SONIC: THE HEDGEHOG

O Fliperama do Zé Doido tem o orgulho de apresentar essa crássico com Q maiúsculo que foi a primeira trilogia com de quatro games da história. Duvida? Achava que apenas O Guia do Mochileiro das Galáxias tinha esse privilégio? POBRE MORTAL…enquanto as aventuras da galerinha muito louca de Arthur Dent e Ford Prefect aprontava as maiores confusões na literatura, Sonic & cia. turbinada sacudiam os Mega Drives e Master System do mundo inteiro por mares nunca dantes navegados!

Mais rápido do que Super Mario pirata do Phantom System, mais apelão que Final Fantasy em console de 8 bits e com um vilão insistente que nem o Bowser, o Dr. Willy, o Bison e o Drácula do Castlevania, o rato-ouriço (ou porco-espinho, ou gato azul, ou ouriço, ou o ornitorrinco de duas cabeças, ou o raio que o parta) foi criado especialmente pra ser um mascote cabra-macho da softhouse de necessidades especiais, pra medir forças diretamente com um certo encanador metido a Pereirão por aí. Pegando carona no vácuo de mascotes apagados que a Sega tentou emplacar, como Alex Kidd e Psycho Fox,  Sonic bateu o pau na mesa e precisou duma operação de fimose e provou ser mais turbinado que o moleque alienígena discípulo do Maguila e do que a raposa corredora da São Silvestre.

Bom, no final, todo mundo sabe…Sonic acabou apagado por péssimas sequências (embora o Sonic Adventures do DreamCast não seja de jogar fora…) e enveredou por games de corrida, RPG, luta (Sonic Fighting, ARRRRGH!) e até de olimpíadas de inverno (???!). Olha a cagada clássica aí, Dona Sega! Mas, por graça de Sephiroth e dos deuses pagãos, lentamente a softhouse de necessidades especiais vem recuperando o brilho desse seu protagonista que corre mais do que o Schumacher dirigindo um Fiat 147! E aqui no Fliperama do Zé Doido você vai ver a incrível trilogia de quatro games lançados pro Mega Drive, com todas as Esmeraldas do Caos que tem direito!

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A CORRERIA!

Sonic: the Hedgehog (1991)

E vamos voltar no túnel do tempo aos verdes anos de 1991! O Brasil vivia o auge da roubalheira democracia da Era Collor, a Seleção amargava a derrota sem vaselina e com areia na pontinha da Argentina de Caniggia, a Rede Manchete passava em suas telas as belezas naturais da Juma Marruá, vivíamos o sucesso “avassalador” do Dynavision Radical, o Super NES era apenas uma fofoca de locadora…e eis que a Sega, pra arrebentar a boca do balão com seu novo Mega Drive/Genesis, reuniu sua turma de programadores escravos e ordenou: HAJA SONIC! E eis que, em junho de 1991, nós fomos brindados com o incrível game do gato azul que corria que nem o Ayrton Senna, dando loopings, voando nas rampas e salvando os bichinhos da floresta que foram transformados em robôs (cuti-cuti)!

Fala a verdade: o primeiro Sonic era um game casca-grossa, que coça o saco em público, cospe no chão, torce pro Timão e que se pudesse matava mil! O esquema era aquele imortalizado pelo jogo do encanador pegador de batente: aventura em plataformas com scroll lateral, inimigos apelões surgidos de tudo que é canto, armadilhas impiedosas, buracos sacanas, chefões malucos armados até os dentes e o incrível golpe de pisar na cabeça dos vilões! Cada mundo possuía três fases e, no final da terceira, você tinha que sair no braço com o Robotnick e sua engenhoca monstruosa da semana! Tinha até os itens colecionáveis que davam uma vida ao se juntar 100, que, no caso do porco-espinho acelerado, eram as argolas douradas. Aliás, inovando totalmente, as argolas serviam como proteção, pois, a cada pancada, você perdia todas elas e, se levasse um cutucão enquanto não tivesse nenhuma, era uma vida e o seu respeito no fliperama que iam pra privada! Tinha também um escudo de energia que te salvava de perder os anéis, mas ele sumia na primeira cacetada! Mais apelação impossível!

O primeiro Sonic hoje até pode parecer coisa de arqueólogo, mas, pros fãs do ouriço apressadinho, é uma pérola. Tudo que consagrou a franquia está lá: as argolas, os postes de checkpoint, as piranhas-robôs saltadoras, as engenhocas do Robotnick em todo final de fase(que, pra variar, ele sempre consegue fugir), os loppings e rampas, as molas, os espetos que saem do chão e roubam todas as suas argolas, o poste com a bandeirinha com o rosto de Robotnick e Sonic no final de cada estágio, o cofre com os bichinhos presos, as famigeradas 7 Esmeraldas do Caos, primas distantes das Sete Esferas do Dragão…sem contar as terríveis apelações que se tornariam recorrentes em toda a série. Que não se lembra das máquinas lançadoras de fogo da Marble Zone, ou do caranguejo ciborgue da Spring Yard? É pra gamer nenhum botar defeito!

Com Sonic também não tem essa de pegar estrelinha pra ficar forçudo; aliás, o nosso considerado cruzamento de porco-espinho com carro de F1 tem mais formas de morrer do que herói do Elder Scrolls: Sonic pode se afogar (caso você não encontre uma bendita bolha pra respirar debaixo d’água), ser prensado em armadilhas, cair em buracos, espetado, queimado vivo, acertado pelo Robotnick…é a Sega antecipando a moda mortalkombatiana de arrancar a cabeça e as tripas do amiguinho! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!

E, se tudo não der certo, você ainda pose transformar na versão Super Saiyajin do ouriço: SUPERSONIC! Uau, mas não escute nenhuma agulha ainda, porque o melhor está por vir. Basta que você termine todas as fases (passando pela bandeirinha no final) com mais de 50 argolas e consiga pular no argolão que aparece, que você irá direto pra fase de bônus, onde você pode coletar Continues e esmeraldas. E, depois de juntar as sete safiras de Odin sete esmeraldas, você vai ver o circo pegando fogo!

Sonic: the Hedgehog logo se consolidou como o MASSACOTE oficial do Mega Drive, vindo até como brinde junto com o videogame e pintando em tudo que é coletânea de jogo véio pros Playstations e em cartuchos da Tec Toy. Com uns gráficos que faziam a Nintendo não se entender mais com ninguém e melodias de primeira, é lógico que o game mereceria uma sequência, afinal, estamos falando aqui do capitalismo mais selvagem e mais explorador possível.

Sonic: the Hedgehog 2- As novas aventuras do solteirão de Emerald Hill

Depois de faturarem uma bufunfa veiaca com o sucesso de Sonic, maior que o PIB de muitos países africanos, a Sega mostrou que tinha visão de mercado e, em dezembro de 1992, lançou essa belezinha que, graças à nossa considerada Tec Toy, chegou no Brasil antes mesmo do que nos States: Sonic 2, maior, melhor e sem cortes, que inaugurou a solteirice do ouriço azul! Duvida? ENTÃO VAMULÁ!

Agora, a floresta estava livre de Robotnick e os animaizinhos não eram mais enlatados. Porém, passeando com seu avião Tornado (um bimotor mais potente que as banheironas da VASP), eis que Sonic encontra a raposa que há de se tornar a sua eterna musa inspiradora do banheiro pretendente e coadjuvante nos games: TAILS! Uai, você achava, caro jogador chocado, que a Tails era O Tails, como falava no manual do jogo, nas propagandas da TV e a galera do fliperama? POBRE VIRJÃO MORTAL…eis a notícia que vai mudar o mundo: Tails é uma raposa fêmea, chamada Miles Prower, uma cientista que pesquisa as Esmeraldas do Caos, com duas caudas que viram helicóptero e que lhe dariam uma carreira meteórica no mundo do funk! Pois é, cara, e até hoje o Sonic vive correndo da menina, provando ser o maior solteirão de Emerald Hill…

Pois bem, Tails alerta nosso herói que o Robotnick véio de guerra estava atrás das esmeraldas para criar uma poderosa arma, o Ovo da Morte (Death Egg), uma estação espacial com um canhão capaz de destruir todo o planeta. Qualquer semelhança com a Estrela da Morte do Tio Vader é um plágio sem-vergonha da moléstia! Junto com Tails, Sonic vai no encalço do vilão pra resolver essa crise da maneira mais racional e civilizada possível: NA PORRADA!

Diminuindo as fases dos mundos em 2 ao invés de 3, como no primeiro game, o desafio agora triplicou e ficou CABULOSO! Sonic, agora sofrendo de ejaculação precoce, e a incansável Tails devem atravessar as Colinas Esmeraldas, a terrível Indústria Química, as ruínas da Atlântida, o cassino, a colina cheia de lava, as apelonas Cavernas Místicas (de longe a zona preferida deste blogueiro, perdendo só pra Zona da Luz Vermelha!), os poços de petróleo e Metrópolis, a cidade de Robotnick onde nenhum Superman jamais esteve, pra chegar até a fortaleza voadora do véio bigodudo. E se prepare, que os designers da Sega fizeram com esse jogo o que a From faria com o Dark Souls séculos depois. Nele, Sonic ganhou um novo poder de turbo que é ótimo pra sair das embrulhadas!

Sonic 2 não tinha fases secretas, mas em compensação trouxe o lendário Special Stage, responsável por muitos jogadores reprovados na escola, na faculdade e por inúmeras famílias desfeitas! Funcionava assim: passando por um poste de checkpoint com 50 argolas ou mais, surgia uma nuvem de estrelinhas em cima do dito-cujo. Pulando nela, você era teleportado prum tobogã em 3D, tendo que cumprir os desafios de pegar tantos anéis e desviar das bombas. Ao final do trajeto, lá estava a esmeralda. Juntando sete delas, você se transformada no Supersonic ou no Supertails e aí era só alegria. UAU, EU ESCUTEI A AGU…peralá, mas tem truque pra fazer isso também, pra quem tinha preguiça de pegar as sete dita-cujas!

Sonic 2 tem também uma das fases mais difíceis de toda a série, a única que não é dividida em duas, que é a Sky Chase Zone, conhecida nas locadoras e fliperamas como “fase do aviãozim”, na qual você se equilibra nas asas da aeronave e pra chegar até o Ovo da Morte! É de arrepiar os cabelos e os pentelhos da Sindel! E também o subchefe mais foderoso, o terrível Robosonic, cópia metálica de nosso querido solteirão, com a incrível habilidade de se transformar numa serra elétrica. UAU, AGORA SIM EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Nunca serras elétricas e games combinaram tão bem! E, pro final, tem o Robotnick num robozão gigante que faria o Daileon mijar pra trás!

Sonic 2 é um exemplo de como uma sequência deve ser: um retorno dos bons elementos do primeiro jogo e algumas cositas más! Os cenários (que o diga a Atlantic Ruin Zone) melhoraram da água pra Caninha 51; e as músicas são as mais clássicas da série (quem não se lembra da canção da Emerald Hill, ou do rock hardcore da Chemical Plant, ou o blues maluco do Casino Night?). Podem acreditar: na época do Sonic 2 teve muito nintendista que tirou o chapéu e deixou uma moedinha na caneca da Sega.

Sonic: the Hedgehog 3- é na terceira vez quem vem o orgasmo!

Milhões de dólares, ienes e cruzeiros reais depois do sucesso de Sonic 2, entre um Sonic Spinball e outro, eis que em dezembro de 1993 a Sega anuncia que em 1994 haverá Sonic 3, um jogo mais apelão e mais cabuloso do que os dois anteriores juntos! Mas como melhorar um game que já era bão pra mais de metro? Simples: trucidando os gamers com mais dificuldade e mais chefões apelativos.

Sonic e Tails viajavam calmamente no Tornado até que chegaram ao Sky Sanctuary, uma ilha deserta (vixi! Isso não vai terminar bem! É hoje que a Tails vai ver o que tem atrás da moita!) flutuante, que abriga o santuário da Esmeralda Mestre, a mais poderosa de todas, que inclusive transforma as sete famigeradas em Hiper Esmeraldas! Caramba, e não é que os roteiristas já começaram a forçar a amizade? Só que quem pegar a tal Esmeralda Mestre é Robotnick, o vilão que nunca desiste, que deve ter feito um estágio com o Dr. Willy, pra reconstruir o robozão do fim do Sonic 2 mais forte ainda! Pra piorar, o cientista maluco com doutorado jubilado ainda convence Knuckles, o equidna, guardião da Esmeralda, de que Sonic e Tails é que são os malandros da vez!

Agora, a dupla dinâmica deve correr contra o tempo pra recuperar as esmeraldas e impedir Robotnick, além de cair nas armadilhas de Knuckles! Desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é lavagem. Por sorte, Sonic ganhou novos escudos de energia, que acionam poderes quando você dá o pulo duplo: o escudo comum dá choques, o de fogo vira uma bola de fogo (dã!), o elétrico, além de atrair as argolas, solta espinhos e a bolha d’água vira um ricochete. Só isso pra enfrentar a dificuldade BRABA desse game, que agora tem subchefes no primeiro ato de cada mundo. CAI FORA, MACAUBAL! Porra, Sega, aí cês deram mancada, hein?

Desnecessário dizer que este blogueiro tomou, e ainda toma, surras homéricas do Sonic 3. Sem brincadeira, é o jogo do Sonic em que eu mais penei, sem conseguir passar da apelação da terrível Hydro City, o nível de água mais difícil da história do solteirão das Colinas Esmeralda! Sério mesmo, o pessoal do Sonic Team, que deveria ter alguém do Somari Team infiltrado, caprichou nas armadilhas! Além da injusta Hydro City, contamos também com outros mundos cabulosos, como a Angel Island (floresta quem lembra a Green e a Emerald Hill Zone), a Marble Garden (que lembra a Marble Zone do primeiro título), a Carnival Night (um upgrade da Casino Night) e também o único mundo com gelo de todos os Sonics, a Icecap Zone, com direito até a snowboard! E sim, se prepare que o nível do gelo vai ser o mais apelão possível, pois gelo e videogame nunca deram muito certo desde Antarctic Zone, o game do pinguinzinho da ONU que pensa que é o Sonic! E, assim como a Hydro City, TODOS os mundos têm água! O Cascão NÃO deve ter platinado!

Os bônus também mudaram: o portal de estrelinhas dos checkpoints reedita a dimensão giratória do Sonic 1, mas serve apenas pra pegar vidas e Continues. Já os argolões escondidos nas passagens secretas levam a um bônus em 3D pra você coletar esferas azuis e desviar das vermelhas, e é nesse que você deve cobiçar as tão suadas Hiper Esmeraldas.

Com uma dificuldade puxada pro hard e fases mais longas e mais cheias de desafios, Sonic 3 mostrou pros detratores de plantão que o processador do Mega Drive era fodão, daqueles que matam a cobra, mostram o pau e ainda limpam na cortina! O jogo tem até bateria de saves! É pra fechar a série no Mega com chave de ouro e ainda faz a gente esquecer da tranqueira que foi Sonic Spinball! Respire fundo e grite pra assustar a vizinhança inteira: Ó O FUMO, NINTENDO!!!!

Sonic & Knuckles: o quarto capítulo da trilogia!

Uns seis meses após Sonic 3, a Sega pega todo mundo de surpresa e lança o FODÁSTICO Sonic & Knuckles, que não é bem uma sequência, mas é como se fosse o Director’s Cut do Sonic 3, contando algumas partes da história que ficaram nebulosas no terceiro título (como, por exemplo, como Knuckles se tornou um aliado contra Robotnick) e ainda mostrando a história pelo ponto de vista do equidna! De quebra, ele trás também o final verdadeiro de Sonic 3, com a batalha final contra Robotnick! Pode ter certeza que, se Sonic & Knuckles fossem lançado hoje, ele seria uma daquelas DLCs espertalhonas, como os capítulos “perdidos” do Assassino Cruz-Credo II!

E, apesar de oficialmente a história ser pelos olhos de Knuckles, dá pra jogar as fases do equidna com o Sonic! SANTO ROTEIRO FURADO, BÁTIMA! Pois é, mas mesmo assim a gente perdoa! A jogabilidade e o sistema é o mesmo de Sonic 3, sem tirar nem pôr, e dá até pra notar que fizeram um game inteiro com sobras do anterior!

Por isso, jogando com Knuckles, você passará pela floresta de cogumelos, a fortaleza de Robotnick (reciclada do Sonic 2!), as ruínas egípcias cheias de areia movediça, as cavernas de lava cheias de fantasmas (?) e o Santuário Celestial, onde Robosonic tenta roubar a Esmeralda Mestre! Porém, jogando com Sonic, além de todo o trajeto do Knuckles (e uma Sky Sanctuary Zone maior e mais difícil!), você é transportado diretamente pro final secreto do Sonic 3, tendo que encarar Robotnick no espaço e, caso consiga as sete esmeraldas, você terá acesso à batalha TENSA da Doomsday Zone, em pleno espaço sideral! Enfim você conseguirá ver o desfecho do terceiro game!

Os bônus são os mesmos do Sonic 3, com uma fase exclusiva desta versão, aquela em que você tem que subir uma torre escalando as esferas de energia antes que o raio laser te pegue, mas ela serve apenas pra pegar vidas e argolas extras! Mas, olhando bem, nem precisava mudar muita coisa em relação ao Sonic 3!

O quente mesmo era a tecnologia Lock-On, uma inovação da Sega que permitia conectar os cartuchos dos Sonics 2 e 3 no cartucho do S&K e jogar com o equidna nos outros títulos da série, sem problemas com glitches ou travadas! Eita, mais um fumo, hein, Dona Nintendo? Por essas e outras é que Sonic & Knuckles, embora tenha aquele cheiro de oportunismo barato, é o preferido deste blogueiro, que ele sempre jogava conectado com o Sonic 2! Encerrando uma fase de ouro do Genesis e dando férias pro Sonic (que retornaria em 1997 no bizarrinho Sonic 3D Blast), já entrando na fase Saturno e de seus protagonistas apagados, Sonic & Knuckles encerrou a busca pelas esmeraldas durante muitos anos e nos deixou com saudades até o lançamento do ótimo Sonic Generations pro PS3, que resgata muito daquele pique antigão da série!

E, enquanto isso, nosso considerado Sonic vive com a Amy, a Tails e a morcegona peituda do Chaotix no pé e não catou nenhuma delas! Putz, meu, vai ser cabaço assim lá em Green Hill Zone, cumpádi!

Resumindo nas regras desatualizadas da ABNT!

Tivemos Sonics terríveis de tão ruins: Sonic Spinball, o até hoje sem graça Sonic 3D Blast, o Sonic R que nada mais é do que um Mario Kart tosco, o nefasto Sonic Fighters que estragou a série…tivemos Sonics irregulares e meio chatonildos, como aquele das olimpíadas (fazendo crossover com Super Mario), o Sega Superstar Tennis e aquele RPG Sonic Chronicles pro DS, que é bem travado e sem grandes atrativos. Tivemos alguns bons títulos que tentaram renovar a série, como o bom Sonic Adventure do DreamCast, o Sonic 4 da Live e da PSN e o injustiçado Sonic Unleashed com nosso porco-espinho virando lobisomem, o Sonic Heroes e o Sonic Rush Adventure dos portáteis. Tivemos todo tipo de spin-offs, desde os bons, como Chaotix pro 32x e, até os piores, como Dr. Robotnick Mean Bean Machine. E estamos numa fase de retorno triunfal, com os novos crássicos Sonic Colors pro Wii e Sonic Generations, que esses sim são ressurreições dignas de nota!

Sonic é foda com PH maiúsculo e esse véio doido aqui nunca se cansa de rasgar seda! MILÊNIOS antes do FZD, foi com Sonic que ele entrou no mundo pixelizado dos games, antes mesmo de jogar os jogos do Super Mario Pereirão! E, durante muito tempo, era o cartucho que nunca saía do Mega Drive! Por essas e outras é que eu vou ficando por aqui, antes que o Zé Doido comece a gozar a chorar de nostalgia com esse que é Ayrton Senna da Sega!

E desde já fazemos votos de bom casamento ao Senhor Sonic! Convida nóis pra festa e pra despedida de solteiro, cumpádi!

Curiosidades Curiosas:

Sonic teve dois games lançados para os 8 bits (Master System e Game Gear), que evidentemente eram downgrades marromeno em se considerando as limitações técnicas. Os dois foram lançados no Brasil pela nossa querida Tec Toy, com direito a promoção espertalhona e tudo. Embora os primeiros fossem mesmo uma adaptação do Mega, no Sonic 2 do Master e do GG a Sega optou por fazer um game totalmente diferente, com novas fases e inclusive nova história, proporcionais à capacidade dos consoles! Neles, você tem que salvar a Tails que foi sequestrada pelo Dr. Robotnick pra fazer bobiça e botar no RedTube! Confere aí! E não é que ficou bom? Ó o fumo entrando de novo, Nintendo!

– Na mesma época, quando os 8 bits já patinavam, a Sega surpreendeu e lançou pra mesma dobradinha Master System/Game Gear um título exclusivo, ambientado entre as histórias de Sonic 2 e 3: SONIC CHAOS, um achado do bão, em que você podia jogar tanto com Sonic quanto com a raposa popozuda do funk! Olhaí a bagaça:

– Há ainda o Sonic CD, incursão curiosa do solteirão celibatário no Sega CD, agora viajando no tempo! Sério mesmo, nesse título as Esmeraldas têm a incrível habilidade de viajar entre passado, presente, futuro bom e futuro ruim, incrementando ainda mais a série! É nesse game inclusive que aparece a Amy, a ratinha cor-de-rosa que o Sonic nem levou pra jantar! Mas que dureza, hein, parceiro? Pra você que não tinha Sega CD e nunca conseguiu ganhar sorteio de revista vagabunda, vai aí uma palhinha:

– E tem o Sonic Arcade, lançado pros fliperamas logo após o Sonic 2 e apenas na terra do tempurá com wasabi! Trata-se de SegaSonic the Hedgehog (1993), lançado para os arcades System 32. Nele, além duma HORRORÍVEL visão isométrica (regra número 145635763 dos videogames: o único game que presta com perspectiva aérea torta chama-se DIABLO!), Sonic recebe a ajuda de dois coadjuvantes apagados: Mighty the Armadillo (tatu) e Ray the Squirrel (esquilo). Olhaí como ficou o breguétis e dê uma jogadinha no seu MAME:

– Quando a Tec Toy lançou Sonic 2 no Brasil, houve por um tempo uma promoção em que você ganhava uma camiseta exclusiva que vinha com o cartucho. Um ótimo pijama procê sonhar com as aventuras do solteirão turbinado com nitro!

– Sonic é um rato-ouriço (hedgehog), um bichinho parecido com um hamster que é muito comum no Japão. E Knuckles é um equidna, bicho bizarro vindo da Austrália e da Nova Zelândia que…QUE DIABOS É UM EQUIDNA? Segundo a Wikipedia, é um parente do ornitorrinco, um mamífero que põe ovos! CRUZ-CREDO, CUMPÁDI!

– Como estamos falando dum capitalismo explorador da classe proletária, a mais-valia do lucro absurdo do Sonic deu origem a vários produtos derivados: uma série de desenhos animados, um anime em OVA (Sonic the Hedgehog: The Movie) e uma série de histórias em quadrinhos (publicada na terra do Obama pela Malibu Comics), que aqui no Brasil aportou nas revistinhas malandras da Editora Escala.

– Sonic também inspirou SOMARI, o jogo que prova que o fim do mundo está próximo e que não existe salvação para a humanidade!

E VAMO QUE VAMO! Depois desse post, pedimos que, se tiver um advogado entre os leitores do FZD, por favor nos ajude, que o processo da Nintendo não tarda!

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5 respostas para SONIC: THE HEDGEHOG

  1. Paulo Aquino disse:

    “UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!!”

    Que mané Sebastian Vettel!! Veloz mesmo é o solteirão assumido de Mobius!!
    Véi, essa matéria foi show de bola total!!
    Dentre as minhas preferências gamemaníacas está Sonic, o ouriço supersônico!
    E os jogos do Sonic de Master System (sobretudo Sonic 1 e Sonic Chaos) são bons!

    Só acho que o Sonic não leva tanto jeito de “working-class hero” quanto o rival Mario, parece que a do Sonic é mesmo correr.
    Mas eu curto o Sonic tanto que eu digo que o Sonic é “mais do que um pokémon, mais do que um super saiya-jin”.
    Mas tem alguns jogos recentes do cara que decepcionaram…
    Será que vai precisar a Bayonetta chegar na Amy e falar “Sai pra lá, mocréia pink, eu é que vou me casar com o Sonic!!”, pro Sonic voltar a aparecer em jogos verdadeiramente bons de se jogar?

    Por último, queria que você visse este vídeo sobre o Sonic:

    Embora o Sonic corra não só nos anos 90, mas em qualquer época!

    • zemarcelo disse:

      Graaaaande cumpádi Paulão! Valeu pelos elogios e deixa te perguntar: onde você encontrou o tal vídeo? O legal é que ele compila junto com as cenas dos jogos umas sequências do cartoon de nosso considerado Sonic, que passou na Globo e também foi lançado em VHS! Com sorte, dá até pra achar esse seriado nos piscinões de DVD de supermercado.

      • Paulo Aquino disse:

        Esse vídeo é bem legal, né não? “Running in the 90s”! Gostou da música?
        Eu estava vendo algumas doideiras no YouTube, quando descobri essa música, e aí procurei por vídeos com essa música, e foi aí que eu a encontrei.

        E esqueci de falar que o Cascão não platinou NENHUM game de Sonic porque quase todo game de Sonic tem fase de ÁGUA, e por isso o Cascão nem passou da 1ª tela…

        Mas eu continuo curtindo o Sonic, ele corre feito maluco por aí, ele é da hora, o resto é fusquinha 64 queimando óleo!

  2. Diego Gatto disse:

    “Podem acreditar: na época do Sonic 2 teve muito nintendista que tirou o chapéu e deixou uma moedinha na caneca da Sega.”

    Issom sim é algo para ser GRIFADO NA HISTÓRIA. Realmente, Sonic sempre foi meu mascote preferido. Nunca entendi como preferiam um torneiro mecânico suado à um porco espinho azul cheio de marra! Parabéns pelo post que homenageou sem querer minha infância! E ah, muito divertida sua referência ao Jeremias Mto Louco! Eu tbm, se pudesse, MATAVA MIL! (aulas de antropologia teológica, é claro)

    Abraços Zé!

  3. O que pega mesmo que, infelizmente, muito dif cil encontrar outros jogos bons desse jeito entre as p rolas perdidas do Mega Drive.

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