Gêneros que deram o que falar: SURVIVAL HORROR

Atendendo ao pedido do freguês Dom Diego, o Barão de Taubaté (é aquele lá que não larga as máquinas do Fantasia e do Gal Panic, o rapaz tá até raquítico de tão compenetrado no game, pelo amor de Sephiroth!), este post do FZD é especial para aqueles leitores que gostam de sofrer no videogame! Sim, apanhar do computador, levar surras homéricas da IA, fugir sem parar dos desafios, sem armas, sem munição, sem sanguinho no life, com o doidão do Nemesis nas canelas e com um baita dum trabuco lança-mísseis no lombo! E com a caganeira beliscando a entrada do fiantã!!!

Cada geração de videogames tem o seu gênero de jogos mais explorado e mais famoso (leia-se: campeão de plágios e de cópias descaradas dos programadores chineses espertalhões!), que logo satura, enche o saco, torra a paciência e faz a alegria do camelô do chópi cêntis popular antes que os PULIÇA e a RESSEYTA FEDERAR acabem com a festa! Nos 8 bits, tivemos os onipresentes games de aventura em plataformas, encabeçados pelo Super Mario a pegar no batente e Alex Kidd treinando para lutar contra o Maguila; na era dos 16 bits, foram os RPGs amarelentos estilo Final Fantasy e os beat’em ups xumbregas da série Rushing Beat & similares que nos enfiaram goela abaixo; no final dos anos 90 nos arcades foi a explosão dos jogos de luta como X-Men vs Street Fighter, Marvel vs Capcom, KOF, Tekken e Mancha Verde contra Gaviões da Fiel! Já nos 32 bits, bem, essa foi a época mais frutífera para os SURVIVAL HORRORS!

Sim, os terrores de sobrevivência, uma das pragas mais disseminadas no mundo dos games, aqueles jogos em que você ficava com medinho e pedia pra sair! Sempre controlando um mercenário, um pistoleiro, um soldado ou um detetive perdido numa cidade/mansão/ilha deserta/trem assombrado/tomado por zumbis/amaldiçoado/dominado por mutantes, prestes a morrer nas várias armadilhas espalhadas pelos cantos do cenário e fazendo os quebra-cabeças mais furados da paróquia! Com falta de munição, sem itens de energia, morrendo com qualquer porrada…enfim, aquele dramalhão lacrimoso da sombria era a.K. (antes do Kratos!)

Mas como desgraça pouca é bobagem, tal praga se espalhou pelos videogames da geração seguinte, atacou até as plataformas falidas (do verbo Dreamcast) e chegou até a nossa querida era PS3! Por isso, o FZD vai relembrar alguns crássicos do survival horror dos 32 bits e um que transcendeu a geração, mas não todos também, porque nós temos amor à vida e uma autoestima relativamente baixa.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A MATANÇA A BAIXARIA!

O primeirão: Alone in the Dark (PC, Saturn, 3DO e PS1)

Quem que fez a bagaça?: a francesa safadona Infogrames, famosa por jogos de computador que exijem mais raciocínio (hahaha) e trazem uma história mais elaborada, voltada a um público adulto (HAHAHAHAHAHAHAHA!!!), softhouse para quem a existência precede a essência, especialmente depois de ficar uma semana sem tomar banho, com aquele perfume do Golden Axe, QUE NÃO É PORRA NENHUMA DE JOGO DO HE-MAN E DA SHE-RA, POMBAS, POR QUE QUE CÊS INSISTEM?!!!

Qualé?: nos interiores nevoentos da Inglaterra, onde nenhum Mr. Bean jamais esteve, você precisará investigar um assassinato misterioso na mansão Decerto, onde decerto você será estripado por zumbis, onde decerto uma gárgula rasgará sua garganta e onde decerto você cairá no corredor dos assoalhos podres e decerto pensará mil vezes antes de reinstalar essa bagaça e travar a memória do seu 486 com kit multimídia e Windows 3.11! Controle o detetive do sobrenatural Edward Carnby ou a gracinha quadrada e poligonal Emily Hartwood, sobrinha do defunto Jeremy Hartwood, e se prepare para vários puzzles, enigmas e zumbis palmeirenses com cara de espantalho.

Avaliação FZD: E não é que o primeiro Forever Alone in the Dark (praticamente uma punheta no escuro!) é de longe um dos melhores da lista? Uma inovação para a época, Alone in the Dark é jogo pra cabra-macho com sangue no zóio, pois você poderia morrer em qualquer tela, fazendo a mínima cagadinha. Duvida? Então caminhe calmamente no primeiro corredor de aposentos da mansão e veja o que o assoalho podre pode fazer com você! Ou se esqueça de fechar o alçapão do sótão e receba a visita duma simpática gárgula com cor de chiclete mal-chupado. Armas praticamente inexistem por aqui, pelo menos até a metade do game: você vai ter que se virar com um bicudo meio torto que não resolve nada. Mas o FZD admite: apesar de apanhar mais que bixo rebelde em dia de trote, os puzzles de Alone in the Dark estão entre os melhores já criados prum survival horror, sem frescuras de empurrar caixas e pisar em botões.

E as sequências? Forever Alone in the Dark até que foi bem esculhambado honrado em suas sequências: temos ainda na era dos 32 bits o Alone in the Dark 2 e 3, que exploram o futuro da mitologia da série. Na geração seguinte tivemos a retcon Alone in the Dark: The New Nightmare, que também é de responsa. Já no PS3 veio o Alone in the Dark Inferno, jogo que realmente faz jus ao nome e que não tem patavinas a ver com o resto da série.

Teve filme? Infelizmente sim! Lançado em 2005, “Alone in the Dark: O Despertar do Mal” prova que deveríamos tê-lo deixado dormindo como um nenê, com uma boa dose de sedativo na veia. Dirigido pelo excelentíssimo Uwe Boll e estrelado pelo galã estilo SBT Christian Slater (QUEM??) como Edward Carnby, é só um terror mixuruca sem tripas de borracha e mulé pelada fugindo de monstrengo melequento. Se fosse dirigido pelo Zé do Caixão, ganharia até um Kikito!

O famosão: Resident Evil (PC, PS1, Saturn, N64, PS2, PS3, GameBoy Advance, Nintendo DS, GameCube, XBox 360, Dreamcast, iPhone, iPad e clone piratão nojento do Nintendinho!)

Quem que fez a bagaça? A Dona Capcom, próxima candidata série às 5 Cagadas Clássicas, famosa por criar bons games como Devil May Cry, Star Gladiators, Breathe of Fire e Cadillacs & Dinosaurs, pra depois fazer mimimi e fingir que eles nunca existiram, transformando o Dante de caçador fanfarrão de cramulhões num moleque cabaço que apanhava nos bullyings da vida. Tá merecendo um chocão do Captain Commando no meio das ideias, hein, dona? SE QUISER PROCESSAR O ZÉ DOIDO PODE VIR QUE NÓIS TEM ADEVOGADO MELHOR QUE O ACE ATTORNEY!

Qualé? Zumbis, zumbis e mais zumbis! Não precisa falar mais nada, né? Aliás, Resident Evil possui uma história simples mas funcional, que serve perfeitamente para foder com o jogador justificar os mortos-vivos comedores de miolos: a indústria química Umbrella, mais rica do que a Globo e o Banco Panamericano juntos, resolve lançar um cosmético revolucionário que rejuvenesce mesmo, capaz de transformar uma Cleyde Yáconnis numa Ângela Bismarck! UAU! Mas você não escutou a agulha caindo do outro lado da sala: na verdade, a estrumela aí levanta os mortos-vivos das tumbas e transforma as pessoas em zumbis em perene cio! Pra piorar, a Umbrella quer criar armas químicas vivas mais perigosas que lanche do McDonald’s com pimenta comary, leia-se os dois zumbizões besta-feras Nemesis e Tyrant. Ou seja,a donzelice das dilicinhas Jill Valentine e Claire Redfield estará seriamente ameaçada até o final do jogo.

Pra variar, sempre sobra pros mocinhos, os mercenários do bem da S.T.A.R.S (Somos Totalmente Acefálos e Roedores de Salsichas!) pra meter bala na zumbizada. Aliás, prepare-se pruma sacanagem infernal durante todo o jogo (mas liberada para menores de 18 anos): se Resident Evil pudesse ser definido numa palavra, essa seria FARTURA: fartam armas, farta munição, farta ajuda, fartam cheats, fartam baús pra guardar a tralha, fartam fitas de tinta pra gravar o jogo, fartam máquinas de escrever em save points…enfim, um jogo pra medir o medinho dos gamers mais cagões e a paciência dos geniosos!

Avaliação FZD: Tá certo que Resident Evil é um plágio descarado de Alone in the Dark (pois o primeiro jogo também se passa numa mansão vitoriana, onde os mercenários ficam presos, e eles precisam fugir dos mortos-vivos e fazer quebra-cabeças), mas também foi o primeiro dos grandes crássicos da era dos 32 bits. No caso de muitos gamers (dentre estes este que vos escreve!) o jogo foi um estrondo, mostrando realmente do que o Playstation era capaz. Resident Evil também é o primeiro game maconheiro da história, pois serão as ervas e as suas misturas que te salvarão das diabruras da Umbrella e do cagueta do Albert Wesker, o vilãozinho traidor. Com isso, logo poderemos patrocinar a primeira Marcha dos Zumbis!

E as sequências? Como sempre, D. Capcom aproveitou pra extorquir os nosso magros bolsos de gamers assalariados. Porém, as sequências de Resident Evil possibilitaram que nós fizéssemos turismo de graça! Confere aí: se no primeiro estávamos apenas na mansão e os dois seguintes se concentravam na zona que virou Racoon City, em Code Veronica nós viajamos com tudo pago pra América Latina, no 4 fazemos uma aprazível viagem pela Espanha contaminada pelo T-Virus e no 5 nós vamos à África com a boazuda e suadinha Shiva como guia! Turismo mais barato que esse só em excursão pra Aparecida do Norte! Aliás, estamos até hoje aguardando por uma sequência de Resident Evil no Brasil, pra fuzilar os zumbis de Brasília…fora isso, tivemos também o Resident Evil Zero, o aguardado remake pro N64 que foi sem nunca ter sido (HAHAHAHAHAHAHAHA). Além do spin-off Gun Survivor, um trail shotter ao estilo The House of the Dead que fez muito fã frescurento dar cria! Mas hoje a Dona Capcom anda tão gosmenta e cheia de mimimi que, pelo visto, RE será reduzido ao game Mercenaries e terminará no limbo dos jogos abandonados da Capcom.

Teve filme? Sim, e, a nível de ruindade, tá pau a pau com Forever Alone no Escuro! Os três filmes adaptam de maneira “livre” (vixi!) os três primeiros jogos. Mas até que vale a pena perder uma madrugada de sábado pra vê-los, pois tem a Milla Jovovich machucada, suada, assustada, sujinha, seminua, humilhada e menstruada a fugir dos monstrengos podres! E isso o Cine Privê não pode oferecer!

O copião: Dino Crisis (PS1 somente, fora a distribuição via PSN pro Negão)

Quem que fez a bagaça? A Dona Capcom de novo! E com a direção e o roteiro de Shinji Mikami, o mesmo de RE! Basicamente, esse é um Resident Evil com dinossauros! MAS SEM CADILLACS!

Qualé? Veja o primor de storyline, quase um Tekken da vida: uma equipe de mercenários chamada S.O.R.T (Sociedade OIigofrênica de Reumatismos Transcendentais) desce de para-quedas numa ilha tropical e deserta chamada de Ibis, que sedia um dos melhores times de futebol do planeta, para resgatar um cientista desaparecido chamado Edward Kirk. Ninguém sabe a nacionalidade do sujeito (pelo seu nome exótico, dá pra deduzir com ABSOLUTA CERTEZA que ele nasceu em algum lugar da Índia ou do Nepal, na fronteira de União Paulista com Nipoã!) e o porquê de seu chá de sumiço. Na verdade, o doutor está bem vivo e pesquisando uma nova energia sustentável chamada Third Energy, limpa, verde, não-poluidora e que não mata os ursos pandas. Ou seja, a alegria do pessoal que só anda de bicicleta e não usa papel higiênico! Só que essa energia é capaz abrir portais no tempo (!!!UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!) e encheu a ilha de dinossauros vindos da pré-história (UAU!!! EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA 2.0!!!). Agora a mocinha Regina e o brutamontes Gail terão que fugir dos dinos e resolver a crise. Bom, depois de abusar muito de drogas alucinógenas, como cerveja Belco misturada com Country-Cola de limão e de práticas ilícitas de cheiramento de calcinhas usadas da Bayonetta, é de se entender porque o Mikami foi demitido da Capcom.

Avaliação FZD: numa época em que a Capcom só queria saber mesmo de lucrar, lucrar e lucrar, aumentado a exploração da luta de classes e a mais-valia no mundo todo, reforçando a ditadura do sistema capitalista e neoliberal, Dino Crisis foi uma tentativa de emular o sucesso de RE, mas agora puxando pra ficção científica. No mínimo, a mente insana que criou Bayonetta, God Hand e Vanquish viu um certo jogo com dinosauros e carros americanos e quis copiar trazendo esses elementos pra engine do RE. O pior de tudo é que Dino Crisis foi daqueles games que, junto com Captain Commando, Darkstalkers, 3 Wonders, Megaman e, mais uma vez, o nosso querido Star Gladiators, foi parar no limbo dos jogos que a Capcom não tá nem aí! Coisa feia, hein, Papai do Céu Sephiroth não gosta, viu! O pior é que a Regininha do cabelo roxo não voltou nem nos Marvel vs Capcom da vida, sinal de que a série foi mesmo enterrado (e sem vaselina!).

E as sequências? Tivemos o bom Dino Crisis 2, um dos primeiros jogos pro Neguinho PS2, continuação direta do primeiro título que contou com praticamente todo o elenco. Depois foi só cagada: veio o FPS fraquinho Dino Stalker e o horrendo Dino Crisis 3 pra XBox, que foi uma tentativa de “recriação” da franquia. Depois disso, a série afundou até funduras nunca dantes navegadas e hoje taí, com a Capcom não fazendo nada por ela.

Teve filme? Que nada! Mas bem que poderia sair uma película com sua coleção de amarelices exageradas, com direito a dinos de duas cabeças, colegiais de uniforme de marinheiro, estupros com tentáculos, robôs gigantes, vilões afeminados e piadas que ninguém entende! Com Megan Fox, Kate Hudson, Jennifer Aniston ou Joelma da Banda Calypso como a heroína Regina!

O cabeção: Parasite Eve (PS1 e PSP)

Quem que fez a bagaça? A softhouse mais quadrada de todos os tempos das terras nipônicas, Square Enix, na época apenas Squaresoft, quando ela e sua amante fogosa Nintendo estavam dando um tempo pra pensar na relação. Espere por um argumento cabeça de bagre, com um enredo muito curto culto, com uma vasta curtura cultura e incríveis adendos da mais nobre filosofia de botequim. Pensa o quê, videogame também é cultura inútil.

Qualé? No comando da policial corrupta e meganha Aya Brea, treinada pessoalmente pelo Capitão Nascimento e versada nas práticas de direitos humanos dos PMs de Diadema, você terá que impedir a vilã Eve de manipular as mitocôndrias (cu de quem??) dos seres vivos de Nova York e de transformar humanos, cachorros, pombos, ratos, gatos e ornitorrincos de duas cabeças em monstros. Pra variar, ao longo das aventuras de Aya e seus comparsas, surge toda aquela historinha filosófica, aqueles segredos do passado, aquelas revelações acachapantes de novela das oito da Glória Pérez, aquela carga dramática dos japas que sempre fazem você chorar de tanto rir. Com a ajuda do puliça otoridade Daniel, do cientista japa virjão e apreciador de hentais Kunihiko Maeda e do Dr. Klamp, o típico professor cuzão que te deixou de DP na faculdade, você terá que impedir que Eve crie a Nova Mitocôndria (cu de quem??) e inunde Nova York de mutantes e imigrantes ilegais da Costa Rica. Não sabe o que é mitocôndria (cu de quem??), perplexo leitor? POBRE MORTAL…

Avaliação FZD: sabia que Parasite Eve foi adaptado dum livro, um romance do escritor japa Hideaki Sena, parente distante do Ayrton Senna? Que não foi publicado no Brasil, não tem previsão e só se encontra nos torrents e rapidshares da vida em PDF. E não é papo furado de locadora não. Mas não é só por isso que Parasite Eve é interessante; de longe, é o preferido do autor dessas patacoadas. Com aquele estilão do Resident Evil e utilizando um sistema de RPG, mas mais voltado à ação, Parasite Eve têm muitos atrativos: os peitões da Melissa um storyline intrigante, os peitões da Melissa personagens carismáticos e realistas, os peitões da Melissa locações reais de Nova York que só enriquecem o enredo (como o Empire State Building, a ilha de Manhattan, o Central Park, o Carnegie Hall, o MoMa, a Quinta Avenida, a rua dos puteiros) e os peitões da Melissa algumas sacadas geniais, como o lance das mitocôndrias (cu de quem??). NÃO SABE O QUE É UMA MITOCÔNDRIA, LEITOR? Oras, nunca teve uma aula de Geometria? Uma mitocôndria é aquela vizinha do Complexo de Golgi…NÃO SABE O QUE É UM COMPLEXO DE GOLGI? Desligue o videogame e vá ler um livro!

E as sequências? A desPEITO das maravilhas mamárias das protagonistas, Parasite Eve teve duas EXCELENTES sequências! Parasite Eve 2 foi um dos bons games no rabicho final do PS1, dando sequência às doideiras da Titia Eve/Melissa em Nova York, com Aya PEITANDO novos monstrengos poderosos. E Parasite Eve: The 3rd Birthday para PSP virou a história de seios pernas pro ar: após o fim do mundo, numa espécie de Matrix, Aya faz parte dum grupo de resistência contra os mutantes e as mitocôndrias (cu de quem??) assassinas. Dando mais ênfase à ação, os tiroteios e à porradaria, o game é um excelente retorno para a série.

Teve filme? Infelizmente não. Num mundo assolado por filmes gamers de quinta como Street Fighter, Super Mario Movie, Double Dragon e Contos que Nossas Babás Não Contavam, Evinha Parasita nunca apareceu pra salvar a pátria.

O medonhão: Silent Hill (PS1, PS2, PS3, GameCube, Nintendo Wii e…ah, chega, esse aí praticamente lançaram até pro fogão da cozinha, pelamodedeus!)

Quem que fez a bagaça? A nossa considerada Konami, a fazenda do Coroné Hideo Kojima e seu jagunço Solid Snake da Tapitanga, nas ordis de Deus, cumpádi.

Qualé? Silent Hill é uma cidadezinha muito pacata e bucólica do interior dos Estados Unidos, em algum lugar entre Pau Grande e Curralinha, fazendo divisa com Pato Branco e Tangamandápio. Lá nós temos simpáticos zumbis sorridentes, serenas criancinhas possuídas por demônios, almas penadas acolhedoras, gárgulas sanguinárias de coração aberto e chupacabras carinhosos aguardando sua visita. Pois, por algum motivo esdrúxulo, seja porque você perdeu sua filha, seja porque recebeu uma carta da sua finada esposa, seja porque quer remexer seu passado, seja porque se perdeu de carro na pista, seja porque procura seu irmãozinho perdido, seja porque você quis ir à quermesse de São Snake do Quixeramobim, você por algum motivo irá parar em Silent Hill. E, pior, sem cuecas ou calcinhas limpas!

Avaliação FZD: a aprazível Colina Silenciosa é um legítimo game de terror, um survival horror que dá medo de verdade! Essa foi a intenção dos programadores medrosos da Konami ao lançarem esse título. É também o survival horror mais influente dessa lista, tendo inspirado outros sucessos nas gerações seguintes como Fatal Frame, Obscure, F.E.A.R., Fahrenheit/Indigo Prophecy, Dead Space e outros games que vão testar seu esfíncter a extremos nunca dantes navegados. Além disso, Silent Hill é um game superlativo: os títulos oficiais da franquia somam 8 games, os spin-offs e derivados se estendem em CATORZE títulos, além de dois filmes e quatro livros. CACILDIS! Ó o fumo, Final Fantasy! O Padre Quevedo deve ter platinado e batido o pé de que Silent Hill NÓN ECZISTE!


E as sequências?
Leia o final do tópico anterior procê sentir o drama!

Teve filme? Em 2006 lançaram “Terror em Silent Hill”, que é mais uma história paralela com a cidadezinha tranquila como pano de fundo; um terror até que bom, digno de filme dirigido pelo Zé do Caixão. Para 2012 está programado um filme em 3D, ou seja, mais uma desgraça prevista pelas profecias maias.

O bizarrão: Chase the Express (exclusivo para PS1, isto é, pimenta no peidante dos sonystas é refresco!)

Quem que fez a bagaça? Uma tal de Sugar & Rockets, softhouse com nome de banda indie que nunca fará sucesso. Evidentemente que nesse survival horror onde faltam tanto horrores quanto sobreviventes não haverão, foguetes, tampouco, açúcar.

Qualé? Terroristas russos sequestram um trem e enchem os vagões de explosivos C4 e até bombas atômicas atômicas, matendo como reféns o embaixador francês, sua família e mais uns cupinchas. Mas coitados dos russos, hein, negada, por que afinal eles sempre são os vilões? Puta preconceito, hein, torcida brasileira? Só por que eles são os campeões mundiais em clonar Nintendinhos? Porém, para deter os terroristas, você contará com o agente da OTAN Jack Morton, que vai dar muito pipoco em mercenário desavisado e resolver um mundaréu de quebra-cabeças chatos pra boné. E tudo isso dentro do trem e antes que ele exploda!

Avaliação FZD: Lei número 3565461104896 do Mundo dos Games: FASES EM TRENS SÃO UM GRANDE PÉ NO SACO COM BOTINA DE DANÇAR CATIRA! Duvida? Manja a fase do trem do Goldeneye 007 do N64, aquela mesmo, em que você chegava ao último vagão que nem peneira e morria nos últimos 3 segundos? E os dois trens do Sunset Riders, trem danado, sô, na primeira você só caía do cavalo e na outra levava chibatada do El Greco? E o trem fantasma do Final Fantasy VI, aquele que o Sabin conseguia erguer no ar? E em X-Men: Mutant Apocalypse, aquele trem que o Ciclope tinha que destruir só no olho gordo? E as fases finais do Super Mario 3, do avião, do tanque e dos barcos, que funcionavam como uma verdadeira composição? E o trem do Uncharted 2? Agora, some-se a todos esses estrupícios um game que se passa INTEIRO dentro dum trem! TREM RUIM, SÔ!

E as sequências? Pelo amor de Sephiroth, não!!!! Graças a muitas novenas pra São Snake do Quixeramobim, Chase the Express ficou só nesse primeiro mesmo. O máximo que recebeu foi uma outra localização nos EUA, com o título de Covert Ops: Nuclear Dawn, que, ops, é o mesmo game e tão ruim quanto.

Teve filme? Sei lá, cumpádi, procura nos torrents das quebradas internáticas por aí, que aqui no Ocidente nunca apareceu tamanho disparate. Graças a Sephiroth!

Menção Difamatosa: preparem-se, rufem os tambores, o survival horror que milagrosamente sobreviveu às gerações dos 128 bits e chegou até nós…respeitável público…com vocês…

O FODERENGÃO: Demon’s Souls (PS3 e num cemitério pertinho de você)

Em memória dos amigos e compadres Pantuzzi e Weslley, assassinados por um alegião de caveiras vermelhas…pelo menos, até matarem o próximo chefe e recuperarem suas almas no Nexus!

Quem que fez a bagaça? A From Software, uma produtora FROM HELL! Distribuído pela Bandai, a distribuidora oficial de prostitutas tailandesas e filipinas no mundo todo.

Qualé? Era uma vez o alegre Reino de Boletaria. Seu monarca, o Rei Allant XIII, certo dia tem a belíssima ideia de canalizar o poder das almas penadas para adquirir poderes mágicos. Só que dá uma cagada gigantesca e o rei acaba libertando o terrível demônio conhecido como The One!!!! AIMEUDEUSDOCÉUAIMEUDEUSDOCÉUAIMEUDEUSDOCÉU! Daí pro reino ficar infestado de dragões, zumbis, demônios, gárgulas, caveiras mortas-vivas, chupacabras e ornitorrincos de duas cabeças é um peido molhado. No controle dum guerreiro que morreu e foi parar no Nexus (uma espécie de Além-túmulo, sua base durante todo o game), você terá que recuperar as almas dos demônios-chefões e assim derrotar a ameaça de The One! E acredite: NÃO SERÁ NADA FÁCIL…

Avaliação FZD: você terá que atravessar o castelo de Boletaria, as cavernas de lava, a prisão, a montanha das caveiras e o pântano em ruínas tanto vivo (com seu corpo e toda a energia) quanto como fantasma (com apenas metade da barra de sanguinho). Toda e qualquer porrada, até do inimigo mais fraco, pode te matar. Seus golpes são limitados pela barra de stamina, quer dizer, esqueça aqui o esmagamento de botões do seu querido God of War ou do Ninja Gaiden. Morrendo, caso você não retorne ao local de sua morte, você perderá todas as almas acumuladas, que são necessárias para se fazer de tudo no game: comprar itens, comprar upgrades, consertar armaduras, evoluir os atributos do seu personagem, assoviar e chupar cana o mesmo tempo…sem contar que, jogando quando está vivo, seu jogo pode ser a QUALQUER MOMENTO invadido por um MORFÉTICO  de qualquer parte do mundo para roubar suas almas. CRENDEUSPADRE! E, se o mundo estiver com tendência NÊGA, se prepare, porque você terá uma tarde inesquecível ao lado do seu PS3!

E as sequências? Está programado para o final deste ano o sucessor de Demon’s Souls, com o singelo nome de Dark Souls. NUM GUENTA BEBE LEITE!

Teve filme? Ainda não, mas deveria. E como será que seria o seu título na Sessão da Tarde? Demon’s Souls: uma aventura muito louca?

E aí, meus caros leitores, sobreviveram ao horrores deste meu post? Sim? Não? Quem morreu levanta a mão, por favor.

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6 respostas para Gêneros que deram o que falar: SURVIVAL HORROR

  1. Sonozaki disse:

    “Nos interiores nevoentos da Inglaterra, onde nenhum Mr. Bean jamais esteve” Você não tem noção de como eu rí disso. 😀

    Cacete cara. Esses posts ficam cada vez melhor. Você por acaso escreve/escrevia pro Baú de Jogos? Seu “estilo” me lembra das resenhas mais old-school de lá.

    • zemarcelo disse:

      Pô, mano, Sonozaki, valeu pelos elogios e continue visitando nosso botequim pé-sujo, sem se esquecer de trazer os acepipes e a muierada!

      Não, não escrevia para o Baú de Jogos, embora eles sejam uma das minhas grandes inspirações para criar esse disparate (a outra é o Angry Video Game Nerd). E eu tento me basear ao máximo nas resenhas irreverentes daqueles malucos. Principalmente depois que eu descobri que no site dos cabocros tinha até aquele arcade obscuro do Karate Blazers!
      Valeu, mano, aquele abraço e obrigado por gastar os suados caraminguás em nossas fichas.

  2. Daniel disse:

    Só para avisar, Parasite Eve tem filme sim, mas é baseado no livro, e se passa antes do jogo

  3. Diego Gatto disse:

    CARALEO – MINHAS PRECES FORAM ATENDIDAS!

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