Super Mario Bros- O Filme!!!

E vamos lá que hoje a baixaria fliperamadozédoidística vai esculhambar homenagear a Sétima Arte: o CINEMA! Aquele local esdrúxulo formado por um auditório enorme cheio de poltronas, com uma bombonière, um carrinho de pipocas, uma telona gigante que passa os próximos “sucessos” do Corujão e do Cinema em Casa e uma cambada de moleques barulhentos. Aliás, você conhece a piada do casalzinho de namorados que foi no cinema assistir uma comédia? Não? POBRE MORTAL! Azar o seu!

No cinema, como não poderia deixar de ser, alguns morféticos infelizes diretores visionários que passavam a tarde na base de muito filme do Glauber Rocha tomando Country-Cola com limão galego tiveramm a belíssima ideia de adaptar alguns crássicos do videogame para as telonas, com a intenção oportunista de pegar um personagem conhecido, tascar uns atores canastrões, uns cenários de isopor e papelão e PIMBA!, encher os bolsos de bufunfa, ficando mais ricos do que prefeito do SimCity depois de fazer debug no DOS.

Com isso, nasceram grandes tranqueiras como Street Fighter: The Movie (com um jogo homônimo que é mais tranqueira ainda), Mortal Kombat (pelo menos a Kitana é gostosinha!), Double Dragon (não presta nem pra puxar um ronco durante o Intercine) e Sexo, Suor e Samba (estrelando Alexandre Frota!). E, é claro, o filme do Super Mario, estrelando Mario e Mario Verde!

Por isso, querendo diversificar seu público (HAHAHAHAHAHAHAHA!), o FZD hoje vai resenhar esse filme que nunca ninguém viu, quem viu não curtiu e de audiência praticamente nula. Fala sério, você nunca soube que tinham feito um filme dos irmãos Mario e achava que o que os caras comentavam era só papo de locadora?

Pois bem: em algum canto perdido entre 1992 e 1993, esquina da Ipiranga com a São João, dois diretores MUITO FAMOSOS chamados Annabel Jankel (quem??) e Rocky Morton (parente do Rocky Bottom do Gato Félix??) tiveram a belíssima ideia de fazer um filme a quatro mãos estrelado pelo assalariado mais querido da Nintendo e por seu irmão-clone vestido de verde e eterno escada. Epa, filme a quatro mãos pra mim soa como uma verdadeira cacetada de Goro! Foi mais ou menos o que aconteceu! Além desses dois, uma outra dupla de figuras dirigiu a estrumela, dois realizadores chamados Roland Joffé e Dean Semler. Não conhece? Ora pois, esses dois foram a dupla sertaneja de maior sucesso em Burkina Fasso!

Pois bem, essa turminha muito louca resolveu aprontar as maiores confusões e deu no que deu: Super Mario Bros.- O Filme é tão tosco que o filme está literalmente embolorado não só no VHS, mas no DVD, no blu-ray, no Super 8, no Betamax e até naquele torrent bichado que você encontrou em algum servidor da Bielorrússia. Sério mesmo, o que esse filme tem mais é bolor e cogumelos, não necessariamente alucinógenos.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA! SÉRIO MESMO QUE VOCÊ NÃO SABE A PIADINHA DO CASAL QUE FOI NAMORAR NO CINEMA??

Esses dois encanadores muito aloprados embarcam numa louca viagem pra aprontar as maiores confusões!

Pois bem, vamos lá com o arremedo de sinopse: os irmãos Mario Mario (Bob Hoskins, como um perfeito italiano polenteiro!) e Luigi Mario (John Leguizamo, o Violador de Spawn e o Pestario Vargas de O Peste, o imigrante ilegal de Miami mais querido de Hollywood!) são dois encanadores do Brooklyn que vivem com problemas financeiros, tais como dívidas, hipotecas, carnês atrasados, aluguéis que o Seu Barriga vem cobrar, conta de água, conta de luz, conta da PSN Plus atrasada, Tele-Sena sem resgatar…enfim, só faltava uma camisa da Seleção para serem perfeitos brasileiros. E QUEM FOI O MALEDETTO QUE BATIZOU O MARIO VERDE DE LUIGI, POMBAS! Mal o filme começa e os roteiristas já fazem cagada! CÁSPITA!

Acontece que, num serviço que os dois encanadores vão fazer, numa tubulação danificada durante uma escavação arqueológica, eles conhecem a boazuda ê lá em casa! simpática paleontóloga Daisy (Samantha Mathis- hm, DILIÇA!). Daí pro Luigi, digo, Mario Verde se apaixonar pelo pitéuzim é um pulo! Virjão que nem ele só, Luigi/Mario Verde precisa dum empurrãozinho do Marião véio pra marcar um encontro com a moça. Assim, numa cantina italiana, acompanhada do mano e de sua namorada Daniella (Dana Kaminski, outro chuchuzim!), Mário Verde e Magrelo descobre a triste origem de Daisy: órfã, foi criada num convento de freiras anarco-sindicalistas, depois que uma figura misteriosa entregou um ovo de avestruz para as raparigas as madres. Daisy nasceu de um ovo, de chocadeira, e daí dá pra ter uma ideia da vida tranquila e pudica que sua mãe levava no mundo dos cogumelos…

Então, a fim de perder o cabaço ter uma noite romântica com direito a Kenny G e chocolates Lacta, Luigi fica a sós com a moça nos esgotos, na escavação arqueológica, até que eles encontram um meteoro no fundo da caverna. Então ela é sequestrada por Iggy e Spike (Fisher Stevens e Richard Edson), dois espiões esquisitos e trapalhões (mas sem o Zacarias!), com um jeito curioso de comer cachorro-quente, e obrigada a atravessar um PORTAL DIMENSIONAL! Cacildis, a macarronada já começou a azedar.

Disposto a salvar sua foda sua paixão, Luigi mergulha na rocha pastosa e vai parar em outro mundo. Para dar um jeito no caçulinha espevitada, Mario vai atrás e entra pelo cano. Mas não num cano verde…

E assim começa a aventura…com os espectadores bocejando!

O fantástico mundo de Koopa!

Os dois encanadores vão parar numa cidade completamente caótica, com um trânsito maluco (com direito a carrinhos elétricos de tromba-tromba), gente saindo pelo ladrão, fungos melequentos pendurados por toda parte, lixo espalhado, sujeira, violência, prédios caindo aos pedaços, policiais corruptos, botequins infectos e um povo estressado e briguento. Caramba, o túnel dimensional levou os irmãos Mario pra algum país das maravilhas, cujo nome começa com Bra e termina com Zil? Que nada, trata-se dum mundo paralelo, dominado pelo cruel Rei Koopa (Dennis Hopper, afundando a carreira de vez e esquecendo de convidar pro velório!), que, por incrível que pareça, espalha vários cartazes pela cidade se candidatando a presidente. SANTA CONFUSÃO POLÍTICA, BÁTIMA! O país dos cogumelos, digo, da micose alastrada é uma monarquia ou uma república? Cientistas políticos consultados pelo FZD (aqueles caras que só querem saber de jogar Age of Empires, ali, do lado da máquina do Golde Axe, QUE NÃO É JOGO DO HE-MAN COISA NENHUMA, SACRIPANTAS!) são unânimes: Koopa privatizou por completo o seu mundo, ou seja, jogou-o na privada sem dar descarga e sem usar Pato Purific!

Mario e Mario Verde, perdão, Luigi, começam suas andanças por esse aprazível mundinho cheio de mofo, de dinossauros do tamanho de lagartixa brigando no meio da rua e de simpáticas damas que levam seus ovos para passear de carrinho (???). No meio da confusão, topam com o músico Toad (Mojo Nixon, com um nome desses dá pra perceber que o cara não conseguia papel nem de figurante no Mundo da Lua!), chamado erroneamente de “Sapo” na versão brasileira Herbert Richers, um violeiro que canta músicas de protesto contra o governo de Koopa. Uma homenagem malfeita ao moleque-cogumelo mala-sem-alça, daquelas homenagens que dá até vergonha de lembrar.

Pois bem, como o governo de Koopa é autoritário, não gosta da liberdade de expressão e ainda por cima é mais bonzinho do que fascista quando acorda de mau humor, o músico Toad e os dois encanadores são presos pelos meganhas, levados pra delegacia e, depois de serem dedetizados (why?!), vão pruma prisão que mais parece um galinheiro.

É quando enfim aparece Koopa e seu penteado ridículo com gel de dois reais, acompanhado de sua amante Lena (Fiona Shaw, coroa enxuta!). E temos uma bela introdução ao universo de Super-Mario The Movie: aquela terra paralela na verdade foi um mundo que surgiu após o meteoro que causou a destruição dos dinossauros detonar com nosso planeta, dividindo-o em dois universos. No nosso, é só alegria, mamíferos pluricelulares, muitos recursos naturais e tudo; no de Koopa, ao contrário, o mundo onde os dinossauros sobreviveram, é tudo sujo, cheio de fungos e bactérias e dominado por um deserto infindável. Pra variar, com aquele jeito Blade Runner de ser, no mundo paralelo, nunca faz sol, a cidade futurista está sempre de noite, ao contrário do deserto, que faz um sol de rachar mamona.

E onde nossa querida Daisy entra nesse imbróglio? Bem, a moça que foi abandonada no convento tem um amuleto que na verdade é um fragmento do meteoro que matou os dinos, a chave para abrir um portal dimensional para fundir os dois planetas. E Koopa, com aquele seu jeito de Shao Kahn de fim de feira, quer é juntar tudo num liquidificador pra fazer uma salada! Para piorar um pouco a situação, Daisy é uma princesa (UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!!!), filha do rei destronado que foi transformado por Koopa num monte de fungo melequento, usando a sua fantástica MÁQUINA DE REGRESSÃO, engenhoca tão eficiente quanto uma câmera TecPix piratona.

É com essa máquina de regressão que Koopa transforma os dissidentes de seu governo em répteis burros de cabeça pequena, os Goombas, regredindo-os ao estado de dinossauros. Os Goombas são a tropa de elite (PEDE PRA SAIR!!!) de Koopa, ou seja, tá explicado porque seu governo não vai pra frente. Pior que esse exército de anencéfalos só a Seleção do Parreira…ah, esqueci de avisar, mas, na mitologia do filme, os habitantes da dimensão dos cogumelos, digo, das frieiras gosmentas, evoluíram de DINOSSAUROS como velociraptor e tiranossauro. Peraí, se tudo mundo é réptil e os bebês nascem de ovos expelidos das cloacas das mães, POR QUE DIABOS AS MULHERES TÊM PEITOS? Que o diga a Big Bertha (Francesca Roberts, que, se não render uns dez litros de leite, eu chuto o balde!), a Lena e até a diliça da Daisy! Qual a razão metafísica disso?

Depois de fugirem da cadeia numa “espetacular”, com a ajuda dos regenerados Iggy e Spike (que não prestam nem pra elenco de apoio do Smash Bros.), Mario e Mario de macacão verde precisam recuperar o amuleto com o pedaço de meteoro e invadir a torre xexelenta de Koopa para vencerem as forças do mal. Com direito a cogumelos que servem de escudo, robozinhos bombas do tamanho de surpresinhas do Kinder Ovo e muita, mas muita canastrice e (d)efeitos especiais de primeiríssima linha. E, pior, sem uma estrela dourada pra dar um gás! Pelo visto, essa galerinha muito louca vai de fato aprontar as maiores confusões.

Balanço geral com o Zé Doido, oferecimento Cachaça Colombo, cada gole é um tombo!

Super Mario Bros.- O Filme é ruim de dar dó. Pior que ele só aquelas novelinhas evangélicas das madrugadas da Rede Família. Também, foi uma empreitada um pouco suicida dos produtores tentar transpor para o cinema, com uma estética de ficção científica, o mundo lisérgico fantasioso de Super Mario, ainda mais com um orçamento de fome como o que esse filme recebeu. O pior ainda foi o elenco escalado: tirando Bob Hoskins, que é um bom ator (conhecido principalmente por participações em Roger Rabbit e Hook- A Volta do Capitão Gancho), Dennis Hopper está ruim como nunca e John Leguizamo confirma ainda mais sua vocação para humoristas secundário no Zorra Total. Isso sem contar os outros anônimos que arriscam um papel ou outro.

Os efeitos especiais são também muito irregulares (tipo como se a grana tivesse acabado durante a produção): a caracterização da cidade caótica é chupinhada do Blade Runner mas ainda é boa, e o Yoshi criado por computação gráfica (sim! Temos o Yoshi nessa película!) até que é convincente. Porém, as cenas do salto dimensional de Mario fariam até os técnicos do seriado do Sharivan ficarem com vergonha. Isso para não se falar da batalha final contra Koopa, pois SPOILER!!!! a sua transformação em tiranossauro é uma primor de suecagem.

Quem rouba a cena, ainda, é Hopper. Com frases incrivelmente criativas, dignas dum Stallone Cobra (“sabe porque eu adoro a lama? Porque suja e limpa ao mesmo tempo!”, “O Koopa? Ele é o filho duma cobra, um desprezível!”), o ator colabora para mostrar que sua carreira era verdadeiramente um troço sem destino.

Com algumas raras cenas legais (como a da bombinha-robô escalando o fungo, da fuga dos Marios num carro de polícia e dos saltos incríveis com as botas antigravidade, além dos telefones que usam um revólver como cursor), Super Mario Bros. só não é uma tragédia maior porque é o perfeito filme de Sessão da Tarde. Pra assistir naquele que você tá de molho no sofá, espirrando de gripe, com uma tigela de fandangos sabor chulé e um jarrão de suco de laranja com beterraba.

Aliás, você conhece a piada do casal de namorados que foi namorar no cinema?

UFA! Sorte que não fizeram um jogo do Super Mario baseado no filme, que nem fizeram com Street Fighter. Opa, leitor, ainda tá aqui comigo, quer saber a piada do casal que foi namorar juntinho no escurinho do cinema? Quer saber mesmo? Tem certeza? TÃO VAMULÁ!

Tinha um casal bem apaixonado de namorados que foi uma vez namorar no cinema, e eles foram ver uma comédia tão engraçada, mas tão engraçada, que eles riram o filme todo. Eles riram tanto, mas tanto, QUE UM MIJOU NA MÃO DO OUTRO! Entendeu? Sacou? Sentiu a piada? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

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2 respostas para Super Mario Bros- O Filme!!!

  1. Pingback: Street Fighter: A Última Batalha | Fliperama do Zé Doido- fichas a dez centavos

  2. Gustavo disse:

    Eu vi esse filme foi no hbo , o ki diria o ghost of sparta

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