entende. O Pelé é rei mas nem por isso precisa ir pra guilhotinha, entende.

Mas, se você curtiu os dois games aqui resenhados, bem…FALE COM O SEU MÉDICO! EU FALARIA!

Curiosidades Curiosas, entende:

– Além desses arremedos jogos, também fizeram um outro game do Pelé, entende, mas esse o Edson adora: Pelé Soccer, para o Atari 2600. Um simulador de futebol de botão que, de longe, bota os dois games do Mega Drive no chinelo, entende, dá um cartão vermelho e manda os dois pro chuveiro com o Richarlysson a tiracolo. Vije, isso vai terminar mal…. Pelo menos, a jogabilidade é divertida, entende:

– Esse jogo de Atari rendeu também um dos comerciais mais bizarros da história dos games, entende. Estrelado também pelo Pelé, entende:

– Rumores falavam que um arcade da Capcom intitulado apenas como “Soccer” (nome criativo, entende) seria lançado no Brasil e contaria apenas com times brasileiros famosos, conforme noticiou uma SuperGamePower em algum dia recôndito de 1995, entende. Nesse arcade, como não poderia deixar de ser, o Pelé tinha que marcar presença, entende. Porém, a própria Capcom desmentiu a notícia e afirmou que nunca existiu tal projeto (leiam mais na Old! Gamer 5, entende). Ê, SGP, tendo seus dias de VEJA, hein?

Bem amigos, fecham-se as cortinas e termina o espetáculo. Fique conosco e até a próxima várzea. FZD E VOCÊ, ABSOLUTAMENTE NADA A VER!

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4 respostas para Pelé! Soccer e Pelé World Tournament Soccer: quem foi rei SEMPRE perde a majestade

  1. SonozakiBastard disse:

    Muito bom post, entende.

  2. Paulo Aquino disse:

    KKKKKKKK
    Há uma expressão que cairia bem a essas quinquilharias:
    “VIVA A RESISTÊNCIA!! VIVA A RESISTÊNCIA!! VIVA A RESISTÊNCIA!!”

    Pelo visto, mais série V (de várzea) no FZD!
    Na minha experiência de gamemaníaco, já cheguei a encarar alguns jogos meia-boca (não peguei só os “top” não) com os inimigos mais pentelhos, todos com carisma da Ângela Bismarchi tirando catota, mas definitivamente esses Pelé Soccer são o que se pode chamar de “falta… …de sacanagem”. ESSES eu nem sou louco de baixar, qual é!

    Zé Doido, continue assim, nos brinde com mais e mais jogos obscuros que ninguem nunca ouviu falar, todos com tanto carisma quanto a Kelly Key cantando Cha-la Head Cha-la (o que seria heresia das heresias, imagine a cena). Eu continuarei prestigiando este blog e me divertindo a valer!
    E… …será que eu estou no caminho de me tornar um “zé doido master”? Mííííííííítico, KKKKKKKKKK

  3. zé! porra, pelamordedeus! me ajuda!
    to procurando um game de arcade, e nao acho nem pelo diabo!
    um fliper CLÁSSICO do final dos anos oitenta, no fliper do meu bairro ficava do ladinho de “Kung fu master” (esse achei o nome com um pouco de pesquisa). hehee

    o jogo era um side-scrolling, q vc controlava um boneco q era a cara do conan, mas não era o conan. ele começava com uma espadinha e um escudo, mas dps podia pegar um espadão, e até uma garra q era mó rapidona. e tinha umas medusas sem pernas q vc tinha q matar e talz… huaihiauha… resumo: era um estilo conan mesmo!

    rapaz, nao acho esse jogo em lugar nenhum! e como nao tenho o nome, aí fica impossível… me ajuda!

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