Com a palavra, a gerência…

2011 foi um ano marcante especialmente por um fato especial. Qual é, hein Tio Zé, perguntam meus incautos leitores e leitoras? A Primavera Árabe? A queda de Hosni Mubarak e Muanmar Kadafi? A primeira PRESIDENTA do Brasil a tomar posse? As mortes de Amy Winehouse e de Sua Santidade o Papa Steve Jobs I da Igreja Transcendental da Maçã Prateada? A fantástica vitória do Arranca-Toco contra o Quebra-Dedo no campeonato de várzea do bairro? O lançamento de Dark Souls, pra arrebentar a boca do balão e fazer muitos gamers experimentados irem dormir com a bunda ardendo?

NÃO, NÃO E NÃÃÃÃÃÃÃOOO, SACRIPANTAS! 2011 foi foda porque foi o ano em que nasceu este humilde estabelecimento, o FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO, o blog mais mal-diagramado, mal-escrito e mal-pesquisado da Internet, único detentor em todo o mundo do certificado ISO -900000000 de Vagabundagem Comprovada! Mais precisamente, no dia 20 de janeiro de 2011, com o célebre post do jogo daquela família portadora de febre amarela que apronta as maiores confusões! Provando que o Sangue de Shao Kahn tem poder, que desgraça pouca é bobagem e que a comida do porco é lavagem!

Ao lado de nossos queridos fregueses, que formam a clientela mais querida dos fliperamas de botequim e de rodoviária dos rincões desse Brasil, os banheiros de nosso flíper foram empesteados pelas cagadas do Projeto Novo Japão, da softhouse de necessidades especiais, da Poderosa e até da D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio! Experimentamos arcades incríveis como os das Tartarugas Chapadas Ninjas, das Brasílias & Calangos e do nosso querido Splatterhouse! Tivemos dossiês memoráveis do jogo de luta mais menstruado de todos os tempos e de dez jogos de luta que são um verdadeiro pé no centro do saco. Fomos visitados na Páscoa por coelhos verdes chapados de LSD e ainda passamos um Dia dos Namorados Forever Alone que deu calos em muitas mãos e esfolou muitos dedos, e ainda causou muita polêmica com poucos mamilos!

O que esperar de 2012 além do fim do mundo? 5 Cagadas Clássicas da Square Enix, a softhouse mais QUADRADA de todos os tempos? Um dossiê do arcade do Knight’s of the Round escrito em linguagem arcaica, que nem fizemos o post caipira com Sunset Riders? Os 10 melhores games para se jogar durante um velório? Resenhas de mais filmes baseados em games, como do filme do Double Dragon, do filme do Dead or Alive, ou até das tranqueiras baseadas em Dungeons & Dragons (que, apesar de serem RPGs narrativos de mesa, têm também alguns títulos pro PC)? Tudo isso e muito mais, pois, como reza a tradição dos fliperamas molambentos, um belo dia aleatório aparece uma máquina nova ali, fruto de contrabando e do trabalho escravo de muitas criancinhas chinesas mortas de fome, escondida ali debaixo da samambaia, perto da máquina do Golden Axe, QUE, PUTA QUE PARIU, NÃO É JOGO DE HE-MAN, NÃO É, NÃO É, NÃO ADIANTA FALAR, COM MIL RAIOS E TROVÕES, SERÁ QUE NO ANO QUE VEM VAI CONTINUAR ESSA BRINCADEIRA SEM GRAÇA???!

Então que venha 2012 com muitas profecias maias e que, se for pro mundo acabar, QUE ACABE EM BARRANCO! Pra nóis morrer encostado jogando muito Wii, PS3, Xisboca, 3DS, PSP, Vita, GameBoy, Super Nintendo, Mega Drive, Neo Geo, 3DO, Saturno, DremCast, Dynavision 3 Radical, Phantom System Série Ouro, Telejogo, Turbo Game com quinhentos jogos na memória, Bandai Playdia, Super Ultra Polystation Turbo 360…menos Virtual Boy, CAI FORA MACAUBAL, claro, que esse merece ir pro colinho do capeta antes de todo mundo!

UAU!!! E O QUE MAIS TE IMPRESSIONOU EM 2011???

Aos amigos da clientela, um Feliz Ano-Novo cheio de games, troféus, achievements e tudo mais! Aos inimigos, UM TIGER ROBOCOP DE FOGO COM COMBO DE BADUKEN RADIOATIVO COM CINCO BARRAS DE SPECIAL!!!

FIM DE ANO COM O FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO! INVENTE, TENTE, FAÇA UM 2012 DIFERENTE!

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Feliz NATAR!!!!!!!!!!

A gerência do Fliperama do Zé Doido deseja a todos os fregueses um Feliz Natal com muitos games, achievements, platinas e jogatinas desenfreadas madrugada adentro. Por motivos de força maior (do verbo “bebedeira” e “comilança”), ficaremos com o fliperama fechado nesses dois dias. O suficiente para que você possa acordar para um novo dia, uma nova vida, curando ressaca na base de muito sal de fruta, almoçando os restos calcinados da ceia e escutando muitas agulhas caírem do outro lado da sala!

Fique conosco e curta abaixo um gameplay dum jogo natalino em homenagem ao primeiro Natal do FZD:

NATAL DO FLIPERAMA DO ZÉ DOIDO, SÓ ENFRENTA QUEM AGUENTA! O SLOGAN PODE DEIXAR QUE DEPOIS A GENTE INVENTA!

Publicado em 16 bits, consoles, enredos, fases, jogos desconhecidos, lendas, Nintendo, personagens, SNES | Marcado com , , , , | 1 Comentário

Street Fighter: A Última Batalha

Fim de ano é época de quê? Capitalismo selvagem do Papai Noel, panetone mofado no supermercado, comilança, bebelança, especial da Xuxa e…FILMES INCRÍVEIS, como a velha história dos fantasmas dos Natais passados que visitam o velho avarento e do cabocro amargurado que ia se suicidar e é salvo por um anjo, além da clássica história do moleque que é deixado sozinho em casa e tem que enfrentar os ladrões com as mais bizarras armadilhas! Bom, se você estava procurando por esses ótimos filmes pra entrar no clima natalino, VOCÊ ENTROU NO BLOG ERRADO, porque Street Fighter: The Movie (1994) é capaz de transformar um Carnaval em Sexta-Feira Santa de tão ruim que é.

Games e cinema sempre se deram tão bem quanto ouriços radioativos e ornitorrincos de duas cabeças no cio. Os exemplos são vários: tivemos a picaretagem de Double Dragon, as atuações INCELENTES do horrendo Tekken, a incursão furada do Super Mario Pereirão nas telonas e o azarado Mortal Kombat que, apesar de não ser grande coisa, tem uma Kitana que é uma dilicinha. Tivemos filmes regulares, ruins, péssimos, podres, imprestáveis, desgraçados e Street Fighter. Não necessariamente nessa ordem.

Escrito com muitos erros de português e dirigido depois de levar uns cinquenta pontos na carteira por um tal de Steven de Souza (HEIN?? Um cineasta com nome de cantor de tecnobrega? Mas será que eu escutei uma certa agulha caindo em algum canto da casa???), o filme baseado no foderengo game da D. Capcom Fazemos Qualquer Negócio tem, apesar das críticas,os seus méritos: ele conseguiu matar o Raul Julia, afundar a carreira mais ou menos afundada do Van Damme, enfear a chinesinha lusitana Ming-Na, deixar a Kylie Minogue embagulhada, transformar o Zangief num russo efeminado, dar um prejuízo gigantesco pra Capcom (HAHAHAHAHAHA!), lançar um dos jogos mais podres da franquia e provar que, sim, o mundo não tem mais salvação, 2012 tá aí, desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é lavagem. Fique conosco e acompanhe esse epic fail cinematográfico que envergonha a Sétima Arte. O Zé do Caixão deve ter platinado.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A PORCARIA!

Nos cafundós do Tio Bison

Nos confins do Planeta Terra, em algum lugar entre Roraima e a Moldávia do Norte, esquina com a Vila do Seu Barriga e o Bairro do Limoeiro, existia o sereníssimo país chamado SHADALOO, onde só haviam guerrilheiros sanguinários e plantadores de arroz até a chegada do General M. Bison (Raul Julia, o Gomez da Família Addams e o Chico Mendes de Amazônia em Chamas, em seu último papel), quando a população shadalooense foi cruelmente substituída por guerrilheiros de arroz e plantadores de sanguinários. O doido milico declara guerra ao mundo inteiro e implanta em sua republiqueta uma DEMOCRADURA, onde quem não concorda com o governo vai pro paredão. Assim, Shadaloo virou uma coisa linda de se ver, cheia de tiroteios, explosões de minas terrestres, massacres, fuzilamentos e defloramentos de virgens, até a chegada dos malditos ianques imperialistas, que já vieram acabar com a festa.

Liderados pelo Coronel William Guile (Van Damme naquele papel que ele tenta esquecer até hoje) e pela Tenente Cammy (a cantora australiana Kylie Minogue, sem as sensuais varizes que imortalizaram a inglesinha de SSF2), as forças de paz das Nações Unidas fazem a paz do jeito que todo estadunidense gosta: METENDO BALA EM QUEM VÊ PELA FRENTE! Pra piorar, o General Bison fez uma leva de prisioneiros pra barganhar com as Forças de Paz, sequestrando dentre eles o amigão brasileiro do Guile, Carlos “Charlie”Blanka (Robert Mammone, com esse nome só pode ser um brasileiro do Paraguai!) e o cientista “mundialmente” conhecido Dr. Dhalsim (Roshan Seth, praticamente um figurante do Caminho das Índias, ARÊ BABA!), orientador do doutorado do Franjinha! Doidão que só ele, Bison obriga o cientista devoto de Vishnu a transformar o soldado brazuca num monstro verde e de cabelo vermelho pra combater as tropas inimigas. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Beleza de plano, hein, Bison? Por acaso você andou fazendo estágio de vilão com o Cruzador Imperial Mez?

Ajudado por seu cupincha emo e fã do Pê Lanza Zangief (Andrew Bryniarski, o Cigano Igor ucraniano) e pelo hacker virjão(!!) e jogador de DoTa Dee Jay (Miguel A. Nuñez Jr., nada a ver com o jamaicana cuca-fresca!), Bison ainda quer construir a sensacional BISONOPOLIS (CRUZ-CREDO, CUMPÁDI! É nessa hora que você descobre que deveria ter visto o filme do Pelé!), uma metrópole com jeitão de acrópole grega, no seu paizeco afundado que nem consegue se classificar pra Copa do Mundo.

Se você achava que Dhalsim cientista, Dee Jay nerd e Zangief com pinta de metrossexual já era demais, se prepare que o filme ainda te reserva muitos badukens de fogo no meio dos bagos.

YOU LOSE! HAHAHAHAHAHAHAHAH

Daí você me pergunta: Tio Zé, cadê os outros personagens? Sente o drama: correndo paralela à trama da companhia do Coronel Guile, temos a jornalista (!?) Chun-Li (a chinesinha Ming-Na Wen, que não mostra nem a coxa nas cenas de luta), que, acompanhada pelo cameraman Balrog (Grand L. Bush. Isso mesmo, o chefão boxeador do arcade) e pelo motorista E. Honda (Peter Navy Tuiasosopo, um havaiano balofo fazendo papel de japonês!), busca vingança contra Bison por ele ter matado seu pai. Desnecessário dizer que a chinesinha e seus capangas da imprensa são capturados pelos vilões, afinal Chun-Li, quem você pensa que é pra enfrentar um bandidão desses? O Paulo Francis? O Tintin? O Chapolin Colorado? Esses jornalistas, vou te falar…

No meio desse fogo cruzado, os malandros Ryu (Byron Mann e sua cara de filipino raquítico) e Ken (Damien Chapa) tentam aplicar um golpe milionário no cafetão e traficante de armas Sagat (Wes Studi, um Sagat sem Tiger Robocop). EPA, QUE NEGÓCIO É ESSE? Que raio de filme ousa transformar Ryu e Ken em coadjuvantes e ainda por cima em ladrões pé-de-chinelo com jeitão de dupla sertaneja universitária? CAI FORA, MACAUBAL! Acontece que, durante uma agradável orgia de traveco com scat de montão festinha de Bison e Sagat, no qual Ryu luta contra Vega (Jay Tavare, um figurante de luxo!), a turma blindada do Titio Guile chega pra desarmar o circo e lá vão os nossos dois heróis de quimono em cana.

Porém, Guile tem uma gambiarra infalível na manga, mais eficiente que plano econômico do Sarkozy: além de forjar sua morte, o coronel vai usar Ken e Ryu como espiões infiltrados na base do Bison, localizada num bunker debaixo das ruínas dum templo budista no meio da selva. Pra, na hora certa, entrar lá batendo o pau na mesa e quebrando tudo o que vê pela frente, para resgatar os reféns do ditador e seu amigo Blanka transformado em chupacabra.

Desnecessário dizer que a missão será um fail digno de nota. Ah, e estávamos nos esquecendo: na hora da investida final, na cena em que o exército japonês é enviado em seus incríveis tanques anfíbios (não, eles não se combinam pra formar um robô gigante, uma pena!), é apresentado em incríveis trinta segundos o personagem mais APAGADO da história de Street Fighter: o SENSACIONAL, O ÚNICO, O INCRÍVEL, O FANTÁSTICO, O EXTRAORDINÁRIO, O…CAPITÃO SAWAAAAAAADAAAAAAAA! (Kenya Sawada, ator japa que não serve nem pra elenco de apoio da Malhação, cujo papel de maior destaque foi no sentai Kakuranger, PODEM ACREDITAR!) Brilhando em seus 30 segundos e alguns quebrados de fama, com suas DUAS INCRÍVEIS FALAS! E que ainda participou do game baseado no filme! Fala a verdade: o Capitão Sawada merecia um Troféu Imprensa Oscar por sua ESCALAFOBÉTICA atuação em Street Fighter, né?

Resumindo pra fazer aquele textinho vagabundo no verso da fita VHS!

Imagine um Street Fighter sem baduken, sem choriúken, sem tréki-tréki-turuken, sem gilete do Guile e sem helicóptero da Chun-Li. Ruim? Piore mais: transforme a Chun-Li numa repórter enxerida, o Honda num caminhoneiro havaiano, o Balrog num cinegrafista com pinta de Maguila, o Dee Jay num hacker nerdão estilo Sheldon, Ryu e Ken em dois charlatões e Dhalsim num cientista algemado. Tá no fundo do poço? Pois bem, aproveite que a sessão de cinema já foi pro saco e pague o ingresso com seus DÓLARES BISÔNICOS com a cara do Raul Julia, já que tá no inferno abrace o Blanka!

Street Fighter: The Movie/ Street Fighter: A Última Batalha (ufa, que bom!) nem roteiro tem, é só um pretexto pra desfilar um bando de atores canastrões caracterizados como os personagens da franquia. Em resumo, é safadeza da Capcom mesmo, que seria capaz de vender a mãe pra pagar a dívida de Wall Street! Então, como explicar os personagens que só aparecem por aparecer e depois somem, como o Vega, e outros que não tem nem cinco linhas de fala, como o T.Hawk do filme (Gregg Rainwater), que não tem nada a ver com o índio mexicano parrudo e que tá lá fazendo ponta como soldado do Guile? A maior forçação de barra é quando os personagens são obrigados a se caracterizarem como no jogo e a protagonizarem sequências de luta bem toscas: um exemplo é a Chun-Li que do nada começa a lutar kung-fu, e depois o Balrog pega umas luvas de boxe pra dar uns murros e o E. Honda havaiano fica peladão e se descobre um virtuose no sumô! O mais forçado ainda é o Dhalsim, que, durante a explosão do laboratório, fica com as roupas rasgadas e careca que nem no game! Mas sem Yoga Teleport!

O filme do Street Fighter é daquelas coisas que fazem a gente ter vergonha de um dia ter comprado alguma coisa da Capcom! Só faltou mesmo uma DLC vagabunda com um final alternativo pro filme! Mas toda tragédia tem o seu lado positivo: se não fosse por esse filmeco de Intercine, como poderíamos ter conhecido o Capitão Sawada e seu incrível talento?

O FZD está lançando a campanha “Capitão Sawada no próximo Marvel vs Capcom”! Participe você também!

Curiosidades Curiosas:

– Todo mundo debaixo desse céu sabe que Street Fighter The Movie veio dum game internacionalmente conhecido e admirado em todos os fliperamas de rodoviária dos rincões desse Brasil de meu Deus! Então, fazer um game baseado num filme baseado no jogo é o cúmulo do pleonasmo, né? Mas não, fizeram um arcade com a história, os cenários e os personagens do filme. SANTA CAGANEIRA, BÁTIMA! Com conversões pro Saturno, pro PS1 e pro 3DO! É com muito pesar que apresentamos o vídeo logo abaixo:

– Street Fighter: A Última Batalha foi também o último filme do ator porto-riquenho Raul Julia, morto de câncer em 1994 antes da estreia do filme. Ele se destacou especialmente pelo seu papel em O Beijo da Mulher-Aranha (1985- nada a ver com possíveis amantes dum certo Peter Parker!), dirigido por Hector Babenco e baseado no romance de Manuel Puig. No Brasil, ele ficou mais conhecido como o Gomez da Família Addams, mas seu papel de maior destaque foi como o seringueiro e ativista Chico Mendes de Amazônia em Chamas, um excelente filme! No final de Street Fighter tem até uma homenagem do elenco! Termina aqui a parte séria do Fliperama do Zé Doido, podem ficar sossegados que já passou!

– Prova de que Raul Julia já estava bem baqueado pelo câncer é na cena da luta contra Guile, no qual dá pra perceber que foi utilizado um dublê bem mais alto e mais forte. Pause lá e confira.

– Street Fighter: The Movie tem também uma cena extra depois dos créditos, que mostra a mão de Bison se mexendo por debaixo dos escombros de seu esconderijo. Mas graças a São Snake do Quixeramobim não tivemos uma sequência. UFA!

– A atriz Ming-Na Wen, que interpreta Chun-Li e é um pitéuzim, tem um pé em Portugal! Ela é uma chinesa nascida em Macau, antiga colônia lusitana ora pois, onde os gajos ainda estão a falaire na língua de Camões! Mas a miúda não tem bigodes e nem cheira a bacalhau! Ming-Na ficou mais conhecida por ter feito a voz e servido de modelo para a cientista Aki Ross do filme do Final Fantasy!

– A emissora de televisão para a qual Chun-Li, Honda e Balrog trabalham tem o sugestivo nome de GNT. Mas nada a ver com o canal das vinhetas de mulé pelada!

– Praticamente todos os lutadores da época (contando com os do Super Street Fighter II) participaram da adaptação cinematográfica, com exceção de Fei Long. Enfim uma luz de esperança!

– Além dos dólares bisônicos e duma bandeira preta com uma caveira, a produção ainda quis criar um idioma próprio pra Shadaloo, a fim de deixar o filme mais “cabeça” de vento. Mas as únicas palavras do idioma shadalooense que nós ouvimos durante a película é uma esquisita saudação nazista, proclamada como “Hooji Generalo Bizono!”.

Já que o filme é ruim mesmo e não tem salvação, quando sair do cinema, não se esqueça de gritar a plenos pulmões: “CAPITÃO SAWADA, CADÊ VOCÊ, EU VIM AQUI SÓ PRA TE VER!”.

Publicado em 16 bits, 32 bits, 3DO, arcades, bobagens, Capcom, clássicos, filmes, fliperama, jogos desconhecidos, personagens, personalidades, resenhas | Marcado com , , , , , , , , , , , | 3 Comentários

SONIC: THE HEDGEHOG

O Fliperama do Zé Doido tem o orgulho de apresentar essa crássico com Q maiúsculo que foi a primeira trilogia com de quatro games da história. Duvida? Achava que apenas O Guia do Mochileiro das Galáxias tinha esse privilégio? POBRE MORTAL…enquanto as aventuras da galerinha muito louca de Arthur Dent e Ford Prefect aprontava as maiores confusões na literatura, Sonic & cia. turbinada sacudiam os Mega Drives e Master System do mundo inteiro por mares nunca dantes navegados!

Mais rápido do que Super Mario pirata do Phantom System, mais apelão que Final Fantasy em console de 8 bits e com um vilão insistente que nem o Bowser, o Dr. Willy, o Bison e o Drácula do Castlevania, o rato-ouriço (ou porco-espinho, ou gato azul, ou ouriço, ou o ornitorrinco de duas cabeças, ou o raio que o parta) foi criado especialmente pra ser um mascote cabra-macho da softhouse de necessidades especiais, pra medir forças diretamente com um certo encanador metido a Pereirão por aí. Pegando carona no vácuo de mascotes apagados que a Sega tentou emplacar, como Alex Kidd e Psycho Fox,  Sonic bateu o pau na mesa e precisou duma operação de fimose e provou ser mais turbinado que o moleque alienígena discípulo do Maguila e do que a raposa corredora da São Silvestre.

Bom, no final, todo mundo sabe…Sonic acabou apagado por péssimas sequências (embora o Sonic Adventures do DreamCast não seja de jogar fora…) e enveredou por games de corrida, RPG, luta (Sonic Fighting, ARRRRGH!) e até de olimpíadas de inverno (???!). Olha a cagada clássica aí, Dona Sega! Mas, por graça de Sephiroth e dos deuses pagãos, lentamente a softhouse de necessidades especiais vem recuperando o brilho desse seu protagonista que corre mais do que o Schumacher dirigindo um Fiat 147! E aqui no Fliperama do Zé Doido você vai ver a incrível trilogia de quatro games lançados pro Mega Drive, com todas as Esmeraldas do Caos que tem direito!

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A CORRERIA!

Sonic: the Hedgehog (1991)

E vamos voltar no túnel do tempo aos verdes anos de 1991! O Brasil vivia o auge da roubalheira democracia da Era Collor, a Seleção amargava a derrota sem vaselina e com areia na pontinha da Argentina de Caniggia, a Rede Manchete passava em suas telas as belezas naturais da Juma Marruá, vivíamos o sucesso “avassalador” do Dynavision Radical, o Super NES era apenas uma fofoca de locadora…e eis que a Sega, pra arrebentar a boca do balão com seu novo Mega Drive/Genesis, reuniu sua turma de programadores escravos e ordenou: HAJA SONIC! E eis que, em junho de 1991, nós fomos brindados com o incrível game do gato azul que corria que nem o Ayrton Senna, dando loopings, voando nas rampas e salvando os bichinhos da floresta que foram transformados em robôs (cuti-cuti)!

Fala a verdade: o primeiro Sonic era um game casca-grossa, que coça o saco em público, cospe no chão, torce pro Timão e que se pudesse matava mil! O esquema era aquele imortalizado pelo jogo do encanador pegador de batente: aventura em plataformas com scroll lateral, inimigos apelões surgidos de tudo que é canto, armadilhas impiedosas, buracos sacanas, chefões malucos armados até os dentes e o incrível golpe de pisar na cabeça dos vilões! Cada mundo possuía três fases e, no final da terceira, você tinha que sair no braço com o Robotnick e sua engenhoca monstruosa da semana! Tinha até os itens colecionáveis que davam uma vida ao se juntar 100, que, no caso do porco-espinho acelerado, eram as argolas douradas. Aliás, inovando totalmente, as argolas serviam como proteção, pois, a cada pancada, você perdia todas elas e, se levasse um cutucão enquanto não tivesse nenhuma, era uma vida e o seu respeito no fliperama que iam pra privada! Tinha também um escudo de energia que te salvava de perder os anéis, mas ele sumia na primeira cacetada! Mais apelação impossível!

O primeiro Sonic hoje até pode parecer coisa de arqueólogo, mas, pros fãs do ouriço apressadinho, é uma pérola. Tudo que consagrou a franquia está lá: as argolas, os postes de checkpoint, as piranhas-robôs saltadoras, as engenhocas do Robotnick em todo final de fase(que, pra variar, ele sempre consegue fugir), os loppings e rampas, as molas, os espetos que saem do chão e roubam todas as suas argolas, o poste com a bandeirinha com o rosto de Robotnick e Sonic no final de cada estágio, o cofre com os bichinhos presos, as famigeradas 7 Esmeraldas do Caos, primas distantes das Sete Esferas do Dragão…sem contar as terríveis apelações que se tornariam recorrentes em toda a série. Que não se lembra das máquinas lançadoras de fogo da Marble Zone, ou do caranguejo ciborgue da Spring Yard? É pra gamer nenhum botar defeito!

Com Sonic também não tem essa de pegar estrelinha pra ficar forçudo; aliás, o nosso considerado cruzamento de porco-espinho com carro de F1 tem mais formas de morrer do que herói do Elder Scrolls: Sonic pode se afogar (caso você não encontre uma bendita bolha pra respirar debaixo d’água), ser prensado em armadilhas, cair em buracos, espetado, queimado vivo, acertado pelo Robotnick…é a Sega antecipando a moda mortalkombatiana de arrancar a cabeça e as tripas do amiguinho! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER!

E, se tudo não der certo, você ainda pose transformar na versão Super Saiyajin do ouriço: SUPERSONIC! Uau, mas não escute nenhuma agulha ainda, porque o melhor está por vir. Basta que você termine todas as fases (passando pela bandeirinha no final) com mais de 50 argolas e consiga pular no argolão que aparece, que você irá direto pra fase de bônus, onde você pode coletar Continues e esmeraldas. E, depois de juntar as sete safiras de Odin sete esmeraldas, você vai ver o circo pegando fogo!

Sonic: the Hedgehog logo se consolidou como o MASSACOTE oficial do Mega Drive, vindo até como brinde junto com o videogame e pintando em tudo que é coletânea de jogo véio pros Playstations e em cartuchos da Tec Toy. Com uns gráficos que faziam a Nintendo não se entender mais com ninguém e melodias de primeira, é lógico que o game mereceria uma sequência, afinal, estamos falando aqui do capitalismo mais selvagem e mais explorador possível.

Sonic: the Hedgehog 2- As novas aventuras do solteirão de Emerald Hill

Depois de faturarem uma bufunfa veiaca com o sucesso de Sonic, maior que o PIB de muitos países africanos, a Sega mostrou que tinha visão de mercado e, em dezembro de 1992, lançou essa belezinha que, graças à nossa considerada Tec Toy, chegou no Brasil antes mesmo do que nos States: Sonic 2, maior, melhor e sem cortes, que inaugurou a solteirice do ouriço azul! Duvida? ENTÃO VAMULÁ!

Agora, a floresta estava livre de Robotnick e os animaizinhos não eram mais enlatados. Porém, passeando com seu avião Tornado (um bimotor mais potente que as banheironas da VASP), eis que Sonic encontra a raposa que há de se tornar a sua eterna musa inspiradora do banheiro pretendente e coadjuvante nos games: TAILS! Uai, você achava, caro jogador chocado, que a Tails era O Tails, como falava no manual do jogo, nas propagandas da TV e a galera do fliperama? POBRE VIRJÃO MORTAL…eis a notícia que vai mudar o mundo: Tails é uma raposa fêmea, chamada Miles Prower, uma cientista que pesquisa as Esmeraldas do Caos, com duas caudas que viram helicóptero e que lhe dariam uma carreira meteórica no mundo do funk! Pois é, cara, e até hoje o Sonic vive correndo da menina, provando ser o maior solteirão de Emerald Hill…

Pois bem, Tails alerta nosso herói que o Robotnick véio de guerra estava atrás das esmeraldas para criar uma poderosa arma, o Ovo da Morte (Death Egg), uma estação espacial com um canhão capaz de destruir todo o planeta. Qualquer semelhança com a Estrela da Morte do Tio Vader é um plágio sem-vergonha da moléstia! Junto com Tails, Sonic vai no encalço do vilão pra resolver essa crise da maneira mais racional e civilizada possível: NA PORRADA!

Diminuindo as fases dos mundos em 2 ao invés de 3, como no primeiro game, o desafio agora triplicou e ficou CABULOSO! Sonic, agora sofrendo de ejaculação precoce, e a incansável Tails devem atravessar as Colinas Esmeraldas, a terrível Indústria Química, as ruínas da Atlântida, o cassino, a colina cheia de lava, as apelonas Cavernas Místicas (de longe a zona preferida deste blogueiro, perdendo só pra Zona da Luz Vermelha!), os poços de petróleo e Metrópolis, a cidade de Robotnick onde nenhum Superman jamais esteve, pra chegar até a fortaleza voadora do véio bigodudo. E se prepare, que os designers da Sega fizeram com esse jogo o que a From faria com o Dark Souls séculos depois. Nele, Sonic ganhou um novo poder de turbo que é ótimo pra sair das embrulhadas!

Sonic 2 não tinha fases secretas, mas em compensação trouxe o lendário Special Stage, responsável por muitos jogadores reprovados na escola, na faculdade e por inúmeras famílias desfeitas! Funcionava assim: passando por um poste de checkpoint com 50 argolas ou mais, surgia uma nuvem de estrelinhas em cima do dito-cujo. Pulando nela, você era teleportado prum tobogã em 3D, tendo que cumprir os desafios de pegar tantos anéis e desviar das bombas. Ao final do trajeto, lá estava a esmeralda. Juntando sete delas, você se transformada no Supersonic ou no Supertails e aí era só alegria. UAU, EU ESCUTEI A AGU…peralá, mas tem truque pra fazer isso também, pra quem tinha preguiça de pegar as sete dita-cujas!

Sonic 2 tem também uma das fases mais difíceis de toda a série, a única que não é dividida em duas, que é a Sky Chase Zone, conhecida nas locadoras e fliperamas como “fase do aviãozim”, na qual você se equilibra nas asas da aeronave e pra chegar até o Ovo da Morte! É de arrepiar os cabelos e os pentelhos da Sindel! E também o subchefe mais foderoso, o terrível Robosonic, cópia metálica de nosso querido solteirão, com a incrível habilidade de se transformar numa serra elétrica. UAU, AGORA SIM EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Nunca serras elétricas e games combinaram tão bem! E, pro final, tem o Robotnick num robozão gigante que faria o Daileon mijar pra trás!

Sonic 2 é um exemplo de como uma sequência deve ser: um retorno dos bons elementos do primeiro jogo e algumas cositas más! Os cenários (que o diga a Atlantic Ruin Zone) melhoraram da água pra Caninha 51; e as músicas são as mais clássicas da série (quem não se lembra da canção da Emerald Hill, ou do rock hardcore da Chemical Plant, ou o blues maluco do Casino Night?). Podem acreditar: na época do Sonic 2 teve muito nintendista que tirou o chapéu e deixou uma moedinha na caneca da Sega.

Sonic: the Hedgehog 3- é na terceira vez quem vem o orgasmo!

Milhões de dólares, ienes e cruzeiros reais depois do sucesso de Sonic 2, entre um Sonic Spinball e outro, eis que em dezembro de 1993 a Sega anuncia que em 1994 haverá Sonic 3, um jogo mais apelão e mais cabuloso do que os dois anteriores juntos! Mas como melhorar um game que já era bão pra mais de metro? Simples: trucidando os gamers com mais dificuldade e mais chefões apelativos.

Sonic e Tails viajavam calmamente no Tornado até que chegaram ao Sky Sanctuary, uma ilha deserta (vixi! Isso não vai terminar bem! É hoje que a Tails vai ver o que tem atrás da moita!) flutuante, que abriga o santuário da Esmeralda Mestre, a mais poderosa de todas, que inclusive transforma as sete famigeradas em Hiper Esmeraldas! Caramba, e não é que os roteiristas já começaram a forçar a amizade? Só que quem pegar a tal Esmeralda Mestre é Robotnick, o vilão que nunca desiste, que deve ter feito um estágio com o Dr. Willy, pra reconstruir o robozão do fim do Sonic 2 mais forte ainda! Pra piorar, o cientista maluco com doutorado jubilado ainda convence Knuckles, o equidna, guardião da Esmeralda, de que Sonic e Tails é que são os malandros da vez!

Agora, a dupla dinâmica deve correr contra o tempo pra recuperar as esmeraldas e impedir Robotnick, além de cair nas armadilhas de Knuckles! Desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é lavagem. Por sorte, Sonic ganhou novos escudos de energia, que acionam poderes quando você dá o pulo duplo: o escudo comum dá choques, o de fogo vira uma bola de fogo (dã!), o elétrico, além de atrair as argolas, solta espinhos e a bolha d’água vira um ricochete. Só isso pra enfrentar a dificuldade BRABA desse game, que agora tem subchefes no primeiro ato de cada mundo. CAI FORA, MACAUBAL! Porra, Sega, aí cês deram mancada, hein?

Desnecessário dizer que este blogueiro tomou, e ainda toma, surras homéricas do Sonic 3. Sem brincadeira, é o jogo do Sonic em que eu mais penei, sem conseguir passar da apelação da terrível Hydro City, o nível de água mais difícil da história do solteirão das Colinas Esmeralda! Sério mesmo, o pessoal do Sonic Team, que deveria ter alguém do Somari Team infiltrado, caprichou nas armadilhas! Além da injusta Hydro City, contamos também com outros mundos cabulosos, como a Angel Island (floresta quem lembra a Green e a Emerald Hill Zone), a Marble Garden (que lembra a Marble Zone do primeiro título), a Carnival Night (um upgrade da Casino Night) e também o único mundo com gelo de todos os Sonics, a Icecap Zone, com direito até a snowboard! E sim, se prepare que o nível do gelo vai ser o mais apelão possível, pois gelo e videogame nunca deram muito certo desde Antarctic Zone, o game do pinguinzinho da ONU que pensa que é o Sonic! E, assim como a Hydro City, TODOS os mundos têm água! O Cascão NÃO deve ter platinado!

Os bônus também mudaram: o portal de estrelinhas dos checkpoints reedita a dimensão giratória do Sonic 1, mas serve apenas pra pegar vidas e Continues. Já os argolões escondidos nas passagens secretas levam a um bônus em 3D pra você coletar esferas azuis e desviar das vermelhas, e é nesse que você deve cobiçar as tão suadas Hiper Esmeraldas.

Com uma dificuldade puxada pro hard e fases mais longas e mais cheias de desafios, Sonic 3 mostrou pros detratores de plantão que o processador do Mega Drive era fodão, daqueles que matam a cobra, mostram o pau e ainda limpam na cortina! O jogo tem até bateria de saves! É pra fechar a série no Mega com chave de ouro e ainda faz a gente esquecer da tranqueira que foi Sonic Spinball! Respire fundo e grite pra assustar a vizinhança inteira: Ó O FUMO, NINTENDO!!!!

Sonic & Knuckles: o quarto capítulo da trilogia!

Uns seis meses após Sonic 3, a Sega pega todo mundo de surpresa e lança o FODÁSTICO Sonic & Knuckles, que não é bem uma sequência, mas é como se fosse o Director’s Cut do Sonic 3, contando algumas partes da história que ficaram nebulosas no terceiro título (como, por exemplo, como Knuckles se tornou um aliado contra Robotnick) e ainda mostrando a história pelo ponto de vista do equidna! De quebra, ele trás também o final verdadeiro de Sonic 3, com a batalha final contra Robotnick! Pode ter certeza que, se Sonic & Knuckles fossem lançado hoje, ele seria uma daquelas DLCs espertalhonas, como os capítulos “perdidos” do Assassino Cruz-Credo II!

E, apesar de oficialmente a história ser pelos olhos de Knuckles, dá pra jogar as fases do equidna com o Sonic! SANTO ROTEIRO FURADO, BÁTIMA! Pois é, mas mesmo assim a gente perdoa! A jogabilidade e o sistema é o mesmo de Sonic 3, sem tirar nem pôr, e dá até pra notar que fizeram um game inteiro com sobras do anterior!

Por isso, jogando com Knuckles, você passará pela floresta de cogumelos, a fortaleza de Robotnick (reciclada do Sonic 2!), as ruínas egípcias cheias de areia movediça, as cavernas de lava cheias de fantasmas (?) e o Santuário Celestial, onde Robosonic tenta roubar a Esmeralda Mestre! Porém, jogando com Sonic, além de todo o trajeto do Knuckles (e uma Sky Sanctuary Zone maior e mais difícil!), você é transportado diretamente pro final secreto do Sonic 3, tendo que encarar Robotnick no espaço e, caso consiga as sete esmeraldas, você terá acesso à batalha TENSA da Doomsday Zone, em pleno espaço sideral! Enfim você conseguirá ver o desfecho do terceiro game!

Os bônus são os mesmos do Sonic 3, com uma fase exclusiva desta versão, aquela em que você tem que subir uma torre escalando as esferas de energia antes que o raio laser te pegue, mas ela serve apenas pra pegar vidas e argolas extras! Mas, olhando bem, nem precisava mudar muita coisa em relação ao Sonic 3!

O quente mesmo era a tecnologia Lock-On, uma inovação da Sega que permitia conectar os cartuchos dos Sonics 2 e 3 no cartucho do S&K e jogar com o equidna nos outros títulos da série, sem problemas com glitches ou travadas! Eita, mais um fumo, hein, Dona Nintendo? Por essas e outras é que Sonic & Knuckles, embora tenha aquele cheiro de oportunismo barato, é o preferido deste blogueiro, que ele sempre jogava conectado com o Sonic 2! Encerrando uma fase de ouro do Genesis e dando férias pro Sonic (que retornaria em 1997 no bizarrinho Sonic 3D Blast), já entrando na fase Saturno e de seus protagonistas apagados, Sonic & Knuckles encerrou a busca pelas esmeraldas durante muitos anos e nos deixou com saudades até o lançamento do ótimo Sonic Generations pro PS3, que resgata muito daquele pique antigão da série!

E, enquanto isso, nosso considerado Sonic vive com a Amy, a Tails e a morcegona peituda do Chaotix no pé e não catou nenhuma delas! Putz, meu, vai ser cabaço assim lá em Green Hill Zone, cumpádi!

Resumindo nas regras desatualizadas da ABNT!

Tivemos Sonics terríveis de tão ruins: Sonic Spinball, o até hoje sem graça Sonic 3D Blast, o Sonic R que nada mais é do que um Mario Kart tosco, o nefasto Sonic Fighters que estragou a série…tivemos Sonics irregulares e meio chatonildos, como aquele das olimpíadas (fazendo crossover com Super Mario), o Sega Superstar Tennis e aquele RPG Sonic Chronicles pro DS, que é bem travado e sem grandes atrativos. Tivemos alguns bons títulos que tentaram renovar a série, como o bom Sonic Adventure do DreamCast, o Sonic 4 da Live e da PSN e o injustiçado Sonic Unleashed com nosso porco-espinho virando lobisomem, o Sonic Heroes e o Sonic Rush Adventure dos portáteis. Tivemos todo tipo de spin-offs, desde os bons, como Chaotix pro 32x e, até os piores, como Dr. Robotnick Mean Bean Machine. E estamos numa fase de retorno triunfal, com os novos crássicos Sonic Colors pro Wii e Sonic Generations, que esses sim são ressurreições dignas de nota!

Sonic é foda com PH maiúsculo e esse véio doido aqui nunca se cansa de rasgar seda! MILÊNIOS antes do FZD, foi com Sonic que ele entrou no mundo pixelizado dos games, antes mesmo de jogar os jogos do Super Mario Pereirão! E, durante muito tempo, era o cartucho que nunca saía do Mega Drive! Por essas e outras é que eu vou ficando por aqui, antes que o Zé Doido comece a gozar a chorar de nostalgia com esse que é Ayrton Senna da Sega!

E desde já fazemos votos de bom casamento ao Senhor Sonic! Convida nóis pra festa e pra despedida de solteiro, cumpádi!

Curiosidades Curiosas:

Sonic teve dois games lançados para os 8 bits (Master System e Game Gear), que evidentemente eram downgrades marromeno em se considerando as limitações técnicas. Os dois foram lançados no Brasil pela nossa querida Tec Toy, com direito a promoção espertalhona e tudo. Embora os primeiros fossem mesmo uma adaptação do Mega, no Sonic 2 do Master e do GG a Sega optou por fazer um game totalmente diferente, com novas fases e inclusive nova história, proporcionais à capacidade dos consoles! Neles, você tem que salvar a Tails que foi sequestrada pelo Dr. Robotnick pra fazer bobiça e botar no RedTube! Confere aí! E não é que ficou bom? Ó o fumo entrando de novo, Nintendo!

– Na mesma época, quando os 8 bits já patinavam, a Sega surpreendeu e lançou pra mesma dobradinha Master System/Game Gear um título exclusivo, ambientado entre as histórias de Sonic 2 e 3: SONIC CHAOS, um achado do bão, em que você podia jogar tanto com Sonic quanto com a raposa popozuda do funk! Olhaí a bagaça:

– Há ainda o Sonic CD, incursão curiosa do solteirão celibatário no Sega CD, agora viajando no tempo! Sério mesmo, nesse título as Esmeraldas têm a incrível habilidade de viajar entre passado, presente, futuro bom e futuro ruim, incrementando ainda mais a série! É nesse game inclusive que aparece a Amy, a ratinha cor-de-rosa que o Sonic nem levou pra jantar! Mas que dureza, hein, parceiro? Pra você que não tinha Sega CD e nunca conseguiu ganhar sorteio de revista vagabunda, vai aí uma palhinha:

– E tem o Sonic Arcade, lançado pros fliperamas logo após o Sonic 2 e apenas na terra do tempurá com wasabi! Trata-se de SegaSonic the Hedgehog (1993), lançado para os arcades System 32. Nele, além duma HORRORÍVEL visão isométrica (regra número 145635763 dos videogames: o único game que presta com perspectiva aérea torta chama-se DIABLO!), Sonic recebe a ajuda de dois coadjuvantes apagados: Mighty the Armadillo (tatu) e Ray the Squirrel (esquilo). Olhaí como ficou o breguétis e dê uma jogadinha no seu MAME:

– Quando a Tec Toy lançou Sonic 2 no Brasil, houve por um tempo uma promoção em que você ganhava uma camiseta exclusiva que vinha com o cartucho. Um ótimo pijama procê sonhar com as aventuras do solteirão turbinado com nitro!

– Sonic é um rato-ouriço (hedgehog), um bichinho parecido com um hamster que é muito comum no Japão. E Knuckles é um equidna, bicho bizarro vindo da Austrália e da Nova Zelândia que…QUE DIABOS É UM EQUIDNA? Segundo a Wikipedia, é um parente do ornitorrinco, um mamífero que põe ovos! CRUZ-CREDO, CUMPÁDI!

– Como estamos falando dum capitalismo explorador da classe proletária, a mais-valia do lucro absurdo do Sonic deu origem a vários produtos derivados: uma série de desenhos animados, um anime em OVA (Sonic the Hedgehog: The Movie) e uma série de histórias em quadrinhos (publicada na terra do Obama pela Malibu Comics), que aqui no Brasil aportou nas revistinhas malandras da Editora Escala.

– Sonic também inspirou SOMARI, o jogo que prova que o fim do mundo está próximo e que não existe salvação para a humanidade!

E VAMO QUE VAMO! Depois desse post, pedimos que, se tiver um advogado entre os leitores do FZD, por favor nos ajude, que o processo da Nintendo não tarda!

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PGamerful, o mais novo canal de vídeos de games da net- FZD RECOMENDA

Ei, seu banana! É, você mesmo aí atrás da tela com a mão no teclado e a outra no mouse! É com você mesmo, ô sacripanta, olha pra cá! É surdo, é? É com você mesmo que eu quero falar, cumpádi! Desligue o videogame e vá ler um livro de sacanagem.

Beleza? Então vamulá! Brasileiros e brasileiras, senhoras e senhores, baixinhos e baixinhas, Dukes Nukens e Bayonettas desse Brasil varonil do Oiapoque ao Chuí, o Fliperama do Zé Doido tem o orgulho de apresentar o canal PGamerful!!! Moderno, dinâmico, irreverente, inovador, rei da cocada preta, supimpa, foderengo, level 99, overpower, criativo, engraçado e, acima de tudo, MODESTO!

Este RETOMBANTE canal de vídeos do VocêTuba é um projeto deste blogueiro e dos camaradas Tiago Pantuzzi e Weslley Soares! Trazendo pra você detonados, gameplays comentados, videoanálises arretadas e humor em doses contraindicadas para casos suspeitos de dengue! A sua opção nas terras áridas da Internet, pra você que está com as mãos e os dedos cansados do YouPorn do Call of Duty! Clica aqui com carinho e confere lá o birinaite e não se esqueça do grito de exclamação: UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA!

E, só pra deixar com água na boca, aqui vai um vídeo estrelado por este que vos escreve encarnando um de seus primeiros personagens: O PASTOR GAMER!

É isso aí! Fique conosco! PGAMERFUL, SÓ ENFRENTA QUEM AGUENTA! O SLOGAN DEPOIS A GENTE INVENTA!

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FZD APRESENTA: o tesouro dos piratas!!!

YO-HO-HO, UMA GARRAFA DE RUM! Com mil raios e trovões, o marujo que confessar nunca ter alugado/comprado em camelô/baixado um game pirata para seu videogame de 8 e 16 bits merece ir pra prancha! Caros leitores mandriões de primeira viagem, estamos falando daqueles jogos belíssimos, de capa suspeita feita de qualquer jeito e vendido nos piscinões de papelão dos melhores magazines de importabandismo, aqueles mil clones suspeitos de Street Fighter e Mortal Kombat pro Nintendinho & similares, prometendo na capa uma tripulação de TRINTA A CINQUENTA LUTADORES, todos repetidos e com cores trocadas! Com comandos ótimos que faziam seus dedos se encherem de bolhas e sua paciência afundar no Triângulo das Bermudas! Bons tempos aqueles em que o Sonic aparecia nos videogames da Nintendo por fora da lei…bons tempos que não voltam mais…

Vez ou outra, era uma cópia-carbono com os sprites dos personagens trocados e uma cara-de-pau do mais fino ébano (como o caso do Megaman pra NES que foi feito reaproveitando o jogo do Darkwing Duck), ou uma vagabundagem feita em casa com os mais avançados métodos de gambiarra (caso dos impagáveis Top Fighter do Mega Drive e King of Fighters 2000 Special do SNES), ou um somatório dos dois (Super Mario World do Mega, um game tão cagado que merecia até ser exposto numa Bienal). Mas não importa: pra você marujo gamer que ia alugar suas fitas no sabadão de tarde depois que todos os bons jogos já foram rapinados na locadora da esquina, era o que sobrava, invariavelmente ao lado das caixas do Stunt Trax FX e da adaptação do Ultraseven.

Por isso, caros marinheiros de água doce com adoçante, embarquem nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu, ops, embarquem no nosso galeão e vamos lá encher a cara de rum, deflorar as virgens com cheiro de peixe, arrumar brigas nos portos, trocar insultos com Guybrush Threepwood, driblar a RESSEYTA FEDERAR e procurar por mapas de tesouros nos piratões mais queridos de nossa vida de diversões eletrônicas.

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A PIRATARIA!

A gerência do Fliperama do Zé Doido informa: nossa casa de jogos apoia todas as iniciativas que incentivem a pirataria de jogos por downloads, cópias zoadas, camelôs e destravamento de videogames. Quem discordar vai apanhar na bunda e levar um combo de 9999 hits. DIREITO AUTORAL É PROS FRACOS! NUM GUENTA BEBE LEITE!

NES: O QUE A FALTA DUM STREET FIGHTER NÃO FAZ

Mari Street Fighter III

Tubarões me mordam, quem que fez isso? A paternidade de Mari Street Fighter III é um mistério, o que faz desse título o primeiro game de Nintendinho menor abandonado de nosso país, o único a cumprir pena na Febem.

Com mil raios e trovões? Sim, é o que você está lendo: um Street Fighter piratão no qual você pode jogar com nosso considerado Mario Mario junto com o resto do elenco dos Lutadores de Rua.  Basicamente, pegaram o Street Fighter III pirata, deram um verniz ÓTEMO nos gráficos (todos com a mesma palheta de verde-limão pinkfloydiano e de vermelho desbotado de goiabada diet importada do Paraguai), seguido dum sistema de comandos que beira a perfeição: dê o comando do Baduken e a placa-mãe de seu Dynavision 3 Radical pifa soltando faíscas. Mas o melhor ainda é a tela de seleção de lutadores: nada menos que CINQUENTA E SEIS pra você escolher. APRENDE, TEKKEN 6! Lógico que são sempre os mesmos, estão lá apenas Ryu, Ken, Chun-Li, Blanka, M. Bison em várias cores e figuras quadradas! Puto de raiva, você terá ganas de fincar o controle-bumerangue de seu Hi-Top Game na TV e gritar, em alto e bom som: MEU NOME É ÉNEAS, 56!

Avaliação FZD: Mari Street Fighter III não é de todo ruim, pois há muitas coisas legais e divertidas que o cartucho pode te proporcionar: calçar o pé da cama, ser utilizado como projétil em brigas de torcida com o estádio lotado, ser derretido no microondas para postar o vídeo no YouTube, se transformar num poema concreto, etc. Vai da criatividade de qualquer um.

Curiosidades Curiosas: Mari Street Fighter III foi um dos poucos games ilegais que foi resenhado na maldita já vai tarde e que não volte mais saudosa Ação Games, mais precisamente na edição 28 de fevereiro de 1993 (aquela com os Tiny Toons na capa). Caramba, hein, justamente na revista que mais fazia campanha contra os pirateiros (em todas as resenhas, quando o game era falso, eles vinham com um lance de pirata sem-vergonha)? O mundo dá voltas, já cantavam os poetas do CPM 22!

Street Fighter III

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Uma softhouse obscura chamada apenas de Yoko Soft, que também assinou outros clones de SF no 8 bits da Nintendo, no mínimo uma fachada para um grupo de coreanos ensandecidos escondidos no quintal de alguma pastelaria.

Com mil raios e trovões? Não, não é o lendário Street Fighter 3 que tinha o Sean, aquele brasileiro com pinta de imigrante ilegal e a Elena, capoeirista cheirosa que só ela! Aliás, esse aqui surgiu SÉCULOS antes do crássico da Capcom. É uma adaptação para os 8 bits do Street Fighter II- The World Warrior, com apenas nove lutadores (Ryu, Ken, Guile, Blanka, Chun-Li, Sagat, Dhalsim, Vega e Bison) e, com, pasmem, um cenário exclusivo, feito só para essa versão e outros similares, que é o da Chun-Li: a varanda dum templo japonês, que é um dos símbolos do game. UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! Caramba, os piratas capricharam, hein? Fora isso, é só uma transposição do crássico SFII, com as limitações técnicas do Nintendinho, que acabou servindo de mole para as outras variantes de SF, como o Mari Street Fighter.

Avaliação FZD: e não é que esse game foi um tiro no escuro que acertou no cu do tatu? A rapaziada das locadoras adorava, os camelôs vendiam bem e, tirando a caixa de marimbondos epiléticos que era o som, a jogabilidade não era das piores! Os golpes saíam muito bem, a dificuldade e a velocidade se customizavam como nos arcades e dava até pra tirar uns duelos em 2 jogadores! Contabilizando tudo, Street Fighter III pirata acabava sendo melhor que muito jogo com o selo Capcom de ganância tacanha! Melhor que o Street Fighter II do Master System! Ó O FUMO, CAPCOM MUXIBA! A PIRATARIA COMPENSA!

Curiosidades Curiosas: tinha até um truquezinho pra te ajudar na hora do aperto: em qualquer momento do game (até contra o Bison), pause a bagaça e aperte pra cima + start que a barra de energia de seu inimigo é inteira consumida, bastando uma pancada pra matá-lo! Eita cheat desonesto, hein? Dá pra zerar o piratão em questão de minutos!

Street Fighter IV

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Novamente, as produtoras fantasmas de fundo de quintal! Desta vez, é uma tal de Gouder Co.. O pior de tudo é que Street Fighter está apenas no título, pois o game não tem nada a ver, nem nos cenários e nem nos lutadores! Talvez seja um SF vindo de algum mundo paralelo e que caiu aqui por engano em alguma banca de camelô!

Com mil raios e trovões? Esse jogo é dos enigmas mais insolúveis da humanidade, mais misterioso que os moais da Ilha da Páscoa e do que a fórmula da Fanta Uva! Primeiro porque ele NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM STREET FIGHTER! Tem um cenário que é uma cópia do cenário do Balrog (o cassino de Las Vegas com os carrões iluminados de néon), outro que é igualzinho à fábrica do Final Fight, e ainda outro que é aquele jardim japonês presente apenas nos SF piratas. Fora isso, tem alguns golpes copiados, mas os lutadores são completamente fora do cabo. Tem os clones Goho Li e Cliff (inspirados no Ryu), Rober e Pasta (um Ken mais magrelo e anêmico), Tracy e Bunny (duas coelhinhas da Playboy que lembram as piriguetes saltadoras do Final Fight), Stalong e Ranboo (dois Guiles sem camisa e sem vergonha na cara, que lutam num navio com bandeira da Grã-Bretanha!!!), Chunfo e Moon (dois Sagats anões) e os chefões Musashi e Conbon, dois samurais de armadura (valei-me, meu São Snake do Quixeramobim!). Com a diferença de que um dos últimos chefões você enfrenta no MEIO DO JOGO! Desgraça pouca é bobagem!

Avaliação FZD: cabe a pergunta: qual é a desse jogo, hein? E de onde eles foram tirar nomes tão “criativos”, hein? O mais divertido, contudo, é a tela do Player Select: repare nas expressões dos lutadores (todos iguais, mudando apenas um sorriso ou uma cara de mau) e aprenda a desenhar um mangá hentai. Os tentáculos estupradores e as máquinas safadas são por sua conta!

Curiosidades Curiosas: Goho Li & cia. Pirateada não apareceram nunca, em nenhum Marvel vs Capcom reciclado, mas imaginem como seria engraçado fazer um trio entre Phoenix Wright, Chunfo e Mustapha daquele jogo que mistura Cadillacs e dinossauros?  É platina na certa!

Fatal Fury 2

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Uma tal de Cony Soft, falsificadora oficial dos games SNK para o Nintendinho, a serviço de Sua Santidade Mao Tsé-tung.

Com mil raios e trovões? Pois é: enquanto Fatal Fury 2 bombava nos arcades de 1993, mostrando que tinha calibre pra enfrentar muito Kombate Mortal e Lutador de Rua que se preze, por que os proprietários do Dynavision não podiam ter também a sua adaptação? Pense na boa intenção dos coreanos…e descubra porque o inferno é tão cheio de gente bem-intencionada! A versão 8 bits de Fatal Fury é praticamente uma conversão do Neo Geo, com os mesmos cenários (embora faltem alguns) refeitos com pixels queimados e sprites que somem e contando com praticamente todos os lutadores, dos irmãos Bogard à patota do Wolfgang Krauser. Tem até a Mai Shiranui sem o silicone! E os golpes especiais, então? Carregue a barra de especial e solte um choriúken de fogo nuclear nessa fita.

Avaliação FZD: o pior de tudo é que a tal da Cony Soft colocou assinaturas suas em TODOS os cenários, como que assumindo a autoria dessa bagaça! Muito bem, ainda bem que reconhece! De longe, Fatal Fury 2 é uma das piores armações já feitas pro Nintendinho! Feio, malfeito, quebrado, cheio de bugs, sem graça, com as BGMs e efeitos sonoros decalcados dos outros jogos pirateados, como anedota não serve nem como upgrade pra piada do não-nem-eu!

Curiosidades Curiosas: já viram o vídeo que abre a resenha? No final dele tem meio que um fix colocado pelos produtores, que serve pro caso dos gráficos darem pau. Epa, então quer dizer que desde o início os caras sabiam que esse cartucho dava xabu? Então porque que fizeram isso? É por essas e outras que o mundo não vai pra frente, viu! Maldita seja a Cony Soft ou o raio que o parta que ela seja, VAI PRO COLINHO DO CHAKAN!

Kart Fighter

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Boa pergunta! A Nintendo com certeza não foi e até hoje deve estar no encalço do meliante que criou esse game pirata divertidíssimo. A inspiração pro Super Smash Bros.!

Com mil raios e trovões? Um jogo de luta estreando a turma do Super Mario, e que ainda por cima usa a mesma tela-título do Super Mario Kart! Quer coisa melhor? Eu se fosse a Nintendo premiava os pirateiros que inventaram esse jogo, porque ele é simplesmente genial! Pela INCELENTE qualidade dos gráficos (com direito a cogumelos fálicos em formato erótico, nuvens de algodão-doce de fim de quermesse e floresta de palitos de dente!), pela ótima grafia dos nomes (Mario como sempre vira Mari, Luigi é Luici, Yoshi é Yossy, etc, os programadores precisam urgentemente estudar na cartilha do Caminho Suave e fazer um curso de datilografia) e por aquela mania de entrar em loop ao final do jogo, típico dos games do NES sem final, Kart Fighter rende uma tarde de jogatina, especialmente naqueles sábados chuvosos após o programa do Raul Gil.

Avaliação FZD: não dá pra resistir: CHUUUUUUUUUUUUUUUUUUPAAAAAAAAAAAAAA, NINTENDOOOOOOOOOOO! Bem que deveriam ter feito sequências pro Kart Fighter ao invés do Super Smash Bros, hein? Junto com SFIII, Kart Fighter faz parte daquela categoria de piratas que conseguem incrivelmente ser melhores que muito original por aí (vide Hotel Mario no CD-I da Phillips), além de compensar a falta de jogos de luta pro NES. O único porém é que os heróis estão muito magros, é o único título da série em que Mario, Toad e Bowser não apresentem seu físico de comedor de polenta com frango. Também, com um batente desses, nem o pão com ovo e o marmitex da padaria da esquina são suficientes!

Curiosidades Curiosas: é nesse game que você descobre os nomes verdadeiros da tartaruga e do Toad! Revelação bombástica: o Koopa Trooper se chama Nokonoko e o nome de batismo do cogumelo marrento é KINOPIO! SANGUE DE SHAO KAHN TEM PODER! O mundo vai mudar depois dessa notícia! De qualquer maneira, melhor do que se chamar Goho Li, Pasta, Chunfo, Stalong e outros nomes inglórios pra personagens videogamísticos.

MASTER SYSTEM: SÓ NO BRASIL MESMO!

Pokémon Master

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Na tela principal diz que a é a Sega, mas a única softhouse do mundo com necessidades especiais não consegue *alerta de humor negão afrodescendente* se enxergar nessa gambiarra.

Com mil raios e trovões? Pokémon no Master System, o videogame mais falido, azarado, endividado e esquecido do Ocidente, que só fez sucesso aqui na terrinha do Cabral? Mas é lógico que ia terminar em criancinhas japonesas tendo convulsões! Olhando com mais atenção, trata-se dum clone de Psycho Fox com os gráficos trocados, botando o eletrificado Pikachu no lugar da raposinha corredora da São Silvestre. Os ovos do game original, que serviam para esconder os itens, agora são aquela maravilhosa engenhoca pós-moderna chamada pokébola! O monstrinho que você arremessava nos inimigos foi substituído pelo chorão do Togepi! E, no lugar dos outros animais que ajudavam a raposa corredora, botaram os compadres Charmander e Psyduck. Mas o melhor ainda está por vir…

Avaliação FZD: …ESSE JOGO NÃO TEM O ASH! UHUUUUU! GLÓRIA A SEPHIROTH, ALELUIA! O maior dentre os cabaços do mundo dos videogames foi limado dessa sequência safardana não licenciada. Nota dez! Este game merece o hall da fama do FZD!

Curiosidades Curiosas: o mais bizarro disso tudo é que esse jogo foi hackeado produzido num país muito, muito distante na América do Sul, famoso pelas suas mulatas de coxas rebolativas, seus políticos de honestidade a toda prova e seus clones diversos do GameBoy com Tetris bizarros na memória! Mas que país é esse, Tio Zé? É a Argentina? NÃÃÃÃOOOO! É a Guiana Francesa? NÃÃÃÃOOO! É o arquipélago de São Cristóvão e Névis? NÃO, CARAIO!!!!! Faça como o legendário menestrel dominical Galvão Bueno e cante a plenos pulmões: ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ DOOOO BRAAAAAAASIIIIIIILLLLL, IL, IL!!!! E quem disse que nosso país não tinha uma indústria de games? Ó O FUMO, TEC TOY!

MEGA DRIVE: DO IT YOURSELF GAMES!

Super Mario World

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Fruto duma gravidez indesejada, como diz a descrição do vídeo no VocêTuba, certo dia o Super Mario World original o Chip n’ Dale do NES (Tico e Teco) tomaram umas biritas a mais e terminaram a noite no Motel Anonimatus by Night. Nove meses depois tínhamos essa criatura mutante que, abandonada pelos pais no Conselho Tutelar, foi recusada até pelo Professor Xavier.

Com mil raios e trovões? Bom, os gráficos e telas foram copiados do Super Mario All-Stars (SNES), especialmente do remake do Super Mario 1. Mas a engine não tem nada a ver, pois Mario não pega mais cogumelos alucinógenos e flores de fogo, pelo contrário, ele fica erguendo caixas e arremessando as dita-cujas nos inimigos, além de recolher umas moedas azuis. Sim, um casamento entre Mario e a engine péssima do jogo do Tico & Teco pro Nintendinho, que só poderia terminar mesmo em divórcio litigioso. Mas o mundo do Mario vai só até a terceira fase, porque depois ele cai dentro duma floresta lisérgica (hein?), sendo atacado por chuveiros demoníacos! É sério! Deveriam pegar essas duchas e levar pros bárbaros anti-higiênicos do Golden Axe, porque o futum da Tyris Flare tá que tá! O Cascão deve ter platinado!

Avaliação FZD: além de combinar elementos do Super Mario e botar uma engine genérica de jogos de plataforma, podemos dizer que esse Super Mario World pro Genesis é um game feito a partir do zero, sem copiar nenhum outro, um jogo artesanal e feito nas coxas! Ótimo pra ser vendido em feiras de artesanato entre uma bolsa de crochê e uma cumbuca de barro. Videogame também é arte…especialmente em se falando de piratas arteiros!

Curiosidades Curiosas: últimas notícias do divórcio: Super Mario pegou todos os bens de Tico & Teco e ainda mandou pagar uma pensão milionária pro coitado do Mario Piratão! O game pirata foi criado pela avó e passa bem, sendo hoje uma celebridade entre os downloads de roms ilegais!

Top Fighter 2000

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Um grupo de piratas somalis que aterrorizam as costas africanas e que, depois de roubarem muitas cargas de videogames contrabandeados, resolveram criar o seu próprio jogo e despejá-lo nos mercados de Hong Kong, Cingapura e no boulevard 25 de Março & similares.

Com mil raios e trovões? Assim como o Super Mario World megadriviano, esse também é um jogo feito a partir de nada, que termina levando a lugar nenhum. Um jogo de luta a reunir os grandes briguentos da tradição das porradas eletrônicas, dentre eles Ryu (Street Fighter…dããã), Kyo Kusanagi e Iori Yagami (King of Fighters, o caso de amor mais duradouro dos videogames, o que o sangue de Orochi uniu ninguém separa!), Ryo Sakazaki e Robert Garcia (Art of Fighting, ou seja, a segunda divisão da SNK), Gesse Howard (tiazona véia do Fatal Fury e escada dos KOF), Goku (!) (da série de adaptações do Dragon Ball Z), Ciclope dos X-Men (!?!) (usando sobras do sprite do game Children of Atom), o ex-boxeador Muhammad Ali (!!QUÊ?) e o jogador de basquete Michael Jordan (!!!CUMA???). Pois é, um elenco mais “eclético”possível prum jogo de luta, capaz de fazer você escutar a agulha cair do outro lado as sala de novo!

Avaliação FZD: prum jogo de luta feito de qualquer jeito, até que Top Fighter se saiu muito bem! Os gráficos são relativamente bons, mas apenas as animações dos bonecos dos personagens, que foram chupinhados dos games dos 32 bits. Já os cenários parecem aquelas tranqueiras desenhadas que e tortas que a gente via nos piratões do NES. Os golpes são muito simples, os comandos são praticamente os mesmos para todos os personagens e são bem repetitivos, fáceis de memorizar. Dá até pra improvisar uns combos! Agora, o mais legal é a seleção dos lutadores…misturar Capcom, SNK, Bandai, Marvel Comics e mais dois esportistas reais se mostrou a fina flor da mistureba gamer, um verdadeiro desafio para o mais intrépido dos sais de fruta! Nós aqui estamos na torcida para que seja lançada uma atualização pro Top Fighter 2000, agora com novas figuras: Cebolinha, Naruto, Heihachi Mishima, Tiririca e, no time dos esportistas, o sensacional Ney Paraíba! Piratas, anotem nossa sugestão!

Curiosidades Curiosas: Top Fighter 2000 foi também adaptado pro Super NES, com o título infame de The King of Fighters 2000 Special!!! Com a mesma turma doida, com a diferença de que você podia formar times de três lutadores com os seus clones! Imagine um pega entre três Ryus de cores mortiças e três Kyos com amarelão? A versão do SNES é bem melhorzinha, até porque ela foi chupinhada do Street Fighter Alpha!

Super Donkey Kong 99

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Caramba, acho que eu tô ficando velho…se eu sei que a maioria dos games piratas não tem créditos, porque diabos eu fico fazendo a mesma pergunta sempre, hein? Bom, de qualquer maneira, a dica desse piratão veio do leitor Sonozaki Bastard, abraço, cara, colabore sempre com nossas doideiras pro fliperama crescer feliz!

Com mil raios e trovões? O que aconteceria se Donkey Kong Country e seus gráficos em 3D fossem transportados pro Mega Drive, considerando-se as limitações técnicas do irmãozinho marrento do Master System? Um desastre, né? Não tem um jeito melhor de definir esse Donkey Kong embananado que arriscaram soltar pros 16 bits da Sega. Só uma colagem de fases dos três Donkey Kong (com ênfase no último), com os cenários alterados, o som em loop repetindo a música da fase de bônus do Mario e a física defeituosa, é daqueles jogos piratas impossíveis de se passar da primeira fase de tão descalibrado e mal-calculado em seus objetivos.  Dá pra ver que o coitado do processador do Mega fica quase engasgando pra gerar os gráficos. Pô, pirataiada, não sabe brincar não brinca!

Avaliação FZD: considerando todos os (de)méritos desse filho bastardo dos Kong, a pergunta que fica é: onde estão os outros 98 games da série? Por que chegou até nós apenas o último?

Curiosidades Curiosas: qual será a profissão de K. Rool nesse título? Palhaço?

SUPER NINTENDO: GOOOOOOOOOOOOOOLAAAAAAAAÇOOOOOOO!

Campeonato Brasileiro ’96 (também chamado de Futebol Brasileiro ou ainda Ronaldinho Soccer!)

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Com o mesmo som e animação da Konami, alguns títulos tinham uma tal de Eagle Soft (com um BELÍSSIMO desenho duma águia desengonçada feito em Paintbrush de 486 velhaco) por trás do projeto, outras tinha o crédito duma produtora chamada “A Paixão pela Bola”. Bola murcha, isso sim!

Com mil raios e trovões? É apenas um clone de International Superstar Soccer com gráficos, textos e animações trocados, adaptado para as temporadas de futebol do Brasileirão de 96 a 98 (e tem até o escrete do Zagallo da Selecinha de 98!). Prepare-se, pois Itália, Alemanha, Brasil, Argentina, Espanha e outros viram Palmeiras, Corinthians, Santos, Flamengo, Cruzeiro, Fluminense, etc. Todos os textos do game estão em portunhol vagabundo de fronteira e a voz do locutor (“Adiantado! Lesionado! Campeonato Brassilenho nobenta e siete!”) parece a dum paraguaio muambeiro. O mais legal é que, se no jogo da Konami havia os times All-Star secretos, aqui eles foram alterados pras seleções clássicas, como a de 58, a de 70, a seleção do Tetra e outras mais.

Avaliação FZD: bom, os Campeonatos Brasileiros são as várias versões do International Superstar Soccer, né, que é um jogaço de pelota de várzea e não tem o que falar! Podendo-se jogar ainda com os times brasileiros, fica melhor ainda! O mais legal é que nesses games a seleção da Nigéria foi transformada no…UNIÃO SÃO JOÃO! Por incrível que pareça, até o time ararense já pintou no mundo dos games. Encha os seus pulmões e cante com alegria: “alviverde, são as cores, do maior dos meus amores…”

Curiosidades Curiosas: os piratas não aportaram só no Brasil visitando também a terra dos churros, do tango, do mate, do Jorge Luis Borges, do bife de chorizo e das mulé bonita: foi criado um clone argentino de ISS chamado Futbol Argentino, no mesmo esquema dos Ronaldinho Soccer, mas podendo jogar com Boca Juniors, River Plate, Racing Club, Vélez Sarsfield, as seleções de 78 e 82 e o combinado das Universitárias Suadinhas da UBA! EITA, NÓIS! O mais legal é que, na hora da animação da Konami, aparece um slogan otimista de “Argentina 98” (HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!). Confere aí embaixo:

Sonic 4

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Alguém com um péssimo gosto pra games, no mínimo algum gato pingado fugido do Somari Team. Se é pra clonar um game, clone um decente, pombas!

Com mil raios e trovões? Pegaram o game do Ligeirinho (Speedy Gonzalez) pro SNES e botaram o Sonic no lugar da ratazana turbinada da Warner! Pra piorar, fizeram um marca-telas com o Mario preso dentro duma jaula, e basta você soltar o encanador e uma voz rouca começa a gritar “Mario! Mario!”. Fora isso, se você jogar o game do Ligeirinho junto com esse, pode reparar: do nada você pula fases pra frente, fases inteiras foram arrancadas do jogo original pra se fazer essa cópia falseta! Basta notar que, na primeira fase, depois de dois estágios, você enfrentar o chefe; daí, na segunda, o chefe ficou de fora; do terceiro mundo sobrou só a fase do meio. Os piratas praticamente desmancharam o game! CAI FORA, MACAUBAL!

Avaliação FZD: O jogo do Ligeirinho era daquelas fitas raras e obscuras que juntavam poeira no fundo da gaveta, que você volta e meia via sobrando nos tabuleiros de camelô. Um belo dia algum pirateiro bem-intencionado encontrou um daqueles dando sopa, comprou o dito-cujo, desmontou-o na garagem de casa e reprogramou o negócio enfiando uma batelada de bugs e glitches que não existiam no original. O melhor de tudo é a tela-título, um anúncio da Tec Toy (?) escaneado de alguma revista. PELO AMOR DE SEPHIROTH! Se é pra piratear, pirateie com crasse, pô!

Curiosidades Curiosas: de fato, o estilo do Speedy Gonzalez é claramente chupinhado do Sonic, com a diferença de que Ligeirinho corre tão rápido quanto uma lesma na cadeira de rodas. Depois de Campeonato Brasileiro, os pirateiros deram um belo chute na trave.

Mortal Kombat 2 ½

Tubarões me mordam, que que fez isso? O crédito ainda é da Midway/Acclaim, mas eles negam até a morte. De que adianta? O fatality vai ser doloroso e sem vaselina mesmo…

Com mil raios e trovões? É basicamente o mesmo Mortal Kombat 2 lançado pro Super Nintendo, com alguns poréns muito interessantes: desde o início, você tem à sua disposição TODOS os lutadores, incluindo os secretos (Jade, Noob Saibot e Smoke) e os dois chefões (Kintaro e Shao Kahn Vera Verão) para selecionar na tela player select. Agora não precisa de truquezinho besta pra acessar as lutas escondidas e nem de ouvir a maracutaia dos paieiros que falavam dum “código secreto” pra jogar com os chefes! Que maravilha, hein, torcida brasileira? Com a diferença de que, como os chefões finais e os secretos não foram programados para ser selecionáveis, os seus comandos ficaram simplesmente cagados, os golpes são poucos e nunca saem direito, os fatalities são só uns golpes especiais improvisados (mais xumbregas que Heroic Brutality do MK vs DC Universe) e o game trava facilmente jogando com um desses cabocros, às vezes congelando do nada. Aproveite essa modernura e jogue com a incrível Vera Verão do Outworld, o Imperador (hahahaha!) Shao Kahn, que pula menos que pipoca de microondas, com as lutas narradas por uma pobre voz sofrendo de laringite crônica!

Avaliação FZD: pra quem ama o jogo de luta mais menstruado de todos os tempos é um prato cheio de picanha malpassada com ketchup. Está tudo lá: fatalities, babalities, friendships, combos apelões, bicicleta do Liu Kang, magia congelante do Sub-Zero, gancho do Scorpion, chapelão laminado do Kung Lao, ofensas brabas à moral e os bons costumes…o bom é que os bugs e efeitos doidos dos erros do jogo, que muita revistinha achava que eram “efeitos especiais”, como fatalities que não estouravam partes do corpo, bonecos presos nos cantos do cenário e personagens com cores bisonhas, estão todos lá! Por essas e outras é que a freguesia do fliperama acha que Mortal Kombat 2 ½ deveria ser o primeiro pirata oficial da história dos games! Desbancava muito joguinho com selo de original licenciado na capa!

Curiosidades Curiosas: como trollagem pouca é bobagem, ainda colocaram no vídeo um vídeo da demo do Killer Instinct, e o duro é que o vídeo é oficial, daqueles que eram exibidos mundo afora nas feiras de games e que ganhavam a Internet nos tempos em que a rede ainda engatinhava! A Nintendo deve ter dado cria e arrancado todos os pelos do Pikachu! Louvados sejam os corsários que hackearam o MK2!

Menção Difamatosa: Somari (NES)

Tubarões me mordam, quem que fez isso? Dizem por aí que é um tal de Somari Team, sátira do Sonic Team e seus jogos estrelando um certo porco-espinho turbinado. Na verdade, Somari Team é o codinome dum grupo de prisioneiros chineses condenados ao trabalho escravo por se recusarem a comer carne de poodle ao molho de lagartas no jantar!

Com mil raios e trovões? Olhem bem para as imagens e pro vídeo aí de cima e sintam o drama: pegaram a estrutura do Sonic 1 do Mega (embora tenha uma fase do Master aí pro meio do game), transportaram pro Nintendinho de qualquer jeito, recriando os cenários e estágios que nem os respectivos narizes dos produtores de fundo de quintal e botaram o Super Mario Pereirão no lugar do solteirão de Emerald Hill pra correr que nem um Chevette velho e pegar argolas e esmeraldas pelo cenário. Com um fundo musical BÃO PRA MAIS DE METRO, cortesia da Orquestra Sinfônica Desafinada de Caixas de Marimbondo, capaz de causar sangramentos nasais, epilepsia aviária e mijo na urina em caso de exposição prolongada.

Avaliação FZD: Apesar de tudo, Somari não é um game ruim; ele precisa MELHORAR MUITO pra ficar ruinzão! De todos os games bucaneiros aqui apresentados, é de longe a maior das tranqueiras. Mas Somari ainda consegue ser melhor do que o nefasto Hotel Mario, esse sim a fina flor da vagabundagem, embora nem com reza brava pra São Snake você consiga passar da primeira luta contra o Dr. Robotnick.

Curiosidades Curiosas: Super Promoção Fliperama do Zé Doido Pirates Edition: quem conseguir zerar Somari sem usar continue e save state ganha inteiramente de grátis e sem pagar um centavo uma sensacional ROM do Street Fighter IV pirata pra jogar no seu emulador do NES! É a sua chance de jogar com aquela turma memorável de Chunfo, Goho Li e Stalong! Válida por tempo limitado, enquanto o Zézão aqui não mudar de ideia!

É isso aí, bucaneiros e marujos desse Brasil varonil! E que venham mais piratas de gráficos zoados e jogabilidade quebrada, COM MIL RAIOS E TROVÕES!

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TREMEI, MACACADA: Donkey Kong Country!!!

É isso aí, macacada! Prepare o milk-shake sabor banana são-tomé porque o post de hoje é em homenagem a uma trilogia que surgiu nos 43 do segundo do tempo da época do Super NES e fez muito saturneiro escolado querer mandar o videogame pra Plutão e muito fã de 3DO perceber já de cara a roubada que foi comprar o console da Panasonic. E ainda roubou o sono da Sony na época áurea quando o Playstation apenas engatinhava e quebrava os chocalhos na casa do véio Akio Morita. Se você procura um game produzido por uma horda de chimpanzés treinados, ESQUEÇA, porque Donkey Kong Country é do balacobaco!

Está comprovado: onze entre dez gamemaníacos já se descabelaram, enforcaram com o fio do controle, pediram clemência pra São Snake do Quixeramobim e sentiram a grossura da espada do Sephiroth em infindáveis quedas de carrinho, trombadas com kremlins, tiros de canhão na direção errada, mordidas de jacaré, afundamentos em pântanos sombrios, explosões de barris de dinamite, cacetadas de balas de canhão e ataques de abelhas ensandecidas jogando DKC (qualquer um da trilogia, não importa, cumádi Nintendo e cumádi Rare estavam inspiradas neste que é o maior e mais completo compêndio de “como trucidar um jogador incauto e tirar-lhe uma vida”). E não vem pensando que tem modo easy pra escolher, nem truquezinho de pular fases, nem gambiarra com Game Genie e nem lista de troféus não: Donkey Kong Country sempre nos ensinou que a vida pode ser dura, injusta, apelona, sádica, maldita, cruel…em resumo, uma gigantesca banana verde sem vaselina.

Por essas e outras é que o Fliperama do Zé Doido tem o orgulho de apresentar o acachapante jogo do macaquim, como era conhecido nos fliperamas e locadoras dos rincões do Brasil! Charles Darwin deve ter platinado!

E VAMOS LÁ QUE VAI COMEÇAR A BAIXARIA A MACAQUICE!

Donkey Kong Country (1994): banana engorda e faz crescer!!!

Era uma vez, no magnificente ano de 1995, quando Fernando Henrique Cardoso privatizava (do verbo tacar na privada) até a senhora sua mãe, a Seleção Brasileira experimentava a sua áurea decadência na mão do mestre Zagallo, a Rede Manchete exibia sangue e seios nos horários mais aprazíveis para a família brasileira e a Internet ainda era coisa do demo, havia a paradisíaca Ilha Kong e sua plantação de bananas. Responsáveis por disseminar uma epidemia de diarreia por todo mundo e de causar o estouro da bolha banânica do mercado de frutas do Vale do Ribeira, a ilha era administrada com pata mão de ferro pelos primatas da família Kong. Mais eis que um belo dia o rei dos kremlins (espécie de lagarto anabolizado com pinta de Duke Nukem), King K. Rool, invade a ilha tropical com seus navios piratas e rouba toda a reserva de bananas-nanicas! Desgraça pouca é bobagem e a comida do porco é lavagem! Mas o grande herói dos Kong, o gorila Donkey, acompanhado por seu primo, o mico Diddy (que paga o próprio nome durante toda a empreitada), vão sair no encalço dos cruéis répteis por toda a ilha Kong, utilizando-se do famoso método infalível de todos os heróis do videogame: PORRADA!!! E muitos pulos nas cabeças de inimigos incautos!

Numa primeira olhada, o novo crássico da Nintendo parecia uma cópia-carbono de Super Mario World & Plagiadores Cara-de-Pau: um grande mapa, dividido em vários outros submapas de mundos, com caracterizações diversas (florestas, cavernas, ruínas antigas, debaixo d’água, usinas, etc.) e os bonecos dos seus personagens andando por elas. Mesma coisa a engine de detonar os inimigos: atirando barris e caixas de madeira nos dito-cujos ou pulando em suas cabeças. Como em outros games do gênero, as argolas e moedas foram trocadas por bananas. Peralá, Tio Zé, então o que que tem de diferente nesse birinaite? Aí é que tá: sem ser muito inovador, Donkey Kong apostava num feijão-com-arroz bem temperado do boteco da esquina, usando um sistema já conhecido dos jogadores e incrementando uma jogabilidade viciante, simples e direta ao ponto. Mal você terminava a primeira fase e já estava louco pra passar pela próxima!

Então, controlando Donkey ou Diddy (que se escondiam nos barris DK), você cruzará toda a ilha Kong em direção à baía (que não é de Todos os Santos) onde está ancorado o Gang Plank Galleon, a base de King K. Rool, pra destronar o déspota emburrecido esclarecido, atravessando mundos de florestas, montanhas, gelo, as terríveis Indústrias Kemroc, sempre com o auxílio dos barris de madeira, aço e DINAMITE pra te livrar da fauna de inimigos que vai te perseguir. Aliás, a Rare caprichou nos seus rivais: tem toupeiras, ogras de ferro, abelhas de espinhos nas costas, gaviões que tacavam pedras, hienas dentuças, os chupacabras da fase dos barris de Stop e Go… nem exército do Age of Empires e batalhão do BOPE é tão variado no número de facínoras!!!

Para derrotar toda essa galera muito louca que apronta as maiores confusões, você contará com a ajuda duns animais amigos, provando definitivamente que o ser humano não tá com nada:

Engarde: peixe-espada vindo diretamente das terras da França, leitor do existencialismo, apreciador de croissants e fugido diretamente da cozinha de Monsieur Paul Bocuse. É a montaria básica de todas as fases de água, espetando todo mundo sem carinho e sem camisinha!

Expresso: avestruz entregador do Sedex que, no presente momento, encabeça a greve dos Correios! Mais rápido que a Ferrari do Schumacher com radiador queimado e problema na parafuseta, a ave ainda tem uns saltos invocados e uma planada ótima pra pegar itens escondidos.

Rambi: rinoceronte marombado, o queridinho da academia, praticamente um tanque de guerra com chifres. Atropela o que tiver pela frente e é ótimo para abrir passagens secretas de fases de bônus. Já pra pular, bem…nada é perfeito, né?

Winky: o sapo injustiçado, pois participou só desse jogo e depois tomou Doril. Um amigo batráquio, retombante, cabriocárico, subjestivamente qualificado que, por não ser lá muito rélpis, não merece nosso respeito tecnológico. Sério, o sapo pula tão alto e tão desconjuntado que logo você verá seu estoque de 99 vidas indo pelo ralo!

Squawks: um papagaio roxo (!), que só aparece lá pelo quinto mundo, bem na frente do jogo, e o único que não tem fase de bônus! Ele basicamente voa carregando uma lanterna pra iluminar uma ou duas fases escuras. Por essas e outras é que Squawks é o mascote mais apagado de DKC, não é à toa que nas outras versões turbinaram tanto o bichinho até ele virar um gavião palmeirense!

E tem mais: pegando três figuras iguais do rinoceronte, do avestruz, do peixe e do sapo, você terá direito a uma incrível fase de bônus em 6x sem juros nas Casas Bahia, pra encher o piquá de estrelas e ainda ganhar um balão de vida extra a cada 100 delas! Mas é uma modernura mesmo, por um instante eu tive a impressão de ouvir certo objeto pontiagudo cair num certo aposento da casa…

Aliás, não espere fases secretas, rotas alternativas e frescuras starroadianas no primeiro DK: as fases de bônus e as letras K, O, N, G pelas fases só servem mesmo pra ganhar vidas extras, que no jogo foram imortalizadas nos balões! Mas você vai precisar dessas bexigas, porque esse game não facilita pra ninguém!

Depois de muitas bananas, pencas, cachos, chefões detonados, carrinhos de minas saindo dos trilhos e kremlins pisoteados, Donkey Kong Country fez um estardalhaço mais acachapante do que Playboy da Adriane Galisteu, ensinando a todas as crianças espalhadas pelos fliperamas e locadoras do Brasil sobre as propriedades cagotíferas purgativas da Musa paradisiaca, tava na cara que a Nintendo e a Rare iam juntar de novo o sukyaki com o fish’n’chips pra fazer uma sequências! Agora com fases secretas, mundo escondido, truques e o escambau!

Donkey Kong Country 2- Diddy Kongs’s Quest(1995): na segunda vez a banana desliza mais fácil

Exatos 11 meses depois do sucesso de DKC e o casal nipo-britânico lança a sequência, estrelando agora o magrinho e raquítico Diddy Kong como herói principal, pra salvar o véio Donkey das garras de K. Rool, o vilão do jogo anterior, que de rei virou um capitão pirata (?). Cacildis, como esse povo muda de profissão, hein? Tá parecendo o Super Mario Pereirão e seu batente interminável! Pra variar, voltam também o mano cuca-fresca Funky Kong e seu baseadão de um quilo de erva e seu avião e o esclerosado Cranky Kong, como sempre reclamando da falta de Viagra e Caxinauá, que agora espalhou uns moedões DK pelas fases pra te desafiar a ser um verdadeiro herói. Quem aparece pela primeira vez é a fessora Wrinkly Kong, que salva seu progresso, o aspirante a Sílvio Santos neanderthal Swanky e seu game show de bônus e a nossa considerada Dixie Kong, o segundo macaco com quem você vai jogar, namoradinha peluda de nosso querido Diddy que até hoje não descobriu a depilação com cera fria.

Como nós já dissemos, Donkey Kong foi enrabado a seco capturado pelo Kaptain K. Rool e você terá que atravessar a Ilha dos Kremlins enfrentando uma nova geração de inimigos e piratas. Aliás, quanto pirata tem esse game, hein? Tá parecendo a 25 de Março em véspera de Dia das Crianças, BENZADEUS! Se a Polícia Federal baixar lá, vai ser um rapa pra Kong nenhum botar defeito!

Começando pela Gang Plank Galleon (o navio pirata do game anterior, agora promovido a um mundo com mapa e tudo), a mecânica é a mesma do jogo anterior: atravesse, além do galeão, o vulcão da ilha, o pântano com o navio quebrado, o parque de diversões das abelhas (o mundo mais FODERENGO de todos os DK!), a floresta mal-assombrada (e suas cordas fantasmas que desaparecem do nada, nem o Chico Xavier dá jeito!), o covil dos bucaneiros e, por fim, quando você já está quase balançando num galho de tanta raiva, a fortaleza voadora do King, digo, Kaptain K. Rool! Aliás, o kremlin último chefão desse jogo é um primor de apelação e covardia, ótimo para quem gosta de sofrer com um sabugo um joystick no rabo na mão. Confere aí a bagaça e me diz se não merecia um troféu de platina ou um achievement generoso:

Voltam os barris, os lagartões voadores, as abelhas morféticas, as montarias salvadoras e as fases de bônus, mas agora com um porém: os bônus (de vários tipos, como de achar a moeda escondida, matar todos os inimigos num determinado tempo, recolher um número de estrelas, assoviar e chupar cana ao mesmo tempo com a melodia do Hino Nacional, fazer um sanduíche com as partes íntimas, etc.) te dão umas tais de Kremcoins ou Kremmoedas de brinde. Elas são em número limitado e servem para pagar o forçudo Klubba, um kremlin que aparece nos mapas em seu quiosque, que abre o Lost World, o cruel mundo secreto. Passando todas as fases do Lost World, você verá um final alternativo, mas cuidado, que o mundo secreto é contraindicado em casos de suspeita de dengue e de noobice hemorrágica!

Além das moedas Krem, temos também as moedas de banana, que servem pra pagar os serviços da família Kong, como o avião do Funky, o save da Wrinkly e as rodadas do quiz do Swanky (PUTA FAMÍLIA MERCENÁRIA, CUMPÁDI!!!). Ô louco, hein, macacada, cadê a consciência anarco-sindicalista cristão do sétimo dia de vocês???

Já da turma dos animais amigos voltam o Rambi, o Squawks (que agora carrega seus miquinhos voando e cospe biscoitos, CURRUPACO!) e o Engarde, além dos novos espécimes: Rattle, a cobra cascavel saltadora fugitiva do Butantã; Squitter, a aranha de tênis, que atira tiros de teia e escala a fase, que uma vez, contaminada por radiação, mordeu um tal de Peter Parker; Clapper, a foca que transforma lava em água; e o peixe abissal Glimmer, mais bonito que monstro do Jaspion depois de pegar febre amarela, o coitado que faz o papel de segurar a lâmpada dessa vez.

E haja balões de vida, porque os chefões dessa sequência não tão pra brincadeira: tem gavião pirata (que vira fantasma!), sabre de corsário possuído pelo capeta e até uma abelha do tamanho dum elefante!

Em 1996, às vésperas do lançamento do Nintendo 64, com o Super NES respirando com a ajuda de aparelhos, eis que o casamento do chá das cinco com o missô de soja nos rende uma raspa de tacho: o rebento mais querido de todos, pra fechar a trilogia com chave de ouro de tolo.

Donkey Kong Country 3- Dixie Kong’s Double Trouble(1996): É NINTENDO OU NADA!

Daria para melhorar tudo o que havia nos outros dois jogos e dar um último suspiro ao 16 bits nintendístico? OPA! E eis que fomos brindados com DKC3, que, mais longo e complexo que os outros (teve gente daquelas revistinhas frescas que até comparou o jogo a um “revolucionário” RPG!), veio pra arrebentar a boca do balão com mais uma invasão Kremlin! Agora quem se lasca são o tio Donkey e o sobrinho Diddy, capturados por um robô maligno chamado KAOS! E quem vai atrás dos dois cabocro? Lógico que a peludinha Dixie, na companhia do bebê chorão Kiddy, o pior macaco da série pra se controlar, com um movimento especial de quicar na água que você certamente NUNCA conseguiu fazer direito e que o firuleiro do fliperama se gabava dizendo que conseguia até fazer combo com ele!

O mundo dos Kong agora é muuuuuuito maior e está localizado no Kremisfério Norte, uma região mais fria do mundo Kong e cujas paisagens são inspiradas na Europa. Isto é, DKC3 é um jogo europeu, que não toma banho, adora fazer greve, fuma que nem um condenado, gosta de cinema de arte e se acha o melhor de todos! A ordem das fases também não é mais fixa, alguns mundos podem ser detonados antes de outros, o que deixa o game com um ar de open world. Putzgrila, um open world em plena era de 16 bits? UAU, EU ESCUTEI A AGULHA CAINDO DO OUTRO LADO DA SALA! E com mundo secreto também, que tem que ser aberto com as tais moedas Krem! JISUISCRISTIM!

Porém, o desafio aumentou muito: além dos vários veículos que você irá pegar durante a jornada na oficina do Funky (canoa, hovercraft, lancha a motor e o incrível girocóptero!), dos itens que você adquire com os chefes e com os irmãos urso (um curativo de seda, dois esquis, uma concha, um espelho, uma bola de canhão, uma chave inglesa, uma flor, uma rosa, um ornitorrinco de duas cabeças do sul do Suriname…), você precisará recolher as moedas de prata dos ursos, as moedas Krem para as fases secretas e os moedões DK pra o girocóptero!

Pensa que acabou? Além de tudo isso temos os pássaros-banana (Banana Birds), que você irá recolhendo em cavernas secretas, escondidas nos piores lugares possíveis, tipo o fiofó do chefão, após um joguinho de apertar botões bem simples! Tem Banana Bird em tudo que é canto: em teleféricos nos mapas dos mundos, em praias desertas, em ilhas flutuantes acessíveis com um tiro de canhã…e você precisará da ajuda dos Irmãos Urso e suas trocas de itens para abrir tais locais secretos (!!!). Credo, que monte de item colecionável e segredos, hein? Pra variar, se você quiser ver o final verdadeiro do jogo, vai ter que recolher tudo, TUDINHO MESMO, porque sem o bendito girocóptero ficam faltando 3 Pássaros Bananas! CAI FORA, MACAUBAL!!!! Pior que isso só ficar recolhendo penas e bandeiras no Assassino Cruz-Credo!!!

Passando o terceiro mundo e derrotando o chefão KAOS, numa reviravolta incrível do storyline, você descobrirá que Donkey e Diddy são reféns do BARÃO K. Rool, o vilão mais insistente desde Bowser, Dr. Robotnick, Dr. Willy e Eymael, o Democrata Cristão! E lá vamos nós pra mais um chefão cheio de artimanhas!

Balanço geral até vomitar a bananada toda!

A trilogia Donkey Kong Country é disparado o crássico insuperável da gloriosa fase final do SNES, não só pelas suas músicas viajandonas e seus gráficos 3D de arrebentar a boca do Bison! Queira o Miyamoto ou não, a dona Rare, como boa matrona inglesa, fez bem a lição de casa e ainda ganhou estrelinha de bom aluno e um boletim cheio de notas azuis! E ainda revitalizou um game antigão do tempo dos arcades do arco-da-velha e do videogame à lenha (confira lá nas Curiosidades Curiosas), com uma roupagem nova.

Aliás, Donkey Kong Country não traz praticamente nada de inovador: é só a fórmula consagrada de Mario & Plagiadores Cara-de-Paus, com vários mundos divididos em grandes mapas cheios de fases, estágios de plataforma cheios de inimigos, armadilhas e rotas secretas e aquele mundaréu de quinquilharias pra se colecionar. Um arroz e feijão com ovo bem temperado, ao contrário duns jogos “inovadores” por aí, que parecem um caviar de angu de caroço que nem Epocler resolve.

Junto com o nosso considerado Mario Mario, trabaiadô dedicado no batente, o solteirão Sonic que pra fugir da Amy dispara correndo depois duma polvorosa mistura de Farinha Láctea com Biotônico Fontoura vencido, o televiciado Gex e o francês com necessidades especiais Rayman, Donkey Kong e sua família viciados em banana amassada com aveia já estão no hall da fama dos grandes ídolos dos games de plataforma. Essa aí é pro Crash Bandicoot se pinicar de inveja! APRENDE, SONY!

Curiosidades Bananosas Curiosas:

– O arcade original de Donkey Kong foi lançado pela Nintendo em 1981 e foi um sucesso estrondoso, obrigando a japaiada até a se prostituir e a fazer assassinatos encomendados para conseguir suas preciosas moedinhas pro fliperama. A máquina é também a primeira aparição de Mario, no tempo em que ele trabalhava de carpinteiro e tinha o apelido de Jumpman. Pois bem, nesse primeiro título o macacão Donkey era o vilão, que sequestrava Pauline, a princesa-namorada de Jumpman/Mario, pra fazer aquilo que o cavalo faz com a égua! Daí sobrava pro nosso herói da classe trabalhadora escalar construções e andaimes atrás do símio, arrumando rebites, quebrando obstáculos com um martelo e desviando dos barris que o primata fica lançando. Vai daí a obsessão donkeykonguiana com barris, tonéis e similares!

– Esse jogo original foi adaptado prum carreirão de videogames da época: Atari, ColecoVision, Nintendinho, Game Boy, CD-ROM fajuto que vende na banca da esquina…e teve até sequências! A mais famosa é aquela do NES em que você tem que empurrar o tio Donkey numa colmeia cheia de marimbondos, que vez ou outra pinta num joguinho do WarioWare!

– Além dos três Donkey Kong Country canônicos, temos duas sequências à altura: Donkey Kong 64, inaugurando a época dos macacões 3D, pro sexagenário da Nintendo; e Donkey Kong Returns, ressurreição pro Wii, que tem bem aquele pique doido dos 16 bits e soube resgatar a série, embora sem a presença da Rare, que hoje se diverte acendendo luzes vermelhas no Xisboca. Pro Game Boy Classic, tivemos versões compactas dos Donkey Kong do SNES, que receberam o título de “Donkey Kong Land”. E pro Nintendinho tem uns piratões de primeira, umas gambiarras que nem essas aí debaixo. Somari fez escola:

– Os três DKC originais foram adaptados para GBA, com direito a mundos e chefes extras. Também estão disponíveis no Wii Virtual Console pra quem tem saudade de ser humilhado pelos barris-canhões.

– Spin-offs: DKC deu origem à série de games de corrida Diddy Kong Racing, uma praga que se alastra por consoles e portáteis da Nintendo desde as priscas eras do N64, uma mistura de Mario 64 com Mario Kart capaz de desafiar até o mais exímio sal de fruta. Tem também o legalzinho Donkey Konga, jogo musical com os barris usados como bongôs. E pro DS tem o Donkey Kong: Jungle Climber, um jogo de aventura esquisito e com um sistema de movimentação que ninguém entende.

– Teve até uma série animada em computação gráfica: Donkey Kong Country, o desenho, foi produzido pela France 2 e pela Nelvana e exibido no Brasil pela HBO e pela Record entre um descarrego e outro.

– Como DKC foi uma releitura do clássico Donkey Kong feito pela Rare (e apenas licenciado e distribuído pela Nintendo), numa ocasião Shigeru Miyamoto disse numa entrevista que DKC era um jogo “medíocre”. PORRA, CUMPÁDI! Isso é que dá ficar o dia inteiro trancado no banheiro, dentro do ofurô com uma foto da Samus Aran depois do final do Metroid.

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